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Diretora de Roland Garros rebate revolta após queda de Sinner: “Não sei explicar”

O colapso físico do número 1 do mundo contra Juan Manuel Cerúndolo abriu uma crise de bastidores em Paris, com duras críticas à organização e respostas evasivas da diretora Amélie Mauresmo.

A atual edição de Roland Garros vem se consolidando como uma das mais imprevisíveis e caóticas da história recente do tênis. Em meio a uma verdadeira avalanche de surpresas — que já incluiu as eliminações precoces de gigantes como Novak Djokovic, Iga Swiatek e Coco Gauff —, nenhum resultado ecoou tão forte quanto a queda inacreditável do líder do ranking mundial, Jannik Sinner, ainda na segunda rodada.

Apontado como o franco favorito ao título, o italiano viu seu corpo colapsar no saibro. O rumo da história, contudo, parece ter sido diretamente afetado pelo clima hostil e por uma decisão controversa da organização do Grand Slam.

Do quase triunfo à eliminação precoce

Sinner desembarcou em Paris carregando uma bagagem impressionante de 30 vitórias consecutivas e cinco títulos de Masters 1000. Na partida contra o argentino Juan Manuel Cerúndolo, tudo indicava que o roteiro vitorioso se repetiria: o italiano vencia por 2 sets a 0 e liderava a terceira parcial por 5/2, com o saque na mão para fechar o jogo.

Foi ali que o físico cobrou a conta. Sofrendo um dos maiores apagões da história recente do torneio, Sinner parou em quadra e assistiu à reação heroica de Cerúndolo. Após o confronto, o número 1 do mundo revelou que o problema foi muito além da tática:

“O desgaste de semanas exaustivas de jogos teve um impacto direto no meu corpo. Além disso, dormi muito mal na noite anterior. Senti fortes tonturas e uma perda completa de energia, o que me deixou sem forças para reagir no quarto e quinto sets.”

— Jannik Sinner, explicando o colapso físico.

A lenda do tênis francês Henri Leconte endossou o argumento. Para o ex-jogador, o italiano simplesmente “jogou demais” nos meses anteriores, e a fadiga acumulada estourou de forma implacável sob o sol de Paris.

Raio-X de Jannik Sinner em 2026

Métrica / Status Detalhes do Atleta
Ranking na ATP Número 1 do mundo (Garantido pós-torneio)
Sequência antes de Paris 30 vitórias consecutivas
Títulos na Temporada 5 troféus de Masters 1000
Desfecho em Roland Garros Eliminado na 2ª rodada por J. M. Cerúndolo

Torcedores revoltados com o horário

A grande polêmica da rodada girou em torno do relógio. A organização do torneio optou por agendar a partida de Sinner na quadra central exatamente às 12h (horário local). Naquele dia, a capital francesa enfrentava uma onda de calor sufocante, com os termômetros ultrapassando a marca dos 30 °C.

Como Sinner possui um histórico conhecido de dificuldades para atuar sob calor extremo, a escolha do horário foi vista inicialmente como uma estratégia para protegê-lo do pico de temperatura do fim da tarde. Contudo, o tiro saiu pela culatra e a torcida não poupou críticas nas redes sociais.

Amélie Mauresmo se esquiva das críticas

Pressionada pelos protestos dos fãs e analistas, a diretora de Roland Garros, Amélie Mauresmo, evitou assumir a responsabilidade pelas decisões de bastidores.

“Eu nunca comento sobre pedidos de TVs ou de jogadores. Os atletas são livres para expressar suas opiniões e desejos. Nós, como torneio, não vamos falar sobre isso. Não sei dar uma explicação de como ou por que o jogo foi às 12h. Parecia bom para todo mundo na hora.”

— Amélie Mauresmo, diretora do torneio.

Apesar do mal-estar com o staff do italiano, Mauresmo preferiu focar no lado comercial e no espetáculo, definindo a edição de 2026 como “surpreendente e emocionante”.

Roland Garros 2026 terá um campeão inédito

Com a ausência de Carlos Alcaraz (afastado por lesão) e a queda precoce de Jannik Sinner, o público parisiense terá a certeza de ver um campeão inédito erguer a mítica Taça dos Mosqueteiros, quebrando de vez a hegemonia recente da dupla no circuito.

Mesmo com o tropeço amargo na segunda rodada, Sinner respirará aliviado no topo da ATP: ele permanece garantido no posto de número 1 do mundo no fechamento do torneio, embora a pressão pela liderança prometa incendiar a temporada de grama que se aproxima.

Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e soma 15 anos de experiência na crônica esportiva. Com um currículo que inclui coberturas internacionais de peso, como o Pan de Santiago 2023 e as Olimpíadas da Juventude de 2018, Gabriel alia o rigor da apuração acadêmica à agilidade exigida pelo jornalismo de campo. Apaixonado por histórias de superação e bastidores do esporte.

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