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Bia Haddad perde chances, sofre virada de Francesca Jones e cai na estreia

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A paulista Bia Haddad Maia, atual número 105 do ranking mundial, encerrou sua participação na chave de simples de Roland Garros neste domingo (24). Em partida válida pela primeira rodada do Grand Slam francês, a brasileira foi superada pela britânica Francesca Jones, 102ª colocada da WTA, por 2 sets a 1, com parciais de 6/1, 6/7 e 3/6.

O confronto apresentava um retrospecto favorável à brasileira, que havia vencido os dois duelos anteriores contra Jones, ambos em 2021 no saibro. O torneio em Paris também representa o palco do melhor resultado da carreira da brasileira em Grand Slams, quando alcançou a fase semifinal na edição de 2023.

Domínio inicial e oscilação no segundo set

O início da partida indicou controle por parte de Haddad Maia. Mostrando agressividade com o forehand desde os primeiros games de devolução, a brasileira conseguiu quebras consecutivas e fechou a primeira parcial em 6/1, em um intervalo de 28 minutos. A tática baseada em trocas longas de fundo de quadra neutralizou o jogo de transição rápida de Jones.

No segundo set, o panorama manteve-se equilibrado até a reta final. Haddad Maia obteve uma quebra de serviço decisiva, abrindo 4/1 no placar. No entanto, a britânica salvou game points, devolveu a quebra e forçou a definição no tiebreak, onde venceu os pontos cruciais para empatar o confronto.

No terceiro e definitivo set, a consistência de Jones prevaleceu. Com o aproveitamento de primeiros serviços em queda e o aumento no número de erros não forçados por parte da paulista, a britânica administrou as oportunidades de quebra e fechou a parcial em 3/6, garantindo a classificação para a rodada seguinte.

Estatísticas e sequência no circuito

O resultado em Paris estende a sequência de oscilações de Bia Haddad Maia no circuito profissional nesta temporada. Em 16 torneios disputados no ano de 2026, esta foi a 11ª eliminação da tenista na rodada de estreia, com quedas precoces registradas anteriormente em eventos como o Australian Open, Indian Wells, Miami, Madri e Roma. Na atual gira europeia de saibro, a brasileira soma um retrospecto de 3 vitórias e 13 derrotas.

Com a vitória na quadra parisiense, Francesca Jones avança para a segunda rodada de Roland Garros. A tenista britânica terá como próxima adversária a tcheca Marie Bouzkova, atual número 28 do ranking mundial e cabeça de chave da competição.

Monfils se despede de Roland Garros com show, caridade e “vitória” sobre Djokovic

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Um dos principais expoentes da última geração do tênis francês, Gaël Monfils recebeu uma homenagem oficial nesta quinta-feira (21) nas quadras de Roland Garros. O evento de despedida, que contou com mais de duas horas de duração, reuniu torcedores, shows musicais e grandes atletas do circuito atual e do passado para celebrar a carreira do tenista local.

A celebração contou com a presença de antigos companheiros de Copa Davis, como os ex-top 10 Richard Gasquet e Jo-Wilfried Tsonga. Em quadra, a programação principal foi marcada por um minitorneio de exibições em duplas mistas, que envolveu algumas das principais estrelas do esporte.

Torneio de duplas mistas e tom descontraído

O quadrante de exibições reuniu parcerias inéditas e atletas de elite. Na rodada inicial, o grego Stefanos Tsitsipas jogou ao lado da croata Donna Vekic; o norte-americano Ben Shelton formou dupla com a suíça Belinda Bencic; e a romena Sorana Cirstea atuou com Richard Gasquet.

Na chave principal do minitorneio, a parceria entre o alemão Alexander Zverev e a norte-americana Taylor Townsend avançou, mas acabou superada pelo sérvio Novak Djokovic e pela grega Maria Sakkari.

Do outro lado, Gaël Monfils jogou ao lado de sua esposa, a ucraniana Elina Svitolina. A dupla venceu o confronto inicial contra o número 1 do mundo, Jannik Sinner, que atuou com a francesa Diane Parry, garantindo vaga na final contra Djokovic e Sakkari.

Antes da partida decisiva, Monfils utilizou o microfone para descontrair com o público, fazendo referência ao retrospecto oficial de 20 jogos e 20 vitórias do sérvio no circuito profissional da ATP:

“É hoje. Hoje mesmo o dia em que irei vencer Novak Djokovic na minha carreira”, brincou o francês.

No confronto festivo, Monfils e Svitolina saíram vitoriosos.

Arrecadação beneficente

Além do caráter comemorativo e esportivo, o evento “Gaël e Amigos” teve uma importante contrapartida social. A venda de ingressos para as exibições arrecadou um total de 302 mil euros (aproximadamente R$ 1,7 milhão).

O montante gerado pelo público presente foi integralmente revertido e dividido entre três entidades filantrópicas:

  • Terre d’Impact: fundo de doações oficial da Federação Francesa de Tênis (FFT);
  • KELINA: instituição social fundada por Flora Coquerel;
  • Fundação Epic: organização voltada ao apoio de causas sociais infantis e de jovens.

Roland Garros: direção do torneio rejeita reajuste de premiação e tenistas planejam protesto

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A direção de Roland Garros sinalizou que não cederá às pressões por mudanças na distribuição financeira do torneio. Em pronunciamento realizado nesta quinta-feira (21), a diretora do Grand Slam francês, Amélie Mauresmo, confirmou que a organização manterá a atual estrutura de premiação para a edição de 2026, cujas chaves principais têm início programado para este domingo.

A declaração ocorre na véspera de uma reunião oficial entre a organização e os representantes dos principais tenistas do circuito. Os atletas reivindicam uma participação maior na receita gerada pelos quatro torneios de Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

O posicionamento da organização

Mauresmo defendeu a atual política financeira do evento sediado em Paris, destacando os reajustes promovidos ao longo das últimas temporadas como argumento para a manutenção dos valores vigentes.

“Temos uma premiação que dobrou em dez anos e também aumentou significativamente recentemente”, argumentou a diretora do torneio.

A dirigente não escondeu o descontentamento com as medidas de retaliação anunciadas pelos atletas, que pretendem usar os compromissos oficiais com os veículos de comunicação como plataforma de protesto.

Tenistas planejam restrições na mídia

Como reflexo do impasse, os jogadores organizaram uma série de ações coordenadas para demonstrar insatisfação já a partir desta sexta-feira, durante o tradicional dia de entrevistas pré-torneio.

De acordo com informações publicadas pelo jornal norte-americano The New York Times nesta quinta-feira, as medidas de protesto dos atletas incluirão:

  • Teto para coletivas: limitação estrita do tempo das conferências de imprensa coletivas a um máximo de 15 minutos por atleta.
  • Boicote a emissoras: recusa em conceder entrevistas exclusivas e de estúdio para as grandes redes de televisão que detêm os direitos de transmissão oficiais do evento.

O encontro desta sexta-feira entre as lideranças dos jogadores e o comitê organizador será o primeiro estágio formal de negociações para tentar conter o desgaste político entre o corpo de atletas e a federação francesa antes do início das partidas da chave principal.

Roland Garros 2026

A chave principal do tradicional torneio disputado no piso de saibro ocorre de 24 de maio a 7 de junho, totalizando duas semanas de competição.

Confira abaixo o cronograma oficial de jogos e eventos (horários de Brasília):

Roland Garros 2026: calendário completo e programação diária do torneio

O último brasileiro: veja a chave de João Fonseca em Roland Garros e seus prováveis adversários

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O saibro de Paris já tem seu roteiro definido para o tênis brasileiro. Após os reveses dos compatriotas na fase prévia, o carioca João Fonseca carrega a bandeira do país como o único representante na chave principal masculina de Roland Garros. Entrando no torneio com o status de cabeça de chave número 28, a jovem estrela teve um sorteio que mistura inícios acessíveis com desafios de proporções históricas.

Estreia e primeiras rodadas

O início da caminhada de Fonseca será contra um tenista proveniente do qualifying, um cenário teoricamente favorável para o brasileiro entrar no ritmo do torneio.

Caso confirme o favoritismo na estreia, a segunda rodada pode reservar um confronto de nova geração contra o croata Dino Prizmic (ou novamente um adversário do qualificatório).

Novak Djokovic e João Fonseca na 3ª rodada

Se a lógica prevalecer e Fonseca alcançar a terceira partida, o sarrafo subirá para o nível máximo do esporte. O cruzamento projeta um encontro direto com o sérvio Novak Djokovic, atual terceiro favorito e dono de três troféus em Roland Garros.

Para chegar lá, Djokovic terá uma estreia curiosa contra o francês Giovanni Perricard e, na segunda rodada, pode cruzar com outro atleta da casa, Valentin Royer, ou um “quali”.

Um quadrante pesado

Para quem sobreviver a esse eventual confronto na terceira rodada, o caminho até as fases agudas não fica mais fácil. O quadrante de Fonseca e Djokovic está repleto de especialistas no saibro e grandes nomes do circuito:

  • Oitavas de Final: O principal cotado para aparecer pelo caminho é o norueguês Casper Ruud.

  • Quartas de Final: Nomes fortíssimos como o australiano Alex de Minaur, o russo Andrey Rublev, o argentino Tomas Etcheverry e o tcheco Jakub Mensik disputam a vaga.

Histórico animador em Paris

Apesar da pouca idade, Fonseca já provou que não se intimida com os grandes palcos parisienses. Esta será a sua segunda participação no Major francês.

No ano passado, o brasileiro surpreendeu o mundo logo na estreia ao despachar o polonês Hubert Hurkacz. Em seguida, eliminou o local Pierre Hugues-Herbert e só foi parado na terceira rodada, em um duelo duro contra o britânico Jack Draper. O objetivo de 2026 é claro: repetir a dose de magia e, quem sabe, chocar o mundo em um confronto contra o maior vencedor de Grand Slams da história.

Aryna Sabalenka defende raquetes quebradas e relembra rejeição no tênis

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Líder do ranking mundial desde outubro de 2024, Aryna Sabalenka analisou sua trajetória profissional e o amadurecimento emocional em entrevista recente à revista Vogue. A tenista bielorrussa de 28 anos relembrou o ceticismo que enfrentou no início da carreira por parte de técnicos e destacou o apoio do empresário Alexander Shakutin como um divisor de águas para sua consolidação no circuito de elite.

Muitos treinadores me diziam que eu era burra, que tudo o que eu sabia fazer era bater forte na bola e que eu nunca chegaria ao top 100“, revelou Sabalenka. “No entanto, Alexander Shakutin me ajudou muito. Ele foi quem realmente acreditou em mim. Muitos acreditaram em mim, mas ele foi quem mais me ajudou.”

A importância do erro e a competitividade do circuito

Para a atual número 1 do mundo, a assimilação das derrotas e dos próprios erros foi um elemento central em seu processo de evolução técnica e mental. Sabalenka rejeita a postura de indiferença após os reveses, defendendo que o sofrimento desportivo faz parte do aprendizado necessário para o atleta de alto rendimento.

“Se eu não me importasse e pensasse: ‘Tanto faz, vamos para a próxima’, eu não aprenderia. Isso seria prejudicial. Essa é a parte difícil de ser atleta: você não pode ganhar sempre. Em algum momento, seu corpo vai dizer que já chega, vai te limitar”, avaliou a jogadora, acrescentando que a alternância de poder no circuito é saudável para o público. “É prazeroso, mesmo quando alguém jovem e promissor vence a número um do mundo. Se alguém ganhasse tudo, não seria muito interessante de se assistir.”

Expressão emocional e concentração

Conhecida por sua intensidade e expressividade durante as partidas, a bielorrussa também abordou as críticas sobre suas reações temperamentais em quadra. Segundo Sabalenka, houve uma mudança na forma como ela enxerga os próprios momentos de oscilação e frustração.

Se na juventude o excesso de emotividade gerava autocobrança e irritação interna, hoje a tenista encara o extravaso como uma ferramenta tática de reajuste psicológico.

“Agora eu entendo que não tem problema jogar a raquete no chão, gritar, que não tem problema perder a cabeça se você sentir que está se segurando demais. Às vezes você só precisa desabafar, se esvaziar e estar pronta para jogar a partida novamente. Pode parecer feio e terrível para quem vê de fora, mas eu preciso disso para me manter concentrada”, concluiu a líder do ranking.

Roland Garros 2026: calendário completo e programação diária do torneio

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O complexo de Roland Garros, em Paris, recebe a partir desta semana o segundo Grand Slam da temporada de 2026. O tradicional torneio disputado no piso de saibro ocorre de 18 de maio a 7 de junho, totalizando três semanas de competição.

A primeira semana concentra as partidas do qualificatório (qualifying), enquanto as duas semanas seguintes recebem as chaves principais de simples e duplas, os torneios juvenis e as competições de tênis em cadeira de rodas.

Confira abaixo o cronograma oficial de jogos e eventos (horários de Brasília):


Primeira Semana: Fase Qualificatória

  • Segunda-feira (18/05) – 05h00: Rodadas qualificatórias de simples (masculino e feminino) e treinos oficiais da chave principal.

  • Terça-feira (19/05) – 05h00: Rodadas qualificatórias de simples (masculino e feminino) e treinos oficiais da chave principal.

  • Quarta-feira (20/05) – 05h00: Rodadas qualificatórias de simples (masculino e feminino) e treinos oficiais da chave principal.

  • Quinta-feira (21/05) – 06h00: Rodadas qualificatórias de simples. Às 14h00: Sorteio oficial das chaves principais.

  • Sexta-feira (22/05) – 06h00: Rodadas decisivas do qualificatório de simples e treinos oficiais.

  • Sábado (23/05) – 06h00: Dia de Yannick Noah (atividades beneficentes e treinos).


Segunda Semana: Chaves Principais

  • Domingo (24/05) – 06h00: Primeira rodada de simples masculino e feminino.

  • Segunda-feira (25/05) – 06h00: Continuação da primeira rodada de simples masculino e feminino.

  • Terça-feira (26/05) – 06h00: Término da primeira rodada de simples; início da primeira rodada de duplas masculinas e femininas.

  • Quarta-feira (27/05) – 06h00: Segunda rodada de simples; primeira rodada de duplas masculinas, femininas e mistas.

  • Quinta-feira (28/05) – 06h00: Segunda rodada de simples; continuação das duplas masculinas, femininas e mistas.

  • Sexta-feira (29/05) – 06h00: Terceira rodada de simples; segunda rodada de duplas masculinas e femininas; primeira rodada de duplas mistas.

  • Sábado (30/05) – 06h00: Terceira rodada de simples; segunda rodada de duplas (masculinas, femininas e mistas).


Terceira Semana: Fases Decisivas e Finais

  • Domingo (31/05) – 06h00: Oitavas de final de simples; terceira rodada de duplas; segunda rodada de mistas. Início da chave de simples juvenil.

  • Segunda-feira (01/06) – 06h00: Oitavas de final de simples; quartas de final de duplas mistas; rodadas iniciais de simples e duplas juvenil.

  • Terça-feira (02/06) – 06h00: Quartas de final de simples e duplas; início do tênis em cadeira de rodas e do Troféu das Lendas.

  • Quarta-feira (03/06) – 06h00: Quartas de final de simples e duplas; semifinais de duplas mistas; rodadas do tênis em cadeira de rodas e juvenil.

  • Quinta-feira (04/06) – 06h00: Semifinais de simples feminino (não antes das 10h00); Final de duplas mistas; semifinais de duplas masculinas; fases decisivas do juvenil e cadeira de rodas.

  • Sexta-feira (05/06) – 06h00: Semifinais de simples masculino (jogos divididos em turnos: não antes das 09h30 e não antes das 14h00); semifinais de duplas femininas; finais do tênis em cadeira de rodas.

  • Sábado (06/06) – 06h00: Final de simples feminino (não antes das 10h00); Final de duplas masculinas; finais juvenis.

  • Domingo (07/06) – 06h00: Final de simples masculino (não antes das 10h00); Final de duplas femininas.

Roland Garros: Pedro Boscardin vence cabeça de chave 9 e avança no qualifying

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O catarinense Pedro Boscardin estreou com vitória na fase classificatória de Roland Garros, em Paris. Primeiro tenista brasileiro a entrar em quadra no torneio nesta segunda-feira, o jovem de 23 anos superou o experiente georgiano Nikoloz Basilashvili, cabeça de chave número 9 do qualificatório, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/4. O confronto marcou a primeira partida da carreira de Boscardin em um qualifying de Grand Slam.

Apesar de ocupar atualmente a 115ª posição do ranking mundial, Basilashvili, de 34 anos e ex-número 16 do mundo, vinha de uma sequência positiva no saibro europeu. O georgiano havia furado o qualificatório dos Masters 1000 de Madri e de Roma, alcançando a terceira rodada na capital italiana.

Consistência estatística define o confronto

A vitória de Boscardin foi pavimentada pela regularidade nos ralis de fundo de quadra. O brasileiro adotou uma postura sólida para neutralizar a agressividade do adversário. Embora tenha registrado dez bolas vencedoras a menos que Basilashvili (15 a 25), o catarinense compensou cometendo 11 erros não forçados a menos que o rival (27 contra 38 do georgiano).

No primeiro set, Boscardin obteve a primeira quebra de serviço do jogo e abriu 4/2 no placar, mas cedeu o empate na sequência. Sem novas chances de quebra para ambos os lados, a parcial foi decidida no tiebreak. O brasileiro conquistou uma vantagem crucial (mini-break) para fazer 6-3 e fechou o set no segundo set-point.

O panorama favorável se manteve na abertura do segundo set, com Boscardin quebrando o saque de Basilashvili logo no primeiro game. No quarto game, o catarinense salvou três break-points para confirmar seu serviço e, logo depois, ampliou a vantagem para 5/2 com uma nova quebra. O tenista georgiano esboçou uma reação ao devolver uma das quebras, mas Boscardin administrou a vantagem restante para selar a vitória.

Próxima rodada

Com o resultado, Pedro Boscardin avança à segunda rodada do qualificatório em Paris. Seu próximo adversário sairá do confronto entre o canadense Alexis Galarneau (194º do ranking ATP) e o argentino Alex Barrena (192º). Para garantir uma vaga inédita na chave principal de Roland Garros, o brasileiro precisa somar mais duas vitórias no torneio.

Roland Garros: João Lucas Reis e Pedro Boscardin avançam na estreia do qualifying

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A rodada de abertura do qualificatório de Roland Garros, disputada nesta segunda-feira em Paris, terminou com saldo positivo para os tenistas brasileiros. O pernambucano João Lucas Reis e o catarinense Pedro Boscardin venceram seus respectivos compromissos e garantiram vaga na segunda rodada da competição que define as últimas vagas para a chave principal do Grand Slam francês.

Boscardin abriu a programação nacional com vitória sobre o georgiano Nikoloz Basilashvili, ex-número 16 do mundo. Na sequência, Reis confirmou o avanço ao superar o francês Calvin Hemery, de 31 anos e atual 276º colocado do ranking ATP, com um duplo 6/4.

A partida de João Lucas Reis

Atual número 200 do mundo, Reis, de 26 anos, precisou de poder de reação no início do confronto. O brasileiro sofreu uma quebra de serviço logo em seu primeiro game de saque, permitindo que Hemery abrisse 2/0 no placar.

No entanto, Reis restabeleceu a igualdade na sequência. Apesar de enfrentar games longos quando sacava, o pernambucano salvou um break-point crucial e obteve nova quebra no sétimo game para fechar a primeira parcial.

No segundo set, Reis impôs melhor ritmo logo na abertura, quebrando o serviço do tenista local e abrindo 2/0. O brasileiro administrou a vantagem sem sofrer novas ameaças em seu saque até encerrar a partida.

Histórico e próximo desafio

O resultado marca a primeira vitória da carreira de João Lucas Reis em uma rodada de qualificatório de Grand Slam, após eliminações nas estreias do US Open (2025) e do Australian Open (2026). Na atual temporada, o tenista soma 11 vitórias e nove derrotas em torneios de nível Challenger, tendo como principal resultado o vice-campeonato em Tallahassee, nos Estados Unidos. Reis também acumulou experiências na chave principal do Rio Open e na equipe brasileira da Copa Davis neste primeiro semestre.

Na segunda rodada em Paris, o pernambucano enfrentará o lituano Vilius Gaubas, de 21 anos e 133º do ranking. Gaubas entra no torneio como cabeça de chave número 12 do qualifying e venceu o único confronto anterior entre os dois, disputado no início deste ano, em Santiago.

Programação dos brasileiros na terça-feira

O Brasil terá mais três representantes em quadra pela primeira rodada do qualifying nesta terça-feira. Confira os horários estimados (de Brasília) e os confrontos:

  • 05h00 – Quadra 6: Gustavo Heide vs. Dan Added (França)
  • A partir das 08h00 – Quadra 8: Laura Pigossi vs. Claire Liu (Estados Unidos)
  • A partir das 09h30 – Quadra 7: Thiago Wild vs. Yu Hsiou Hsu (Taiwan)

Elina Svitolina vence em Roma e assume o 7º lugar no ranking da WTA

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A história de Elina Svitolina é um monumento à resiliência. Ao erguer o troféu do WTA 1000 de Roma, a ucraniana não apenas coroou uma semana perfeita no saibro italiano, mas também garantiu seu retorno oficial ao grupo das sete melhores tenistas do planeta. Na nova atualização do ranking da WTA, Svitolina subiu da 10ª para a 7ª colocação.

Este é o melhor posicionamento da atleta desde outubro de 2021, época em que ocupava o 6º lugar do mundo.

Do abismo ao topo: a saga pós-maternidade

O feito de Svitolina ganha contornos dramáticos quando olhamos para sua trajetória recente. Após fazer uma pausa na carreira para dar à luz sua primeira filha, a ucraniana viu sua pontuação despencar, chegando a figurar abaixo da milésima posição do ranking mundial.

Sua reconstrução no circuito foi meteórica:

  • Desde 2024: Tornou-se presença constante no Top 30 da WTA.
  • Início de 2026: Começou a temporada no 13º lugar.
  • Corrida para o WTA Finals: Com o título em Roma, ela agora ocupa a 3ª posição na corrida do ano, que contabiliza apenas os pontos somados em 2026, carimbando seu passaporte virtual para o torneio que reúne as melhores da temporada.

Melhores momentos da decisão entre Svitolina e Gauff no WTA de Roma

Sinner vence em Roma, iguala recorde histórico de Djokovic e fatura o “Golden Masters”

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O que estamos testemunhando em 2026 não é apenas uma grande fase, é a construção de um legado imortal. Jannik Sinner conquistou o título do Masters 1000 de Roma e alcançou o chamado Career Golden Masters — a conquista de todos os nove torneios vigentes de nível 1000 do calendário da ATP. Até este domingo, apenas o lendário Novak Djokovic ostentava essa honraria.

O sérvio, recordista absoluto com 40 taças deste porte, fez questão de saudar o novo integrante da elite do tênis através de suas redes sociais:

“Parabéns, Jannik! Impressionante. Bem-vindo ao clube exclusivo”, escreveu Djokovic em sua conta oficial no Instagram.

Para se ter uma ideia da magnitude do que Sinner acabou de realizar, basta olhar para a linha do tempo comparativa entre os dois únicos donos deste recorde:

  • Novak Djokovic: conquistou seu primeiro Masters 1000 em Miami (2007) e completou a coleção em Cincinnati (2018), aos 31 anos.
  • Jannik Sinner: iniciou sua contagem em Toronto (2023) e fechou a lista em Roma (2026), com apenas 24 anos.

O italiano precisou de menos de três anos para vencer em todas as superfícies e condições possíveis do circuito de elite da ATP, atropelando marcas de longevidade dos maiores nomes do esporte.

O Ano Perfeito no Circuito

A velocidade com que Sinner fechou essa conta se deve ao seu domínio absoluto na atual temporada. Em 2026, o número 1 do mundo transformou a categoria Masters 1000 em seu quintal de casa, faturando todos os cinco torneios disputados até aqui:

  • Indian Wells (piso duro)
  • Miami Open (Piso duro)
  • Monte Carlo (Saibro)
  • Mutua Madrid Open (Saibro)
  • Masters de Roma (Saibro)

Com o saibro de Roma devidamente conquistado e o “clube exclusivo” carimbado, Sinner ruma para Roland Garros como o grande favorito no saibro parisiense.

Sinner x Ruud na final de Roma: horário, histórico e os recordes de Nadal e Djokovic em jogo