A crise entre os jogadores e a organização de Roland Garros atingiu o seu ápice. Em entrevista coletiva concedida antes de sua estreia no Masters 1000 de Roma, o número 1 do mundo, Jannik Sinner, uniu-se ao coro de protestos liderado por Aryna Sabalenka e Elena Rybakina, exigindo uma distribuição de lucros mais justa para os atletas.
Para o italiano, o problema vai além das cifras milionárias: trata-se de como a elite do tênis é tratada pelos grandes promotores do esporte.
Sinner revelou um detalhe crítico dos bastidores: os 10 melhores jogadores dos rankings ATP e WTA enviaram uma carta formal à organização de Roland Garros, que foi ignorada.
“Quando os melhores jogadores de outros esportes se unem para enviar uma carta tão importante, acredito que receberiam uma resposta em 48 horas. Estamos falando não só de dinheiro, mas de se sentir respeitado. E não nos sentimos”, desabafou Sinner.
Ameaça de boicote ganha força
Diferente de outras épocas, Sinner destacou que a geração atual está mais unida do que nunca. O italiano confirmou que a visão é compartilhada por homens e mulheres, e que a possibilidade de uma ausência em massa é real se não houver diálogo.
- União sem precedentes: Pela primeira vez, os circuitos masculino e feminino estão na “mesma página”.
- O peso do atleta: Sinner foi enfático ao lembrar que “sem os jogadores, não há torneios”.
- Efeito dominó: A cobrança já se estende para os próximos Grand Slams do calendário, Wimbledon e US Open.
“Damos muito mais do que recebemos”
O argumento central do italiano é a desproporção entre o lucro recorde gerado pelos Grand Slams e o repasse feito aos tenistas. Sinner ressaltou que a luta não é apenas pelo topo, mas por uma estrutura que sustente as futuras gerações do esporte.
“Chegou a hora da nossa geração e também das futuras. Acho que damos muito mais do que recebemos. Os jogadores estão decepcionados com a decisão de Roland Garros”, concluiu o número 1.


