Resumo da notícia
- Fim do jejum: Thiago Wild voltou a erguer uma taça após quase três anos, vencendo o Challenger 50 de Piracicaba.
- Domínio em quadra: O paranaense superou o argentino Gonzalo Villanueva com um duplo 6/2, em uma final controlada do início ao fim.
- Ascensão no ranking: O título garante um salto de 49 posições para o brasileiro, que retorna ao top 250 da ATP, ocupando o 243º lugar.
Quase três anos após a sua última conquista no circuito profissional, o paranaense Thiago Wild voltou a levantar uma taça neste domingo. Com uma atuação segura e dominante, ele venceu a final da Copa Internacional de Tênis de Piracicaba — torneio de nível Challenger 50 — ao superar o argentino Gonzalo Villanueva com autoridade, aplicando um duplo 6/2.
O título tem um significado especial para a carreira de Wild, não apenas pelo encerramento do jejum, mas por ser a sua primeira conquista de nível Challenger jogando em solo brasileiro.
“Muito feliz de sair com o título, meu primeiro de Challenger no Brasil. Obrigado a todo mundo que veio me apoiar durante a semana. O tênis é semana a semana e vencer sempre dá uma confiança a mais; espero que eu possa recuperar o meu melhor tênis”
— Thiago Wild celebra conquista.
Números da conquista e ranking
A campanha em Piracicaba é um divisor de águas para a temporada de Thiago Wild. Além da taça, o tenista colhe os frutos de uma semana onde não deu chances aos adversários. Com o título, ele protagonizará um salto impressionante de 49 posições no ranking da ATP, retornando ao top 250 e alcançando o 243º lugar na próxima atualização da lista.
Esta é a décima conquista na carreira de Wild, sendo a sexta em nível Challenger. O paranaense não sentia o gostinho da vitória final desde setembro de 2023, quando viveu um ano mágico com quatro troféus (Viña del Mar, Buenos Aires, Como e Gênova).
Domínio em quadra
Na final deste domingo, Wild mostrou que o controle emocional e técnico estavam em dia. Cabeça de chave número 3 do torneio, o brasileiro foi cirúrgico nas estatísticas:
- Eficiência total: Salvou todos os quatro break-points que enfrentou e converteu as quatro chances de quebra que teve a seu favor.
- Saque potente: Anotou nove aces e manteve 74% de aproveitamento com o primeiro serviço.
- Ritmo de jogo: Tanto no primeiro quanto no segundo set, Wild deslanchou a partir do empate em 2/2, vencendo quatro games seguidos em ambas as parciais para selar a vitória.
Apesar de ter sofrido uma leve pressão no último game — onde precisou salvar três break-points antes de concretizar o segundo match-point — o paranaense não vacilou, confirmando a hegemonia e celebrando o título diante da torcida local.

