Em uma decisão que promete reverberar fortemente nos circuitos da ATP e WTA, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta quinta-feira (7), a suspensão das recomendações que restringiam a participação de atletas da Bielorrússia em competições internacionais.
A medida chega em um momento crucial: o início do ciclo classificatório para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, que começa oficialmente neste verão. Para o tênis, isso significa que estrelas como a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, e a veterana Victoria Azarenka poderão trilhar o caminho olímpico com menos burocracia e maior liberdade institucional.
Desde 2022, devido aos conflitos geopolíticos no Leste Europeu, os bielorrussos competiam sob a sigla AIN (Atletas Individuais Neutros). Agora, as Federações Internacionais — incluindo a ITF — não precisam mais aplicar as limitações especiais impostas anteriormente.
De acordo com o COI, a mudança visa proteger o princípio da neutralidade competitiva:
“A decisão foi tomada para preservar o direito dos atletas de competir sem interferências políticas ou governamentais. Esportistas não devem ser punidos pelas ações de seus países em guerras“, afirmou a entidade em nota oficial.
Por que a Bielorrússia foi liberada e a Rússia não?
Apesar da flexibilização para os bielorrussos, o Comitê Olímpico Russo (ROC) permanece suspenso. O COI justificou que a situação russa ainda passa por análises jurídicas complexas e, principalmente, por novas investigações sobre o sistema antidoping do país, conduzidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada).
Essa distinção cria um cenário curioso no circuito de tênis: enquanto os jogadores russos como Daniil Medvedev e Andrey Rublev podem continuar sob restrições, as estrelas bielorrussas ganham sinal verde total para o sonho olímpico.


