Home Blog Page 13

Aconteceu apenas uma vez em 16 anos! O feito de João Fonseca contra Djokovic em Paris

0

O que aconteceu na Philippe Chatrier não foi apenas uma vitória emocionante de um garoto prodígio; foi a quebra de um dos paradigmas mais absurdos da história do esporte. Ao derrotar Novak Djokovic de virada por 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5, o carioca João Fonseca, de 19 anos, não apenas avançou às oitavas de Roland Garros, mas realizou um milagre estatístico.

Para entender a magnitude do que o brasileiro fez sob o sol de 34°C em Paris, é preciso olhar para os livros de recordes do sérvio dono de 24 Grand Slams.

Djokovic só havia perdido uma partida após abrir 2-0 em Slams

Novak Djokovic é amplamente considerado o tenista com o maior poder mental da história do esporte. Quando ele abre 2 sets a 0 em uma partida de Grand Slam, o jogo, via de regra, está acabado. Em toda a sua carreira, com mais de 300 jogos disputados nos quatro maiores torneios do mundo, o sérvio só havia permitido uma única virada após abrir tamanha vantagem.

Isso havia acontecido uma única vez na história. E foi há exatos 16 anos.

Até esta sexta-feira, o canhoto austríaco Jurgen Melzer era o único ser humano no planeta a poder contar a história de ter virado um 0-2 contra Djokovic em um Major (curiosamente, também em Roland Garros, em 2010). Agora, esse clube extremamente restrito tem dois membros, e um deles fala português.

O “clube dos 2”: Melzer e Fonseca

O que torna o feito de João Fonseca ainda mais assombroso é a sua idade. Quando Melzer conseguiu sua virada em 2010, Djokovic ainda era um jovem de 23 anos buscando se consolidar como o maior da história. Agora, Fonseca (19 anos) enfrentou a versão mais madura, cascuda e experiente do sérvio — e ainda assim, conseguiu quebrar a armadura do “Final Boss” do tênis.

O brasileiro provou que não se intimida com currículos e que a nova geração está pronta para reescrever até mesmo as estatísticas mais improváveis do circuito mundial.

Roland Garros: Rafael Jodar empurra boleira em atitude polêmica e avança às oitavas

0

O que deveria ser celebrado como o maior resultado da jovem carreira do espanhol Rafael Jodar, de 19 anos, acabou ofuscado por uma atitude nada gentil. Nesta sexta-feira (29), em duelo válido pela terceira rodada de Roland Garros, o tenista protagonizou uma cena lamentável envolvendo uma das boleiras (gandulas) do torneio.

A polêmica ocorreu durante uma das viradas de set do intenso confronto contra o americano Alex Michelsen. Após entregar uma toalha para a sua equipe técnica no box, Jodar caminhou na direção de uma criança que atuava como boleira e a empurrou de forma deliberada antes de se retirar momentaneamente da quadra. A atitude gerou forte desconforto e críticas à postura do jovem atleta.

A partida e o maior feito da carreira

Apesar do clima tenso gerado pelo comportamento antidesportivo, o espanhol conseguiu se manter focado no jogo e saiu com a vitória na mais longa e dura batalha que enfrentou no saibro francês até aqui. Jodar precisou de mais de quatro horas para despachar o adversário americano.

Com o triunfo, Jodar alcança o seu melhor resultado em um torneio de Grand Slam e carimba o passaporte para as oitavas de final. Seu próximo desafio será um duelo 100% espanhol contra o experiente Pablo Carreño Busta.

Fim do tabu! João Fonseca é o primeiro brasileiro a derrotar Novak Djokovic

0

Se derrotar Novak Djokovic em um Grand Slam já é uma tarefa reservada a poucos, fazê-lo carregando o peso de um jejum nacional torna o feito ainda mais superlativo. Com a monumental vitória de virada por 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5 na terceira rodada de Roland Garros, João Fonseca não apenas garantiu sua vaga nas oitavas de final, mas também destruiu um incômodo tabu: ele é oficialmente o primeiro brasileiro a vencer o dono de 24 títulos de Major.

Até a tarde desta sexta-feira em Paris, o atual número 4 do mundo ostentava um currículo imaculado contra tenistas nascidos no Brasil.

O “fantasma” do 11 a 0

Djokovic sempre foi um carrasco implacável para os brasileiros no circuito da ATP. Antes de cruzar o caminho de João Fonseca na quadra Philippe Chatrier, o sérvio havia enfrentado representantes do país em 11 oportunidades oficiais. O saldo? 11 vitórias para Djokovic e nenhuma derrota.

Nomes consagrados de diferentes gerações do tênis nacional tentaram, mas esbarraram no paredão de Belgrado. O sérvio colecionou vitórias em Masters 1000, Grand Slams e torneios ATP 500, criando uma aura de invencibilidade que parecia inquebrável para as raquetes verde-amarelas.

O tabu de 11 a 0: a estatística que João Fonseca tenta destruir contra Djokovic

A Consagração da nova geração

O que torna a quebra desse tabu ainda mais especial é a forma como ela aconteceu. João Fonseca, de apenas 19 anos, não venceu em um dia atípico do adversário. Pelo contrário: ele precisou sobreviver à versão mais letal de Djokovic nos dois primeiros sets.

A resiliência de Fonseca — que buscou a virada após estar perdendo por 2 sets a 0 em uma batalha de quase 5 horas — prova que a nova geração do tênis brasileiro chegou com a mentalidade forjada para grandes palcos. Onde outros esbarraram no peso da camisa e na mística do sérvio, o jovem carioca enxergou uma oportunidade de fazer história.

O Significado para o tênis brasileiro

A vitória de Fonseca transcende a chave de Roland Garros 2026. Ela tira um peso das costas do tênis nacional e reposiciona o Brasil no mapa das grandes vitórias do esporte mundial.

Ao fechar o jogo com três aces consecutivos, Fonseca não apenas encerrou a partida; ele enterrou o placar de 11 a 0, abrindo uma nova contagem e provando que, no saibro sagrado de Paris, a história sempre pode ser reescrita.

João Fonseca opera milagre, vira de 0 a 2 sobre Djokovic e vai às oitavas em Roland Garros

0

O único campeão de Grand Slam que ainda estava vivo na terceira rodada de Roland Garros 2026 se despediu do torneio nesta sexta-feira (29). E a eliminação veio com requintes de um épico cinematográfico. O sérvio Novak Djokovic caiu diante de uma atuação heroica do carioca João Fonseca, que recusou-se a entregar os pontos após perder os dois primeiros sets e lutou até o limite físico para selar a vitória por 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5, em exaustivas 4h51 de partida.

O triunfo monumental coloca Fonseca nas oitavas de final em Paris e carimba a maior vitória de sua jovem carreira, sendo a primeira vez que o brasileiro derrota um tenista do Top 5 da ATP.

Fonseca é apenas o segundo tenista a vencer Djokovic após 0-2

Para dimensionar o tamanho do feito de Fonseca, basta olhar para o histórico de Djokovic. Em mais de 300 jogos disputados em Grand Slams ao longo da carreira, o sérvio só havia sofrido uma virada após abrir 2 sets a 0 uma única vez: nas quartas de final de Roland Garros em 2010, contra o austríaco Jurgen Melzer. João Fonseca é agora o segundo nome dessa curtíssima lista.

A diferença de gerações também impressiona. Desde que o brasileiro nasceu, em agosto de 2006, Djokovic havia chegado às quartas de final em 18 das 19 edições de Roland Garros, sofrendo apenas uma eliminação precoce.

O Filme do Jogo: Do Domínio Sérvio à Reação Implacável
A partida mais longa da carreira de Fonseca (e a mais longa de Djokovic na atual edição do torneio) foi um teste de sobrevivência física e mental.

O Início dominante do sérvio

Djokovic começou o duelo impondo sua genialidade tática, usando bolas altas e profundas para quebrar o ritmo agressivo do brasileiro. O sérvio abriu 5/2 rapidamente. Fonseca reagiu, salvou três set-points, mas o ex-número 1 fechou em 6/4. No segundo set, a experiência pesou nos momentos cruciais. Com mais winners e menos erros não forçados, Djokovic anotou novo 6/4 e ficou a um set das oitavas.

O renascimento brasileiro

Enquanto o veterano de 39 anos começava a dar sinais de desgaste sob o calor de Paris, encurtando os pontos, Fonseca calibrou a mão. O brasileiro quebrou o saque de Nole no segundo game da terceira parcial, salvou break-points perigosos e fechou em 6/3.

No quarto set, o nível de tensão atingiu o ápice. Fonseca abriu 2/0, sofreu o empate, e precisou mostrar muita frieza para salvar oportunidades de quebra no oitavo game. No 11º game, atacou com agressividade, conseguiu a quebra fundamental e fechou em 7/5 para incendiar a quadra Philippe Chatrier.

O quinto set: consagração com aces

A parcial decisiva foi dramática. Usando sua experiência, Djokovic encontrou forças para anotar uma quebra de zero e abrir 3/1. Sem se abalar, Fonseca devolveu a quebra na sequência.

O golpe de misericórdia veio no 11º game. Ironicamente, foi com uma “deixadinha” (jogada que o sérvio usou à exaustão no jogo) que Fonseca quebrou o saque de Djokovic. Sacando para o jogo e para a história, o carioca enfrentou um break-point contra. A resposta? Frieza absoluta de um veterano: ele salvou a quebra com um ace, disparou outro ace para chegar ao match-point, e finalizou o confronto com um terceiro ace consecutivo.

Fim do tabu contra o top 5

A vitória afasta um incômodo jejum do brasileiro. Fonseca vinha de seis derrotas consecutivas contra adversários do top 5, incluindo reveses este ano contra Jannik Sinner, Carlos Alcaraz e Alexander Zverev. Sua única vitória anterior contra um Top 10 havia sido sobre o russo Andrey Rublev.

Elina Svitolina avança às oitavas de final com vitória em sets diretos

0

A ucraniana Elina Svitolina confirmou o bom momento no circuito profissional e garantiu sua classificação para a fase de oitavas de final de Roland Garros nesta sexta-feira (29). Cabeça de chave número 7 no saibro de Paris, a ex-número 3 do mundo superou a alemã Tamara Korpatsch, atual 95ª colocada do ranking da WTA, por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3. O confronto teve a duração total de 1h32.

Com o resultado, a tenista de 31 anos estendeu sua sequência invicta no circuito para nove vitórias consecutivas. Svitolina vem embalada pela conquista do título do WTA 1000 de Roma, seu terceiro troféu na capital italiana, consolidando sua preparação para o Grand Slam francês.

Análise técnica do confronto

O início da partida foi marcado pelo controle tático de Svitolina. Dominando as trocas de bola no fundo de quadra e impondo ritmo acelerado, a ucraniana conquistou duas quebras de serviço consecutivas para fechar a primeira parcial por 6/2, sem enfrentar grandes ameaças em seus games de saque.

No segundo set, Korpatsch esboçou reação ao aproveitar uma breve oscilação da favorita, conquistando uma quebra precoce para abrir 2/0 no placar. No entanto, Svitolina respondeu de forma imediata. Ao elevar a intensidade nas devoluções, a ucraniana venceu cinco games consecutivos para assumir a liderança por 5/2.

Apesar de ter o serviço quebrado quando sacava para fechar o jogo, Svitolina manteve a postura agressiva no game seguinte e selou a vitória na devolução, convertendo seu segundo match-point no serviço da adversária.

Desempenho estatístico e histórico em Paris

A eficiência na devolução de saque foi o principal pilar da vitória da ucraniana, que pressionou constantemente o serviço de Korpatsch ao longo de todo o duelo.

Estatística e Histórico Elina Svitolina
Pontos de devolução 58% de eficiência
Break-points convertidos 6 de 16 oportunidades construídas
Sequência invicta atual 9 vitórias consecutivas no saibro
Melhores resultados em Paris Quartas de final (2015, 2017, 2020, 2023 e 2025)

Em sua 13ª participação no Aberto da França, Svitolina busca superar o retrospecto de eliminações na fase de quartas de final, estágio que representa o seu teto histórico no torneio de Paris.

Na rodada de oitavas de final, a ucraniana aguarda a definição do confronto entre a suíça Belinda Bencic, 11ª pré-classificada, e a norte-americana Peyton Stearns. No histórico de confrontos diretos, Svitolina lidera o retrospecto contra Bencic por 4 a 2, enquanto seu último embate contra Stearns resultou em derrota no torneio de Roma da temporada passada.

Aos 36 anos, Sorana Cirstea aplica duplo 6/0 e quebra recorde em Grand Slams

0

O calor acima da média em Paris não foi suficiente para diminuir o ritmo avassalador de Sorana Cirstea. Jogando indiscutivelmente o melhor tênis de sua carreira em sua turnê de despedida do circuito, a romena de 36 anos atropelou a argentina Solana Sierra com um duplo 6/0 — placar conhecido no tênis como “bicicleta” —, em rápidos 57 minutos de partida.

Com o atropelo na terceira rodada, a cabeça de chave número 18 não apenas avançou na competição, mas também gravou seu nome nos livros de recordes do tênis feminino.

O Recorde de Idade

Aos 36 anos, Cirstea tornou-se a tenista mais velha da história a aplicar uma “bicicleta” em um torneio de Grand Slam. O recorde anterior pertencia à bielorrussa Victoria Azarenka, que havia alcançado o feito com 35 anos e 298 dias em Roland Garros de 2025. Antes dela, a lenda Serena Williams ostentava a marca ao anotar um duplo 6/0 recém-completados 35 anos, em Wimbledon (2015).

Os números da partida

O domínio da romena ficou evidente em absolutamente todas as estatísticas da partida. Cirstea não deu qualquer brecha para a jovem argentina respirar:

Estatística de Sorana Cirstea Desempenho no jogo
Pontos vencidos com 1º saque Impressionantes 90%
Aproveitamento na devolução 62% de sucesso
Break-points convertidos 6 de 19 oportunidades
Bolas vencedoras (winners) 11
Erros não forçados Apenas 9

O Melhor momento da carreira e o próximo desafio

Cirstea chega à segunda semana de Roland Garros impulsionada pela melhor fase de sua vida. Recentemente, a romena fez semifinais no forte WTA 1000 de Roma (garantindo sua estreia no Top 20), chegou às semifinais em Rouen, fez quartas em Linz e conquistou o título de Cluj-Napoca diante de sua torcida. Ela não alcançava as oitavas na França desde 2021.

Nas oitavas de final, a romena terá como adversária a chinesa Xiyu Wang (148ª do mundo). Vinda do qualifying, Wang surpreendeu ao eliminar a ucraniana Yuliia Starodubtseva por 6/3 e 7/5.

Este será apenas o segundo encontro entre as duas no circuito. No único duelo anterior, disputado nas quadras duras de Shenzhen em 2020, a chinesa levou a melhor. Quem avançar deste embate cruzará nas quartas de final com a vencedora do jogo entre a russa Mirra Andreeva (8ª cabeça de chave) e a suíça Jil Teichmann.

Sinner sofre colapso físico, leva virada histórica de Cerúndolo e cai em Paris

0

A fase iluminada de Jannik Sinner chegou a um fim dramático nesta quinta-feira (28). O líder do ranking mundial dominava completamente o duelo de segunda rodada contra o argentino Juan Manuel Cerúndolo, mas viu seu corpo ceder ao forte calor parisiense e acabou derrotado de virada por 3/6, 2/6, 7/5, 6/1 e 6/1.

O italiano vencia por 2 sets a 0 e tinha um confortável placar de 5/1 na terceira parcial, caminhando para uma vitória tranquila. No entanto, na hora de fechar o jogo, o físico do número 1 desmoronou.

Abalado pelo calor, Sinner perdeu a precisão e a energia. O cenário foi tão crítico que ele chegou a perder 18 pontos quase consecutivos. Quando sacava para o jogo no 5/4 e perdia por 0-40, o italiano pediu um controverso atendimento médico.

Sinner desaba com calor, quebra regra em quadra e deixa rival furioso

Mesmo após a pausa, Sinner não foi nem sombra do tenista que dominou a temporada. Inteligente e paciente, Cerúndolo percebeu a limitação do rival, passou a estender os ralis e apenas assistiu ao italiano acumular erros não forçados nas duas últimas parciais.

O que esta derrota significa para Sinner?

O revés frustra grandes marcas que Sinner buscava alcançar no circuito em 2026:

  • Fim da invencibilidade: a quebra de uma sequência histórica de 30 vitórias seguidas.

  • Primeira queda no saibro: Sinner estava invicto na terra batida no ano (18 vitórias), vindo de títulos nos Masters 1000.

  • Adeus ao “Career Grand Slam”: o italiano perde a chance de fechar a galeria com os quatro Majors nesta temporada.

Na terceira rodada, Cerúndolo terá pela frente o vencedor do confronto entre o espanhol Martin Landaluce e o tcheco Vit Kopriva. O Aberto da França é transmitido no Brasil pelos canais ESPN e streaming Disney+.

Sinner desaba com calor, quebra regra em quadra e deixa rival furioso

0

O que desenhava-se como mais uma vitória protocolar do número 1 do mundo transformou-se em um dos cenários mais dramáticos e discutidos de Roland Garros 2026. O italiano Jannik Sinner vencia o argentino Juan Manuel Cerúndolo por 2 sets a 0 e liderava a terceira parcial por 5/1. A vaga na terceira rodada estava no bolso. Foi quando o calor sufocante de Paris, que superou os 30°C, cobrou o seu preço.

Completamente esgotado e demonstrando sinais claros de desidratação, Sinner viu seu rendimento despencar de forma assustadora: ele chegou a perder 16 de 17 pontos disputados.

A polêmica: parada médica no meio do game

O estopim da polêmica aconteceu quando Cerúndolo já havia reagido e o placar anotava 5/4 para o italiano. Sacando em 0-40, Sinner simplesmente parou a partida e solicitou a presença do fisioterapeuta em quadra. A arbitragem interveio imediatamente, explicando as regras ao líder do ranking:

“Se você não puder esperar, depende do que você tiver. Ou você recebe uma violação de tempo, e depois, uma violação de conduta. Caso contrário, precisamos ver com o fisioterapeuta o que é. A decisão é sua. Ou chamamos o fisioterapeuta agora, eles te examinam, e depois retomamos o jogo”, alertou a árbitra de cadeira.

“Eu não sei se é desidratação. Eu não consigo. Eu não posso esperar”, rebateu Sinner, debilitado. Ao perguntar ao profissional se deveria tentar continuar, ouviu um sinal positivo.

A atitude causou forte irritação em Cerúndolo. Pelo livro de regras da ATP e da ITF, não é permitido interromper o jogo para receber atendimento médico por cãibras (o que parecia ser o caso do italiano), sendo a pausa exclusiva para lesões agudas. Além disso, parar o confronto no meio de um game, com triplo break-point contra, quebrou totalmente o ritmo do argentino.

Royer reclama de Djokovic após derrota em Paris

0

A segunda rodada de Roland Garros foi palco de um duelo intenso e de muita força mental. O francês Valentin Royer, atual número 74 do mundo, despediu-se do torneio após uma batalha de quatro sets contra ninguém menos que Novak Djokovic, atual número quatro do ranking e dono de 24 títulos de Grand Slam. Apesar do esforço de Royer, o sérvio fechou a partida com parciais de 6/3, 6/2, 6/7 (9/7) e 6/3.

No entanto, o que chamou a atenção na entrevista coletiva pós-jogo não foi apenas o resultado, mas sim as declarações de Royer sobre a postura de Djokovic em quadra. O jovem francês não hesitou em apontar a famosa “catimba” (o jogo psicológico e a quebra de ritmo) praticada pelo veterano.

“Eu o vi reclamando um pouco e se alongando, mas isso é o Novak. Ele faz isso em geral para tentar ver como o adversário vai reagir”, revelou Royer, mostrando que, embora incomodado, já conhecia a fama do adversário.

O histórico de “catimba” de Djokovic

A reclamação de Royer está longe de ser um caso isolado no circuito da ATP. Ao longo de sua vitoriosa e por vezes polêmica carreira, Djokovic foi repetidamente acusado por adversários e críticos de usar táticas de distração — como pedidos de atendimento médico (MTO) em momentos cruciais, idas demoradas ao banheiro ou excesso de quiques na bola antes do saque — para esfriar os oponentes quando está em desvantagem.

Relembre outros episódios marcantes em que o sérvio foi acusado de “enrolar” para vencer:

  • A “pausa para o banheiro” contra Tsitsipas (Roland Garros 2021): na grande final, Stefanos Tsitsipas vencia por 2 sets a 0 e dominava a partida. Djokovic saiu de quadra para uma longa pausa no vestiário. Ao retornar, o ritmo do jogo mudou drasticamente, e o sérvio virou a partida de forma avassaladora para herdar o título.
  • O desabafo de Carreño Busta (Roland Garros 2020): Nas quartas de final, após perder o primeiro set para o espanhol Pablo Carreño Busta, Djokovic começou a pedir atendimento para o ombro e o pescoço. Carreño Busta não escondeu a frustração após a derrota: “Sempre que o jogo fica complicado para ele, ele pede atendimento. Não sei se é algo crônico ou apenas psicológico, mas ele faz isso há anos“.
  • A Polêmica com Wawrinka (US Open 2016): na final do torneio americano, Stan Wawrinka liderava e tinha o momento do jogo a seu favor no quarto set. Djokovic solicitou um atendimento médico para tratar bolhas nos pés justamente no momento em que o suíço se preparava para sacar. Wawrinka reclamou abertamente com o árbitro de cadeira sobre o timing do pedido.
  • O “teatro” contra Andy Murray (Australian Open 2015): durante a final em Melbourne, Djokovic parecia fisicamente destruído no início do terceiro set, mancando e demonstrando extrema exaustão. Murray se desconcentrou, acreditando que o rival estava prestes a desistir. Poucos games depois, Djokovic se recuperou milagrosamente, correu como nunca e aplicou um pneu (6/0) no set decisivo. Murray admitiu mais tarde que se deixou levar pelas aparências físicas do rival.

Análise Site do Tênis

O comportamento de Djokovic não viola as regras estritas do tênis, mas caminha em uma linha tênue da ética esportiva. O que tenistas mais jovens como Valentin Royer enfrentam em quadra vai muito além do tênis técnico e tático: é um verdadeiro teste de resiliência mental contra um dos maiores estrategistas que o esporte já viu.

O tabu de 11 a 0: a estatística que João Fonseca tenta destruir contra Djokovic

0

Para dimensionar o abismo de experiência no confronto desta sexta-feira em Roland Garros, basta um dado: quando Novak Djokovic disputou sua primeira partida no circuito profissional da ITF, em 2003, o brasileiro João Fonseca sequer havia nascido (o carioca é de 2006).

Com quase 20 anos de diferença entre eles, o atual número 4 do mundo e finalista do Australian Open 2026 medirá forças com a maior promessa do tênis sul-americano. Além do desafio técnico, Fonseca carrega o peso da história: Djokovic já enfrentou cinco tenistas brasileiros no circuito principal, disputou 11 partidas e venceu absolutamente todas. Fonseca será o sexto elemento dessa lista e tenta ser o primeiro a pintar o placar de verde e amarelo.

Os “pneus” brasileiros no dono de 24 Grand Slams

Apesar do saldo de 11 a 0 a favor do sérvio, o tênis brasileiro já conseguiu impor momentos de pura genialidade e raríssima dominância sobre a lenda viva.

  • O “pneu” de Bellucci (Roma, 2016): Thomaz Bellucci foi o brasileiro que mais incomodou o sérvio, com seis confrontos. O momento mais impactante foi nas oitavas de Roma, quando o paulista aplicou um incontestável 6/0 no primeiro set contra o então número 1 do mundo. Bellucci também quase chocou o circuito em Madri (2011), quando liderava por um set e uma quebra antes de sofrer a virada.
  • O “pneu” de Chico Costa (Budapeste, 2004): o que poucos lembram é que Bellucci não foi o primeiro a aplicar um 6/0 em Djokovic. Ainda na adolescência do sérvio, o gaúcho Francisco Costa venceu um set de zero na semifinal de um Challenger na Hungria.

O retrospecto completo: o tabu de 11 a 0

Francisco Costa

  • Challenger de Budapeste de 2004: semifinal; Djokovic vence por 6/3, 0/6 e 6/2
    Ricardo Mello
  • ATP de Lyon de 2005: primeira rodada; Djokovic vence por 7/6(5) e 6/4

Thomaz Bellucci

  • Masters 1000 de Roma de 2010: oitavas de final; Djokovic vence por duplo 6/4
  • Masters 1000 de Madri de 2011: semifinal; Djokovic vence por 4/6, 6/4 e 6/1
  • Masters 1000 de Roma de 2015: oitavas de final; Djokovic vence por 5/7, 6/2 e 6/3
  • Masters 1000 de Montreal de 2015: segunda rodada; Djokovic vence por 6/3 e 7/6(4)
  • Masters 1000 de Paris de 2015: segunda rodada; Djokovic vence por 7/5 e 6/3
  • Masters 1000 de Roma de 2016: oitavas de final; Djokovic vence por 0/6, 6/3 e 6/2

João Souza

  • US Open de 2015: primeira rodada; Djokovic vence por triplo 6/1

Rogério Dutra Silva

  • US Open de 2012: segunda rodada; Djokovic vence por 6/2, 6/1 e 6/2
    US Open de 2018: primeira rodada; Djokovic vence por 6/3, 6/4 e 6/4

Fonseca pode sonhar com vitória?

Embora o favoritismo do sérvio seja evidente pela sua bagagem de 24 títulos de Grand Slam, o cenário atual de 2026 oferece a João Fonseca frestas de oportunidade que seus antecessores não tiveram:

  1. Momento físico de Djokovic: o sérvio já não exibe a consistência robótica de outrora, ocupando a 4ª posição do ranking e demonstrando oscilações físicas em partidas longas de saibro.
  2. Confiança do brasileiro: Fonseca chega para o jogo com a adrenalina no topo, após buscar uma virada inédita na carreira saindo de 0 a 2 contra Dino Prizmic em mais de 3h30 de jogo.
  3. Fator surpresa: será a primeira vez que os dois medem forças. Sem nada a perder e com o braço solto, o jovem de 19 anos tem as ferramentas de potência necessárias para encurtar os pontos e agredir o jogo de linha de base do sérvio.

Fonseca x Djokovic: ao vivo na ESPN 2

O aguardado duelo entre João Fonseca e Novak Djokovic está agendado para a próxima sexta-feira, sem horário definido ainda, provavelmente, na quadra principal do complexo de Roland Garros, a Quadra Philippe-Chatrier. A partida será transmitida ao vivo no Brasil pelos canais ESPN e o streaming Disney+.