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Bia Haddad Maia perde para Maria Timofeeva na estreia de Wimbledon e sai do top 130

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Resumo da notícia
  • Eliminação precoce: Bia Haddad caiu na estreia de Wimbledon diante da uzbeque Maria Timofeeva, com parciais de 6/3 e 6/2.
  • Queda no ranking: Com o resultado, a brasileira despenca para a 150ª posição mundial, seu pior posto desde 2021.
  • Sinal vermelho: Problemas crônicos com o aproveitamento do serviço e um alto número de erros não forçados marcaram o desempenho da tenista.

A instabilidade e a insegurança no serviço voltaram a cobrar um preço alto para Beatriz Haddad Maia em uma temporada que se desenha cada vez mais complicada. A canhota brasileira, que já viveu grandes momentos nas quadras de grama de Londres, não conseguiu passar da rodada de estreia nesta edição de Wimbledon, sendo superada com autoridade pela uzbeque Maria Timofeeva com parciais de 6/3 e 6/2.

A derrota traz consequências pesadas para além da eliminação em si. Como defendia 60 pontos da campanha do ano passado, Bia sofrerá uma queda expressiva no ranking, despencando provisoriamente pelo menos 16 posições e figurando na 150ª colocação mundial — sua pior marca desde agosto de 2021. No recorte apenas da temporada atual, os números ligam o sinal de alerta: com apenas 95 pontos somados em 2026, a paulista de 30 anos ocupa a 173ª posição na corrida para o Finals.

O Peso dos erros e o sofrimento com o serviço

A potência e a precisão do primeiro serviço têm se mostrado o principal “calcanhar de Aquiles” de Bia desde o ano passado, um problema que se potencializa na velocidade da grama, superfície onde assumir o controle dos pontos desde o início é crucial.

  • Primeiro set de instabilidade: O jogo começou caótico. Bia perdeu todos os seus três primeiros games de saque, conseguindo equilibrar o placar temporariamente apenas porque Timofeeva também oscilava. Quando a uzbeque calibrou suas devoluções, fechou a parcial em 6/3.
  • O apagão no segundo set: Mantendo o primeiro serviço raramente acima dos 56% de aproveitamento, Bia sofreu uma quebra imediata. Sem precisão, qualquer tentativa de reação foi minada pela adversária.

A contabilidade final em quadra desenhou com clareza o panorama do jogo: ao atingir o 14º game da partida, a brasileira acumulava apenas 4 winners diante de impressionantes 25 erros não forçados, um saldo negativo que pavimentou o caminho para a tranquila vitória de Timofeeva por 6/2.

Raio-X da derrota: Bia Haddad em Wimbledon
Indicador Dados da partida
Placar final 6/3 e 6/2 para Maria Timofeeva.
Novo ranking (Prov.) 150ª posição.
Desempenho (Winners/Erros) 4 winners vs 25 erros não forçados.
Aproveitamento de saque Abaixo de 56% de primeiro serviço no segundo set.

Iga Swiatek sobrevive a susto na estreia de Wimbledon e alcança marca histórica de Davenport

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Resumo da notícia
  • Teste de fogo: A atual campeã Iga Swiatek precisou de três sets para superar a agressiva Taylor Townsend (6/1, 2/6, 6/3).
  • Marca histórica: Swiatek atingiu 27 vitórias consecutivas em estreias de Grand Slam, igualando feito de Lindsay Davenport.
  • Próximo desafio: A polonesa terá um duelo de ex-números 1 contra a tcheca Karolina Pliskova na segunda rodada.

A atual campeã de Wimbledon iniciou sua jornada rumo ao bicampeonato com um teste de fogo. A polonesa Iga Swiatek, cabeça de chave número 3 no All England Club, precisou lutar por três sets nesta terça-feira (30) para superar o estilo agressivo da norte-americana Taylor Townsend, fechando o placar com parciais de 6/1, 2/6 e 6/3.

Com o resultado positivo, Swiatek alcançou a incrível marca de 27 vitórias consecutivas em primeiras rodadas de Grand Slam. Ela é a primeira mulher a atingir essa sequência desde a lenda norte-americana Lindsay Davenport, que manteve a escrita entre Wimbledon 1993 e o Aberto da Austrália de 2000. A vitória também evitou que Iga entrasse para uma lista indigesta: na Era Aberta, apenas Steffi Graf (1994) e Marketa Vondrousova (2024) caíram na estreia logo após terem conquistado o título no ano anterior.

O jogo: do domínio polonês ao apagão

A partida começou dando a impressão de que seria protocolar para a ex-número 1 do mundo. Após dificuldades iniciais, Swiatek deslanchou, emendando seis games seguidos para aplicar um “pneu moral” na adversária.

Set 1: Iga Swiatek 6/1 Taylor Townsend

No entanto, o cenário mudou drasticamente no segundo set. Canhota e adepta do estilo saque e voleio, Townsend surpreendeu ao vencer os quatro primeiros games. Desestabilizada, Iga passou a errar mais — terminando com 36 erros não forçados — e viu a norte-americana empatar o jogo:

Set 2: Iga Swiatek 2/6 Taylor Townsend

Resiliência no set decisivo

O terceiro set começou tenso. Pressionada, Swiatek salvou quatro break-points logo de cara. A definição veio entre o sexto e o oitavo games, com uma quebra para Townsend e duas para a polonesa. Recuperando a solidez, Iga fechou com autoridade:

Set 3: Iga Swiatek 6/3 Taylor Townsend

Duelo de ex-número 1 na segunda rodada

A recompensa de Iga Swiatek será um clássico de peso. Na segunda rodada, enfrentará a tcheca Karolina Pliskova, ex-líder do ranking mundial, que despachou sua compatriota Tereza Valentova em sets diretos (6/3 e 6/4). Swiatek ostenta ampla vantagem no retrospecto, tendo vencido os três confrontos anteriores entre elas.

📊 Raio-X da Estreia: Swiatek vs Townsend (Clique para retrair)
Indicador Detalhes do Evento
Placar Final 6/1, 2/6 e 6/3.
Erros não forçados 36 (Swiatek) vs 23 (Townsend).
Marca Alcançada 27 vitórias seguidas em estreias de Grand Slam.
Próxima Adversária Karolina Pliskova (República Tcheca).

Djokovic supera estreia dura em Wimbledon, mira recorde de Federer e reage a pedido de casamento

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Resumo da notícia
  • Estreia exigente: Aos 39 anos, Novak Djokovic precisou de 3h11 e quatro sets para superar o chinês Yibing Wu (6/4, 5/7, 6/4, 6/4).
  • Caça ao recorde: Com sua 103ª vitória em Wimbledon, o sérvio está a apenas três triunfos de superar Roger Federer (105) como maior vencedor da chave masculina.
  • Duelo de gigantes: Djokovic agora terá pela frente o grego Stefanos Tsitsipas na segunda rodada do Grand Slam.

Sete vezes campeão no All England Club, Novak Djokovic precisou mostrar toda a sua resiliência logo na primeira rodada do terceiro Grand Slam da temporada. O sérvio de 39 anos enfrentou um teste físico e técnico duríssimo diante do chinês Yibing Wu, atual 102º do ranking, precisando de quatro sets e 3h11 de batalha para fechar o placar em 6/4, 5/7, 6/4 e 6/4.

Esta foi a 103ª vitória de Djokovic nas quadras de grama de Londres. Agora, o atual número 1 do mundo está a apenas três triunfos de ultrapassar a histórica marca do suíço Roger Federer (105) e se isolar como o recordista absoluto de vitórias na chave masculina do torneio. Na contagem geral, a marca de 120 vitórias de Martina Navratilova segue intocável no topo.

Pedido de casamento e teto fechado

A partida na Quadra Central foi marcada pelo equilíbrio e por momentos curiosos fora das linhas brancas. O momento mais leve do dia aconteceu quando dois espectadores protagonizaram um pedido de casamento na arquibancada. Bem-humorado, o heptacampeão parabenizou o casal e, arrancando risos do público, pediu um convite para a festa.

Dentro de quadra, o chinês Yibing Wu equilibrou as ações no segundo set. Após salvar duas chances de quebra, o jogador de 26 anos surpreendeu ao quebrar o saque do sérvio no último game para empatar o confronto. Logo após o set, o jogo foi paralisado por cerca de 20 minutos para o fechamento do teto retrátil devido à falta de luz natural.

Ajustes técnicos e vitória consolidada

Sob as luzes da Quadra Central, Djokovic encontrou o tempo de bola ideal para as suas devoluções cirúrgicas. Pressionando constantemente o segundo serviço de Wu, o sérvio conquistou uma quebra crucial na reta final do terceiro set para retomar a liderança.

Na quarta e última parcial, o veterano precisou demonstrar frieza extrema ao escapar de cinco break-points. Utilizando com precisão as variações de ritmo e deixadinhas, Djokovic conseguiu a quebra decisiva e, sacando com maestria, confirmou o game final de zero para carimbar a classificação.

Clássico segunda rodada

Se a estreia foi complicada, a segunda rodada promete parar o mundo do tênis. O adversário de Djokovic será o grego Stefanos Tsitsipas, ex-número 3 do mundo e atual 87º colocado do ranking, que despachou o francês Hugo Gaston em sets diretos (6/1, 6/4 e 6/2).

O histórico de confronto aponta ampla vantagem para o sérvio, com 12 vitórias e apenas duas derrotas, sendo o último revés de Djokovic para o grego em 2019.

Resumo da partida
Indicador Detalhes do confronto
Placar 6/4, 5/7, 6/4 e 6/4.
Duração 3 horas e 11 minutos.
Vitórias em Wimbledon 103 vitórias na chave masculina.
Próximo adversário Stefanos Tsitsipas (Grécia).

Capitão da Copa Davis ironiza Naomi Osaka por visual em Wimbledon: “Depois vem falar de saúde mental”

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O retorno de Wimbledon sempre traz à tona as mais rígidas e centenárias tradições do tênis mundial, especialmente a exigência do uso de trajes brancos. No entanto, na última estreia da japonesa Naomi Osaka, a discussão sobre a vestimenta da ex-número 1 do mundo ganhou forte repercussão no cenário brasileiro após comentários públicos de duas grandes figuras do esporte nacional: Flavio Saretta e Jaime Oncins.

A roupa escolhida por Osaka para a sua estreia dividiu opiniões pelo seu design moderno, volumoso e ousado — algo que já se tornou uma marca registrada da atleta, conhecida globalmente por levar a moda e o ativismo para o ambiente esportivo.

As reações dos ex-tenistas brasileiros

As opiniões dos veteranos brasileiros foram publicadas nas redes sociais e rapidamente atraíram a atenção dos fãs de tênis, gerando intensos debates sobre os limites da crítica e o tom utilizado pelos ex-atletas.

Flavio Saretta: o ex-top 45 do mundo adotou um tom de questionamento e desconforto com o estilo disruptivo da japonesa. Em sua publicação, Saretta escreveu:

“Aí já virou exagero hein …… 🫣😬 Que acha?! Viva o tênis! Paz! 🦁💚🎾”

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por fsaretta (@fsaretta)

Jaime Oncins: o atual capitão do time do Brasil na Copa Davis e ex-jogador foi consideravelmente mais incisivo, direcionando sua crítica a um tema altamente sensível na carreira de Osaka: a saúde mental. Oncins disparou:

“Depois vem falar de saúde mental. Tá de brincadeira né.”

Repercussão e questionamentos

O comentário de Jaime Oncins, especificamente, gerou uma forte onda de reações negativas entre os internautas e entusiastas do esporte. Naomi Osaka tornou-se uma das principais vozes globais sobre a importância da saúde mental no esporte de alto rendimento após se retirar de Roland Garros em 2021 exatamente para preservar seu bem-estar psicológico.

João Fonseca brilha na Quadra 18, avança em Wimbledon e vê caminho livre até as oitavas

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Resumo da notícia
  • Exibição de autoridade: João Fonseca superou o experiente Roberto Bautista Agut em sets diretos (7/6, 6/4, 6/3) na estreia.
  • Caminho aberto: Com a eliminação precoce de Andrey Rublev, o brasileiro evita um cabeça de chave até as oitavas de final.
  • Domínio ofensivo: O brasileiro disparou 44 winners, demonstrando um forehand afiado e evolução clara em sua capacidade defensiva.

O tênis brasileiro começou sua caminhada em Wimbledon com o pé direito e uma exibição de gala. Cabeça de chave número 24 no All England Club, o carioca João Fonseca ignorou a enorme diferença de idade e experiência, soube administrar a partida com maestria e venceu o espanhol Roberto Bautista Agut em sets diretos, com parciais de 7/6 (7-4), 6/4 e 6/3.

Quadrifinalista em Roland Garros nesta temporada — sua melhor campanha em Grand Slams até aqui —, Fonseca agora tenta ao menos repetir o excelente desempenho do ano passado nas quadras de grama londrinas, quando alcançou a terceira rodada. Seu próximo adversário sairá do confronto entre o holandês Jesper de Jong e o australiano Rinky Hijikata.

Chave aberta e a sombra de Djokovic

Além de carimbar a vaga na segunda rodada, Fonseca recebeu outra excelente notícia nesta segunda-feira (29). O russo Andrey Rublev, 12º favorito ao título e potencial adversário do brasileiro na terceira rodada, foi eliminado precocemente.

Com a queda de Rublev, o caminho do carioca se abre consideravelmente: ele só enfrentará outro cabeça de chave em uma eventual oitavas de final, fase em que pode reeditar o aguardado duelo contra o sérvio Novak Djokovic.

O jogo: forehand afiado e reação no tie-break

O duelo de gerações começou com o brasileiro ditando as regras. Soltando o braço, João abriu 3/1 logo de cara, aproveitando o peso de seu forehand calibrado e devoluções profundas para quebrar o espanhol no terceiro game. Contudo, o garoto oscilou no oitavo game, permitindo que o rival devolvesse o break.

A definição foi para o tie-break, onde o brasileiro deu um susto na torcida ao ver Bautista abrir 4-1. Demonstrando enorme frieza, Fonseca encaixou devoluções cirúrgicas, venceu seis pontos consecutivos e fechou a parcial:

“Set 1: João Fonseca 7/6 (7-4) Roberto Bautista Agut”

No segundo set, o número 1 do Brasil assumiu o controle definitivo das trocas de bola no fundo de quadra e passou a ler melhor o serviço do espanhol. Após pressionar no sexto game, a quebra crucial veio no décimo game, onde Bautista ainda tentou resistir salvando dois set-points, mas sucumbiu no terceiro:

“Set 2: João Fonseca 6/4 Roberto Bautista Agut”

Estatísticas finais

Mostrando que a sua capacidade defensiva evoluiu drasticamente nas últimas semanas, Fonseca abriu o terceiro set com uma paralela espetacular para conquistar uma quebra imediata e abrir 3/0. Com a vantagem nas mãos, o jovem sólido apenas administrou seus games de saque até selar a vitória.

O domínio do brasileiro ficou evidente nos números finais da partida: foram 44 winners contra 30 do espanhol, cometendo apenas quatro erros não forçados a mais que o adversário (28 a 24).

Resumo do confronto
Indicador Detalhes da Vitória
Placar Final 7/6 (7-4), 6/4 e 6/3.
Winners 44 (Fonseca) vs 30 (Bautista Agut).
Erros não forçados 28 (Fonseca) vs 24 (Bautista Agut).
Próximo Passo Segunda rodada contra o vencedor de De Jong vs Hijikata.

Emma Raducanu está fora de Wimbledon 2026; entenda a lesão e a desistência da britânica

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​O tênis britânico sofreu um duro golpe na véspera do início do terceiro Grand Slam do ano. A número 1 do país, Emma Raducanu, anunciou oficialmente sua desistência de Wimbledon 2026 devido a uma séria lesão na perna direita. O comunicado encerra uma semana de mistério, especulações e muito drama nos bastidores do All England Club.

​Os temores sobre a real condição física da campeã do US Open de 2021 vinham crescendo dia após dia. Na última quarta-feira, Raducanu foi vista utilizando uma bota ortopédica protetora e acabou ficando de fora das sessões de treino de quinta e sexta-feira por conta de uma inflamação aguda na canela.

​O teste final e a interrupção nos treinos

​No sábado, a tenista de 23 anos tentou ir à quadra para testar seus limites físicos. Com uma forte proteção na parte inferior da perna direita, ela realizou uma atividade leve de uma hora ao lado de sua equipe técnica.

​Mais tarde, no mesmo dia, Raducanu tentou subir a intensidade em um treino de sets contra a russa Anna Kalinskaya. No entanto, visivelmente incomodada com as dores e a falta de mobilidade, ela precisou interromper a sessão dez minutos antes do previsto.

​Embora tenha mostrado uma leve melhora no treino de domingo de manhã contra o hitting partner Alexis Canter, a movimentação da atleta em quadra continuou longe do ideal para o nível exigido em um Grand Slam.

“É muito difícil de processar”

​Ainda no domingo, em conversa com a imprensa local, Raducanu havia demonstrado o desejo genuíno de ir para o sacrifício e assumir os riscos de agravar a lesão apenas para poder jogar diante de sua torcida. Horas depois, contudo, o corpo médico e o staff da jogadora decidiram de forma unânime que o único caminho seguro era a retirada da chave principal.

​”Jogar em Wimbledon, diante da torcida da casa, significa absolutamente tudo para mim. Por isso, tomar essa decisão é algo realmente muito difícil de processar”, lamentou a tenista britânica, que vinha embalada e confiante após alcançar a final no Queen’s Club.

​Com a desistência confirmada de Raducanu, a torcida britânica perde sua principal esperança na chave feminina, deixando o torneio sem sua maior estrela local e alterando os cruzamentos da primeira rodada em Londres.

Zizou Bergs vence seu primeiro ATP em Eastbourne e mostra o lado humano do tênis

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A grama de Eastbourne, tantas vezes palco de batalhas inglórias e jornadas exaustivas, testemunhou neste fim de semana um momento de rara doçura. Zizou Bergs, o tenista belga que até aqui perseguia o sonho de um título ATP, encontrou finalmente o seu lugar ao sol — ou, mais precisamente, sob o céu da costa inglesa. Às portas de Wimbledon, com o peso histórico da “catedral do tênis” a pairar no horizonte, Bergs não se deixou abater pela expectativa. Pelo contrário: elevou a raquete e a alma.

A vitória não foi apenas o triunfo do talento, mas a consagração de uma cumplicidade rara. Ao segurar o troféu, Bergs não se limitou aos protocolos de circunstância; ele abriu o coração. Num discurso que oscilou entre a confissão sincera e o humor genuíno, o jogador, agora em plena ascensão no ranking mundial, recordou que o caminho até o topo é feito de atritos, mas também de gargalhadas.

“Sou chato, vocês são chatos, mas formamos um grupo formidável”, atirou ele aos seus treinadores e colaboradores, num reconhecimento que humaniza o circuito, tantas vezes visto como frio e distante.

Para Bergs, o título é o fruto de uma semente plantada na resiliência: quando o sucesso tardava, o foco permanecia na progressão, no trabalho diário e, acima de tudo, na capacidade de rir das próprias imperfeições.

Foi no encerramento, porém, que Bergs conquistou de vez a simpatia da assistência. Sem as amarras das pressões futuras ou a solenidade excessiva que, por vezes, engessa os campeões, o belga deixou um desejo simples, humano e deliciosamente comum: “E agora, vou saborear uma boa cerveja para festejar isso!”

Ali estava o tênis no seu melhor — não apenas como um esporte de alta performance, mas como uma jornada vivida com amigos. Zizou Bergs chega a Wimbledon não apenas com um troféu na bagagem, mas com a leveza de quem sabe que, entre o suor da quadra e a glória da vitória, não há nada que um brinde bem merecido não celebre melhor.

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski são campeãs em Eastbourne

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Resumo da notícia
  • Título implacável: A brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski superaram as tchecas Maleckova e Skoch (6/1, 6/4) em apenas 64 minutos.
  • Marca expressiva: É o terceiro troféu da dupla na temporada e o 16º na carreira de Stefani.
  • Preparação para Wimbledon: Com cinco vitórias na grama, a dupla chega ao All England Club como a cabeça de chave número 2.

A parceria entre a brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski segue rendendo frutos de alto nível. Um dia após a data originalmente prevista, e depois de uma final adiada pela chuva, a dupla confirmou o status de favorita e conquistou o título do WTA 250 de Eastbourne neste domingo (28). A vitória sobre as tchecas Jesika Maleckova e Miriam Skoch foi implacável: parciais de 6/1 e 6/4, em apenas 64 minutos de jogo.

Este é o terceiro título da dupla na temporada e o quinto na trajetória conjunta da paulista com a canadense. Com o troféu, Stefani alcança sua 16ª conquista na carreira, enquanto Dabrowski chega à marca de 22 taças. O resultado reafirma a parceria como a terceira melhor dupla do ano, consolidando a perseguição às líderes do ranking.

O caminho da vitória

A final foi um reflexo do domínio que a dupla exerceu durante toda a semana na Inglaterra.

  • Primeiro Set de Controle: Stefani e Dabrowski entraram ligadas e, logo no segundo game, obtiveram a quebra inicial, abrindo 3/0 rapidamente. O ritmo foi mantido com precisão, com um novo break no sexto game, permitindo que a parcial fosse fechada com autoridade.
  • Resistência e Desfecho: O segundo set foi mais equilibrado, marcado por uma sequência inicial de quatro quebras trocadas. Após o 4/4, a experiência da dupla prevaleceu. Com uma quebra decisiva no oitavo game e a confirmação do saque logo em seguida, elas selaram o match-point para garantir a festa.

Olho em Wimbledon

Com o título em Eastbourne, Luisa e Gabi encerram a preparação para Wimbledon com uma campanha sólida de cinco vitórias e apenas uma derrota na grama (tendo alcançado as quartas de final em Queen’s anteriormente).

No All England Club, as expectativas são altas: elas chegam como as cabeças de chave número 2 e já têm adversárias definidas. Na estreia, Stefani e Dabrowski encaram a polonesa Alicja Rosolska e a chilena Alexa Guarachi em um confronto que marca o início da busca pelo título mais importante do calendário.

Com atuação de gala, Thiago Wild levanta seu primeiro troféu de Challenger no Brasil

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Resumo da notícia
  • Fim do jejum: Thiago Wild voltou a erguer uma taça após quase três anos, vencendo o Challenger 50 de Piracicaba.
  • Domínio em quadra: O paranaense superou o argentino Gonzalo Villanueva com um duplo 6/2, em uma final controlada do início ao fim.
  • Ascensão no ranking: O título garante um salto de 49 posições para o brasileiro, que retorna ao top 250 da ATP, ocupando o 243º lugar.

Quase três anos após a sua última conquista no circuito profissional, o paranaense Thiago Wild voltou a levantar uma taça neste domingo. Com uma atuação segura e dominante, ele venceu a final da Copa Internacional de Tênis de Piracicaba — torneio de nível Challenger 50 — ao superar o argentino Gonzalo Villanueva com autoridade, aplicando um duplo 6/2.

O título tem um significado especial para a carreira de Wild, não apenas pelo encerramento do jejum, mas por ser a sua primeira conquista de nível Challenger jogando em solo brasileiro.

“Muito feliz de sair com o título, meu primeiro de Challenger no Brasil. Obrigado a todo mundo que veio me apoiar durante a semana. O tênis é semana a semana e vencer sempre dá uma confiança a mais; espero que eu possa recuperar o meu melhor tênis”

— Thiago Wild celebra conquista.

Números da conquista e ranking

A campanha em Piracicaba é um divisor de águas para a temporada de Thiago Wild. Além da taça, o tenista colhe os frutos de uma semana onde não deu chances aos adversários. Com o título, ele protagonizará um salto impressionante de 49 posições no ranking da ATP, retornando ao top 250 e alcançando o 243º lugar na próxima atualização da lista.

Esta é a décima conquista na carreira de Wild, sendo a sexta em nível Challenger. O paranaense não sentia o gostinho da vitória final desde setembro de 2023, quando viveu um ano mágico com quatro troféus (Viña del Mar, Buenos Aires, Como e Gênova).

Domínio em quadra

Na final deste domingo, Wild mostrou que o controle emocional e técnico estavam em dia. Cabeça de chave número 3 do torneio, o brasileiro foi cirúrgico nas estatísticas:

  • Eficiência total: Salvou todos os quatro break-points que enfrentou e converteu as quatro chances de quebra que teve a seu favor.
  • Saque potente: Anotou nove aces e manteve 74% de aproveitamento com o primeiro serviço.
  • Ritmo de jogo: Tanto no primeiro quanto no segundo set, Wild deslanchou a partir do empate em 2/2, vencendo quatro games seguidos em ambas as parciais para selar a vitória.

Apesar de ter sofrido uma leve pressão no último game — onde precisou salvar três break-points antes de concretizar o segundo match-point — o paranaense não vacilou, confirmando a hegemonia e celebrando o título diante da torcida local.

Emma Raducanu confirma presença em Wimbledon apesar de lesão

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Resumo da notícia
  • Presença confirmada: Apesar de limitações físicas visíveis, Emma Raducanu confirmou que planeja entrar em quadra para a estreia nesta segunda-feira.
  • Alerta ligado: A tenista britânica foi flagrada treinando com proteção no tornozelo e caminhando com dificuldade no All England Club.
  • Sacrifício emocional: Raducanu admitiu que o peso de Wimbledon supera a prudência médica, declarando que está disposta a correr riscos maiores por este torneio.

A incerteza que pairava sobre a participação de Emma Raducanu em Wimbledon chegou ao fim — ao menos por enquanto. Após 24 horas de silêncio, a britânica confirmou neste domingo que o seu foco absoluto é entrar em quadra para a disputa do Grand Slam londrino, apesar das limitações físicas que vêm enfrentando.

A tenista vem treinando com proteção no tornozelo direito e foi flagrada caminhando com dificuldade pelo complexo do All England Club. O quadro levantou questões sobre sua condição física e presença no Slam londrino, cuja partida de primeira rodada contra a croata Antonia Ruzic será esta segunda-feira, na Quadra 1.

“O plano atual é jogar”

Durante a coletiva de imprensa realizada neste domingo, Raducanu tentou tranquilizar o público, embora tenha sido transparente quanto ao histórico recente do problema.

“O plano atual é jogar. Tenho um pequeno desconforto na parte inferior da perna que estou gerenciando desde o torneio de Queen’s, e que na verdade vem desde o final da temporada no saibro”

— Emma Raducanu fala em coletiva neste domingo.

Apesar da honestidade, a britânica admitiu que “hesitou” quanto à confirmação de sua inscrição, mas deixou claro que o fator emocional de Wimbledon fala mais alto que qualquer recomendação médica prudente.

“Sempre existe um risco. Muitos jogadores convivem com lesões semelhantes. Acho que existem certos torneios pelos quais estamos dispostos a nos esforçar mais, a correr mais riscos e a superar nossos limites. Para mim, esse torneio é Wimbledon”, cravou a campeã do US Open de 2021.

O limite da consciência física

Raducanu foi além ao reconhecer que a sua entrega física para estar em Londres superou qualquer planejamento técnico anterior. Para ela, o torneio vale o sacrifício, mas a decisão final depende de um cálculo mental complexo sobre o futuro da sua carreira.

“Acho que provavelmente forcei meus limites muito além do que faria por qualquer outro torneio. Isso é certo. A única questão é até que ponto. Ninguém pode me garantir que a situação não vai piorar. Simplesmente tenho que estar consciente dos riscos que corro ao entrar em quadra e me perguntar se estou pronta para aceitá-los”

— Avaliou Emma Raducanu.