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João Fonseca busca virada inacreditável e tem encontro marcado com Djokovic

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O carioca João Fonseca, cabeça de chave número 28, avançou à terceira rodada de Roland Garros após registrar a maior virada de sua carreira profissional. Nesta quarta-feira (27), em duelo da nova geração do circuito, o brasileiro de 19 anos superou o croata Dino Prizmic por 3 sets a 2, com parciais de 3/6, 4/6, 6/3, 6/1 e 6/2, em 3h26min.

O triunfo marcou a primeira vez que Fonseca conseguiu reverter um placar adverso de 2 sets a 0 — ele havia sido derrotado nas três ocasiões anteriores em que enfrentou essa situação no circuito. Este foi também o segundo resultado positivo do brasileiro em partidas de cinco sets na carreira, após ter sido superado na quinta parcial pelo italiano Lorenzo Sonego no Australian Open do ano passado.

Com a classificação, Fonseca repete seu desempenho de 2025, quando alcançou a terceira rodada e parou diante do britânico Jack Draper. Seu próximo adversário será o sérvio Novak Djokovic, que avançou na chave ao vencer o francês Valentin Royer em partida de mais de 3h30.

Este será o primeiro confronto da carreira de Fonseca contra Djokovic e o seu sexto desafio diante de um top 5 ATP. O retrospecto do brasileiro contra o atual pelotão de elite do ranking é de cinco derrotas, incluindo reveses nesta temporada de 2026 para Jannik Sinner (Indian Wells), Carlos Alcaraz (Miami) e Alexander Zverev (Monte Carlo).

Análise tática do confronto

Domínio inicial de Prizmic

O tenista croata iniciou a partida exibindo forte ritmo de saque e agressividade nos golpes de fundo. O equilíbrio prevaleceu em ambos os sets iniciais até as retas finais, com os sacadores dominando as ações.

Na primeira parcial, Prizmic foi superior nos pontos importantes na reta final, obtendo uma quebra crucial no oitavo game para fechar em 6/3. Na segunda, Fonseca oscilou em seu serviço no nono game, enfrentou um placar de 15-40 e teve o saque quebrado, permitindo que o croata confirmasse a liderança logo em seguida por 6/4.

A reação e a dominância de Fonseca

A virada do brasileiro começou a ser desenhada no quarto game do terceiro set, quando Fonseca converteu seu primeiro break-point do jogo após um erro não forçado de Prizmic. Na sequência, após salvar uma oportunidade de quebra em seu próprio serviço e abrir 4/1, o carioca administrou a vantagem para fechar a parcial em 6/3.

A partir do quarto set, o rendimento físico e técnico de Prizmic apresentou queda acentuada. O saque do croata perdeu intensidade e o volume de erros não forçados aumentou. Fonseca aproveitou o momento de instabilidade do adversário, ditou o ritmo dos ralis e fechou a parcial rapidamente por 6/1, levando a definição para o quinto set.

No set decisivo, o número 30 do mundo manteve a intensidade e quebrou o serviço do croata no quarto game. Controlando os pontos decisivos sob pressão, Fonseca selou a vitória no oitavo game: após conseguir um triplo match-point com uma bola passada, converteu a primeira oportunidade com um forehand vencedor, fechando o placar em 6/2.

Fonseca x Djokovic

O aguardado duelo entre João Fonseca e Novak Djokovic está agendado para a próxima sexta-feira, sem horário definido ainda, provavelmente, na quadra principal do complexo de Roland Garros, a Quadra Philippe-Chatrier. A partida será transmitida ao vivo no Brasil pelos canais ESPN e o streaming Disney+.

Calor de 30°C e ameaça no topo: o desabafo de Sabalenka após estreia em Paris

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Após estrear com vitória em sets diretos em Roland Garros, a bielorrussa Aryna Sabalenka analisou as condições técnicas e estruturais que encontrou em sua primeira partida no saibro parisiense. A atual número 1 do mundo superou a espanhola Jessica Bouzas por 6/4 e 6/2, em 75 minutos, e relativizou o impacto do forte calor registrado na capital francesa neste início de torneio.

Atual vice-campeã do torneio, Sabalenka encara a competição sob a perspectiva da manutenção do topo do circuito. Para garantir a permanência no posto de número 1 da WTA sem depender de outros resultados, a tenista de 28 anos necessita de uma campanha sólida em Paris, uma vez que sua posição é diretamente ameaçada pela cazaque Elena Rybakina.

“Estou muito feliz pela vitória. Primeiras rodadas são sempre complicadas, porque você tenta entender seu nível, se adaptar às condições e lidar com o nervosismo. Emocionalmente, o primeiro jogo sempre é o mais difícil”, avaliou a atleta de Minsk após o confronto.

Condições de jogo e evolução no saibro

Questionada sobre o clima em Paris, onde os termômetros registraram temperaturas acima dos 30°C, Sabalenka afirmou que a variação climática altera a dinâmica das jogadas, mas descartou prejuízos ao seu rendimento físico.

Agora está muito quente, as bolas voam mais e tudo fica mais rápido, mas fisicamente me sinto forte. Tento ignorar o clima”, assegurou a jogadora, conhecida por seu estilo de alta potência nos golpes de fundo.

A líder do ranking também destacou o processo de desenvolvimento de seu jogo na terra batida, superfície na qual vem acumulando resultados mais consistentes nas últimas temporadas. Segundo ela, a melhora na movimentação é fruto de um planejamento de longo prazo.

“Eu e meu preparador físico trabalhamos muito ao longo dos anos para melhorar meu movimento e o deslizamento no piso. Evoluí bastante, mas ainda quero fazer melhor”, pontuou.

Equilíbrio entre a rotina e o circuito

Sabalenka encerrou abordando a filosofia que tem adotado na gestão de sua carreira, reforçando a importância de desassociar a vida pessoal da pressão por rendimento esportivo contínuo.

“Gosto de mostrar o lado positivo do tênis e passar a mensagem de que é possível se divertir fora da quadra e trabalhar duro ao mesmo tempo. Não posso só pensar em resultados”, concluiu a tenista, que enfrentará a francesa Elsa Jacquemot na segunda rodada da competição.

Naomi Osaka detalha escolha de figurino e expressividade através da moda

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A estreia de Naomi Osaka em Roland Garros, nesta terça-feira em Paris, voltou a colocar em evidência a relação da tenista japonesa com o design de vestuário esportivo. Ao entrar na quadra Suzanne-Lenglen para enfrentar a alemã Laura Siegemund, a quatro vezes campeã de Grand Slam apresentou um traje cerimonial composto por uma saia preta longa e um corpete preto com detalhes em miçangas estruturado para remeter a uma armadura.

Antes do início do aquecimento, Osaka retirou as peças sobrepostas para revelar o uniforme oficial de jogo, um vestido dourado com lantejoulas. Em entrevista coletiva realizada no último sábado, a atual número 16 do mundo explicou que a moda funciona como um canal de comunicação pessoal devido ao seu perfil reservado.

“Eu não falo muito, então, dessa forma, consigo me expressar através das minhas roupas”, afirmou a jogadora. “Sou um pouco dramática quando se trata do meu senso de moda.”

Histórico de vestuário no circuito

A escolha do figurino para o Aberto da França dá sequência a uma série de apresentações conceituais de Osaka em torneios de grande porte. No início da temporada, durante o Australian Open, a tenista entrou em quadra utilizando um chapéu de abas largas, um véu e carregando uma sombrinha branca. Fora do ambiente esportivo, a atleta também esteve presente recentemente no Met Gala, em Nova York, com um traje de gala de destaque.

Naomi Osaka durante o Australian Open 2026.
Naomi Osaka com seu chapéu de abas largas, um véu e sombrinha durante o Aberto da Austrália, em 2026.

A atenção aos acessórios e à estética visual também foi registrada na quadra principal Philippe-Chatrier no mesmo dia. A atual número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, disputou e venceu sua partida de estreia utilizando dois colares de diamantes, reforçando a tendência de personalização de estilo entre as principais competidoras do circuito da WTA.

Roland Garros: Naomi Osaka supera instabilidade e vence Siegemund na estreia

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A japonesa Naomi Osaka estreou com vitória na chave principal de Roland Garros nesta terça-feira (26). Ex-número 1 do mundo e atual 16ª colocada no ranking da WTA, ela superou a alemã Laura Siegemund, 47ª do mundo, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (7-3). O confronto, realizado na quadra Suzanne Lenglen, teve 1h55 de duração.

O resultado garante o avanço da tenista japonesa no Grand Slam francês, disputado nas quadras de saibro em Paris, onde busca evoluir seu histórico em quadras de terra batida.

Análise técnica da partida

Osaka iniciou o confronto ditando o ritmo dos ralis com seus golpes de potência no fundo de quadra, o que permitiu uma vitória controlada na primeira parcial por 6/3.

No segundo set, no entanto, o cenário apresentou maior equilíbrio. Siegemund ajustou suas devoluções, passou a pressionar o serviço da japonesa e conseguiu uma quebra de vantagem. Precisando reagir no placar, Osaka restabeleceu a consistência nos golpes, devolveu a quebra de serviço na reta final da parcial e levou a definição para o tiebreak. No desempate, a ex-líder do ranking impôs maior volume de jogo e fechou em 7-3.

Próximo confronto

Com a classificação assegurada para a segunda rodada, Naomi Osaka terá pela frente a croata Donna Vekic, atual número 72 do ranking mundial. Vekic, que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, avançou na chave após vencer seu compromisso de estreia na capital francesa.

Por que o saibro de Paris continua sendo o calcanhar de Aquiles de Medvedev

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A queda precoce de Daniil Medvedev na edição de 2026 de Roland Garros reacendeu o debate técnico sobre as limitações do russo no saibro. Ao ser superado na rodada de abertura pelo australiano Adam Walton, o tenista de 30 anos amargou a sua 6ª eliminação na primeira rodada em apenas 10 participações na chave principal do Grand Slam francês.

Este retrospecto contrasta drasticamente com a consistência absurda que o ex-número 1 do mundo apresenta nas quadras de piso duro, onde conquistou a maioria de seus títulos. Na terra batida europeia, contudo, a transição tática de Medvedev esbarra em falhas crônicas de movimentação e paciência.

Da sequência negativa às quartas de final

O histórico de Medvedev no saibro parisiense é dividido de forma nítida em duas fases bem distintas:

Fase 1: o tabu inicial (2017 – 2020)

Em suas quatro primeiras aparições na chave principal, o russo acumulou um incômodo saldo de zero vitórias e quatro eliminações consecutivas na estreia:

  • 2017: Derrota para Benjamin Bonzi (França) — Abandono

  • 2018: Derrota para Lucas Pouille (França) — 3 sets a 0

  • 2019: Derrota para Pierre-Hugues Herbert (França) — 3 sets a 2

  • 2020: Derrota para Marton Fucsovics (Hungria) — 3 sets a 1

Fase 2: a trégua e as oitavas (2021 – 2024)

O cenário apresentou uma melhora considerável a partir de 2021, ano em que Medvedev realizou sua melhor campanha em Paris ao atingir as quartas de final, caindo apenas diante do grego Stefanos Tsitsipas. Nas edições de 2022 e 2024, ele alcançou a segunda semana (oitavas de final), mostrando-se mais adaptado aos ralis longos.

Fase 3: o retorno da vulnerabilidade (2023 e 2026)

O fantasma da primeira rodada voltou a assombrá-lo recentemente. Em 2023, ele foi surpreendido pelo brasileiro Thiago Seyboth Wild. Agora, em 2026, o revés contra Adam Walton consolidou sua sexta queda prematura no torneio.

Estatísticas comparativas no circuito

Os números da carreira de Medvedev evidenciam que o saibro é, estatisticamente, um território hostil para o seu estilo de jogo defensivo e de bolas achatadas.

Métrica / Torneio Desempenho Geral na Carreira de Medvedev
Vitórias Totais na Carreira 444 triunfos no circuito ATP
Vitórias no Saibro (Geral) 50 triunfos (representa menos de 15% do total de sua carreira)
Título de Expressão no Saibro Masters 1000 de Roma (2023)
Retrospecto Geral em Roland Garros 10 participações / 6 eliminações na 1ª rodada
Jogos de 5 Sets em Roland Garros 4 partidas disputadas / 4 derrotas

O drama dos cinco sets no saibro

Além da dificuldade natural de adaptação ao tempo de bola e aos quiques irregulares da terra batida, Medvedev sofre um desgaste físico e mental acentuado quando as partidas se estendem em Paris.

O russo jamais venceu um confronto de 5 sets em Roland Garros (0-4). Essa estatística negativa reflete uma tendência preocupante em Majors: em 35 partidas de sua carreira que exigiram o set de desempate, o russo saiu vitorioso em apenas 10 oportunidades e acabou derrotado em 25.

Manter a intensidade tática sob calor, umidade e contra adversários que sabem angular a bola no saibro continua sendo o principal enigma não resolvido no repertório do ex-número 1 do mundo.

Daniil Medvedev é eliminado por Adam Walton na primeira rodada

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O russo Daniil Medvedev, cabeça de chave número 6, foi eliminado na primeira rodada de Roland Garros nesta terça-feira. Em uma partida marcada pela oscilação de ambos os lados, o ex-número 1 do mundo foi superado pelo australiano Adam Walton, atual 97º colocado do ranking ATP, por 3 sets a 2, com parciais de 6/2, 1/6, 6/1, 1/6 e 6/4.

Com o resultado, Walton conquista a primeira vitória da carreira contra um tenista do top 10 e empata o histórico recente contra o russo, a quem já havia derrotado no Masters 1000 de Cincinnati na temporada passada.

Histórico desfavorável em Paris e no quinto set

A derrota na rodada de abertura acentua o retrospecto desafiador de Medvedev no saibro parisiense. Em dez participações no Grand Slam francês, esta foi a sétima vez que o tenista caiu na estreia — a única campanha de destaque ocorreu em 2021, quando alcançou as quartas de final.

Aos 30 anos, Medvedev soma 50 vitórias no saibro ao longo de sua trajetória profissional, número que representa menos de 15% de seus 444 triunfos totais no circuito. O Masters 1000 de Roma de 2023 permanece como seu único título expressivo na superfície.

Além disso, o revés desta terça-feira mantém o russo sem vitórias em partidas decididas no quinto set em Roland Garros (quatro derrotas em quatro jogos). No retrospecto geral da carreira em partidas de cinco parciais, o saldo agora é negativo, com 10 vitórias e 25 derrotas.

Análise técnica do confronto

Walton iniciou o confronto ditando o ritmo nas parciais ímpares. O australiano, que entrou na competição com apenas três vitórias em nível ATP no saibro, utilizou com frequência variações com bolas curtas (deixadas) para explorar o posicionamento recuado de Medvedev, aproveitando a falta de profundidade nos golpes do russo para fechar o primeiro e o terceiro sets por 6/2 e 6/1.

Medvedev reagiu no segundo e no quarto sets ao adotar uma postura mais agressiva e responder com a mesma estratégia de drop-shots, devolvendo os placares com parciais idênticas de 1/6.

A definição do confronto ocorreu na estabilidade do quinto set. Medvedev estabeleceu uma vantagem inicial de 3/1 e, posteriormente, de 4/2, demonstrando maior regularidade no fundo de quadra. No entanto, Walton reagiu e igualou o placar no oitavo game, beneficiado por erros não forçados do adversário.

No game seguinte, o russo dispôs de três break-points para retomar a liderança, mas não converteu as oportunidades. Sacando sob pressão em 4/5, Medvedev cometeu quatro erros não forçados — incluindo uma dupla falta no ponto decisivo —, selando a vitória do tenista australiano após cinco parciais.

Próxima rodada

Classificado para a segunda rodada em sua estreia na chave principal de Roland Garros, Adam Walton enfrentará nesta quinta-feira o norte-americano Zachary Svajda, atual 85º do mundo. Svajda garantiu a vaga ao vencer de virada o australiano Alexei Popyrin por 3 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/3, 7/6 (7-3) e 7/5.

O vencedor do confronto entre Walton e Svajda cruzará na terceira rodada com o classificado do duelo entre o argentino Francisco Cerúndolo e o francês Hugo Gastón.

Sabalenka oscila, mas mantém vivo um tabu histórico que vem desde 2018

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A bielorrussa Aryna Sabalenka iniciou de forma positiva sua trajetória em Roland Garros. Atual número 1 do mundo e vice-campeã da última edição do Grand Slam francês, ela confirmou o favoritismo nesta terça-feira (26) ao superar a espanhola Jessica Bouzas por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/2, em 75 minutos.

O resultado mantém a invencibilidade de Sabalenka no retrospecto direto contra Bouzas, somando agora três vitórias em três partidas. Além disso, a vitória da bielorrussa dá sequência a uma escrita estatística em Paris: desde a eliminação da romena Simona Halep na estreia em 2018, nenhuma das principais cabeças de chave do torneio foi derrotada na primeira rodada.

Oscilações e controle no primeiro set

Sabalenka impôs forte ritmo logo na abertura da partida, conquistando duas quebras de serviço consecutivas para abrir uma vantagem de 4/0. No entanto, no momento em que a líder do ranking sacou para consolidar o quinto game, Bouzas iniciou uma reação. A tenista espanhola devolveu a primeira quebra e, na sequência, aproveitou novos erros da adversária para quebrar novamente quando Sabalenka sacava para fechar a parcial.

Apesar da aproximação da adversária no marcador, a bielorrussa retomou a agressividade na devolução no décimo game. No serviço de Bouzas, Sabalenka alcançou o seu primeiro set-point e converteu a oportunidade de imediato, fechando a parcial inicial em 6/4.

Fechamento e próxima fase

O panorama do segundo set foi semelhante. Sabalenka assumiu o controle dos ralis de fundo de quadra, obteve quebras no segundo e no quarto game e salvou um break-point no terceiro para estabelecer uma liderança confortável de 5/0. Bouzas evitou o “pneu” (termo do tênis para um set encerrado em 6/0) ao confirmar seu saque no sexto game e, logo depois, devolveu uma das quebras para reduzir a diferença para 5/2.

Assim como ocorrera no set anterior, Sabalenka respondeu subindo a intensidade no game de devolução. Pressionada, Bouzas enfrentou um placar de 15-40 em seu saque e cometeu uma dupla falta no segundo match-point, encerrando o confronto.

Com a classificação assegurada, Aryna Sabalenka aguarda a definição de sua próxima adversária na segunda rodada de Roland Garros. A número 1 do mundo enfrentará a vencedora do duelo entre a atleta local Elsa Jacquemot e a tcheca Linda Fruhvirtova, vinda do torneio qualificatório.

Campeão em 2015, Wawrinka se despede de Roland Garros

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Stan Wawrinka construiu um dos currículos mais extraordinários de Roland Garros na Era Aberta. O capítulo final foi escrito nesta segunda-feira, quando a 21ª participação do suíço terminou com uma derrota por 6/3, 3/6, 6/3 e 6/4 para o lucky loser Jesper de Jong.

Arquiteto de uma campanha icônica rumo ao título de 2015 — que contou com um triunfo histórico sobre o então número 1 do mundo, Novak Djokovic, na final —, Wawrinka encerra sua trajetória em Paris na nona posição de todos os tempos em vitórias na chave principal de Roland Garros, com 46 triunfos.

O público parisiense o idolatrava. Multidões sob o sol lotaram a elegante quadra Simonne-Mathieu para torcer pelo tricampeão de Grand Slam, que buscava se tornar o homem mais velho a vencer uma partida de simples em Paris desde 1973.

O veterano de 41 anos foi homenageado em quadra logo após a partida, com as emoções à flor da pela enquanto a torcida dava ao ex-número 3 do mundo uma merecida e calorosa despedida.

De Jong avança para enfrentar o jovem italiano Federico Cina na segunda rodada.

Stan Wawrinka dá adeus definitivo a Roland Garros após batalha épica

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O coração de um campeão bateu forte até o último minuto, mas as pernas já sentem o peso do tempo. Atual número 113 do mundo, Stan Wawrinka fez nesta segunda-feira (25) sua 21ª e última aparição na chave principal de Roland Garros. Diante de um jovem e agressivo Jesper de Jong (106º da ATP), o suíço oscilou nos momentos decisivos e acabou eliminado na rodada de estreia.

O desgaste físico do veterano era nítido na atual temporada de 2026, onde soma apenas sete vitórias em 18 jogos. Ele inclusive optou por pular a segunda rodada do ATP 250 de Genebra na semana passada para tentar chegar inteiro a Paris. Inicialmente, Wawrinka enfrentaria a promessa local Arthur Fils, mas o francês desistiu do torneio devido a uma lesão no quadril, abrindo espaço para a entrada do perigoso De Jong.

O legado de “Stan The Man” em Paris

Wawrinka deixa as quadras de Roland Garros com o nome gravado na galeria dos imortais do esporte. Ele foi um dos raríssimos jogadores a quebrar a hegemonia do “Big 3” em sua plenitude:

  • O casco de 2015: Conquistou o título de Roland Garros batendo ninguém menos que Novak Djokovic na final.

  • Finalista em 2017: Alcançou a decisão do torneio, caindo diante do “Rei do Saibro”, Rafael Nadal.

  • Gigante dos Grand Slams: Além de Paris, ergueu as taças do Australian Open (2014) e do US Open (2016).

  • Glória Olímpica: Conquistou a medalha de ouro em duplas ao lado de Roger Federer nos Jogos de Pequim (2008).

Estatísticas da partida

Apesar do apoio massivo da torcida francesa, os erros não forçados e a falta de eficiência nos break-points custaram caro ao suíço.

Estatística do Jogo Stan Wawrinka Jesper de Jong
Aces 10 10
Aproveitamento de 1º Saque 71% 78%
Erros Não Forçados 41 32
Break-points Convertidos 2 / 11 (18%) 4 / 8 (50%)

O holandês foi cirúrgico na terceira e quarta parciais. Mesmo quando Wawrinka tentou uma última reação no nono game do quarto set, empurrado pelo caldeirão da quadra Simonne Mathieu, De Jong manteve a frieza, salvou um break-point crucial e fechou a partida no primeiro match-point.

O que vem por aí no torneio?

Com a maior vitória de sua vida na bagagem, Jesper de Jong avança para a segunda rodada em Paris. Seu próximo adversário será o jovem italiano Federico Cina, de apenas 19 anos, que vem embalado após eliminar o gigante norte-americano Reilly Opelka em uma batalha dramática de cinco sets. Será um confronto totalmente inédito no circuito profissional.

Tetracampeã Iga Swiatek arrasa convidada na primeira rodada em Paris

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Dona de quatro taças no saibro de Paris, Iga Swiatek mostrou logo na primeira rodada por que é uma das maiores forças da história recente de Roland Garros. Diante da australiana Emerson Jones, atual 136ª do mundo e convidada da organização, a polonesa sobrou em quadra e fechou a partida com parciais de 6/1 e 6/2, em apenas 1 hora de jogo.

O resultado mantém um retrospecto assustador de Swiatek em estreias de Majors: ela só perdeu uma partida de primeira rodada em toda a carreira e segue completamente invicta em Grand Slams contra tenistas fora do top 100 do ranking da WTA.

Massacre na devolução de saque

O primeiro set foi um verdadeiro monólogo. Pressionando constantemente o serviço de Jones, Swiatek anotou três quebras consecutivas. A australiana só conseguiu evitar o temido “pneu” porque devolveu uma das quebras no terceiro game, fechando a parcial em 6/1.

No segundo set, o roteiro se repetiu. Jones amargou cinco quebras de serviço seguidas na partida antes de conseguir, finalmente, confirmar seu saque pela primeira (e única) vez no jogo. Com autoridade, a polonesa manteve a intensidade e liquidou o confronto.

Os números do monólogo em Paris

As estatísticas da partida traduzem a distância técnica que houve dentro do Campo Centrale:

Estatística do Jogo Iga Swiatek Emerson Jones
Aproveitamento com o saque 71% de pontos vencidos 29% de pontos vencidos
Aproveitamento na devolução 69% de pontos vencidos 31% de pontos vencidos
Bolas vencedoras (Winners) 17 5
Erros não forçados 16 22

Próximo desafio: confronto inédito contra revelaçãotcheca

Na segunda rodada de Roland Garros, o nível de exigência promete subir para a favorita. Iga Swiatek enfrentará a tcheca Sara Bejlek, de 20 anos e atual 35ª colocada do ranking mundial.

Bejlek chega embalada após surpreender no domingo ao eliminar a norte-americana Sloane Stephens em sets diretos. Este será o primeiro confronto da história entre Swiatek e a jovem promessa tcheca no circuito profissional.