O saibro de Paris já tem seu roteiro definido para o tênis brasileiro. Após os reveses dos compatriotas na fase prévia, o carioca João Fonseca carrega a bandeira do país como o único representante na chave principal masculina de Roland Garros. Entrando no torneio com o status de cabeça de chave número 28, a jovem estrela teve um sorteio que mistura inícios acessíveis com desafios de proporções históricas.
Estreia e primeiras rodadas
O início da caminhada de Fonseca será contra um tenista proveniente do qualifying, um cenário teoricamente favorável para o brasileiro entrar no ritmo do torneio.
Caso confirme o favoritismo na estreia, a segunda rodada pode reservar um confronto de nova geração contra o croata Dino Prizmic (ou novamente um adversário do qualificatório).
Novak Djokovic e João Fonseca na 3ª rodada
Se a lógica prevalecer e Fonseca alcançar a terceira partida, o sarrafo subirá para o nível máximo do esporte. O cruzamento projeta um encontro direto com o sérvio Novak Djokovic, atual terceiro favorito e dono de três troféus em Roland Garros.
Para chegar lá, Djokovic terá uma estreia curiosa contra o francês Giovanni Perricard e, na segunda rodada, pode cruzar com outro atleta da casa, Valentin Royer, ou um “quali”.
Um quadrante pesado
Para quem sobreviver a esse eventual confronto na terceira rodada, o caminho até as fases agudas não fica mais fácil. O quadrante de Fonseca e Djokovic está repleto de especialistas no saibro e grandes nomes do circuito:
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Oitavas de Final: O principal cotado para aparecer pelo caminho é o norueguês Casper Ruud.
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Quartas de Final: Nomes fortíssimos como o australiano Alex de Minaur, o russo Andrey Rublev, o argentino Tomas Etcheverry e o tcheco Jakub Mensik disputam a vaga.
Histórico animador em Paris
Apesar da pouca idade, Fonseca já provou que não se intimida com os grandes palcos parisienses. Esta será a sua segunda participação no Major francês.
No ano passado, o brasileiro surpreendeu o mundo logo na estreia ao despachar o polonês Hubert Hurkacz. Em seguida, eliminou o local Pierre Hugues-Herbert e só foi parado na terceira rodada, em um duelo duro contra o britânico Jack Draper. O objetivo de 2026 é claro: repetir a dose de magia e, quem sabe, chocar o mundo em um confronto contra o maior vencedor de Grand Slams da história.

