Mesmo sem participar diretamente das últimas reuniões, Novak Djokovic fez questão de deixar clara sua posição no Masters 1000 de Roma. O sérvio, fundador da PTPA (Associação de Jogadores de Tênis Profissionais), declarou apoio total ao movimento de atletas que questiona a distribuição de receitas em Roland Garros 2026.
Para o dono de 24 títulos de Grand Slam, ver nomes como Aryna Sabalenka assumindo a liderança política do esporte é um sinal positivo de renovação.
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Djokovic rebateu críticas de que estaria pedindo “mais dinheiro para si mesmo”. O veterano enfatizou que sua luta histórica é pela sobrevivência financeira dos jogadores que estão fora do topo do ranking.
“Somos o único esporte global onde não existem garantias financeiras para jogadores de ranking mais baixo. Muitos abandonam o esporte por falta de financiamento“, disparou o sérvio.
Críticas ao sistema e conflitos de interesse
O ex-número 1 do mundo, que já presidiu o Conselho de Jogadores da ATP, lamentou a falta de autonomia da categoria dentro do modelo atual. Segundo ele, o ecossistema é projetado para que os atletas não consigam o que desejam através dos canais oficiais.
Djokovic afirma que o Conselho da ATP tem pouca influência real. Para ele, negociar diretamente com os Grand Slams é a estratégia correta.
“Infelizmente, existem conflitos de interesse que alguns não querem enfrentar. É aí que os jogadores têm poder“, concluiu.
Estreia em Roma
Enquanto os bastidores fervem, Djokovic se prepara para a ação em quadra. O sérvio estreia no Masters 1000 de Roma nesta sexta-feira contra o jovem croata Dino Prizmic, vindo do qualificatório.
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