Resumo da notícia
- Presença confirmada: Apesar de limitações físicas visíveis, Emma Raducanu confirmou que planeja entrar em quadra para a estreia nesta segunda-feira.
- Alerta ligado: A tenista britânica foi flagrada treinando com proteção no tornozelo e caminhando com dificuldade no All England Club.
- Sacrifício emocional: Raducanu admitiu que o peso de Wimbledon supera a prudência médica, declarando que está disposta a correr riscos maiores por este torneio.
A incerteza que pairava sobre a participação de Emma Raducanu em Wimbledon chegou ao fim — ao menos por enquanto. Após 24 horas de silêncio, a britânica confirmou neste domingo que o seu foco absoluto é entrar em quadra para a disputa do Grand Slam londrino, apesar das limitações físicas que vêm enfrentando.
A tenista vem treinando com proteção no tornozelo direito e foi flagrada caminhando com dificuldade pelo complexo do All England Club. O quadro levantou questões sobre sua condição física e presença no Slam londrino, cuja partida de primeira rodada contra a croata Antonia Ruzic será esta segunda-feira, na Quadra 1.
“O plano atual é jogar”
Durante a coletiva de imprensa realizada neste domingo, Raducanu tentou tranquilizar o público, embora tenha sido transparente quanto ao histórico recente do problema.
“O plano atual é jogar. Tenho um pequeno desconforto na parte inferior da perna que estou gerenciando desde o torneio de Queen’s, e que na verdade vem desde o final da temporada no saibro”
— Emma Raducanu fala em coletiva neste domingo.
Apesar da honestidade, a britânica admitiu que “hesitou” quanto à confirmação de sua inscrição, mas deixou claro que o fator emocional de Wimbledon fala mais alto que qualquer recomendação médica prudente.
“Sempre existe um risco. Muitos jogadores convivem com lesões semelhantes. Acho que existem certos torneios pelos quais estamos dispostos a nos esforçar mais, a correr mais riscos e a superar nossos limites. Para mim, esse torneio é Wimbledon”, cravou a campeã do US Open de 2021.
O limite da consciência física
Raducanu foi além ao reconhecer que a sua entrega física para estar em Londres superou qualquer planejamento técnico anterior. Para ela, o torneio vale o sacrifício, mas a decisão final depende de um cálculo mental complexo sobre o futuro da sua carreira.
“Acho que provavelmente forcei meus limites muito além do que faria por qualquer outro torneio. Isso é certo. A única questão é até que ponto. Ninguém pode me garantir que a situação não vai piorar. Simplesmente tenho que estar consciente dos riscos que corro ao entrar em quadra e me perguntar se estou pronta para aceitá-los”
— Avaliou Emma Raducanu.

