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João Fonseca analisa estreia e destaca controle mental após salvar set-point

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Após estrear com vitória em sets diretos na chave principal de Roland Garros, o carioca João Fonseca avaliou seu desempenho técnico e psicológico no confronto contra o francês Luka Pavlovic. Em entrevista à ESPN, o atual número 1 do Brasil e 30º do ranking mundial destacou que, embora o nível de jogo apresentado não tenha sido o ideal, a postura competitiva e o equilíbrio emocional foram determinantes para o resultado positivo.

Fonseca superou o adversário — atual 240º colocado do ranking e vindo da fase qualificatória — com parciais de 7/6 (8-6), 6/4 e 6/2. O momento mais crítico do confronto ocorreu na primeira parcial, quando o brasileiro precisou reverter um set-point contra no tiebreak.

“Acho que a primeira rodada é sempre mais difícil. Não estou feliz com o meu nível hoje, mas sim com a forma como lutei e por ficar com a cabeça firme, mesmo jogando um pouco abaixo”, afirmou Fonseca. “Estava enfrentando um set-point e joguei bem. Os nervos estavam à flor da pele, mas consegui lidar com a situação.”

Adaptação à quebra de ritmo e variações táticas

O tenista de 19 anos explicou que o equilíbrio do set inicial esteve diretamente ligado à estratégia adotada por Pavlovic. O jogador francês impôs uma dinâmica de jogo baseada em fortes games de saque e variações táticas constantes, utilizando recursos como bolas curtas (curtinhas) e lobs.

“É um jogo que fica um pouco sem ritmo. Ele estava colocando muita pressão nos games de saque, mas tentei continuar positivo, sacar bem, fazer boas devoluções e primeiras bolas”, pontuou o brasileiro, explicando a postura de paciência adotada no início do duelo.

Evolução ao longo da partida

A resolução do primeiro set foi apontada por Fonseca como o divisor de águas para o restante do confronto. Com a vantagem no placar, o brasileiro encontrou maior fluidez em seus golpes, enquanto o adversário apresentou uma queda na intensidade física e mental.

“Fui esperando até ter oportunidades e aí me soltei e me senti um pouco melhor em quadra. A maior diferença do primeiro para os outros dois foi ter me soltado um pouco mais. Depois que eu salvei o set-point, ele deu uma baixada na energia e eu me motivei um pouco melhor”, analisou Fonseca, que agora foca na preparação para o próximo desafio. “Agora é melhorar, descansar um pouco e fazer um bom treino antes da próxima rodada.”

Dino Prizmic é o próximo desafio de Fonseca em Paris

O próximo desafio de João Fonseca em Roland Garros será contra o croata Dino Prizmic, em um duelo muito aguardado entre duas das principais promessas do circuito mundial. Fonseca carrega a marca histórica de ser o primeiro brasileiro cabeça de chave no Grand Slam francês desde 2011.

Do outro lado da quadra, Prizmic também vem embalado após passar sem sustos pela primeira rodada e acumula a confiança de ter derrotado Novak Djokovic recentemente no Masters de Roma. O confronto promete ser duríssimo, e o vencedor desta partida deve cruzar o caminho de Djokovic na terceira rodada da competição.

O confronto entre Fonseca e Prizmic será na quarta-feira (27), em horário e quadra ainda a serem definidos.

Nem o punho machucado, nem os 23 erros: como João Fonseca driblou o susto inicial e brilhou em Roland Garros

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O carioca João Fonseca, 30º do mundo, estreou com vitória em Roland Garros neste domingo (24). O brasileiro superou o francês Luka Pavlovic em sets diretos, parciais de 7/6(5), 6/4 e 6/2, em 2h17min de partida. Com o resultado, Fonseca chega à sétima vitória em Grand Slams e à terceira no saibro parisiense.

A expectativa

Fonseca entrava como favorito pelo ranking e pelos resultados muito superiores em 2026, mas vinha de apenas duas partidas desde as quartas de Munique e ainda sentiu o punho nos treinos de Hamburgo, o que o tirou do torneio. Pavlovic, 26 anos e da casa, vinha embalado por três vitórias no quali e fazia sua estreia em Slams. Para o carioca, que disputa seu segundo Roland Garros e defende a 3ª rodada de 2025, um começo firme era crucial.

1º set: Dureza e tiebreak no limite

Pavlovic sacou com precisão e força logo no 1/1, acertando os quatro primeiros serviços e mostrando nervos no lugar. O francês seguiu firme, saindo de 30-30 com dois primeiros saques e escondendo curtinhas. Fonseca teve game duro em 3/2: abriu 40-0, mas Pavlovic encostou e usou outra deixada.

O brasileiro respondeu com pancadaria franca no 2/1, campo em que se mostrou superior. Ainda assim, Pavlovic misturou muito as jogadas, com longa abertura dos dois lados e bom tempo para atacar e defender: 3/3. O forehand de Fonseca não machucava como esperado e as subidas à rede encontraram ótimas respostas do francês, que conseguiu a quebra: 3/4.

Fonseca reagiu de imediato com duas bolas profundas que colocaram Pavlovic na defensiva e devolveu a quebra: 4/4. Outro game duro veio em 5/4: o carioca salvou dois break-points na base do primeiro serviço, enquanto o francês seguia variando golpes e curtinhas que exigiam físico. Pavlovic surpreendia, ganhando 50% dos pontos na devolução de segundo saque, índice expressivo. Fonseca segurou em 6/5 e levou ao tiebreak.

Notável a confiança do francês, que salvou dois set-points com coragem, incluindo curtinhas e lobs. Pavlovic jogou acima do esperado e sacou com 5-4 no desempate, mas Fonseca, apesar dos 23 erros não forçados no set, quase todos de forehand, virou. O brasileiro tinha 4-3, errou dois seguidos, descontou a frustração na bola e fechou 7/6(5). Prevaleceu a inexperiência do francês.

2º set: ajuste e controle

Bem diferente do primeiro, Fonseca entrou mais sólido. As paralelas começaram a aparecer com naturalidade, simplificando a tarefa: 1/1. Em game difícil, administrou e evitou mais um break-point. O francês era irregular, principalmente com o forehand, mas tinha jogadas imprevisíveis: 2/2.

Mais atento às deixadas, Fonseca bloqueou a alternativa de Pavlovic. O francês cometeu erros compatíveis com seu ranking e o brasileiro aproveitou a chance de quebra: 3/2. Com 13/16 no primeiro saque e 4/5 no segundo, Fonseca impôs grande volume de jogo: 5/3.

Apesar de outro placar apertado, o carioca foi melhor. Salvou break-point no quarto game e quebrou em seguida, lances que definiram a curta diferença. Os erros caíram para 15 e o saque funcionou mais: 6/4.

3º set: Quebra de entrada e fechamento seguro

A quebra logo na abertura do terceiro set simplificou o trabalho do brasileiro, algo importante nas primeiras rodadas de Slam: 1/0. Pavlovic passou a sentir o desgaste, pouco acostumado à intensidade, e Fonseca parou de dar pontos: 4/1.

Mas houve susto: Pavlovic arriscou mais, aprofundou a bola e conseguiu quebrar de volta: 4/2. O entusiasmo francês durou pouco. Com duas duplas faltas, Pavlovic voltou a perder o saque e Fonseca foi sacar para a vitória: 5/2.

No game seguinte, o brasileiro confirmou o serviço sem sustos e fechou o terceiro set por 6/2, após 2h17min de partida. Sétima vitória de Grand Slam e terceira em Roland Garros para João Fonseca, que avança à segunda rodada em Paris.

Marta Kostyuk brilha em Roland Garros após míssil atingir casa de seus pais

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O que deveria ser apenas a estreia de uma das tenistas mais promissoras do circuito em Roland Garros transformou-se em um ato de resiliência extrema. A ucraniana Marta Kostyuk, número 15 do mundo, não apenas garantiu sua 13ª vitória consecutiva ao superar a russa Oksana Selekhmeteva por 6/2 e 6/3, como também revelou o drama pessoal que quase a impediu de entrar em quadra.

Horas antes do duelo, a tenista de 23 anos recebeu a notícia de que um míssil havia atingido um edifício a meros 100 metros da casa de sua família na Ucrânia. O trauma, que testou o limite psicológico da atleta, tornou a partida deste domingo uma das mais desafiadoras de sua carreira.

O triunfo da superação

Em entrevista ainda na quadra, visivelmente emocionada, Kostyuk não escondeu a turbulência emocional que viveu. “Estou incrivelmente orgulhosa de mim mesma hoje. Foi uma das partidas mais difíceis da minha vida. Eu não sabia como iria lidar com isso, nem como a partida se desenrolaria”, desabafou a ucraniana, que desde o início da guerra tem usado o tênis como um símbolo de resistência.

Apesar da instabilidade mental evidente, a tenista mostrou frieza técnica. Mesmo com um aproveitamento de apenas 49% no primeiro serviço e cinco duplas faltas, Kostyuk dominou o confronto com agressividade, disparando 20 winners contra apenas quatro de sua adversária. A ucraniana foi implacável nas chances de quebra, convertendo seis das 13 oportunidades criadas.

Invencibilidade em xeque

A sequência invicta de 13 jogos coloca Kostyuk como uma das principais forças do tênis feminino atual. O ciclo vitorioso começou na Billie Jean King Cup, passou pelo título do WTA 250 de Rouen e atingiu seu auge com a conquista inédita do WTA 1000 de Madri.

Após uma pausa estratégica de três semanas, longe de torneios como Roma e Estrasburgo, ela chegou a Paris provando que sua forma física e mental está em um patamar superior.

Agora, o desafio de Kostyuk cresce. Na próxima rodada, ela encara a norte-americana Katie Volynets, que vem embalada após eliminar a francesa Clara Burel com uma vitória contundente por 6/3 e 6/1. Resta saber se o embalo psicológico de Kostyuk será suficiente para manter vivo o sonho do título em Roland Garros diante de tantas adversidades.

Bia Haddad perde chances, sofre virada de Francesca Jones e cai na estreia

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A paulista Bia Haddad Maia, atual número 105 do ranking mundial, encerrou sua participação na chave de simples de Roland Garros neste domingo (24). Em partida válida pela primeira rodada do Grand Slam francês, a brasileira foi superada pela britânica Francesca Jones, 102ª colocada da WTA, por 2 sets a 1, com parciais de 6/1, 6/7 e 3/6.

O confronto apresentava um retrospecto favorável à brasileira, que havia vencido os dois duelos anteriores contra Jones, ambos em 2021 no saibro. O torneio em Paris também representa o palco do melhor resultado da carreira da brasileira em Grand Slams, quando alcançou a fase semifinal na edição de 2023.

Domínio inicial e oscilação no segundo set

O início da partida indicou controle por parte de Haddad Maia. Mostrando agressividade com o forehand desde os primeiros games de devolução, a brasileira conseguiu quebras consecutivas e fechou a primeira parcial em 6/1, em um intervalo de 28 minutos. A tática baseada em trocas longas de fundo de quadra neutralizou o jogo de transição rápida de Jones.

No segundo set, o panorama manteve-se equilibrado até a reta final. Haddad Maia obteve uma quebra de serviço decisiva, abrindo 4/1 no placar. No entanto, a britânica salvou game points, devolveu a quebra e forçou a definição no tiebreak, onde venceu os pontos cruciais para empatar o confronto.

No terceiro e definitivo set, a consistência de Jones prevaleceu. Com o aproveitamento de primeiros serviços em queda e o aumento no número de erros não forçados por parte da paulista, a britânica administrou as oportunidades de quebra e fechou a parcial em 3/6, garantindo a classificação para a rodada seguinte.

Estatísticas e sequência no circuito

O resultado em Paris estende a sequência de oscilações de Bia Haddad Maia no circuito profissional nesta temporada. Em 16 torneios disputados no ano de 2026, esta foi a 11ª eliminação da tenista na rodada de estreia, com quedas precoces registradas anteriormente em eventos como o Australian Open, Indian Wells, Miami, Madri e Roma. Na atual gira europeia de saibro, a brasileira soma um retrospecto de 3 vitórias e 13 derrotas.

Com a vitória na quadra parisiense, Francesca Jones avança para a segunda rodada de Roland Garros. A tenista britânica terá como próxima adversária a tcheca Marie Bouzkova, atual número 28 do ranking mundial e cabeça de chave da competição.

Monfils se despede de Roland Garros com show, caridade e “vitória” sobre Djokovic

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Um dos principais expoentes da última geração do tênis francês, Gaël Monfils recebeu uma homenagem oficial nesta quinta-feira (21) nas quadras de Roland Garros. O evento de despedida, que contou com mais de duas horas de duração, reuniu torcedores, shows musicais e grandes atletas do circuito atual e do passado para celebrar a carreira do tenista local.

A celebração contou com a presença de antigos companheiros de Copa Davis, como os ex-top 10 Richard Gasquet e Jo-Wilfried Tsonga. Em quadra, a programação principal foi marcada por um minitorneio de exibições em duplas mistas, que envolveu algumas das principais estrelas do esporte.

Torneio de duplas mistas e tom descontraído

O quadrante de exibições reuniu parcerias inéditas e atletas de elite. Na rodada inicial, o grego Stefanos Tsitsipas jogou ao lado da croata Donna Vekic; o norte-americano Ben Shelton formou dupla com a suíça Belinda Bencic; e a romena Sorana Cirstea atuou com Richard Gasquet.

Na chave principal do minitorneio, a parceria entre o alemão Alexander Zverev e a norte-americana Taylor Townsend avançou, mas acabou superada pelo sérvio Novak Djokovic e pela grega Maria Sakkari.

Do outro lado, Gaël Monfils jogou ao lado de sua esposa, a ucraniana Elina Svitolina. A dupla venceu o confronto inicial contra o número 1 do mundo, Jannik Sinner, que atuou com a francesa Diane Parry, garantindo vaga na final contra Djokovic e Sakkari.

Antes da partida decisiva, Monfils utilizou o microfone para descontrair com o público, fazendo referência ao retrospecto oficial de 20 jogos e 20 vitórias do sérvio no circuito profissional da ATP:

“É hoje. Hoje mesmo o dia em que irei vencer Novak Djokovic na minha carreira”, brincou o francês.

No confronto festivo, Monfils e Svitolina saíram vitoriosos.

Arrecadação beneficente

Além do caráter comemorativo e esportivo, o evento “Gaël e Amigos” teve uma importante contrapartida social. A venda de ingressos para as exibições arrecadou um total de 302 mil euros (aproximadamente R$ 1,7 milhão).

O montante gerado pelo público presente foi integralmente revertido e dividido entre três entidades filantrópicas:

  • Terre d’Impact: fundo de doações oficial da Federação Francesa de Tênis (FFT);
  • KELINA: instituição social fundada por Flora Coquerel;
  • Fundação Epic: organização voltada ao apoio de causas sociais infantis e de jovens.

Roland Garros: direção do torneio rejeita reajuste de premiação e tenistas planejam protesto

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A direção de Roland Garros sinalizou que não cederá às pressões por mudanças na distribuição financeira do torneio. Em pronunciamento realizado nesta quinta-feira (21), a diretora do Grand Slam francês, Amélie Mauresmo, confirmou que a organização manterá a atual estrutura de premiação para a edição de 2026, cujas chaves principais têm início programado para este domingo.

A declaração ocorre na véspera de uma reunião oficial entre a organização e os representantes dos principais tenistas do circuito. Os atletas reivindicam uma participação maior na receita gerada pelos quatro torneios de Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

O posicionamento da organização

Mauresmo defendeu a atual política financeira do evento sediado em Paris, destacando os reajustes promovidos ao longo das últimas temporadas como argumento para a manutenção dos valores vigentes.

“Temos uma premiação que dobrou em dez anos e também aumentou significativamente recentemente”, argumentou a diretora do torneio.

A dirigente não escondeu o descontentamento com as medidas de retaliação anunciadas pelos atletas, que pretendem usar os compromissos oficiais com os veículos de comunicação como plataforma de protesto.

Tenistas planejam restrições na mídia

Como reflexo do impasse, os jogadores organizaram uma série de ações coordenadas para demonstrar insatisfação já a partir desta sexta-feira, durante o tradicional dia de entrevistas pré-torneio.

De acordo com informações publicadas pelo jornal norte-americano The New York Times nesta quinta-feira, as medidas de protesto dos atletas incluirão:

  • Teto para coletivas: limitação estrita do tempo das conferências de imprensa coletivas a um máximo de 15 minutos por atleta.
  • Boicote a emissoras: recusa em conceder entrevistas exclusivas e de estúdio para as grandes redes de televisão que detêm os direitos de transmissão oficiais do evento.

O encontro desta sexta-feira entre as lideranças dos jogadores e o comitê organizador será o primeiro estágio formal de negociações para tentar conter o desgaste político entre o corpo de atletas e a federação francesa antes do início das partidas da chave principal.

Roland Garros 2026

A chave principal do tradicional torneio disputado no piso de saibro ocorre de 24 de maio a 7 de junho, totalizando duas semanas de competição.

Confira abaixo o cronograma oficial de jogos e eventos (horários de Brasília):

Roland Garros 2026: calendário completo e programação diária do torneio

O último brasileiro: veja a chave de João Fonseca em Roland Garros e seus prováveis adversários

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O saibro de Paris já tem seu roteiro definido para o tênis brasileiro. Após os reveses dos compatriotas na fase prévia, o carioca João Fonseca carrega a bandeira do país como o único representante na chave principal masculina de Roland Garros. Entrando no torneio com o status de cabeça de chave número 28, a jovem estrela teve um sorteio que mistura inícios acessíveis com desafios de proporções históricas.

Estreia e primeiras rodadas

O início da caminhada de Fonseca será contra um tenista proveniente do qualifying, um cenário teoricamente favorável para o brasileiro entrar no ritmo do torneio.

Caso confirme o favoritismo na estreia, a segunda rodada pode reservar um confronto de nova geração contra o croata Dino Prizmic (ou novamente um adversário do qualificatório).

Novak Djokovic e João Fonseca na 3ª rodada

Se a lógica prevalecer e Fonseca alcançar a terceira partida, o sarrafo subirá para o nível máximo do esporte. O cruzamento projeta um encontro direto com o sérvio Novak Djokovic, atual terceiro favorito e dono de três troféus em Roland Garros.

Para chegar lá, Djokovic terá uma estreia curiosa contra o francês Giovanni Perricard e, na segunda rodada, pode cruzar com outro atleta da casa, Valentin Royer, ou um “quali”.

Um quadrante pesado

Para quem sobreviver a esse eventual confronto na terceira rodada, o caminho até as fases agudas não fica mais fácil. O quadrante de Fonseca e Djokovic está repleto de especialistas no saibro e grandes nomes do circuito:

  • Oitavas de Final: O principal cotado para aparecer pelo caminho é o norueguês Casper Ruud.

  • Quartas de Final: Nomes fortíssimos como o australiano Alex de Minaur, o russo Andrey Rublev, o argentino Tomas Etcheverry e o tcheco Jakub Mensik disputam a vaga.

Histórico animador em Paris

Apesar da pouca idade, Fonseca já provou que não se intimida com os grandes palcos parisienses. Esta será a sua segunda participação no Major francês.

No ano passado, o brasileiro surpreendeu o mundo logo na estreia ao despachar o polonês Hubert Hurkacz. Em seguida, eliminou o local Pierre Hugues-Herbert e só foi parado na terceira rodada, em um duelo duro contra o britânico Jack Draper. O objetivo de 2026 é claro: repetir a dose de magia e, quem sabe, chocar o mundo em um confronto contra o maior vencedor de Grand Slams da história.

Aryna Sabalenka defende raquetes quebradas e relembra rejeição no tênis

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Líder do ranking mundial desde outubro de 2024, Aryna Sabalenka analisou sua trajetória profissional e o amadurecimento emocional em entrevista recente à revista Vogue. A tenista bielorrussa de 28 anos relembrou o ceticismo que enfrentou no início da carreira por parte de técnicos e destacou o apoio do empresário Alexander Shakutin como um divisor de águas para sua consolidação no circuito de elite.

Muitos treinadores me diziam que eu era burra, que tudo o que eu sabia fazer era bater forte na bola e que eu nunca chegaria ao top 100“, revelou Sabalenka. “No entanto, Alexander Shakutin me ajudou muito. Ele foi quem realmente acreditou em mim. Muitos acreditaram em mim, mas ele foi quem mais me ajudou.”

A importância do erro e a competitividade do circuito

Para a atual número 1 do mundo, a assimilação das derrotas e dos próprios erros foi um elemento central em seu processo de evolução técnica e mental. Sabalenka rejeita a postura de indiferença após os reveses, defendendo que o sofrimento desportivo faz parte do aprendizado necessário para o atleta de alto rendimento.

“Se eu não me importasse e pensasse: ‘Tanto faz, vamos para a próxima’, eu não aprenderia. Isso seria prejudicial. Essa é a parte difícil de ser atleta: você não pode ganhar sempre. Em algum momento, seu corpo vai dizer que já chega, vai te limitar”, avaliou a jogadora, acrescentando que a alternância de poder no circuito é saudável para o público. “É prazeroso, mesmo quando alguém jovem e promissor vence a número um do mundo. Se alguém ganhasse tudo, não seria muito interessante de se assistir.”

Expressão emocional e concentração

Conhecida por sua intensidade e expressividade durante as partidas, a bielorrussa também abordou as críticas sobre suas reações temperamentais em quadra. Segundo Sabalenka, houve uma mudança na forma como ela enxerga os próprios momentos de oscilação e frustração.

Se na juventude o excesso de emotividade gerava autocobrança e irritação interna, hoje a tenista encara o extravaso como uma ferramenta tática de reajuste psicológico.

“Agora eu entendo que não tem problema jogar a raquete no chão, gritar, que não tem problema perder a cabeça se você sentir que está se segurando demais. Às vezes você só precisa desabafar, se esvaziar e estar pronta para jogar a partida novamente. Pode parecer feio e terrível para quem vê de fora, mas eu preciso disso para me manter concentrada”, concluiu a líder do ranking.

Roland Garros 2026: calendário completo e programação diária do torneio

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O complexo de Roland Garros, em Paris, recebe a partir desta semana o segundo Grand Slam da temporada de 2026. O tradicional torneio disputado no piso de saibro ocorre de 18 de maio a 7 de junho, totalizando três semanas de competição.

A primeira semana concentra as partidas do qualificatório (qualifying), enquanto as duas semanas seguintes recebem as chaves principais de simples e duplas, os torneios juvenis e as competições de tênis em cadeira de rodas.

Confira abaixo o cronograma oficial de jogos e eventos (horários de Brasília):


Primeira Semana: Fase Qualificatória

  • Segunda-feira (18/05) – 05h00: Rodadas qualificatórias de simples (masculino e feminino) e treinos oficiais da chave principal.

  • Terça-feira (19/05) – 05h00: Rodadas qualificatórias de simples (masculino e feminino) e treinos oficiais da chave principal.

  • Quarta-feira (20/05) – 05h00: Rodadas qualificatórias de simples (masculino e feminino) e treinos oficiais da chave principal.

  • Quinta-feira (21/05) – 06h00: Rodadas qualificatórias de simples. Às 14h00: Sorteio oficial das chaves principais.

  • Sexta-feira (22/05) – 06h00: Rodadas decisivas do qualificatório de simples e treinos oficiais.

  • Sábado (23/05) – 06h00: Dia de Yannick Noah (atividades beneficentes e treinos).


Segunda Semana: Chaves Principais

  • Domingo (24/05) – 06h00: Primeira rodada de simples masculino e feminino.

  • Segunda-feira (25/05) – 06h00: Continuação da primeira rodada de simples masculino e feminino.

  • Terça-feira (26/05) – 06h00: Término da primeira rodada de simples; início da primeira rodada de duplas masculinas e femininas.

  • Quarta-feira (27/05) – 06h00: Segunda rodada de simples; primeira rodada de duplas masculinas, femininas e mistas.

  • Quinta-feira (28/05) – 06h00: Segunda rodada de simples; continuação das duplas masculinas, femininas e mistas.

  • Sexta-feira (29/05) – 06h00: Terceira rodada de simples; segunda rodada de duplas masculinas e femininas; primeira rodada de duplas mistas.

  • Sábado (30/05) – 06h00: Terceira rodada de simples; segunda rodada de duplas (masculinas, femininas e mistas).


Terceira Semana: Fases Decisivas e Finais

  • Domingo (31/05) – 06h00: Oitavas de final de simples; terceira rodada de duplas; segunda rodada de mistas. Início da chave de simples juvenil.

  • Segunda-feira (01/06) – 06h00: Oitavas de final de simples; quartas de final de duplas mistas; rodadas iniciais de simples e duplas juvenil.

  • Terça-feira (02/06) – 06h00: Quartas de final de simples e duplas; início do tênis em cadeira de rodas e do Troféu das Lendas.

  • Quarta-feira (03/06) – 06h00: Quartas de final de simples e duplas; semifinais de duplas mistas; rodadas do tênis em cadeira de rodas e juvenil.

  • Quinta-feira (04/06) – 06h00: Semifinais de simples feminino (não antes das 10h00); Final de duplas mistas; semifinais de duplas masculinas; fases decisivas do juvenil e cadeira de rodas.

  • Sexta-feira (05/06) – 06h00: Semifinais de simples masculino (jogos divididos em turnos: não antes das 09h30 e não antes das 14h00); semifinais de duplas femininas; finais do tênis em cadeira de rodas.

  • Sábado (06/06) – 06h00: Final de simples feminino (não antes das 10h00); Final de duplas masculinas; finais juvenis.

  • Domingo (07/06) – 06h00: Final de simples masculino (não antes das 10h00); Final de duplas femininas.

Roland Garros: Pedro Boscardin vence cabeça de chave 9 e avança no qualifying

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O catarinense Pedro Boscardin estreou com vitória na fase classificatória de Roland Garros, em Paris. Primeiro tenista brasileiro a entrar em quadra no torneio nesta segunda-feira, o jovem de 23 anos superou o experiente georgiano Nikoloz Basilashvili, cabeça de chave número 9 do qualificatório, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/4. O confronto marcou a primeira partida da carreira de Boscardin em um qualifying de Grand Slam.

Apesar de ocupar atualmente a 115ª posição do ranking mundial, Basilashvili, de 34 anos e ex-número 16 do mundo, vinha de uma sequência positiva no saibro europeu. O georgiano havia furado o qualificatório dos Masters 1000 de Madri e de Roma, alcançando a terceira rodada na capital italiana.

Consistência estatística define o confronto

A vitória de Boscardin foi pavimentada pela regularidade nos ralis de fundo de quadra. O brasileiro adotou uma postura sólida para neutralizar a agressividade do adversário. Embora tenha registrado dez bolas vencedoras a menos que Basilashvili (15 a 25), o catarinense compensou cometendo 11 erros não forçados a menos que o rival (27 contra 38 do georgiano).

No primeiro set, Boscardin obteve a primeira quebra de serviço do jogo e abriu 4/2 no placar, mas cedeu o empate na sequência. Sem novas chances de quebra para ambos os lados, a parcial foi decidida no tiebreak. O brasileiro conquistou uma vantagem crucial (mini-break) para fazer 6-3 e fechou o set no segundo set-point.

O panorama favorável se manteve na abertura do segundo set, com Boscardin quebrando o saque de Basilashvili logo no primeiro game. No quarto game, o catarinense salvou três break-points para confirmar seu serviço e, logo depois, ampliou a vantagem para 5/2 com uma nova quebra. O tenista georgiano esboçou uma reação ao devolver uma das quebras, mas Boscardin administrou a vantagem restante para selar a vitória.

Próxima rodada

Com o resultado, Pedro Boscardin avança à segunda rodada do qualificatório em Paris. Seu próximo adversário sairá do confronto entre o canadense Alexis Galarneau (194º do ranking ATP) e o argentino Alex Barrena (192º). Para garantir uma vaga inédita na chave principal de Roland Garros, o brasileiro precisa somar mais duas vitórias no torneio.