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Andreeva domina Chwalinska e é campeã de Roland Garros aos 19 anos

A russa de 19 anos confirmou o favoritismo, aplicou sequência de nove games seguidos contra a polonesa e se tornou a campeã mais jovem em Paris desde Monica Seles em 1992.

Acabou o jejum de majors para a nova geração. Em uma decisão que contrapôs a maior experiência na elite contra a grande surpresa do torneio, a russa Mirra Andreeva, atual número 8 do mundo, conquistou seu primeiro Grand Slam ao derrotar a polonesa Maja Chwalinska por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2, após 1h22 de partida.

Com o triunfo no saibro francês, Andreeva alcança o seu terceiro título na temporada (venceu também Adelaide e Linz) e iguala a bielorrussa Aryna Sabalenka como a maior vencedora de 2026 no circuito da WTA. De quebra, a russa manteve sua impressionante invencibilidade no ano contra tenistas fora do top 100, somando sua sétima vitória consecutiva nestas condições.

Raio-X dos recordes históricos de Mirra Andreeva

A conquista de Mirra Andreeva (com 19 anos e 39 dias) quebra recordes de precocidade que duravam décadas no circuito mundial:

Marca histórica Detalhes do feito em Paris
Herdeira de Monica Seles É a campeã mais jovem de Roland Garros desde o tricampeonato de Monica Seles em 1992 (vencido aos 18 anos).
Superando Swiatek Tornou-se a primeira tenista sub-20 a vencer em Paris desde Iga Swiatek em 2020, alcançando o feito 93 dias mais jovem que a polonesa.
Pioneira absoluta Tornou-se a primeira pessoa nascida no ano de 2007 (entre homens e mulheres) a vencer um torneio de Grand Slam.
Panteão do século XXI É a terceira campeã mais jovem de Grand Slam deste século, atrás apenas de Maria Sharapova (2004) e Emma Raducanu (2021).

O jogo: o furacão russo de nove games seguidos

Quem esperava um jogo nervoso devido à pouca idade das finalistas viu um início elétrico. Chwalinska, a primeira tenista vinda do qualifying a alcançar a final na história de Roland Garros, tentou usar o seu jogo variado de canhota e vendeu caro o primeiro game, que durou longos 7 minutos e terminou com quebra para a russa. Após quatro quebras seguidas, a polonesa estabilizou e empatou em 3/3.

Foi o último momento de equilíbrio na Philippe-Chatrier. A partir dali, Andreeva subiu a intensidade, passou a ler perfeitamente as variações da rival e engatou uma sequência devastadora de nove games seguidos. A russa fechou a primeira parcial em 6/3 e abriu um acachapante 5/0 no segundo set.

Chwalinska ainda lutou bravamente: evitou o “pneu” confirmando o saque e chegou a devolver uma das quebras no game seguinte (5/2). Mas a reação parou por aí. No game posterior, Andreeva pressionou o saque da polonesa, abriu um triplo match point (0-40) e fechou o caixão logo na primeira oportunidade.

Enquanto Chwalinska se despede de Paris com uma campanha de superação financeira e psicológica inesquecível, o tênis feminino saúda a sua nova e incontestável rainha do saibro.

Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e soma 15 anos de experiência na crônica esportiva. Com um currículo que inclui coberturas internacionais de peso, como o Pan de Santiago 2023 e as Olimpíadas da Juventude de 2018, Gabriel alia o rigor da apuração acadêmica à agilidade exigida pelo jornalismo de campo. Apaixonado por histórias de superação e bastidores do esporte.

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