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“Não sou o próximo Federer”: o desabafo de João Fonseca antes da estreia em Roma

João Fonseca está de volta ao Top 30 e estreia no Masters 1000 de Roma como 27º cabeça de chave. Em entrevista à TennisTV, o brasileiro analisou as condições do saibro italiano e desabafou sobre as comparações com Roger Federer.

O fenômeno brasileiro João Fonseca está pronto para mais um desafio de elite no saibro europeu. De volta ao Masters 1000 de Roma, o carioca chega com status de 27º cabeça de chave e a confiança renovada após retornar ao grupo dos 30 melhores tenistas do mundo no Ranking ATP.

Fonseca aguarda o vencedor do duelo entre Valentin Royer e Hamad Medjedovic para sua estreia, que acontece no próximo sábado.

Um “novo João”: maturidade mental e técnica

Em entrevista à TennisTV, Fonseca destacou que o jogador que entra em quadra no Foro Itálico em 2026 é muito diferente daquele de temporadas passadas. Com uma rotina consolidada no circuito, ele celebra a evolução física e, principalmente, mental.

Muita coisa mudou: sou um João muito mais maduro. Não só tecnicamente, mas também fisicamente e mentalmente. É meu segundo ano completo no circuito e ainda sinto que estou descobrindo torneios novos, afirmou o brasileiro.

A estratégia no saibro: de Madri a Roma

João detalhou as nuances técnicas que diferenciam os torneios da gira de saibro. Para ele, Roma oferece as condições ideais para o seu estilo de jogo agressivo, ao contrário da altitude de Madri ou das condições rápidas de Monte Carlo.

  • Monte Carlo: Nível do mar, mas com quique muito alto e bola rápida.

  • Madri/Munique: Condições de altitude que aceleram o jogo.

  • Roma: Saibro mais lento, permitindo maior controle e geração de potência sem que a bola “fuja”.

Sinto-me bastante confiante. Roma é algo semelhante ao que costumo jogar, onde se consegue gerar velocidade e a bola não fica fora de controle, explicou Fonseca.

O peso do sucesso: “as pessoas achavam que eu seria o Federer”

Um dos pontos mais fortes da entrevista foi o desabafo sobre as expectativas externas. Desde sua ascensão meteórica, João Fonseca lida com comparações pesadas, inclusive com o lendário Roger Federer.

O brasileiro admite que o início foi “uma loucura”, mas garante que aprendeu a blindar sua mente: “Parecia que as pessoas achavam que eu seria o próximo Roger Federer da noite para o dia. As coisas não funcionam assim. Agora entendi que jogo apenas por mim; não devo nada a ninguém”, sentenciou o jovem craque.

Gabriel Lima
Gabriel Limahttp://sitedotenis.com.br
Gabriel Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e soma 15 anos de experiência na crônica esportiva. Com um currículo que inclui coberturas internacionais de peso, como o Pan de Santiago 2023 e as Olimpíadas da Juventude de 2018, Gabriel alia o rigor da apuração acadêmica à agilidade exigida pelo jornalismo de campo. Apaixonado por histórias de superação e bastidores do esporte.

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