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Roland Garros: Naomi Osaka supera instabilidade e vence Siegemund na estreia

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A japonesa Naomi Osaka estreou com vitória na chave principal de Roland Garros nesta terça-feira (26). Ex-número 1 do mundo e atual 16ª colocada no ranking da WTA, ela superou a alemã Laura Siegemund, 47ª do mundo, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (7-3). O confronto, realizado na quadra Suzanne Lenglen, teve 1h55 de duração.

O resultado garante o avanço da tenista japonesa no Grand Slam francês, disputado nas quadras de saibro em Paris, onde busca evoluir seu histórico em quadras de terra batida.

Análise técnica da partida

Osaka iniciou o confronto ditando o ritmo dos ralis com seus golpes de potência no fundo de quadra, o que permitiu uma vitória controlada na primeira parcial por 6/3.

No segundo set, no entanto, o cenário apresentou maior equilíbrio. Siegemund ajustou suas devoluções, passou a pressionar o serviço da japonesa e conseguiu uma quebra de vantagem. Precisando reagir no placar, Osaka restabeleceu a consistência nos golpes, devolveu a quebra de serviço na reta final da parcial e levou a definição para o tiebreak. No desempate, a ex-líder do ranking impôs maior volume de jogo e fechou em 7-3.

Próximo confronto

Com a classificação assegurada para a segunda rodada, Naomi Osaka terá pela frente a croata Donna Vekic, atual número 72 do ranking mundial. Vekic, que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, avançou na chave após vencer seu compromisso de estreia na capital francesa.

Por que o saibro de Paris continua sendo o calcanhar de Aquiles de Medvedev

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A queda precoce de Daniil Medvedev na edição de 2026 de Roland Garros reacendeu o debate técnico sobre as limitações do russo no saibro. Ao ser superado na rodada de abertura pelo australiano Adam Walton, o tenista de 30 anos amargou a sua 6ª eliminação na primeira rodada em apenas 10 participações na chave principal do Grand Slam francês.

Este retrospecto contrasta drasticamente com a consistência absurda que o ex-número 1 do mundo apresenta nas quadras de piso duro, onde conquistou a maioria de seus títulos. Na terra batida europeia, contudo, a transição tática de Medvedev esbarra em falhas crônicas de movimentação e paciência.

Da sequência negativa às quartas de final

O histórico de Medvedev no saibro parisiense é dividido de forma nítida em duas fases bem distintas:

Fase 1: o tabu inicial (2017 – 2020)

Em suas quatro primeiras aparições na chave principal, o russo acumulou um incômodo saldo de zero vitórias e quatro eliminações consecutivas na estreia:

  • 2017: Derrota para Benjamin Bonzi (França) — Abandono

  • 2018: Derrota para Lucas Pouille (França) — 3 sets a 0

  • 2019: Derrota para Pierre-Hugues Herbert (França) — 3 sets a 2

  • 2020: Derrota para Marton Fucsovics (Hungria) — 3 sets a 1

Fase 2: a trégua e as oitavas (2021 – 2024)

O cenário apresentou uma melhora considerável a partir de 2021, ano em que Medvedev realizou sua melhor campanha em Paris ao atingir as quartas de final, caindo apenas diante do grego Stefanos Tsitsipas. Nas edições de 2022 e 2024, ele alcançou a segunda semana (oitavas de final), mostrando-se mais adaptado aos ralis longos.

Fase 3: o retorno da vulnerabilidade (2023 e 2026)

O fantasma da primeira rodada voltou a assombrá-lo recentemente. Em 2023, ele foi surpreendido pelo brasileiro Thiago Seyboth Wild. Agora, em 2026, o revés contra Adam Walton consolidou sua sexta queda prematura no torneio.

Estatísticas comparativas no circuito

Os números da carreira de Medvedev evidenciam que o saibro é, estatisticamente, um território hostil para o seu estilo de jogo defensivo e de bolas achatadas.

Métrica / Torneio Desempenho Geral na Carreira de Medvedev
Vitórias Totais na Carreira 444 triunfos no circuito ATP
Vitórias no Saibro (Geral) 50 triunfos (representa menos de 15% do total de sua carreira)
Título de Expressão no Saibro Masters 1000 de Roma (2023)
Retrospecto Geral em Roland Garros 10 participações / 6 eliminações na 1ª rodada
Jogos de 5 Sets em Roland Garros 4 partidas disputadas / 4 derrotas

O drama dos cinco sets no saibro

Além da dificuldade natural de adaptação ao tempo de bola e aos quiques irregulares da terra batida, Medvedev sofre um desgaste físico e mental acentuado quando as partidas se estendem em Paris.

O russo jamais venceu um confronto de 5 sets em Roland Garros (0-4). Essa estatística negativa reflete uma tendência preocupante em Majors: em 35 partidas de sua carreira que exigiram o set de desempate, o russo saiu vitorioso em apenas 10 oportunidades e acabou derrotado em 25.

Manter a intensidade tática sob calor, umidade e contra adversários que sabem angular a bola no saibro continua sendo o principal enigma não resolvido no repertório do ex-número 1 do mundo.

Daniil Medvedev é eliminado por Adam Walton na primeira rodada

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O russo Daniil Medvedev, cabeça de chave número 6, foi eliminado na primeira rodada de Roland Garros nesta terça-feira. Em uma partida marcada pela oscilação de ambos os lados, o ex-número 1 do mundo foi superado pelo australiano Adam Walton, atual 97º colocado do ranking ATP, por 3 sets a 2, com parciais de 6/2, 1/6, 6/1, 1/6 e 6/4.

Com o resultado, Walton conquista a primeira vitória da carreira contra um tenista do top 10 e empata o histórico recente contra o russo, a quem já havia derrotado no Masters 1000 de Cincinnati na temporada passada.

Histórico desfavorável em Paris e no quinto set

A derrota na rodada de abertura acentua o retrospecto desafiador de Medvedev no saibro parisiense. Em dez participações no Grand Slam francês, esta foi a sétima vez que o tenista caiu na estreia — a única campanha de destaque ocorreu em 2021, quando alcançou as quartas de final.

Aos 30 anos, Medvedev soma 50 vitórias no saibro ao longo de sua trajetória profissional, número que representa menos de 15% de seus 444 triunfos totais no circuito. O Masters 1000 de Roma de 2023 permanece como seu único título expressivo na superfície.

Além disso, o revés desta terça-feira mantém o russo sem vitórias em partidas decididas no quinto set em Roland Garros (quatro derrotas em quatro jogos). No retrospecto geral da carreira em partidas de cinco parciais, o saldo agora é negativo, com 10 vitórias e 25 derrotas.

Análise técnica do confronto

Walton iniciou o confronto ditando o ritmo nas parciais ímpares. O australiano, que entrou na competição com apenas três vitórias em nível ATP no saibro, utilizou com frequência variações com bolas curtas (deixadas) para explorar o posicionamento recuado de Medvedev, aproveitando a falta de profundidade nos golpes do russo para fechar o primeiro e o terceiro sets por 6/2 e 6/1.

Medvedev reagiu no segundo e no quarto sets ao adotar uma postura mais agressiva e responder com a mesma estratégia de drop-shots, devolvendo os placares com parciais idênticas de 1/6.

A definição do confronto ocorreu na estabilidade do quinto set. Medvedev estabeleceu uma vantagem inicial de 3/1 e, posteriormente, de 4/2, demonstrando maior regularidade no fundo de quadra. No entanto, Walton reagiu e igualou o placar no oitavo game, beneficiado por erros não forçados do adversário.

No game seguinte, o russo dispôs de três break-points para retomar a liderança, mas não converteu as oportunidades. Sacando sob pressão em 4/5, Medvedev cometeu quatro erros não forçados — incluindo uma dupla falta no ponto decisivo —, selando a vitória do tenista australiano após cinco parciais.

Próxima rodada

Classificado para a segunda rodada em sua estreia na chave principal de Roland Garros, Adam Walton enfrentará nesta quinta-feira o norte-americano Zachary Svajda, atual 85º do mundo. Svajda garantiu a vaga ao vencer de virada o australiano Alexei Popyrin por 3 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/3, 7/6 (7-3) e 7/5.

O vencedor do confronto entre Walton e Svajda cruzará na terceira rodada com o classificado do duelo entre o argentino Francisco Cerúndolo e o francês Hugo Gastón.

Sabalenka oscila, mas mantém vivo um tabu histórico que vem desde 2018

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A bielorrussa Aryna Sabalenka iniciou de forma positiva sua trajetória em Roland Garros. Atual número 1 do mundo e vice-campeã da última edição do Grand Slam francês, ela confirmou o favoritismo nesta terça-feira (26) ao superar a espanhola Jessica Bouzas por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/2, em 75 minutos.

O resultado mantém a invencibilidade de Sabalenka no retrospecto direto contra Bouzas, somando agora três vitórias em três partidas. Além disso, a vitória da bielorrussa dá sequência a uma escrita estatística em Paris: desde a eliminação da romena Simona Halep na estreia em 2018, nenhuma das principais cabeças de chave do torneio foi derrotada na primeira rodada.

Oscilações e controle no primeiro set

Sabalenka impôs forte ritmo logo na abertura da partida, conquistando duas quebras de serviço consecutivas para abrir uma vantagem de 4/0. No entanto, no momento em que a líder do ranking sacou para consolidar o quinto game, Bouzas iniciou uma reação. A tenista espanhola devolveu a primeira quebra e, na sequência, aproveitou novos erros da adversária para quebrar novamente quando Sabalenka sacava para fechar a parcial.

Apesar da aproximação da adversária no marcador, a bielorrussa retomou a agressividade na devolução no décimo game. No serviço de Bouzas, Sabalenka alcançou o seu primeiro set-point e converteu a oportunidade de imediato, fechando a parcial inicial em 6/4.

Fechamento e próxima fase

O panorama do segundo set foi semelhante. Sabalenka assumiu o controle dos ralis de fundo de quadra, obteve quebras no segundo e no quarto game e salvou um break-point no terceiro para estabelecer uma liderança confortável de 5/0. Bouzas evitou o “pneu” (termo do tênis para um set encerrado em 6/0) ao confirmar seu saque no sexto game e, logo depois, devolveu uma das quebras para reduzir a diferença para 5/2.

Assim como ocorrera no set anterior, Sabalenka respondeu subindo a intensidade no game de devolução. Pressionada, Bouzas enfrentou um placar de 15-40 em seu saque e cometeu uma dupla falta no segundo match-point, encerrando o confronto.

Com a classificação assegurada, Aryna Sabalenka aguarda a definição de sua próxima adversária na segunda rodada de Roland Garros. A número 1 do mundo enfrentará a vencedora do duelo entre a atleta local Elsa Jacquemot e a tcheca Linda Fruhvirtova, vinda do torneio qualificatório.

Campeão em 2015, Wawrinka se despede de Roland Garros

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Stan Wawrinka construiu um dos currículos mais extraordinários de Roland Garros na Era Aberta. O capítulo final foi escrito nesta segunda-feira, quando a 21ª participação do suíço terminou com uma derrota por 6/3, 3/6, 6/3 e 6/4 para o lucky loser Jesper de Jong.

Arquiteto de uma campanha icônica rumo ao título de 2015 — que contou com um triunfo histórico sobre o então número 1 do mundo, Novak Djokovic, na final —, Wawrinka encerra sua trajetória em Paris na nona posição de todos os tempos em vitórias na chave principal de Roland Garros, com 46 triunfos.

O público parisiense o idolatrava. Multidões sob o sol lotaram a elegante quadra Simonne-Mathieu para torcer pelo tricampeão de Grand Slam, que buscava se tornar o homem mais velho a vencer uma partida de simples em Paris desde 1973.

O veterano de 41 anos foi homenageado em quadra logo após a partida, com as emoções à flor da pela enquanto a torcida dava ao ex-número 3 do mundo uma merecida e calorosa despedida.

De Jong avança para enfrentar o jovem italiano Federico Cina na segunda rodada.

Stan Wawrinka dá adeus definitivo a Roland Garros após batalha épica

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O coração de um campeão bateu forte até o último minuto, mas as pernas já sentem o peso do tempo. Atual número 113 do mundo, Stan Wawrinka fez nesta segunda-feira (25) sua 21ª e última aparição na chave principal de Roland Garros. Diante de um jovem e agressivo Jesper de Jong (106º da ATP), o suíço oscilou nos momentos decisivos e acabou eliminado na rodada de estreia.

O desgaste físico do veterano era nítido na atual temporada de 2026, onde soma apenas sete vitórias em 18 jogos. Ele inclusive optou por pular a segunda rodada do ATP 250 de Genebra na semana passada para tentar chegar inteiro a Paris. Inicialmente, Wawrinka enfrentaria a promessa local Arthur Fils, mas o francês desistiu do torneio devido a uma lesão no quadril, abrindo espaço para a entrada do perigoso De Jong.

O legado de “Stan The Man” em Paris

Wawrinka deixa as quadras de Roland Garros com o nome gravado na galeria dos imortais do esporte. Ele foi um dos raríssimos jogadores a quebrar a hegemonia do “Big 3” em sua plenitude:

  • O casco de 2015: Conquistou o título de Roland Garros batendo ninguém menos que Novak Djokovic na final.

  • Finalista em 2017: Alcançou a decisão do torneio, caindo diante do “Rei do Saibro”, Rafael Nadal.

  • Gigante dos Grand Slams: Além de Paris, ergueu as taças do Australian Open (2014) e do US Open (2016).

  • Glória Olímpica: Conquistou a medalha de ouro em duplas ao lado de Roger Federer nos Jogos de Pequim (2008).

Estatísticas da partida

Apesar do apoio massivo da torcida francesa, os erros não forçados e a falta de eficiência nos break-points custaram caro ao suíço.

Estatística do Jogo Stan Wawrinka Jesper de Jong
Aces 10 10
Aproveitamento de 1º Saque 71% 78%
Erros Não Forçados 41 32
Break-points Convertidos 2 / 11 (18%) 4 / 8 (50%)

O holandês foi cirúrgico na terceira e quarta parciais. Mesmo quando Wawrinka tentou uma última reação no nono game do quarto set, empurrado pelo caldeirão da quadra Simonne Mathieu, De Jong manteve a frieza, salvou um break-point crucial e fechou a partida no primeiro match-point.

O que vem por aí no torneio?

Com a maior vitória de sua vida na bagagem, Jesper de Jong avança para a segunda rodada em Paris. Seu próximo adversário será o jovem italiano Federico Cina, de apenas 19 anos, que vem embalado após eliminar o gigante norte-americano Reilly Opelka em uma batalha dramática de cinco sets. Será um confronto totalmente inédito no circuito profissional.

Tetracampeã Iga Swiatek arrasa convidada na primeira rodada em Paris

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Dona de quatro taças no saibro de Paris, Iga Swiatek mostrou logo na primeira rodada por que é uma das maiores forças da história recente de Roland Garros. Diante da australiana Emerson Jones, atual 136ª do mundo e convidada da organização, a polonesa sobrou em quadra e fechou a partida com parciais de 6/1 e 6/2, em apenas 1 hora de jogo.

O resultado mantém um retrospecto assustador de Swiatek em estreias de Majors: ela só perdeu uma partida de primeira rodada em toda a carreira e segue completamente invicta em Grand Slams contra tenistas fora do top 100 do ranking da WTA.

Massacre na devolução de saque

O primeiro set foi um verdadeiro monólogo. Pressionando constantemente o serviço de Jones, Swiatek anotou três quebras consecutivas. A australiana só conseguiu evitar o temido “pneu” porque devolveu uma das quebras no terceiro game, fechando a parcial em 6/1.

No segundo set, o roteiro se repetiu. Jones amargou cinco quebras de serviço seguidas na partida antes de conseguir, finalmente, confirmar seu saque pela primeira (e única) vez no jogo. Com autoridade, a polonesa manteve a intensidade e liquidou o confronto.

Os números do monólogo em Paris

As estatísticas da partida traduzem a distância técnica que houve dentro do Campo Centrale:

Estatística do Jogo Iga Swiatek Emerson Jones
Aproveitamento com o saque 71% de pontos vencidos 29% de pontos vencidos
Aproveitamento na devolução 69% de pontos vencidos 31% de pontos vencidos
Bolas vencedoras (Winners) 17 5
Erros não forçados 16 22

Próximo desafio: confronto inédito contra revelaçãotcheca

Na segunda rodada de Roland Garros, o nível de exigência promete subir para a favorita. Iga Swiatek enfrentará a tcheca Sara Bejlek, de 20 anos e atual 35ª colocada do ranking mundial.

Bejlek chega embalada após surpreender no domingo ao eliminar a norte-americana Sloane Stephens em sets diretos. Este será o primeiro confronto da história entre Swiatek e a jovem promessa tcheca no circuito profissional.

João Fonseca analisa estreia e destaca controle mental após salvar set-point

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Após estrear com vitória em sets diretos na chave principal de Roland Garros, o carioca João Fonseca avaliou seu desempenho técnico e psicológico no confronto contra o francês Luka Pavlovic. Em entrevista à ESPN, o atual número 1 do Brasil e 30º do ranking mundial destacou que, embora o nível de jogo apresentado não tenha sido o ideal, a postura competitiva e o equilíbrio emocional foram determinantes para o resultado positivo.

Fonseca superou o adversário — atual 240º colocado do ranking e vindo da fase qualificatória — com parciais de 7/6 (8-6), 6/4 e 6/2. O momento mais crítico do confronto ocorreu na primeira parcial, quando o brasileiro precisou reverter um set-point contra no tiebreak.

“Acho que a primeira rodada é sempre mais difícil. Não estou feliz com o meu nível hoje, mas sim com a forma como lutei e por ficar com a cabeça firme, mesmo jogando um pouco abaixo”, afirmou Fonseca. “Estava enfrentando um set-point e joguei bem. Os nervos estavam à flor da pele, mas consegui lidar com a situação.”

Adaptação à quebra de ritmo e variações táticas

O tenista de 19 anos explicou que o equilíbrio do set inicial esteve diretamente ligado à estratégia adotada por Pavlovic. O jogador francês impôs uma dinâmica de jogo baseada em fortes games de saque e variações táticas constantes, utilizando recursos como bolas curtas (curtinhas) e lobs.

“É um jogo que fica um pouco sem ritmo. Ele estava colocando muita pressão nos games de saque, mas tentei continuar positivo, sacar bem, fazer boas devoluções e primeiras bolas”, pontuou o brasileiro, explicando a postura de paciência adotada no início do duelo.

Evolução ao longo da partida

A resolução do primeiro set foi apontada por Fonseca como o divisor de águas para o restante do confronto. Com a vantagem no placar, o brasileiro encontrou maior fluidez em seus golpes, enquanto o adversário apresentou uma queda na intensidade física e mental.

“Fui esperando até ter oportunidades e aí me soltei e me senti um pouco melhor em quadra. A maior diferença do primeiro para os outros dois foi ter me soltado um pouco mais. Depois que eu salvei o set-point, ele deu uma baixada na energia e eu me motivei um pouco melhor”, analisou Fonseca, que agora foca na preparação para o próximo desafio. “Agora é melhorar, descansar um pouco e fazer um bom treino antes da próxima rodada.”

Dino Prizmic é o próximo desafio de Fonseca em Paris

O próximo desafio de João Fonseca em Roland Garros será contra o croata Dino Prizmic, em um duelo muito aguardado entre duas das principais promessas do circuito mundial. Fonseca carrega a marca histórica de ser o primeiro brasileiro cabeça de chave no Grand Slam francês desde 2011.

Do outro lado da quadra, Prizmic também vem embalado após passar sem sustos pela primeira rodada e acumula a confiança de ter derrotado Novak Djokovic recentemente no Masters de Roma. O confronto promete ser duríssimo, e o vencedor desta partida deve cruzar o caminho de Djokovic na terceira rodada da competição.

O confronto entre Fonseca e Prizmic será na quarta-feira (27), em horário e quadra ainda a serem definidos.

Nem o punho machucado, nem os 23 erros: como João Fonseca driblou o susto inicial e brilhou em Roland Garros

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O carioca João Fonseca, 30º do mundo, estreou com vitória em Roland Garros neste domingo (24). O brasileiro superou o francês Luka Pavlovic em sets diretos, parciais de 7/6(5), 6/4 e 6/2, em 2h17min de partida. Com o resultado, Fonseca chega à sétima vitória em Grand Slams e à terceira no saibro parisiense.

A expectativa

Fonseca entrava como favorito pelo ranking e pelos resultados muito superiores em 2026, mas vinha de apenas duas partidas desde as quartas de Munique e ainda sentiu o punho nos treinos de Hamburgo, o que o tirou do torneio. Pavlovic, 26 anos e da casa, vinha embalado por três vitórias no quali e fazia sua estreia em Slams. Para o carioca, que disputa seu segundo Roland Garros e defende a 3ª rodada de 2025, um começo firme era crucial.

1º set: Dureza e tiebreak no limite

Pavlovic sacou com precisão e força logo no 1/1, acertando os quatro primeiros serviços e mostrando nervos no lugar. O francês seguiu firme, saindo de 30-30 com dois primeiros saques e escondendo curtinhas. Fonseca teve game duro em 3/2: abriu 40-0, mas Pavlovic encostou e usou outra deixada.

O brasileiro respondeu com pancadaria franca no 2/1, campo em que se mostrou superior. Ainda assim, Pavlovic misturou muito as jogadas, com longa abertura dos dois lados e bom tempo para atacar e defender: 3/3. O forehand de Fonseca não machucava como esperado e as subidas à rede encontraram ótimas respostas do francês, que conseguiu a quebra: 3/4.

Fonseca reagiu de imediato com duas bolas profundas que colocaram Pavlovic na defensiva e devolveu a quebra: 4/4. Outro game duro veio em 5/4: o carioca salvou dois break-points na base do primeiro serviço, enquanto o francês seguia variando golpes e curtinhas que exigiam físico. Pavlovic surpreendia, ganhando 50% dos pontos na devolução de segundo saque, índice expressivo. Fonseca segurou em 6/5 e levou ao tiebreak.

Notável a confiança do francês, que salvou dois set-points com coragem, incluindo curtinhas e lobs. Pavlovic jogou acima do esperado e sacou com 5-4 no desempate, mas Fonseca, apesar dos 23 erros não forçados no set, quase todos de forehand, virou. O brasileiro tinha 4-3, errou dois seguidos, descontou a frustração na bola e fechou 7/6(5). Prevaleceu a inexperiência do francês.

2º set: ajuste e controle

Bem diferente do primeiro, Fonseca entrou mais sólido. As paralelas começaram a aparecer com naturalidade, simplificando a tarefa: 1/1. Em game difícil, administrou e evitou mais um break-point. O francês era irregular, principalmente com o forehand, mas tinha jogadas imprevisíveis: 2/2.

Mais atento às deixadas, Fonseca bloqueou a alternativa de Pavlovic. O francês cometeu erros compatíveis com seu ranking e o brasileiro aproveitou a chance de quebra: 3/2. Com 13/16 no primeiro saque e 4/5 no segundo, Fonseca impôs grande volume de jogo: 5/3.

Apesar de outro placar apertado, o carioca foi melhor. Salvou break-point no quarto game e quebrou em seguida, lances que definiram a curta diferença. Os erros caíram para 15 e o saque funcionou mais: 6/4.

3º set: Quebra de entrada e fechamento seguro

A quebra logo na abertura do terceiro set simplificou o trabalho do brasileiro, algo importante nas primeiras rodadas de Slam: 1/0. Pavlovic passou a sentir o desgaste, pouco acostumado à intensidade, e Fonseca parou de dar pontos: 4/1.

Mas houve susto: Pavlovic arriscou mais, aprofundou a bola e conseguiu quebrar de volta: 4/2. O entusiasmo francês durou pouco. Com duas duplas faltas, Pavlovic voltou a perder o saque e Fonseca foi sacar para a vitória: 5/2.

No game seguinte, o brasileiro confirmou o serviço sem sustos e fechou o terceiro set por 6/2, após 2h17min de partida. Sétima vitória de Grand Slam e terceira em Roland Garros para João Fonseca, que avança à segunda rodada em Paris.

Marta Kostyuk brilha em Roland Garros após míssil atingir casa de seus pais

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O que deveria ser apenas a estreia de uma das tenistas mais promissoras do circuito em Roland Garros transformou-se em um ato de resiliência extrema. A ucraniana Marta Kostyuk, número 15 do mundo, não apenas garantiu sua 13ª vitória consecutiva ao superar a russa Oksana Selekhmeteva por 6/2 e 6/3, como também revelou o drama pessoal que quase a impediu de entrar em quadra.

Horas antes do duelo, a tenista de 23 anos recebeu a notícia de que um míssil havia atingido um edifício a meros 100 metros da casa de sua família na Ucrânia. O trauma, que testou o limite psicológico da atleta, tornou a partida deste domingo uma das mais desafiadoras de sua carreira.

O triunfo da superação

Em entrevista ainda na quadra, visivelmente emocionada, Kostyuk não escondeu a turbulência emocional que viveu. “Estou incrivelmente orgulhosa de mim mesma hoje. Foi uma das partidas mais difíceis da minha vida. Eu não sabia como iria lidar com isso, nem como a partida se desenrolaria”, desabafou a ucraniana, que desde o início da guerra tem usado o tênis como um símbolo de resistência.

Apesar da instabilidade mental evidente, a tenista mostrou frieza técnica. Mesmo com um aproveitamento de apenas 49% no primeiro serviço e cinco duplas faltas, Kostyuk dominou o confronto com agressividade, disparando 20 winners contra apenas quatro de sua adversária. A ucraniana foi implacável nas chances de quebra, convertendo seis das 13 oportunidades criadas.

Invencibilidade em xeque

A sequência invicta de 13 jogos coloca Kostyuk como uma das principais forças do tênis feminino atual. O ciclo vitorioso começou na Billie Jean King Cup, passou pelo título do WTA 250 de Rouen e atingiu seu auge com a conquista inédita do WTA 1000 de Madri.

Após uma pausa estratégica de três semanas, longe de torneios como Roma e Estrasburgo, ela chegou a Paris provando que sua forma física e mental está em um patamar superior.

Agora, o desafio de Kostyuk cresce. Na próxima rodada, ela encara a norte-americana Katie Volynets, que vem embalada após eliminar a francesa Clara Burel com uma vitória contundente por 6/3 e 6/1. Resta saber se o embalo psicológico de Kostyuk será suficiente para manter vivo o sonho do título em Roland Garros diante de tantas adversidades.