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Victória Barros busca virada heroica, vai à semi e quebra tabu de 39 anos

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O futuro do tênis feminino brasileiro pede passagem. A potiguar Victória Barros, atual número 4 do ranking mundial juvenil, segue firme em seu grande objetivo de erguer o troféu em Paris. Na manhã desta quinta-feira, a jovem de apenas 16 anos mostrou uma força mental de veterana para buscar uma belíssima vitória de virada contra a sul-coreana Ha Eum Lee (44ª colocada), com parciais de 2/6, 6/1 e 6/4, após 2h08min de confronto.

Com o triunfo, Victória alcançou um feito gigantesco para o esporte nacional: ela igualou a marca histórica de Dadá Vieira, que foi semifinalista do juvenil em Paris na edição de 1987. Até hoje, este permanece como o maior resultado em simples de uma tenista brasileira em um Grand Slam juvenil na história.

O jogo

A partida pelas quartas de final testou os nervos da torcida brasileira desde os primeiros pontos.

  • O susto inicial: Sentindo o peso da rodada, Victória começou errática e viu a sul-coreana dominar as ações na linha de base para fechar o primeiro set por fáceis 6/2.
  • A resposta rápida: No segundo set, a brasileira mudou a postura, aumentou a intensidade de pernas e atropelou por 6/1, deixando tudo igual.
  • O drama do terceiro set: A parcial decisiva começou perigosa, com Lee conseguindo uma quebra de serviço logo nos primeiros games. Sem se abalar, Victória Barros buscou a desvantagem, equilibrou o jogo com bolas profundas e acelerou na reta final para fechar o placar em 6/4.

Semifinal contra a vice-líder

O desafio para cravar de vez o seu nome na história e superar o recorde de Dadá Vieira será gigantesco. Na próxima sexta-feira (05/06), a potiguar jogará por uma vaga inédita na grande final contra a chinesa Xinran Sun, atual número 2 do ranking mundial juvenil e segunda cabeça de chave do torneio.

O confronto promete ser um verdadeiro choque de titãs da nova geração e prender a atenção dos fãs brasileiros em Paris.

Da depressão à semifinal: a emocionante história de Maja Chwalinska em Roland Garros

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Por trás dos sorrisos radiantes e da campanha histórica na quadra Philippe Chatrier, esconde-se a extraordinária resiliência de uma atleta que um dia quis desistir de tudo. A polonesa Maja Chwalinska, surpresa absoluta das semifinais de Roland Garros, é o maior exemplo de que o esporte de alto rendimento vai muito além dos pontos marcados no placar.

Nascida em 2001, Chwalinska cresceu no tênis dividindo quadras, treinos e uma amizade íntima com ninguém menos que a ex-número 1 do mundo, Iga Swiatek. No entanto, enquanto a amiga ascendia meteoricamente ao estrelato mundial, Maja começou a carregar o peso esmagador das expectativas e da pressão do circuito. Em 2019, o diagnóstico veio de forma cruel: depressão severa.

O “medo da raquete” e o recomeço através da terapia

O ponto de ruptura aconteceu em 2021. Logo após ser eliminada na rodada de classificação de Wimbledon, Chwalinska desabafou sobre o sofrimento psicológico e anunciou uma suspensão temporária e indefinida de sua carreira profissional, confessando que havia desenvolvido um profundo “medo da raquete”.

O retorno ao circuito não foi rápido, mas foi sólido. Graças a um intenso acompanhamento psicológico e muita perseverança, a polonesa redesenhou sua relação com o esporte adotando um novo lema de vida:

“O resultado da partida não define quem eu sou.”

— Maja Chwalinska, sobre a filosofia que salvou sua carreira.

Os títulos nos torneios WTA 125 de Florianópolis (2024) e Montreux (2025) serviram como os degraus emocionais e técnicos fundamentais para preparar a atleta para o que estava por vir em Paris.

A jornada de Maja Chwalinska

Período Marco na carreira e na vida
2019 Diagnóstico de depressão severa em meio à crescente pressão do circuito profissional.
2021 Pausa por tempo indeterminado no tênis devido ao esgotamento mental e ao “medo da raquete”.
2024 – 2025 Retorno gradual e conquista dos títulos fundamentais no WTA 125 de Florianópolis e de Montreux.
2026 Campanha histórica vinda do qualifier em Roland Garros e estreia garantida no Top 50 da WTA.

A campanha de conto de fadas em Paris

A caminhada de Chwalinska nesta edição de Roland Garros é digna de roteiro de cinema. Furando o qualifier, ela empilhou vitórias maiúsculas contra tenistas de elite do circuito mundial:

  • Derrubando uma top 10: Superou a grega Maria Sakkari de virada, com parciais de 1/6, 6/3 e 6/2.
  • Silenciando a torcida: Eliminou a dona da casa, a francesa Diane Parry, por duplo 6/3.
  • Carimbando a semi: Bateu a russa Anna Kalinskaya (22ª cabeça de chave) nas quartas de final por 7/6 e 6/3.

Semi: Chwalinska x Shnaider

O próximo capítulo desta linda história de superação já tem data e hora marcadas. Maja Chwalinska enfrentará a russa Diana Shnaider — responsável pelo colapso e eliminação da número 1 Aryna Sabalenka — nesta quinta-feira, 4 de junho de 2026, às 11h30 de Brasília. Os fãs de esporte ao redor do planeta agora aguardam ansiosamente para ver se a  polonesa conseguirá carimbar sua vaga na grande final do saibro francês.

Matteo Berrettini desiste por lesão e Matteo Arnaldi avança à semifinal 2026

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O confronto que prometia parar a Itália terminou da forma mais dolorosa possível. Na tarde desta quarta-feira (03/06), Matteo Berrettini foi forçado a desistir de sua caminhada em Roland Garros devido a uma nova lesão física. Com isso, a grande história de superação do torneio ganhou mais um capítulo: Matteo Arnaldi, o atual 104º colocado do ranking da ATP, está na semifinal em Paris.

Arnaldi vencia o confronto por 7/5 e 5/2 quando o atual número 105 do mundo percebeu que não tinha mais condições de continuar lutando.

O sinal de alerta acendeu logo nos primeiros games do segundo set. Visivelmente incomodado com um problema físico, Berrettini interrompeu a partida e solicitou atendimento médico no vestiário. Ele ainda tentou demonstrar a valentia que o caracteriza: retornou à quadra Philippe-Chatrier e disputou mais alguns games.

No entanto, o ex-finalista de Wimbledon começou a mancar de forma evidente e o seu rendimento despencou. Sem conseguir se movimentar, Matteo foi ao banco, sentou-se, fez um gesto negativo com a cabeça para sua equipe e anunciou a desistência, frustrado por ver seu corpo falhar mais uma vez após uma sequência de jogos longos no saibro francês.

Arnaldi, recordista de sets entre os semifinalistas

Apesar do gosto amargo pela forma como o jogo acabou, a vaga coroa o maior guerreiro desta edição de Roland Garros. Matteo Arnaldi chegou às quartas de final carregando o impressionante status de maratonista do torneio.

  • Recorde Histórico: Arnaldi acumulou mais de 17 horas em quadra apenas nas suas quatro primeiras partidas, a maior marca registrada no tênis profissional desde que esses dados começaram a ser levantados no início da década de 90.

  • Descanso Inesperado: Vindo de uma batalha insana de 5h26min contra o norte-americano Frances Tiafoe na rodada anterior, Arnaldi esteve “apenas” duas horas em quadra nesta quarta-feira devido à desistência do rival.

Semifinal 100% italiana confirmada em Roland Garros

Com o desfecho das quartas de final, o tênis italiano já garantiu, de forma histórica, um representante na grande final masculina de Roland Garros 2026.

Na próxima sexta-feira, o “maratonista” Matteo Arnaldi medirá forças contra o embalado Flavio Cobolli (14º), que carimbou sua vaga mais cedo ao bater o canadense Felix Auger-Aliassime. A promessa é de um confronto eletrizante nos bastidores e nas quadras de Paris.

Flavio Cobolli vence Aliassime de virada e garante semifinal em Roland Garros 2026

Abatido, Aliassime desabafa após queda em Paris: “Estou destruído”

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A eliminação nas quartas de final de Roland Garros deixou marcas em Felix Auger-Aliassime. Conhecido por ser um dos atletas mais equilibrados, polidos e resilientes do circuito mundial, o canadense adotou um tom de rara e dolorosa vulnerabilidade ao avaliar a derrota de virada para o italiano Flavio Cobolli nesta quarta-feira (03/06).

Mesmo com o lado matemático jogando a seu favor — a grande campanha no saibro parisiense garantiu o seu retorno oficial ao top 4 do ranking da ATP na próxima semana —, Felix confessou que a dor do resultado imediato engoliu qualquer motivo de celebração.

“Olhando de uma perspectiva maior, eu não posso reclamar da minha vida. Mas, estou neste momento da minha carreira… é difícil. Estou um pouco destruído. É difícil.”

— Felix Auger-Aliassime, em tom melancólico na sala de imprensa.

O que mais chamou a atenção dos jornalistas presentes em Paris foi o fato de Aliassime reconhecer que o seu mecanismo habitual de defesa contra derrotas simplesmente falhou desta vez. O atleta, que costuma digerir os tropeços de forma rápida e pragmática, admitiu estar em um lugar mental cinzento.

“Normalmente eu gerencio bem minhas derrotas, preciso dizer. Ao longo da minha carreira, foi tipo voltar a treinar, estando positivo e otimista, mas hoje não sinto que estou no lugar em que deveria. Hoje é um dia difícil”

— Felix Auger-Aliassime, confessando o baque psicológico.

A frustração de Aliassime se justifica pelo cenário aberto que se desenhou nesta edição de Roland Garros. Com a chave masculina repleta de surpresas e a ausência de grandes favoritos nas fases finais, o canadense sentia que tinha o tênis e a experiência necessários para buscar o seu tão sonhado primeiro título de Grand Slam.

Enquanto Felix junta os cacos emocionais para focar na transição para a temporada de grama, Cobolli avança para a semifinal onde aguarda o vencedor do duelo italiano entre Matteo Berrettini e Matteo Arnaldi.

Flavio Cobolli vence Aliassime de virada e garante semifinal em Roland Garros 2026

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A Itália continua ditando o ritmo no circuito da ATP. Pouco após fechar uma grande vitória de virada contra o canadense Felix Auger-Aliassime, o jovem Flavio Cobolli deu um show de carisma na tradicional entrevista em quadra. Garantido pela primeira vez na carreira na semifinal de um Grand Slam, o atual 14º colocado do ranking mundial não escondeu o tamanho do alívio e da emoção:

“Tenho que começar com um ‘merci à tous’ (obrigado a todos, em francês) porque sempre começo assim e sou muito supersticioso. Esta é a minha quadra favorita, onde consigo jogar o meu melhor tênis. Tive a sensação de que esta era a oportunidade da minha vida.”

— Flavio Cobolli, celebrando a vaga no top 4 de Roland Garros.

Após dias de um calor sufocante em Paris — que inclusive causou o colapso físico e a queda precoce do número 1 do mundo, Jannik Sinner —, a quarta-feira (03/06) foi marcada por uma queda brusca de temperatura e fortes rajadas de vento no complexo de Roland Garros.

Enquanto a maioria dos tenistas corre para ajustar a tensão das cordas das raquetes para adaptar o controle ao frio, Cobolli revelou que sua obsessão por rituais falou mais alto. O italiano manteve exatamente a mesma configuração que usou nos dias de calor extremo.

“No tênis, cada dia é diferente e temos que aceitar todas as circunstâncias. Acho que consegui, e talvez isso tenha me ajudado a vencer”

— Flavio Cobolli, explicando que não mudou nada por pura superstição.

Raio-x  de Cobolli em Paris

Desafio em quadra Solução do italiano
Mudança climática Queda brusca de temperatura e fortes rajadas de vento após dias de calor sufocante.
Tensão das cordas Recusou-se a alterar o ajuste das raquetes para o frio, mantendo a configuração do calor por pura superstição.
Foco psicológico Aceitou as condições adversas mais rápido que o rival, encarando a partida como a grande oportunidade de sua vida.

Semifinal 100% Italiana

O chaveamento de Roland Garros reservou um cenário histórico para os torcedores do país da bota. O adversário de Cobolli na semifinal de sexta-feira sairá do confronto direto entre os seus compatriotas Matteo Berrettini e Matteo Arnaldi.

Ao ser questionado sobre o fato de a Itália já ter, obrigatoriamente, um finalista garantido na chave masculina de Roland Garros, Cobolli usou o bom humor:

“Imagino que o presidente (da Federação Italiana) esteja feliz agora. Temos apenas que esperar pelo Matteo! Sei que um Matteo estará comigo nas semifinais e desejo boa sorte aos dois. É a melhor semana da minha vida, mas ainda falta alguma coisa e terei que lutar.”

— Flavio Cobolli, brincando com o fato de os dois possíveis rivais terem o mesmo nome.

Sem inventar moda, o tenista garantiu que manterá os pés no chão e não mudará um milímetro do que vem dando certo: “Farei minha rotina habitual: jantar com amigos e depois irei dormir”.

Roland Garros: Chris Evert aponta falha técnica e pressão psicológica em queda de Sabalenka

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O mundo do tênis ainda tenta entender o que aconteceu na quadra Philippe Chatrier nesta quarta-feira (03/06). A impressionante eliminação de Aryna Sabalenka para a jovem russa Diana Shnaider, com direito a um “pneu” no terceiro set, deixou a imprensa e os ex-atletas perplexos.

Durante a transmissão oficial no canal TNT Sports, o ex-número 1 britânico Tim Henman não poupou palavras e definiu a situação como um “verdadeiro ‘meltdown’ (derretimento) na quadra”. No entanto, foi a lendária Chris Evert, heptacampeã do Aberto da França, quem trouxe a análise mais cirúrgica e profunda sobre os bastidores técnicos do colapso.

“Eu nunca vi a Sabalenka estar vencendo por um set e 4/1, jogando relativamente bem, e de repente o jogo dela desmoronar desse jeito. Este era o torneio dos sonhos dela; ela passou o ano inteiro sonhando com isso. De uma hora para a outra, ela perdeu completamente a sensibilidade. É inacreditável.”

— Chris Evert, ex-número 1 do mundo.

O fator técnico: o vento como inimigo

Sabalenka reclamou abertamente do vento em sua coletiva, mas para Evert, a questão vai além do incômodo climático: trata-se de uma deficiência tática da bielorrussa. A americana traçou um paralelo imediato com a derrota sofrida por Sabalenka para Coco Gauff na final do US Open, apontando que a líder do ranking não sabe adaptar seu jogo quando as rajadas aumentam.

Falha apontada Análise de Chris Evert
Falta de ajuste “Eu não acho que ela aprendeu a jogar com vento. O vento exige trabalho de pernas, passos de ajuste ao redor da bola, porque ele faz a bola mudar de trajetória.”
A pressa fatal No vento, o atleta precisa esperar até o último segundo para plantar os pés e golpear a bola com segurança, algo que o estilo ultra-agressivo e apressado de Sabalenka simplesmente ignorou.

O fator psicológico: o peso do favoritismo

Além da falha mecânica sob o vento, Evert — que notou Sabalenka discutindo asperamente com sua própria equipe técnica no meio do segundo set — destrinchou o cenário mental que pode ter empurrado a número 1 para o “buraco profundo e escuro” que ela mesma relatou após o jogo.

Com a queda precoce de cinco das principais cabeças de chave nas rodadas anteriores, Sabalenka era a única campeã de Grand Slam viva no torneio. De acordo com Chris Evert, a ficha desse isolamento pode ter caído no pior momento possível.

“Pensem comigo: cinco das principais cabeças de chave já tinham sido eliminadas do torneio. Talvez isso estivesse no fundo da mente dela: ‘Eu sou a obrigada a ganhar isso agora’. O peso do favoritismo pode ter esmagado o emocional dela. Pode haver um milhão de razões, mas o fato é que simplesmente não era a semana dela.”

— Chris Evert.

Enquanto a bielorrussa junta os cacos psicológicos e planeja “destruir coisas” para desabafar, Roland Garros coroa uma edição completamente imprevisível e vê Diana Shnaider se consolidar como uma realidade assustadora no circuito da WTA.

Sabalenka desaba após vexame em Paris: “Quero abandonar o tênis agora mesmo”

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O clima na sala de imprensa de Roland Garros foi de absoluto funeral e espanto. Poucas horas após derreter em quadra e ver sua vaga na semifinal escapar diante da russa Diana Shnaider (24ª colocada), a líder do ranking mundial, Aryna Sabalenka, abriu o peito em uma entrevista divulgada pelo site Tennis Majors e soltou uma frase que ecoou fortemente nos bastidores do tênis:

“Sem pensamentos, sem emoção. Eu quero abandonar o tênis agora mesmo. Vamos ver em alguns dias. Espero que eu consiga voltar aos trilhos mentalmente.”

— Aryna Sabalenka, em choque após a derrota por 3/6, 7/5 e 6/0.

A bielorrussa, que ostentava o status de única campeã de Grand Slam sobrevivente no torneio feminino, admitiu não se lembrar de quando havia sofrido um apagão tão severo na carreira. “Não sei quando foi a última vez que isso aconteceu comigo, de perder dez games seguidos. Acho que mentalmente entrei num buraco muito, muito profundo e escuro, e simplesmente não consegui me recuperar”, confessou.

Raio-x do apagão

Momento do Jogo O que aconteceu em quadra
Início do confronto Sabalenka vence o 1º set por 6/3 e abre sólida vantagem de 4/1 na segunda parcial.
A virada de Shnaider A russa quebra o serviço de Sabalenka quando esta sacava para o jogo em 5/4 e fecha o set em 7/5.
O colapso mental Sabalenka sofre um apagão histórico, perde 10 games seguidos e leva um “pneu” (6/0) no 3º set.

Críticas à organização: tratamento diferente entre homens e mulheres?

Em meio ao desabafo sobre seu colapso mental, Sabalenka também direcionou fortes críticas às decisões da organização de Roland Garros a respeito do teto retrátil da quadra principal. O forte vento que atingiu Paris deixou as condições de jogo caóticas, algo que a tenista classificou como um espetáculo “sujo”.

“Não sei por que manteriam o teto aberto com um vento tão forte. Mas como posso reclamar se durante quase toda a partida tudo estava funcionando bem para mi, e de repente tudo desmoronou? Acho que a situação estava ficando caótica, talvez porque eu não estivesse bem mentalmente. Lembro que até no ano passado eles mantiveram o teto aberto para nós, e no dia seguinte, em condições semelhantes, fecharam para os homens – para melhorar as condições e a qualidade do tênis, acredito. Não sei por que o manteriam aberto. Mesmo eu estando ganhando, o jogo estava muito sujo. Não sei como as pessoas conseguiam ficar sentadas assistindo”, disparou a número 1 do mundo.

Méritos da rival e “terapia de choque” para dar a volta por cima

Apesar das reclamações climáticas e da óbvia frustração com seus próprios erros, Sabalenka não tirou os méritos de Diana Shnaider, ressaltando que a russa aproveitou as brechas para jogar de forma agressiva, livre e destemida sob pressão. “A Shnaider está em ótima forma, jogando um tênis excelente”, elogiou.

Demonstrando a resiliência que a consagrou no topo do esporte, a experiente jogadora garantiu que vai tirar lições do sofrimento: “Acho que o que não nos mata nos fortalece. Em algum momento, vou entender a situação e voltaremos mais fortes”.

E para acelerar esse processo de cura mental, Sabalenka revelou um plano imediato bastante inusitado para o seu dia seguinte em Paris:

“Acabei de descobrir como posso superar isso: uma daquelas salas onde você entra e destrói tudo. Provavelmente passarei o dia inteiro amanhã lá destruindo coisas. Talvez ajude, talvez não.”

— Aryna Sabalenka.

Sabalenka sofre apagão histórico e toma “pneu” nas quartas em Paris

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A lógica do circuito feminino foi completamente triturada nas quartas de final de Roland Garros. Em um confronto de 2h14 marcado por fortes rajadas de vento na capital francesa, a russa Diana Shnaider (23ª do ranking da WTA) alcançou o maior feito de sua vida ao derrubar a líder do ranking mundial, Aryna Sabalenka, de virada, com parciais de 3/6, 7/5 e 6/0.

O resultado chocou a torcida pelo roteiro dramático. Sabalenka, que até então não havia perdido um único set em todo o torneio, vencia a partida com autoridade por 6/3 e 4/1. No entanto, a bielorrussa viu seu tênis desaparecer por completo na reta final, sofrendo uma sequência avassaladora de 10 games perdidos consecutivamente.

O jogo: da Sobrevivência ao “pneu” no 3º set

No início, Sabalenka ignorou o vento e impôs seu favoritismo, abrindo rápidos 5/1 antes de fechar o primeiro set. A dinâmica parecia se repetir na segunda parcial, quando a número 1 do mundo abriu 2/0 e, posteriormente, 4/1 com uma quebra de zero.

A reação de Shnaider começou quando Sabalenka sacou para o jogo em 5/4. Demonstrando uma mobilidade espetacular na linha de base e angulando bolas profundas, a russa induziu a favorita ao erro e empatou em 5/5. Confiante, Shnaider insistiu em winners de forehand na paralela, fechou o set em 7/5 e tirou a invencibilidade da líder do ranking no torneio.

O terceiro set foi um monólogo doloroso para os torcedores da bielorrussa. Completamente irritada, frustrada com as condições climáticas e fora de eixo, Sabalenka acumulou erros crassos. Shnaider se agigantou, soltou o braço nas paralelas e aplicou um humilhante 6/0 (pneu) para carimbar sua vaga inédita no top 4 de Paris.

O peso dos erros não forçados

Os números finais do confronto escancaram o colapso tático e emocional de Aryna Sabalenka, que distribuiu pontos de graça para a adversária a partir do fim do segundo set.

Estatística do Confronto Diana Shnaider (RUS) Aryna Sabalenka (BLR)
Placar Final 3/6, 7/5, 6/0 6/3, 5/7, 0/6
Bolas Vencedoras (Winners) 25 46
Erros Não Forçados 27 57
Aces 1 2

Semifinal terá “zebra” polonesa

Classificada para a sua primeira semifinal de Grand Slam em simples na carreira, Diana Shnaider não terá pela frente nenhuma gigante do circuito. Sua adversária na busca por uma vaga na grande final será a polonesa Maja Chwalinska.

Atual número 114 do mundo e vinda do torneio qualificatório (qualifier), Chwalinska consolidou seu status de grande surpresa da chave feminina ao eliminar nas quartas a russa Anna Kalinskaya (24ª) com parciais de 7/6 (7-3) e 6/3.

Com a queda de Sabalenka na parte superior e as fortes tensões políticas na outra metade da chave, Roland Garros se transformou em uma verdadeira terra de ninguém.

Kostyuk solta o verbo contra tenistas russas antes de semifinal com Andreeva

Kostyuk solta o verbo contra tenistas russas antes de semifinal com Andreeva

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Se o ex-número 1 do mundo Yevgeny Kafelnikov previu que a semifinal de Roland Garros entre a ucraniana Marta Kostyuk e a russa Mirra Andreeva bateria recordes de audiência por “vários motivos”, a própria Kostyuk tratou de deixar esses motivos bem explícitos.

Logo após derrotar sua compatriota Elina Svitolina por 6/3, 3/6 e 6/2 na quadra Philippe-Chatrier, a atual número 15 do mundo transformou sua entrevista coletiva em um manifesto político, elevando a rivalidade de bastidores ao nível máximo.

Emoção em quadra e homenagem a Kiev

O tom do dia já havia sido ditado ainda dentro de quadra. Visivelmente emocionada, Kostyuk dedicou a vitória histórica sobre Svitolina ao povo de seu país, que enfrentou mais uma madrugada de bombardeios violentos.

“Primeiro, quero começar com este jogo histórico que joguei hoje com a Elina. Tivemos uma noite muito difícil novamente na Ucrânia, especialmente em Kiev. Tantas pessoas mortas… Quero dedicar esta partida ao povo ucraniano e à sua resiliência. Obrigada. Slava Ukraini (Glória à Ucrânia).”

— Marta Kostyuk, na entrevista pós-jogo.

O ataque direto na coletiva: “Nada as impede de falar”

A verdadeira bomba, contudo, veio na sala de imprensa. Questionada por um jornalista se conseguia entender o receio de algumas tenistas russas em falar abertamente contra a guerra por medo de sofrerem retaliações do governo de Vladimir Putin, Kostyuk foi implacável e rebateu o argumento.

A ucraniana pontuou dois fatores principais sobre a situação das atletas:

  • Figuras públicas: Lembrou que existem personalidades russas que abandonaram o país e venderam seus negócios em sinal de protesto.
  • Residência no exterior: Enfatizou que a maioria das jogadoras da WTA não fixa residência em território russo, o que as deixaria seguras para opinar.

“A maioria das jogadoras de tênis não mora na Rússia. Não há nada que impeça você de falar se isso for algo em que você realmente não acredita. Claramente, elas simplesmente não pensam dessa forma (contra a guerra).”

— Marta Kostyuk, detonando a postura das rivais.

Com essa declaração, Kostyuk expôs o que muitos nos bastidores evitam comentar: para ela, o silêncio das atletas russas não é fruto de medo, mas sim de conivência ou indiferença.

Kostyuk x Andreeva: pura tensão na semifinal de final

A fala de Kostyuk joga uma pressão monumental sobre os ombros de Mirra Andreeva, atual número 8 do mundo e principal atleta russa do circuito na atualidade. As duas se enfrentam nesta quinta-feira por uma vaga inédita na grande final de Roland Garros.

Como já é tradição em seus jogos contra atletas da Rússia e da Bielorrússia, Kostyuk não estenderá a mão para cumprimentar Andreeva na rede, independentemente do resultado. O duelo técnico no saibro agora dividirá as atenções com uma das atmosferas geopolíticas mais tensas da história do tênis moderno.

O retrospecto recente joga totalmente a favor da ucraniana. Kostyuk venceu os dois confrontos que disputou contra Andreeva nesta temporada: o primeiro em Brisbane e o mais recente na grande final do WTA 1000 de Madri.

Marta Kostyuk joga o fino, elimina Svitolina e alcança semifinal inédita em Roland Garros

O desabafo de João Fonseca após eliminação: “Ele fechou bem as portas”

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A eliminação nas quartas de final de Roland Garros interrompeu uma das trajetórias mais eletrizantes do tênis brasileiro nos últimos anos. Contudo, na hora de passar a limpo a derrota por 3 sets a 0 para o tcheco Jakub Mensik, João Fonseca deu uma aula de esportividade e maturidade tática em suas entrevistas à ESPN e na coletiva de imprensa oficial do torneio.

Para o carioca de 19 anos, o placar de 6/4, 6/3 e 7/6 (7-3) refletiu muito mais a noite inspirada e a coragem do adversário do que um desempenho ruim de sua parte.

“Não acho que joguei mal, mas não consegui arrumar soluções. Ele fechou as portas super bem. Foi uma semana positiva, que me traz confiança e me faz entender melhor o meu corpo, saber o quanto eu consigo aguentar e o que eu posso evoluir.”

— João Fonseca, em entrevista pós-jogo.

João analisa o diferencial de Mensik

Vindo de vitórias maiúsculas contra gigantes do circuito como Novak Djokovic na terceira rodada e Casper Ruud nas oitavas, Fonseca explicou que Mensik apresentou um desafio completamente diferente dos rivais anteriores, tirando o seu ritmo com um jogo ultra-agressivo.

Aspecto tático Estratégia de Jakub Mensik
Posicionamento Jogou o tempo todo colado na linha de fundo, devolvendo as bolas de dentro da quadra.
Estilo de golpes Usou um backhand muito plano (reto), tirando o quique alto da bola na altura da cintura do brasileiro.
Postura sob pressão Coragem absoluta, abusando das subidas à rede (saque e voleio) nos momentos mais tensos do jogo.

No terceiro set, Fonseca revelou que tentou mudar a estratégia: “Tentei fazê-lo pensar um pouco mais, movimentar com as alturas e comandar os pontos. Talvez se eu conseguisse levar para o quarto set teria sido diferente, mas ele se segurou super bem. Mérito dele”, elogiou o brasileiro, que fez questão de desejar sorte ao amigo na semifinal contra Alexander Zverev.

Do desconforto no punho ao top 25

O balanço final da campanha em Paris ganha contornos ainda mais impressionantes quando lembramos dos bastidores de sua preparação. Fonseca chegou a Roland Garros sem grandes expectativas, já que vinha de uma desistência no ATP 500 de Hamburgo devido a um desconforto no punho.

“Cheguei aqui sem muita esperança, só treinando a cada dia. Sobrevivi a uma batalha contra o Dino Prizmic e isso me deu esperança. Depois foi um pouco de um sonho do qual eu não queria ser acordado”

— João Fonseca, confessando os bastidores em Paris.

A recompensa pelo “sonho” parisiense virá direto na tabela da ATP. Atual número 30 do mundo, Fonseca deve subir até cinco posições na próxima atualização do ranking, flertando diretamente com o top 25 mundial.

Próxima parada: descanso em casa e temporada de grama

Ninguém é de ferro. Após uma maratona mental e física na terra batida, o número 1 do Brasil quer apenas se desligar do circuito por alguns dias antes de calçar os tênis de grama.

O tenista confirmou que retorna ao Brasil para passar uma semana ao lado da família e recarregar as energias. Na sequência, Fonseca inicia sua preparação para a curta temporada de grama europeia, onde já está oficialmente confirmado na chave principal do prestigiado ATP 500 de Halle, na Alemanha.

“Gosto de jogar na grama, sempre me diverti. Infelizmente é uma parte curta da temporada, mas estou animado para recomeçar. Essas experiências me mostram que posso jogar com esses caras e acreditar até o final. Estamos fazendo um bom caminho”

— João Fonseca, finalizando sobre os próximos passos da temporada.