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Sem jogar desde Wimbledon, João Fonseca sobe no ranking e vira cabeça em Montreal

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O momento do tênis brasileiro no circuito mundial segue em alta. Principal nome do país no circuito masculino da ATP, o carioca João Fonseca ganhou uma posição na atualização do ranking desta segunda-feira (27) e subiu para a 27ª colocação. A ascensão garantiu ao jovem de 19 anos o posto de cabeça de chave no Masters 1000 de Montreal, torneio que abre a gira norte-americana de quadras duras no próximo domingo.

Com o resultado, Fonseca se mantém no seleto grupo dos 30 melhores da ATP pela 19ª semana na carreira, estando a apenas três posições da sua melhor marca histórica (o 24º lugar).

Sem atuar em um torneio oficial da ATP desde a boa campanha interrompida na terceira rodada de Wimbledon — onde acabou caindo para o russo Roman Safiullin —, o número 1 do Brasil manteve o ritmo de preparação treinando no Rio de Janeiro, além de ter disputado a etapa do UTS na capital fluminense há duas semanas. O embarque do brasileiro para o Canadá está agendado para esta quarta-feira.

Poucos pontos a defender

A gira em quadras rápidas surge como uma grande oportunidade de salto para o brasileiro no ranking. João Fonseca defenderá apenas 110 pontos durante toda a sequência de torneios nos Estados Unidos e Canadá:

  • 10 pontos: Eliminado na primeira rodada do Masters de Montreal no ano passado.
  • 50 pontos: Alcançou a terceira rodada no Masters de Cincinnati.
  • 50 pontos: Chegou até a segunda rodada do US Open.

Com uma chave mais favorável em Montréal devido ao estatuto de cabeça de chave, qualquer avanço além das rodadas iniciais significará pontos líquidos somados na classificação geral da ATP.

Entenda o Calendário atípico do Masters de Montreal

O retorno de João Fonseca ao circuito vem acompanhado de um formato de calendário diferente do habitual. O Masters 1000 de Montreal começará já no próximo domingo e terá a duração de 11 dias, com a grande final programada para uma quinta-feira.

Vantagem de Cabeça de Chave: por estar pré-classificado entre os cabeças de chave, João Fonseca folga na primeira rodada e estreia direto na segunda fase em Montreal, ganhando dias valiosos de adaptação ao piso duro canadense.

Imediatamente no mesmo dia da decisão em Montreal, terá início o Masters 1000 de Cincinnati, que retoma a programação tradicional com final no domingo (23 de agosto), servindo como último grande teste antes do US Open.

Zverev encerra freguesia contra Fritz e atinge marca histórica em Grand Slams

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Resumo da notícia
  • Exorcizando o fantasma: Alexander Zverev superou Taylor Fritz com autoridade (3×0) e encerrou um tabu de sete derrotas seguidas para o americano.
  • Marca expressiva: O alemão agora possui semifinais em todos os quatro Grand Slams, somando 12 presenças na penúltima fase.
  • Invencibilidade: Atual campeão de Roland Garros, Zverev chega a 12 vitórias consecutivas em torneios Major.

O fantasma norte-americano foi finalmente exorcizado na grama do All England Club, em Wimbledon. Nesta quarta-feira (8), o alemão Alexander Zverev (3º do mundo) superou o norte-americano Taylor Fritz com uma atuação de gala, vencendo por 3 sets a 0 — parciais de 6/4, 6/4 e 6/2 —, em apenas 1h59 de confronto válido pelas quartas de final de Wimbledon.

A vitória não foi apenas o passaporte para a sua primeira semifinal na história do torneio britânico. Zverev também encerrou uma incômoda sequência de sete derrotas consecutivas para Fritz, igualando o histórico direto na grama (3-3) e mantendo vivo o sonho do primeiro título na superfície.

Domínio no saque e frieza na rede

A chave tática esteve na solidez do serviço e na frieza do alemão sob pressão. Zverev ditou o ritmo e não deu chances para o adversário:

  • Serviço intocável: foram 14 aces e 77% de pontos ganhos com o primeiro saque. Além disso, o alemão salvou todos os quatro break-points que enfrentou.
  • Aproveitamento: Com quatro quebras em seis oportunidades, Zverev soube capitalizar os momentos de instabilidade de Fritz.
  • Contraste: Apesar de Fritz ter disparado mais winners (31 a 29), o excesso de erros não forçados do americano (28 contra 15 de Zverev) foi determinante para o placar elástico.

Próximo desafio: a sensação britânica

Em busca de sua primeira final em Londres, Zverev terá um encontro inédito e imprevisível nas semifinais. Ele enfrentará o convidado britânico Arthur Fery, atual número 114 do ranking, que vem sendo a grande surpresa da competição após eliminar o italiano Flavio Cobolli nas quartas.

Raio-X da partida
Indicador Dados da Partida
Placar Final 6/4, 6/4 e 6/2 para Zverev.
Estatística de Saque 14 aces; 77% de pontos com o 1º serviço.
Semifinalista Alexander Zverev (1ª vez em Wimbledon).

“Significa tudo”: Após eliminar a atual campeã, Eala chora e relembra infância humilde antes da fama

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Resumo da notícia
  • Vitória Monumental: Alexandra Eala (32ª) eliminou a atual campeã Iga Swiatek (3ª) por 7/6 e 6/2.
  • Feito inédito: Aos 21 anos, Eala torna-se a primeira tenista das Filipinas a alcançar a segunda semana de um Grand Slam.
  • Determinação: Após salvar dois set-points no primeiro set, a jovem filipina dominou a parcial decisiva com agressividade e precisão.

A maior zebra da chave feminina de Wimbledon 2026 foi consolidada com uma dose gigante de emoção e história. Classificada para as oitavas de final de um Grand Slam pela primeira vez na carreira, a filipina Alexandra Eala não segurou as lágrimas após conquistar uma vitória monumental neste sábado (4) contra a polonesa Iga Swiatek, atual campeã do torneio e número 3 do mundo, com parciais de 7/6 (11-9) e 6/2.

Aos 21 anos e ocupando a 32ª posição do ranking da WTA, Eala relembrou sua trajetória improvável até o topo do esporte e ressaltou o impacto que esse resultado tem para o seu país natal:

“Talvez para alguém como a Iga, essa conquista pareça pequena. Mas, para quem cresceu nas Filipinas, significa tudo. Eu ia treinar com meu irmão e meu avô todos os dias depois da escola, usando minhas meias de babados e tênis que acendiam luzes.”

— Alexandra Eala

Drama no 1º set e sangue frio no tie-break

A partida ganhou contornos dramáticos na primeira parcial. Eala chegou a liderar por 5/3, mas sentiu a pressão e foi quebrada quando sacava para fechar o set. No tie-break, a filipina precisou salvar dois set-points da polonesa antes de decidir o confronto na base do instinto.

Questionada sobre a declaração de Swiatek — que reclamou de dificuldades para devolver seu saque —, Eala foi humilde: “Nunca fui uma das melhores sacadoras, mas faço o melhor para usar o serviço a meu favor. Acho que fiz bem o meu trabalho hoje”.

Próximo desafio e inspiração

No segundo set, com Swiatek abalada pelos erros de forehand, a filipina manteve o ritmo, conquistou duas quebras e fechou com um tranquilo 6/2. Com essa vitória, Eala torna-se uma inspiração nacional, dividindo os méritos com sua equipe técnica.

Pelas oitavas de final, Alexandra Eala enfrentará a italiana Jasmine Paolini, vice-campeã de Roland Garros 2025, em um duelo que promete incendiar a quadra de grama londrina.

Raio-X da partida: Eala vs Swiatek
Indicador Detalhes
Placar Final 7/6 (11-9) e 6/2 para Alexandra Eala.
Estatística 7ª vitória contra uma top 10 na carreira da filipina.
Próxima Fase Oitavas de final contra Jasmine Paolini.

O dono do tempo e da grama: Djokovic iguala Federer e desafia os limites da história em Wimbledon

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Dizem que a grama do All England Club guarda memórias. Se prestarmos atenção, ainda é possível ouvir o deslizar elegante de Roger Federer pela Quadra Central, como se ele não pisasse, mas flutuasse sobre o verde sagrado de Londres. Até ontem, o maestro suíço reinava isolado no topo de uma estatística mística: 105 vitórias no templo do tênis.

Mas o destino de Wimbledon é ser moldado por gigantes. E há um gigante que se recusa a aceitar os limites do tempo.

Nesta sexta-feira, Novak Djokovic não enfrentava apenas o francês Arthur Rinderknech; ele jogava contra a própria história. E quando fechou o tie-break do quarto set, mergulhando na grama em um último voleio de puro instinto, o sérvio não apenas garantiu sua vaga nas oitavas de final de 2026. Ele alcançou o topo do Olimpo britânico.

São 105 vitórias. Um número que, se pararmos para pensar, parece absurdo para um torneio de tiro curto de duas semanas. Significa cruzar gerações, resistir a lesões, ignorar a fadiga crônica e manter uma fome leonina por mais de duas décadas. Onde outros encontram a merecida calmaria da aposentadoria, o sérvio de 39 anos encontra motivação para se esticar inteiramente no chão e vencer um match point.

Da rejeição ao respeito eterno

O mais fascinante da crônica de Djokovic em Wimbledon é que ele nunca teve o amor incondicional que a Quadra Central dedicava a Federer. No início, Novak era o intruso que estragava a festa. Hoje, ele é uma força da natureza incontornável. O público londrino aprendeu a respeitá-lo não pela facilidade, mas pela resiliência. Pela capacidade quase assustadora de transformar vaias em combustível e a pressão em diamante.

Ao final do jogo, com o humor ácido de quem sabe exatamente o tamanho do que construiu, ele brincou ao microfone:

“Proponho um jogo entre mim e o Roger valendo a vitória 106. Quem ganhar, leva”.

A torcida riu, sabendo que Federer assiste a tudo isso de terno, confortavelmente assentado na galeria dos imortais.

A um passo do isolamento absoluto

Agora, falta apenas um passo. Apenas uma partida contra Roman Safiullin separa Djokovic do isolamento absoluto na história do torneio masculino. Se o corpo e a mente obedecerem ao comando do homem de ferro do tênis, a vitória de número 106 virá para romper o empate e coroar o novo e definitivo senhor da grama.

Até lá, os deuses do tênis observam. Federer sorri de longe. E Djokovic continua correndo, deslizando e vencendo, como se o tempo fosse apenas mais um adversário que ele aprendeu a dominar.

Campeãs de Grand Slam brilham na abertura da rodada em Wimbledon

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Resumo da notícia
  • Ostapenko implacável: A letã cedeu apenas dois games em sua vitória sobre Antonia Ruzic e caminha para um possível duelo contra Sabalenka.
  • Osaka iguala tabu: Naomi Osaka venceu Anastasia Gasanova e igualou seu melhor desempenho histórico no All England Club (3ª rodada).
  • Olho na liderança: Com vitórias contundentes, as duas favoritas colocam pressão no quadrante da líder do ranking mundial.

Duas das jogadoras mais perigosas e experientes localizadas no quadrante da bielorrussa Aryna Sabalenka continuam avançando com autoridade nas quadras de grama de Londres. Na abertura da rodada desta quarta-feira (1º), a japonesa Naomi Osaka e a letã Jelena Ostapenko conquistaram vitórias contundentes em sets diretos, garantindo a classificação para a terceira rodada de Wimbledon.

Ostapenko arrasa croata e aguarda Sabalenka

Campeã de Roland Garros em 2017, Jelena Ostapenko sobrou fisicamente e tecnicamente em quadra. A letã precisou de apenas 66 minutos para aplicar uma vitória arrasadora sobre a croata Antonia Ruzic, cedendo apenas dois games em toda a partida, com parciais de 6/2 e 6/0.

Com o resultado, Ostapenko se coloca estrategicamente na rota de Sabalenka. Ela será a próxima adversária da líder do ranking mundial, caso a bielorrussa confirme o favoritismo diante da norte-americana McCartney Kessler.

Placar: Jelena Ostapenko 2 x 0 Antonia Ruzic (6/2 e 6/0)

Osaka Iguala melhor resultado em Londres

Se o duelo de Sabalenka com Ostapenko já bate à porta, um potencial confronto de oitavas de final pode colocar Naomi Osaka no caminho da primeira do mundo. A japonesa, cabeça de chave número 14, fez valer seu favoritismo diante da russa Anastasia Gasanova (vinda do qualificatório e atual 225ª do mundo), triunfando por 6/3 e 6/2 em 67 minutos de jogo.

Com essa vitória, Osaka iguala o seu melhor desempenho histórico no All England Club. A ex-número 1 do mundo tenta agora quebrar um tabu pessoal e avançar às oitavas de final de Wimbledon pela primeira vez na carreira, após ter batido na trave e caído na terceira rodada nas edições de 2017, 2018 e 2025.

Placar: Naomi Osaka 2 x 0 Anastasia Gasanova (6/3 e 6/2)

Rybakina leva susto, mas bate francesa na estreia de Wimbledon

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Resumo da notícia
  • Estreia dramática: A número 2 do mundo precisou de 1h49 e três sets para superar a jovem Lois Boisson (6/4, 1/6, 6/3).
  • De olho no topo: A cazaque mantém vivas as chances matemáticas de assumir a liderança do ranking mundial ao final do torneio.
  • Resiliência: Após um segundo set de queda técnica, Rybakina retomou o controle para confirmar sua vaga na segunda rodada.

Uma das principais candidatas ao título e com chances matemáticas de deixar Londres na liderança do ranking mundial, a cazaque Elena Rybakina quase viu seus planos desmoronarem logo na rodada de abertura. A número 2 do mundo enfrentou um teste físico e mental duríssimo nesta terça-feira (30) diante da jovem francesa Lois Boisson, precisando de três sets para fechar o placar em 6/4, 1/6 e 6/3, após 1h49 de batalha.

Disputando apenas o terceiro Grand Slam da carreira — e estreando de forma absoluta nas quadras de grama de Wimbledon —, Boisson ignorou completamente o peso do favoritismo da rival. Mesmo jogando apenas o seu terceiro torneio profissional nesta superfície na vida, a francesa conseguiu pressionar a ex-campeã com um jogo agressivo e sem complexos.

O confronto começou dando a impressão de que seria confortável para Rybakina, que fechou a primeira parcial em 6/4. No entanto, o cenário mudou drasticamente no segundo set, quando o rendimento da cazaque despencou:

  • Pane no serviço: O aproveitamento de primeiro saque da cazaque caiu de 70% para meros 44%.
  • Erros em excesso: Com a perda do controle dos pontos, os winners reduziram de 15 para apenas 4, enquanto os erros não forçados subiram para 13.

Na terceira parcial, Rybakina retomou a compostura. O divisor de águas veio no quinto game, quando a número 2 do mundo salvou dois break-points cruciais. Abalada, Boisson cedeu à pressão no oitavo game, permitindo que a cazaque selasse a vitória com firmeza no serviço:

CazéTV dá “chapéu” na ESPN e passa a transmitir os torneios de Aryna Sabalenka e Iga Swiatek

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O cenário das transmissões de tênis no Brasil está prestes a passar por uma revolução histórica. A CazéTV adquiriu os direitos de transmissão dos torneios da WTA (o circuito principal do tênis feminino mundial) a partir da temporada de 2027.

A informação foi antecipada pelo colunista Flávio Ricco, do portal LeoDias. De acordo com a publicação, a proposta financeira e o projeto de alcance apresentados pela CazéTV superaram com folga a oferta de renovação da ESPN, consolidando uma das maiores movimentações do mercado de mídia esportiva do país nos últimos anos.

Com essa aquisição, a plataforma amplia de forma drástica o seu portfólio no tênis. A CazéTV já é a casa de diversos torneios da categoria ATP Challenger, da fase final da Copa Davis e ainda detém os direitos de exibição dos melhores momentos (highlights) dos torneios de nível Masters 1000 para suas plataformas digitais.

Nos últimos anos, a exibição do circuito da WTA vinha sendo alvo de constantes reclamações por parte dos fãs brasileiros de tênis. Sob o comando da Disney, a esmagadora maioria dos torneios ficava restrita ao catálogo da plataforma de streaming paga Disney+.

Na grade da televisão fechada (canais ESPN), o espaço era reservado quase que exclusivamente para as retas finais dos torneios de nível WTA 1000 — e mesmo eventos de grande porte, como Doha e Dubai, muitas vezes ficavam escondidos no ambiente digital pago.

A chegada da CazéTV promete democratizar o acesso ao circuito feminino, que conta com estrelas do calibre de Iga Swiatek, Aryna Sabalenka e da brasileira Beatriz Haddad Maia, levando o esporte de forma gratuita para milhões de torcedores através do YouTube e de outras plataformas parceiras.

Zverev supera maratona de tie-breaks e bate promessa belga na estreia de Wimbledon

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Resumo da notícia
  • Vitória suada: O número 3 do mundo precisou de 2h59 e quatro sets decididos por detalhes contra o belga Alexander Blockx.
  • Equilíbrio extremo: Com um festival de tie-breaks, o alemão mostrou solidez mental para triunfar por 6/4, 6/7, 7/6 e 7/6.
  • Superação: Zverev evita a eliminação na primeira rodada, superando um histórico de dificuldades nas quadras londrinas.

O alemão Alexander Zverev teve que suar a camisa para confirmar o favoritismo em sua estreia no All England Club. Cabeça de chave número 2, ele precisou de quatro sets e 2h59 de uma partida extremamente parelha nesta terça-feira (30) para derrotar o jovem belga Alexander Blockx com parciais de 6/4, 6/7 (8-10), 7/6 (7-5) e 7/6 (7-0).

Ao carimbar a vitória, o número 3 do mundo evitou uma eliminação precoce, um fantasma que só o assombrou cinco vezes na carreira — duas delas nas quadras de grama de Londres, inclusive na temporada passada.

O confronto foi definido nos mínimos detalhes, com os dois tenistas sacando em alto nível e deixando pouquíssimas brechas nos games de serviço.

  • Quebra única: No primeiro set, a definição veio em um único vacilo de Blockx no nono game, permitindo que Zverev fechasse em 6/4.
  • Equilíbrio: O segundo e terceiro sets foram marcados por alto aproveitamento de saque, levando a decisões dramáticas no tie-break.

A quarta e última parcial contou com a única troca de quebras de todo o confronto, com o alemão abrindo vantagem no quinto game e o belga devolvendo o golpe imediatamente. A decisão foi para o terceiro tie-break do dia, mas dessa vez Zverev sobrou fisicamente e mentalmente, aplicando um 7-0 categórico para selar a partida:

Próximo desafio definido

Na segunda rodada em Londres, Alexander Zverev medirá forças contra o francês Valentin Royer, que avançou na chave ao vencer de virada o convidado local Harry Wendelken. Este será o segundo confronto direto entre os dois tenistas no circuito profissional; no único embate anterior, o alemão levou a melhor em Xangai na temporada passada.

Ben Shelton leva virada incrível no 5º set e cai na estreia de Wimbledon

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Resumo da notícia
  • Surpresa da chave: O norte-americano Ben Shelton, cabeça de chave nº 4, caiu na estreia para o qualifier finlandês Otto Virtanen.
  • Batalha épica: A partida foi definida em cinco sets (4/6, 6/3, 7/6, 2/6, 6/7), com um super tie-break dramático no set final.
  • Crise no topo: Shelton confirma uma sequência preocupante, sem vitórias em grandes torneios desde o Australian Open.

A primeira grande surpresa da chave masculina de Wimbledon 2026 foi consolidada com requintes de crueldade. O norte-americano Ben Shelton, cabeça de chave número 4, foi eliminado logo em sua estreia pelo finlandês Otto Virtanen, vindo do qualificatório, após uma batalha de cinco sets, com parciais de 4/6, 6/3, 7/6, 2/6 e 6/7.

A derrota se tornou ainda mais dolorosa pela forma como o jogo se desenhou no final. No super tie-break decisivo do quinto set, Shelton parecia ter a vitória nas mãos ao abrir uma vantagem confortável de 8-5. No entanto, o norte-americano de 23 anos sofreu um apagão, multiplicou os erros não forçados nos momentos de maior pressão e viu Virtanen manter uma calma impressionante para vencer cinco dos últimos seis pontos, sacramentando a maior vitória de sua carreira profissional.

Placar Final: Otto Virtanen 3 x 2 Ben Shelton (6/4, 3/6, 6/7, 6/2 e 7/6)

O caminho do confronto: resiliência finlandesa

Após perder o set inicial, Shelton dava sinais de que confirmaria o favoritismo sem grandes sustos. O canhoto recuperou o controle do confronto ao vencer a segunda parcial e faturar um terceiro set extremamente disputado no tie-break. Contudo, Virtanen nunca deixou de acreditar. Firme nas devoluções, o finlandês aproveitou as oscilações do rival para empatar a partida no quarto set e arrastar o jogo para uma quinta parcial sufocante.

Crise nos grandes palcos: a sequência de baixo sesempenho

Para além do impacto imediato da eliminação precoce em Londres, o revés acende um sinal de alerta e confirma o momento delicado de Ben Shelton nos principais torneios da temporada. Após um excelente início de ano com as quartas de final no Australian Open, o norte-americano simplesmente não conseguiu avançar à quarta rodada em Grand Slam ou Masters 1000 em 2026.

A sequência negativa de Shelton em 2026:

  • Australian Open: Quartas de final (✅)
  • Indian Wells: 3ª rodada (❌)
  • Miami: 2ª rodada (❌)
  • Madri: 2ª rodada (❌)
  • Roma: 2ª rodada (❌)
  • Roland Garros: 2ª rodada (❌)
  • Wimbledon: 1ª rodada (❌)

“A maioria é inocente”: Medvedev quebra o silêncio e defende Vondrousova após suspensão por doping

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Resumo da notícia
  • Posicionamento contundente: Daniil Medvedev defendeu a tcheca Marketa Vondrousova, suspensa por doping, argumentando que a maioria dos casos não envolve má-fé.
  • Complexidade do sistema: O russo destacou que cada situação é distinta e que o estresse da fiscalização constante impacta o desempenho mental dos atletas.
  • Desabafo sobre a rotina: Medvedev comparou a pressão do sistema de localização (Whereabouts) a uma “prova física e mental difícil”.

O tenista russo Daniil Medvedev falou sobre a suspensão de quatro anos aplicada a Marketa Vondrousova após a tcheca testar positivo em um exame de doping. Em declarações divulgadas pelo portal Championat, o ex-número 1 do mundo saiu em defesa da colega de circuito, afirmando que muitos dos jogadores punidos não têm a intenção real de trapacear e destacou o imenso desgaste psicológico provocado pela rotina de fiscalização.

Para Medvedev, os casos que envolvem violações do programa de integridade do tênis são complexos, mas a maioria não nasce de uma tentativa deliberada de obter vantagem ilícita.

“Todos esses casos são muito complexos porque cada um é completamente diferente. Mantenho o que disse anteriormente: se alguém quer mesmo se dopar, provavelmente encontrará uma forma de o fazer. Por isso, acredito que a maioria dos jogadores que acabam suspensos não tiveram qualquer intenção de infringir as regras”

— Daniil Medvedev

“Os exames antidoping são uma prova difícil”

Vondrousova, que surpreendeu o mundo ao conquistar o título de Wimbledon em 2023, agora enfrenta o momento mais sombrio da carreira. Medvedev lamentou a situação da tcheca e usou sua própria rotina como exemplo para ilustrar o peso de viver sob a constante vigilância das autoridades do esporte.

“Estou muito triste pelo que aconteceu com a Marketa, mas não conheço todos os detalhes. Só posso falar da minha experiência. Quando batem à nossa porta para um exame antidoping, é sempre estressante”, confessou.

O russo explicou o funcionamento do sistema de localização geográfica obrigatória (Whereabouts), que exige que os tenistas informem onde estarão em cada hora do dia:

“Nós colocamos o endereço no sistema, abrimos a porta e nunca recusamos. Mas também compreendo que ela possa ter estado em uma situação delicada, com medo, ou que tenha reagido mal. Os exames antidoping são uma prova física e mental difícil para qualquer jogador profissional.”