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Sabalenka sofre apagão histórico e toma “pneu” nas quartas em Paris

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A lógica do circuito feminino foi completamente triturada nas quartas de final de Roland Garros. Em um confronto de 2h14 marcado por fortes rajadas de vento na capital francesa, a russa Diana Shnaider (23ª do ranking da WTA) alcançou o maior feito de sua vida ao derrubar a líder do ranking mundial, Aryna Sabalenka, de virada, com parciais de 3/6, 7/5 e 6/0.

O resultado chocou a torcida pelo roteiro dramático. Sabalenka, que até então não havia perdido um único set em todo o torneio, vencia a partida com autoridade por 6/3 e 4/1. No entanto, a bielorrussa viu seu tênis desaparecer por completo na reta final, sofrendo uma sequência avassaladora de 10 games perdidos consecutivamente.

O jogo: da Sobrevivência ao “pneu” no 3º set

No início, Sabalenka ignorou o vento e impôs seu favoritismo, abrindo rápidos 5/1 antes de fechar o primeiro set. A dinâmica parecia se repetir na segunda parcial, quando a número 1 do mundo abriu 2/0 e, posteriormente, 4/1 com uma quebra de zero.

A reação de Shnaider começou quando Sabalenka sacou para o jogo em 5/4. Demonstrando uma mobilidade espetacular na linha de base e angulando bolas profundas, a russa induziu a favorita ao erro e empatou em 5/5. Confiante, Shnaider insistiu em winners de forehand na paralela, fechou o set em 7/5 e tirou a invencibilidade da líder do ranking no torneio.

O terceiro set foi um monólogo doloroso para os torcedores da bielorrussa. Completamente irritada, frustrada com as condições climáticas e fora de eixo, Sabalenka acumulou erros crassos. Shnaider se agigantou, soltou o braço nas paralelas e aplicou um humilhante 6/0 (pneu) para carimbar sua vaga inédita no top 4 de Paris.

O peso dos erros não forçados

Os números finais do confronto escancaram o colapso tático e emocional de Aryna Sabalenka, que distribuiu pontos de graça para a adversária a partir do fim do segundo set.

Estatística do Confronto Diana Shnaider (RUS) Aryna Sabalenka (BLR)
Placar Final 3/6, 7/5, 6/0 6/3, 5/7, 0/6
Bolas Vencedoras (Winners) 25 46
Erros Não Forçados 27 57
Aces 1 2

Semifinal terá “zebra” polonesa

Classificada para a sua primeira semifinal de Grand Slam em simples na carreira, Diana Shnaider não terá pela frente nenhuma gigante do circuito. Sua adversária na busca por uma vaga na grande final será a polonesa Maja Chwalinska.

Atual número 114 do mundo e vinda do torneio qualificatório (qualifier), Chwalinska consolidou seu status de grande surpresa da chave feminina ao eliminar nas quartas a russa Anna Kalinskaya (24ª) com parciais de 7/6 (7-3) e 6/3.

Com a queda de Sabalenka na parte superior e as fortes tensões políticas na outra metade da chave, Roland Garros se transformou em uma verdadeira terra de ninguém.

Kostyuk solta o verbo contra tenistas russas antes de semifinal com Andreeva

Kostyuk solta o verbo contra tenistas russas antes de semifinal com Andreeva

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Se o ex-número 1 do mundo Yevgeny Kafelnikov previu que a semifinal de Roland Garros entre a ucraniana Marta Kostyuk e a russa Mirra Andreeva bateria recordes de audiência por “vários motivos”, a própria Kostyuk tratou de deixar esses motivos bem explícitos.

Logo após derrotar sua compatriota Elina Svitolina por 6/3, 3/6 e 6/2 na quadra Philippe-Chatrier, a atual número 15 do mundo transformou sua entrevista coletiva em um manifesto político, elevando a rivalidade de bastidores ao nível máximo.

Emoção em quadra e homenagem a Kiev

O tom do dia já havia sido ditado ainda dentro de quadra. Visivelmente emocionada, Kostyuk dedicou a vitória histórica sobre Svitolina ao povo de seu país, que enfrentou mais uma madrugada de bombardeios violentos.

“Primeiro, quero começar com este jogo histórico que joguei hoje com a Elina. Tivemos uma noite muito difícil novamente na Ucrânia, especialmente em Kiev. Tantas pessoas mortas… Quero dedicar esta partida ao povo ucraniano e à sua resiliência. Obrigada. Slava Ukraini (Glória à Ucrânia).”

— Marta Kostyuk, na entrevista pós-jogo.

O ataque direto na coletiva: “Nada as impede de falar”

A verdadeira bomba, contudo, veio na sala de imprensa. Questionada por um jornalista se conseguia entender o receio de algumas tenistas russas em falar abertamente contra a guerra por medo de sofrerem retaliações do governo de Vladimir Putin, Kostyuk foi implacável e rebateu o argumento.

A ucraniana pontuou dois fatores principais sobre a situação das atletas:

  • Figuras públicas: Lembrou que existem personalidades russas que abandonaram o país e venderam seus negócios em sinal de protesto.
  • Residência no exterior: Enfatizou que a maioria das jogadoras da WTA não fixa residência em território russo, o que as deixaria seguras para opinar.

“A maioria das jogadoras de tênis não mora na Rússia. Não há nada que impeça você de falar se isso for algo em que você realmente não acredita. Claramente, elas simplesmente não pensam dessa forma (contra a guerra).”

— Marta Kostyuk, detonando a postura das rivais.

Com essa declaração, Kostyuk expôs o que muitos nos bastidores evitam comentar: para ela, o silêncio das atletas russas não é fruto de medo, mas sim de conivência ou indiferença.

Kostyuk x Andreeva: pura tensão na semifinal de final

A fala de Kostyuk joga uma pressão monumental sobre os ombros de Mirra Andreeva, atual número 8 do mundo e principal atleta russa do circuito na atualidade. As duas se enfrentam nesta quinta-feira por uma vaga inédita na grande final de Roland Garros.

Como já é tradição em seus jogos contra atletas da Rússia e da Bielorrússia, Kostyuk não estenderá a mão para cumprimentar Andreeva na rede, independentemente do resultado. O duelo técnico no saibro agora dividirá as atenções com uma das atmosferas geopolíticas mais tensas da história do tênis moderno.

O retrospecto recente joga totalmente a favor da ucraniana. Kostyuk venceu os dois confrontos que disputou contra Andreeva nesta temporada: o primeiro em Brisbane e o mais recente na grande final do WTA 1000 de Madri.

Marta Kostyuk joga o fino, elimina Svitolina e alcança semifinal inédita em Roland Garros

O desabafo de João Fonseca após eliminação: “Ele fechou bem as portas”

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A eliminação nas quartas de final de Roland Garros interrompeu uma das trajetórias mais eletrizantes do tênis brasileiro nos últimos anos. Contudo, na hora de passar a limpo a derrota por 3 sets a 0 para o tcheco Jakub Mensik, João Fonseca deu uma aula de esportividade e maturidade tática em suas entrevistas à ESPN e na coletiva de imprensa oficial do torneio.

Para o carioca de 19 anos, o placar de 6/4, 6/3 e 7/6 (7-3) refletiu muito mais a noite inspirada e a coragem do adversário do que um desempenho ruim de sua parte.

“Não acho que joguei mal, mas não consegui arrumar soluções. Ele fechou as portas super bem. Foi uma semana positiva, que me traz confiança e me faz entender melhor o meu corpo, saber o quanto eu consigo aguentar e o que eu posso evoluir.”

— João Fonseca, em entrevista pós-jogo.

João analisa o diferencial de Mensik

Vindo de vitórias maiúsculas contra gigantes do circuito como Novak Djokovic na terceira rodada e Casper Ruud nas oitavas, Fonseca explicou que Mensik apresentou um desafio completamente diferente dos rivais anteriores, tirando o seu ritmo com um jogo ultra-agressivo.

Aspecto tático Estratégia de Jakub Mensik
Posicionamento Jogou o tempo todo colado na linha de fundo, devolvendo as bolas de dentro da quadra.
Estilo de golpes Usou um backhand muito plano (reto), tirando o quique alto da bola na altura da cintura do brasileiro.
Postura sob pressão Coragem absoluta, abusando das subidas à rede (saque e voleio) nos momentos mais tensos do jogo.

No terceiro set, Fonseca revelou que tentou mudar a estratégia: “Tentei fazê-lo pensar um pouco mais, movimentar com as alturas e comandar os pontos. Talvez se eu conseguisse levar para o quarto set teria sido diferente, mas ele se segurou super bem. Mérito dele”, elogiou o brasileiro, que fez questão de desejar sorte ao amigo na semifinal contra Alexander Zverev.

Do desconforto no punho ao top 25

O balanço final da campanha em Paris ganha contornos ainda mais impressionantes quando lembramos dos bastidores de sua preparação. Fonseca chegou a Roland Garros sem grandes expectativas, já que vinha de uma desistência no ATP 500 de Hamburgo devido a um desconforto no punho.

“Cheguei aqui sem muita esperança, só treinando a cada dia. Sobrevivi a uma batalha contra o Dino Prizmic e isso me deu esperança. Depois foi um pouco de um sonho do qual eu não queria ser acordado”

— João Fonseca, confessando os bastidores em Paris.

A recompensa pelo “sonho” parisiense virá direto na tabela da ATP. Atual número 30 do mundo, Fonseca deve subir até cinco posições na próxima atualização do ranking, flertando diretamente com o top 25 mundial.

Próxima parada: descanso em casa e temporada de grama

Ninguém é de ferro. Após uma maratona mental e física na terra batida, o número 1 do Brasil quer apenas se desligar do circuito por alguns dias antes de calçar os tênis de grama.

O tenista confirmou que retorna ao Brasil para passar uma semana ao lado da família e recarregar as energias. Na sequência, Fonseca inicia sua preparação para a curta temporada de grama europeia, onde já está oficialmente confirmado na chave principal do prestigiado ATP 500 de Halle, na Alemanha.

“Gosto de jogar na grama, sempre me diverti. Infelizmente é uma parte curta da temporada, mas estou animado para recomeçar. Essas experiências me mostram que posso jogar com esses caras e acreditar até o final. Estamos fazendo um bom caminho”

— João Fonseca, finalizando sobre os próximos passos da temporada.

João Fonseca perde para Jakub Mensik e é eliminado nas quartas de Roland Garros 2026

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A trajetória mágica de João Fonseca no saibro francês chegou ao fim nesta terça-feira (02/06). No aguardado duelo que colocou frente a frente os dois maiores expoentes da nova geração do tênis mundial, o carioca de 19 anos foi superado pelo tcheco Jakub Mensik (atual 27º do ranking) por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (7-3), após 2h44 de uma partida eletrizante.

Apesar da eliminação, Fonseca deixa Paris com o status de ídolo consolidado. Ele registrou a melhor campanha de sua jovem carreira em torneios de Grand Slam. Ao despachar nomes como Luka Pavlovic, Dino Prizmic, Novak Djokovic e Casper Ruud, Fonseca quebrou um jejum incômodo: tornou-se o primeiro tenista do Brasil a alcançar as quartas de final de simples masculino em Roland Garros desde Gustavo Kuerten, na inesquecível edição de 2004.

A dinâmica do jogo: teto fechado e domínio tcheco

A chuva intermitente na capital francesa forçou a organização a fechar o teto retrátil da quadra. As condições indoor (mais rápidas) caíram como uma luva para o estilo de jogo de Mensik, que usou seu saque pesado como a principal arma tática da partida.

  • 1º e 2º Sets: O tcheco foi implacável. Jogando rente à linha de fundo e golpeando a bola na subida, ele ditou o ritmo e não enfrentou um único break-point nas duas primeiras parciais. Fonseca, por outro lado, sofreu com oscilações. No primeiro set, três erros de forehand custaram a quebra. No segundo, o brasileiro chegou a abrir 40-0 no quinto game, mas cometeu uma dupla falta, sofreu a virada, acumulou erros em voleios e smashes, e viu Mensik abrir 2 a 0 no placar geral.

Coração brasileiro e o drama do terceiro set

A terceira parcial foi um teste de sobrevivência física e mental. Demonstando desgaste, Mensik cedeu a primeira quebra do jogo a Fonseca após cometer três duplas faltas no mesmo game.

O brasileiro chegou a sacar para fechar o set em 5/3, teve um set-point nas mãos, mas acabou desperdiçando a chance e viu o tcheco devolver a quebra. A partir daí, a tensão tomou conta de Paris. No 6/5 para Mensik, Fonseca mostrou o peso da sua camisa e salvou impressionantes seis match-points sob uma pressão absurda, forçando o tie-break.

No desempate, contudo, o saque profundo e a solidez de Mensik voltaram a funcionar, garantindo ao tcheco a vitória por 7-3 e a vaga inédita nas semifinais.

O futuro: ranking e próximos passos

A campanha histórica na França renderá frutos imediatos para a carreira dos dois garotos na próxima atualização do ranking da ATP.

Atleta Resultado em Paris Posição projetada (ATP) Próximo passo
João Fonseca (BRA) Quartas de final 25º lugar
(Apenas 1 abaixo de seu recorde)
Temporada de Grama
Jakub Mensik (CZE) Semifinal (Inédito) 16º lugar Enfrenta Alexander Zverev

O Caminho de Mensik: Para tentar chegar à final, o tcheco terá que passar pelo alemão Alexander Zverev (número 3 do mundo), que mais cedo derrotou o espanhol Rafael Jodar em sets diretos.

Zverev liquida sensação espanhola e espera por João Fonseca ou Mensik

Ex-nº 1 Yevgeny Kafelnikov projeta audiência recorde para Andreeva x Kostyuk

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Se o clima no vestiário feminino da WTA já estava sob forte vigilância por conta da recente polêmica envolvendo o boné da treinadora de Marta Kostyuk, uma lenda do tênis masculino resolveu jogar mais combustível no cenário. O ex-número 1 do mundo, o russo Yevgeny Kafelnikov, foi às redes sociais para projetar o explosivo confronto de semifinal de Roland Garros entre a russa Mirra Andreeva e a ucraniana Marta Kostyuk.

Em sua conta oficial, o campeão de Paris de 1996 admitiu que errou em previsões anteriores e cravou que o embate da próxima quinta-feira parará o mundo do esporte:

“Eu estava errado, tenho que admitir!! O melhor jogo em termos de audiência de TV deste ano em @rolandgarros será Andreeva contra uma das ucranianas por vários motivos”

— Yevgeny Kafelnikov, ex-tenista russo, deixando os “motivos” subentendidos.

Embora Kafelnikov não tenha listado as razões explicitamente, o mundo do tênis sabe exatamente ao que ele se refere. Kostyuk é uma das atletas mais vocais do circuito em relação à invasão da Ucrânia. A tenista de 23 anos critica abertamente as jogadoras russas e belarussas que não se posicionam publicamente contra a guerra e, por uma questão de princípio, recusa-se terminantemente a cumprimentá-las na rede após o término das partidas.

O reencontro entre as duas promete faíscas extras: Kostyuk venceu Andreeva duas vezes nesta temporada (em Brisbane e na grande final do WTA 1000 de Madri), mas a russa chega sedenta por revanche no saibro.

Andreeva x Kostyuk

Atributo Mirra Andreeva Marta Kostyuk
País Rússia Ucrânia
Idade 19 anos 23 anos
Status em Grand Slams 2ª semifinal de Roland Garros (repetindo 2024) 1ª semifinal de Grand Slam da carreira
Confrontos diretos em 2026 0 vitórias 2 vitórias (Brisbane e Madri)

Histórico

Além de todo o drama que envolve as bandeiras de cada atleta, o jogo vale a vida na temporada de 2026:

  • Mirra Andreeva (19 anos): joga a sua segunda semifinal no Aberto da França (repetindo o feito de 2024) e tenta alcançar a sua primeira final de Grand Slam na carreira, vindo embalada por um atropelo relâmpago sobre Sorana Cirstea nas quartas.
  • Marta Kostyuk (23 anos): vive o melhor momento da vida. Após derrubar a compatriota Elina Svitolina, ela se tornou a primeira ucraniana nas meias-finais de Roland Garros na Era Aberta e joga sua primeira semifinal de Major.

Boné de treinadora de Kostyuk vira polêmica com Sabalenka

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Os bastidores de Roland Garros foram sacudidos por uma polêmica extracampo daquelas que a internet não deixa passar batida. Olhos mais atentos no torneio flagraram a técnica polonesa Sandra Zaniewska utilizando um boné da marca IM8 durante os treinos e entrevistas coletivas na capital francesa.

O motivo do barulho? A marca de suplementos e bem-estar — fundada pela lenda do futebol David Beckham — tem como uma de suas principais embaixadoras globais e acionistas ninguém menos que a bielorrussa Aryna Sabalenka, desafeta declarada de sua pupila, Marta Kostyuk.

Panorama da crise

Personagem País Envolvimento na polêmica
Marta Kostyuk Ucrânia Pupila de Zaniewska. Voz ativa contra atletas russos/belarussos e rival de Sabalenka.
Sandra Zaniewska Polônia Técnica de Kostyuk. Flagrada usando o boné da marca associada à rival de sua jogadora.
Aryna Sabalenka Belatrus Estrela do circuito, acionista e embaixadora global da marca de suplementos IM8.

O peso da geopolítica no circuito feminino

Para entender o tamanho do desconforto, é preciso lembrar o contexto: desde o início do conflito na Ucrânia, Kostyuk é uma das vozes mais ativas e críticas contra atletas russos e belarussos, contestando o posicionamento político e patrocínios de suas rivais. A ucraniana, inclusive, mantém a postura rígida de não cumprimentar Sabalenka na rede após os confrontos.

Ver a própria mentora promovendo, ainda que involuntariamente, uma marca intimamente ligada à sua maior rival gerou uma enxurrada de cobranças por parte dos fãs nas redes sociais. Vale lembrar que Zaniewska comanda Kostyuk desde junho de 2023, sendo a mente tática por trás do título do WTA 1000 de Madri e da ascensão da ucraniana ao topo do tênis.

O drama da Guerra

Apesar do ruído provocado pelo boné, a relação entre técnica e atleta segue blindada pelo lado humano. Em entrevista recente à organização do torneio, Zaniewska revelou a complexidade de gerenciar a saúde mental de Kostyuk, que chegou a receber notícias de bombardeios perto de sua casa em Kiev durante a competição.

“Eu sempre digo que não sinto na pele o que ela está passando. Não estou ali para dar conselhos ou fingir que entendo perfeitamente. Meu papel é estar ao lado dela e mostrar meu apoio. Eu tento fazê-la rir um pouco, aliviar o ambiente e distraí-la das notícias terríveis que vêm de seu país.”

— Sandra Zaniewska, técnica de Kostyuk.

Semifinal contra Andreeva e possível final diante de Sabalenka

Alheia às discussões de internet, Marta Kostyuk segue focada em fazer história no saibro. Classificada para a sua primeira semifinal de Grand Slam na carreira, a ucraniana enfrentará a jovem russa Mirra Andreeva por uma vaga na grande final.

Curiosamente, o destino pode preparar um desfecho cinematográfico em Paris: Sabalenka lidera a parte de baixo da chave e caminha a passos firmes. Caso ambas confirmem o favoritismo em suas respectivas semifinais, a grande final de Roland Garros terá contornos de pura eletricidade dentro e fora das quadras.

Diretora de Roland Garros rebate revolta após queda de Sinner: “Não sei explicar”

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A atual edição de Roland Garros vem se consolidando como uma das mais imprevisíveis e caóticas da história recente do tênis. Em meio a uma verdadeira avalanche de surpresas — que já incluiu as eliminações precoces de gigantes como Novak Djokovic, Iga Swiatek e Coco Gauff —, nenhum resultado ecoou tão forte quanto a queda inacreditável do líder do ranking mundial, Jannik Sinner, ainda na segunda rodada.

Apontado como o franco favorito ao título, o italiano viu seu corpo colapsar no saibro. O rumo da história, contudo, parece ter sido diretamente afetado pelo clima hostil e por uma decisão controversa da organização do Grand Slam.

Do quase triunfo à eliminação precoce

Sinner desembarcou em Paris carregando uma bagagem impressionante de 30 vitórias consecutivas e cinco títulos de Masters 1000. Na partida contra o argentino Juan Manuel Cerúndolo, tudo indicava que o roteiro vitorioso se repetiria: o italiano vencia por 2 sets a 0 e liderava a terceira parcial por 5/2, com o saque na mão para fechar o jogo.

Foi ali que o físico cobrou a conta. Sofrendo um dos maiores apagões da história recente do torneio, Sinner parou em quadra e assistiu à reação heroica de Cerúndolo. Após o confronto, o número 1 do mundo revelou que o problema foi muito além da tática:

“O desgaste de semanas exaustivas de jogos teve um impacto direto no meu corpo. Além disso, dormi muito mal na noite anterior. Senti fortes tonturas e uma perda completa de energia, o que me deixou sem forças para reagir no quarto e quinto sets.”

— Jannik Sinner, explicando o colapso físico.

A lenda do tênis francês Henri Leconte endossou o argumento. Para o ex-jogador, o italiano simplesmente “jogou demais” nos meses anteriores, e a fadiga acumulada estourou de forma implacável sob o sol de Paris.

Raio-X de Jannik Sinner em 2026

Métrica / Status Detalhes do Atleta
Ranking na ATP Número 1 do mundo (Garantido pós-torneio)
Sequência antes de Paris 30 vitórias consecutivas
Títulos na Temporada 5 troféus de Masters 1000
Desfecho em Roland Garros Eliminado na 2ª rodada por J. M. Cerúndolo

Torcedores revoltados com o horário

A grande polêmica da rodada girou em torno do relógio. A organização do torneio optou por agendar a partida de Sinner na quadra central exatamente às 12h (horário local). Naquele dia, a capital francesa enfrentava uma onda de calor sufocante, com os termômetros ultrapassando a marca dos 30 °C.

Como Sinner possui um histórico conhecido de dificuldades para atuar sob calor extremo, a escolha do horário foi vista inicialmente como uma estratégia para protegê-lo do pico de temperatura do fim da tarde. Contudo, o tiro saiu pela culatra e a torcida não poupou críticas nas redes sociais.

Amélie Mauresmo se esquiva das críticas

Pressionada pelos protestos dos fãs e analistas, a diretora de Roland Garros, Amélie Mauresmo, evitou assumir a responsabilidade pelas decisões de bastidores.

“Eu nunca comento sobre pedidos de TVs ou de jogadores. Os atletas são livres para expressar suas opiniões e desejos. Nós, como torneio, não vamos falar sobre isso. Não sei dar uma explicação de como ou por que o jogo foi às 12h. Parecia bom para todo mundo na hora.”

— Amélie Mauresmo, diretora do torneio.

Apesar do mal-estar com o staff do italiano, Mauresmo preferiu focar no lado comercial e no espetáculo, definindo a edição de 2026 como “surpreendente e emocionante”.

Roland Garros 2026 terá um campeão inédito

Com a ausência de Carlos Alcaraz (afastado por lesão) e a queda precoce de Jannik Sinner, o público parisiense terá a certeza de ver um campeão inédito erguer a mítica Taça dos Mosqueteiros, quebrando de vez a hegemonia recente da dupla no circuito.

Mesmo com o tropeço amargo na segunda rodada, Sinner respirará aliviado no topo da ATP: ele permanece garantido no posto de número 1 do mundo no fechamento do torneio, embora a pressão pela liderança prometa incendiar a temporada de grama que se aproxima.

Zverev liquida sensação espanhola e espera por João Fonseca ou Mensik

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A chave masculina de Roland Garros conheceu seu primeiro semifinalista nesta terça-feira (02). Ratificando a condição de principal favorito ao título após a precoce eliminação do número 1 do mundo, Jannik Sinner, o alemão Alexander Zverev elevou o nível do seu tênis para derrotar o espanhol Rafael Jodar por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-3), 6/1 e 6/3, em 2h25 de confronto.

Aos 29 anos, o experiente tenista de Hamburgo mantém uma relação de extrema consistência com o saibro parisiense. Vice-campeão em 2024 (quando caiu diante de Carlos Alcaraz), Zverev alcança a penúltima rodada em Paris pela quinta vez (2021, 2022, 2023, 2024 e agora 2026) em onze participações na chave principal.

Início lento e teto fechado

Por conta da persistente chuva que castigou Paris, a partida foi disputada com o teto retrátil da quadra Philippe Chatrier fechado. As condições de jogo ficaram mais velozes, o que inicialmente favoreceu o ritmo intenso de Jodar, de apenas 19 anos e atual 29º do mundo.

O jovem espanhol chegou a conquistar uma quebra no sexto game e sacou para fechar o primeiro set em 5/3. Foi aí que a experiência de Zverev pesou: o alemão devolveu a quebra de zero e, no tie-break, foi impecável com o serviço para largar na frente.

A partir desse momento, o confronto virou um monólogo. Embalado, o cabeça de chave 2 atropelou na segunda parcial por 6/1 e abriu o terceiro set com mais uma quebra cirúrgica, administrando a vantagem até fechar o jogo com uma belíssima passada de forehand na paralela.

Estatísticas do jogo entre Zverev x Jodar

A postura ultra-agressiva do alemão sufocou a defesa do espanhol. Zverev comandou os pontos na rede e aproveitou as chances de quebra com muita frieza.

Estatística do jogo Alexander Zverev Rafael Jodar
Aces 7 0
Bolas vencedoras (winners) 35 22
Erros não forçados 35 29
Aproveitamento na rede 73% (pontos vencidos)
Break-points convertidos 5 de 11 1

Sete semifinais na temporada

O triunfo consolida a temporada espetacular de Zverev. Com o resultado em Paris, ele alcança a sua sétima semifinal no ano de 2026 (já tendo chegado nesta fase no Australian Open, Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Madri). Com isso, ele supera a marca de Jannik Sinner, que ostenta seis semifinais na temporada.

Agora, o alemão aguarda descansado o desfecho do jogo que encerra a programação desta terça-feira entre o brasileiro João Fonseca e o tcheco Jakub Mensik para conhecer seu adversário na briga por uma vaga na grande final.

Retrospecto Favorável: Independentemente de quem avançar, Zverev terá a vantagem psicológica no saibro: ele derrotou o carioca João Fonseca nas quartas de final de Monte Carlo e bateu Jakub Mensik logo na sequência no torneio de Madri nesta temporada.

Saiba quanto custa o uniforme On de João Fonseca em Roland Garros

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O sucesso de João Fonseca em Roland Garros vai muito além das suas vitórias impactantes. O brasileiro de 19 anos também se consolidou como um ícone de estilo no circuito mundial. Em Paris, Fonseca chamou a atenção ao entrar em quadra com o novíssimo conjunto da marca suíça On, combinando alta performance e um design premium.

Para os fãs brasileiros que desejam replicar o visual do tenista, o kit completo na cor Nebula-White já desembarcou no mercado nacional pelo valor total de R$ 998,00.

O visual “Nebula | White”: peças e preços

Imagens retiradas do site oficial da On, onde os produtos são comercializados. Foto: Reprodução/On

O conjunto traz uma estampa moderna em degradê, fortemente inspirada no estilo ousado do americano Ben Shelton (outra estrela da marca). Mais do que beleza, as peças entregam o que há de mais avançado em engenharia têxtil esportiva:

Peça Preço Tecnologia e diferenciais
Camiseta
(Court-T Fade)
R$ 549 Tecnologia DryTec: tecido ultrarrespirável de secagem rápida que mantém o atleta seco mesmo sob alta intensidade.
Short
(7″ Court Shorts Fade)
R$ 449 Perfurações estratégicas feitas a laser, garantindo ventilação máxima e total liberdade de movimento para os deslizes no saibro.

O “efeito Roger Federer” e a ascensão da On

A presença da marca On no topo do tênis mundial faz parte de uma estratégia genial de bastidores. Fundada na Suíça em 2010 com foco no mercado de corrida — famosa pelo amortecimento patenteado CloudTec (as solas em formato de “nuvenzinhas”) —, a empresa mudou de patamar em 2019.

A grande virada de chave aconteceu quando a lenda Roger Federer se juntou à marca. O “Maestro” não entrou apenas como embaixador, mas como investidor financeiro e designer ativo da linha de tênis e roupas de alta performance.

Sob a chancela e o nível de exigência de Federer, a On expandiu seus tentáculos para o tênis e passou a vestir a fina flor da nova geração e do topo do ranking, incluindo:

  • Iga Świątek (Número 1 do mundo)
  • Ben Shelton (Estrela do tênis americano)
  • João Fonseca (A maior promessa do tênis brasileiro)

Ao unir a precisão suíça ao talento desses atletas, a On se consolidou como uma das marcas esportivas mais desejadas e exclusivas da atualidade.

Rumo ao título! Luísa Stefani e Dabrowski avançam à semifinal de Roland Garros

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Apontadas desde o início do torneio como fortes candidatas ao troféu, Luísa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski confirmaram o excelente momento no circuito. Em partida válida pelas quartas de final nesta terça-feira, a parceria superou a fortíssima e experiente dupla formada pelas veteranas Laura Siegemund (ALE) e Vera Zvonareva (RUS) por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/4.

O confronto foi um verdadeiro espetáculo tático e técnico junto à rede, com direito a lances geniais. Em um dos momentos mais plásticos do jogo, Stefani levantou a torcida ao conseguir uma defesa espetacular utilizando um grand-willy (batida de costas, por entre as pernas).

A diferença crucial para a vitória da brasileira e da canadense foi a alta qualidade nas devoluções e nas bolas passadas, sufocando o saque colocado das adversárias. No segundo set, Siegemund e Zvonareva ainda demonstraram enorme resiliência ao salvarem três match-points no décimo game, mas cederam à pressão no serviço decisivo de Siegemund.

Luísa Stefani em Grand Slams

Aos 28 anos, a paulistana alcança uma marca formidável: esta é a sua quarta semifinal de Grand Slam nas duplas femininas, sendo a primeira da carreira fora das quadras duras.

Torneio Ano Parceira Resultado
US Open 2021 Gabriela Dabrowski Semifinal
US Open 2023 Jennifer Brady (EUA) Semifinal
Australian Open 2026 Gabriela Dabrowski Semifinal
Roland Garros 2026 Gabriela Dabrowski Semifinal (Em andamento)

Nota: Vale lembrar que Luísa já possui um título de Grand Slam em seu currículo, conquistado nas duplas mistas do Australian Open de 2023, ao lado do gaúcho Rafael Matos.

Caça às lendas: o peso da história

Com a campanha, Stefani tenta quebrar um longo jejum nacional no saibro de Paris. Na história do tennis brasileiro, apenas duas mulheres alcançaram a final de um Major em duplas femininas:

  • Maria Esther Bueno: A maior de todos os tempos jogou 16 finais de Slam na categoria (faturou 11 títulos e 5 vices). Ela foi a última brasileira a decidir Roland Garros nas duplas, sendo campeã em 1960 e vice em 1961.
  • Beatriz Haddad Maia: Alcançou a grande final do Australian Open na temporada de 2022.

Recorde pessoal no ranking

O sucesso em Roland Garros mexe diretamente com as posições da elite mundial. Com os pontos somados até aqui, Luísa Stefani assume provisoriamente o 5º lugar do mundo no ranking individual de duplas.

Sua posição final ainda depende dos resultados de Aleksandra Krunic e Anna Danilina na chave. Porém, mesmo no pior cenário matemático, a paulistana sairá de Paris na 7ª colocação geral — superando de vez o 9º lugar (sua melhor marca anterior) e cravando o melhor ranking da carreira. Dabrowski, por sua vez, retornará ao posto de número 3 do mundo.

Próximo Desafio: Para chegar à tão sonhada final, Stefani e Dabrowski terão de desbancar a melhor parceria da atualidade. Elas enfrentam a tcheca Katerina Siniakova (tricampeã de Roland Garros) e a norte-americana Taylor Townsend.