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Mboko se machuca, desiste e encerra dupla com Serena em Queen’s

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🤕 RESUMO DA NOTÍCIA
  • Desistência por lesão: A jovem canadense Victoria Mboko, número 9 do mundo, escorregou na grama, sentiu o joelho esquerdo e abandonou o duelo contra Karolina Pliskova.
  • Serena fora das duplas: O problema físico forçou a retirada imediata da badalada parceria de gerações entre Mboko e Serena Williams da chave de duplas.
  • Próximos passos: Enquanto Pliskova avança às quartas de final em Queen’s, Serena mantém seu planejamento e jogará o torneio de Berlim na próxima semana.

A mística temporada de grama cobra um preço alto pelo seu charme, e a imprevisibilidade do piso escorregadio fez mais uma vítima de peso. A canadense Victoria Mboko, atual número 9 do mundo, deu adeus ao WTA 500 de Queen’s de forma melancólica. Enfrentando a ex-líder do ranking Karolina Pliskova, a jovem sentiu o joelho esquerdo após um escorregão no oitavo game do segundo set.

Mboko ainda tentou receber atendimento médico em quadra, mas as dores falaram mais alto. No momento da desistência, após 1h11 de partida, Pliskova vencia por 6/2 e 4/3, carimbando sua vaga nas quartas de final.

Fim da linha para a dupla com Serena Williams

O abandono de Mboko reverberou imediatamente nos bastidores do torneio de duplas. Apenas um dia após chocar o mundo com uma vitória categórica na estreia, a parceria de gerações entre Mboko (19 anos) e Serena Williams (44 anos) foi forçada a se retirar da competição.

As duas enfrentariam na sequência a alemã Laura Siegemund e a canadense Leylah Fernandez pelas quartas de final. Apesar do imprevisto físico da parceira, o cronograma de retorno de Serena segue de pé: na semana que vem, a dona de 23 Grand Slams jogará o WTA 500 de Berlim ao lado da tcheca Karolina Muchova.

Pliskova busca o renascimento na grama

Pelo lado de Karolina Pliskova, o triunfo amargo serve para dar mais quilometragem e confiança a uma jogadora que sabe muito bem o caminho das pedras na grama. Ex-número 1 do mundo e atual 106ª colocada do ranking, a tcheca de 34 anos tenta recuperar o terreno perdido na WTA após passar por uma sequência severa de lesões nas últimas temporadas.

Vice-campeã de Wimbledon em 2021 (onde travou uma batalha histórica contra Ash Barty), Pliskova faz sua estreia absoluta no torneio de Queen’s focando justamente na transição de ritmo para o grand slam britânico.

Nas quartas de final em Londres, a experiente tcheca aguarda a compatriota Marie Bouzkova, que mais cedo despachou a croata Donna Vekic, em sets diretos, parciais de 6/0 e 6/3.

Além de Pliskova, a chave de Queen’s já conheceu outras duas quadrifinalistas nesta quarta-feira: as norte-americanas Amanda Anisimova e Iva Jovic confirmaram o favoritismo em seus jogos e vão se enfrentar por uma vaga nas semifinais.

Stefani e Dabrowski atropelam em Queen’s e vão às quartas na grama

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🟢 RESUMO DA NOTÍCIA
  • Estreia firme: Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski confirmaram o status de segundas favoritas ao título e venceram Miyu Kato e Liudmila Samsonova por 2 sets a 0.
  • Ritmo acelerado: A paulista e a canadense precisaram de apenas 65 minutos para liquidar a partida, mostrando grande adaptação ao quique baixo da bola na grama.
  • Próximo passo: Garantidas nas quartas de final, elas enfrentam a dupla norte-americana formada por Iva Jovic e McCartney Kessler, de olho em uma possível semifinal contra Serena Williams.

A curta e charmosa temporada de grama europeia começou da melhor maneira possível para a paulista Luísa Stefani e sua parceira canadense Gabriela Dabrowski. Atuando em Londres pelo WTA 500 de Queen’s, a parceria — que entra no torneio como a segunda principal favorita ao título — não tomou conhecimento da dupla formada pela japonesa Miyu Kato e pela russa Liudmila Samsonova, fechando o jogo em rápidos 6/3 e 6/2, em apenas 65 minutos de partida.

Demonstrando excelente adaptação à velocidade e ao quique baixo da bola na grama, a brasileira e a canadense impuseram uma intensidade alta desde os primeiros ralis, sem dar chances para as adversárias encontrarem ritmo de jogo.

O filme do jogo: domínio absoluto nos dois sets

O entrosamento da dupla fez a diferença logo no início do primeiro set. Stefani e Dabrowski pressionaram o serviço das rivais e conquistaram a primeira quebra de saque já no quarto game, abrindo uma vantagem confortável. No game seguinte, a paulista e a canadense precisaram salvar um break-point perigoso, mas administraram a liderança com autoridade até fechar a parcial em 6/3.

Na segunda parcial, Luísa e Gabi mantiveram o pé no acelerador. Após perderem três chances de quebra logo no game de abertura, elas mantiveram a postura agressiva e anotaram dois breaks seguidos no terceiro e no quinto game, abrindo um incontestável 5/1. Com a vitória nas mãos, bastou confirmar o saque no sétimo game para liquidar a fatura sem sustos.

Quartas de final definidas e Serena Williams no horizonte

Com a vaga garantida nas quartas de final em Londres, Stefani e Dabrowski já conhecem as suas próximas adversárias. Elas medirão forças contra a parceria norte-americana formada pela jovem promessa Iva Jovic e por McCartney Kessler, que surpreenderam na estreia ao eliminarem Lyudmyla Kychenok e Desirae Krawczyk por 6/1 e 6/4.

Se mantiverem o favoritismo e avançarem mais uma rodada, a brasileira e a canadense podem protagonizar um dos jogos mais badalados do ano na chave de duplas: um eventual confronto nas semifinais contra a lenda norte-americana Serena Williams, que retornou após quase 4 anos de aposentadoria.

Nick Kyrgios detalha rotina de cirurgias e projeta duelo contra Ben Shelton em Stuttgart

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🎙️ RESUMO DA NOTÍCIA
  • Desabafo sincero: O australiano revelou que o carinho do público foi o fator decisivo para não abandonar o esporte após passar por um longo calvário médico.
  • Histórico pesado: Kyrgios detalhou que passou por cinco cirurgias complexas nos últimos anos, incluindo quatro intervenções no joelho e uma reconstrução no punho.
  • Projeção do torneio: Caso passe pela segunda rodada, o tenista pode cruzar o caminho do norte-americano Ben Shelton em um duelo de saques poderosos.

A vitória protocolar de Nick Kyrgios sobre Corentin Moutet na grama do ATP 250 de Stuttgart ganhou contornos dramáticos na entrevista coletiva do australiano. Afastado das grandes decisões desde o fim de 2022 — tendo disputado apenas seis partidas nas últimas três temporadas —, o ex-número 13 do mundo abriu o coração sobre as dores físicas e psicológicas que quase o fizeram pendurar a raquete precocemente.

Atualmente sem posição no ranking da ATP, Kyrgios não escondeu que o carinho recebido pelo público alemão foi o combustível necessário para esquecer o fantasma da aposentadoria.

“É muito emocionante, para ser sincero. Passei por muitas cirurgias, voltar aqui e sentir esse apoio… Estou muito feliz por estar de volta e jogando tênis em alto nível. Trabalhei muito no meu corpo. Muitas vezes pensei: ‘por que ainda estou jogando? O que mais preciso fazer?’. É porque vejo as pessoas, é por isso que continuo.”

— Nick Kyrgios, em desabafo sincero após a estreia.

Cirurgias no punho e no joelho

Para entender o tamanho do feito de Kyrgios em Stuttgart, é preciso olhar para o histórico médico recente do atleta. O tenista explicou que o processo de recuperação foi muito além de uma simples fisioterapia preventiva:

  • Punho direito: passou por uma reconstrução cirúrgica completa e complexa.
  • Joelho esquerdo: enfrentou quatro cirurgias diferentes para tentar estabilizar a articulação.
  • Ritmo de jogo: em 2026, sua única aparição em simples havia sido a eliminação precoce no ATP de Brisbane, em janeiro.

Apesar do esforço, o australiano prefere manter a cautela sobre o futuro de suas condições físicas: “Não sei se me sinto confiante, vamos ver como me sinto amanhã”, ponderou.

Elogios a Moutet e a inspiração em Roger Federer

Sempre carismático, Kyrgios fez questão de elogiar seu adversário de estreia, Corentin Moutet, classificando-o como um amigo próximo. “Moutet é um dos personagens do circuito que devemos acolher. Ele sempre nos diverte; não vem apenas para jogar”, destacou.

Ao projetar a sequência da gira europeia, o australiano reforçou sua conexão quase espiritual com as quadras de grama, relembrando as maiores referências do piso mais tradicional do esporte:

  • Tradição: “O tênis começou aqui. Na Austrália, crescemos com ela e me sinto confortável”.
  • As inspirações: “Penso em Roger Federer quando penso nesta superfície. Novak Djokovic também teve muito sucesso aqui”.

Rota de colisão com Ben Shelton

Convidado da organização do BOSS Open, Kyrgios foca agora no seu próximo compromisso na segunda rodada diante do japonês Sho Shimabukuro, tenista vindo do qualifying. Será o primeiro confronto direto entre os dois no circuito profissional.

Caso confirme o favoritismo diante do nipônico e avance às quartas de final, Nick Kyrgios tem tudo para protagonizar um dos jogos mais eletrizantes e aguardados do torneio contra o norte-americano Ben Shelton, atual cabeça de chave número 1 em Stuttgart.

Roland Garros 2026 encerra com recado claro: o tênis joga em quadra

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O saibro de Paris baixou as cortinas em 2026 deixando três narrativas que vão marcar a temporada. O título inédito de Alexander Zverev no masculino, a afirmação precoce de Mirra Andreeva no feminino e a campanha que recolocou o Brasil no mapa dos Grand Slams com João Fonseca. Entre as três, uma pergunta atravessou a cobertura: até onde a vida fora de quadra deve interferir na avaliação do que acontece dentro dela?

A posição deste site é simples e não muda com o placar: é preciso separar vida pessoal de vida profissional. No esporte de alto rendimento, o critério para avaliar um atleta é o desempenho esportivo, os títulos conquistados, a conduta dentro das regras da ITF e da ATP/WTA. Fora disso, entra o campo jurídico e individual de cada pessoa.

Zverev campeão: mérito esportivo sem atalho

Alexander Zverev venceu Roland Garros na quarta final de Grand Slam da carreira e quebrou o tabu que o acompanhava desde 2020. O alemão superou a pressão, venceu rivais de peso e conquistou o primeiro Major aos 29 anos.

É sobre esse feito que o tênis deve falar. As acusações que pesavam sobre Zverev foram retiradas e ele não foi condenado em nenhum processo. Não cabe à cobertura esportiva julgar o que a Justiça arquivou. Cabe registrar o resultado, a evolução tática e o impacto que o título tem na disputa com Sinner e Alcaraz pelo topo do ranking. Confundir as esferas é abrir mão do critério esportivo e transformar o esporte em tribunal.

Mirra Andreeva: a nova régua aos 19 anos

Do lado feminino, Mirra Andreeva confirmou o que a temporada vinha apontando. Jogo completo, frieza em momentos decisivos e a capacidade de sustentar nível alto em melhor de três sets. O título em Paris não é surpresa para quem acompanha o circuito desde 2024. É a coroação de um processo de amadurecimento acelerado.

Andreeva representa a geração que cresceu sem a divisão entre “era pós-Big 3”. Ela entra direto na disputa pelo número 1, sem pedir licença. O tênis feminino ganha competitividade e o público ganha uma rivalidade em formação.

João Fonseca: o Brasil volta a acreditar

A campanha de João Fonseca em Roland Garros recolocou o Brasil na conversa grande. Avançar nas rodadas iniciais, competir de igual para igual com jogadores do top 20 e mostrar consistência no saibro europeu são sinais de que a transição para o circuito profissional está no caminho certo.

O recado é para o público e para a imprensa: sustentar a expectativa sem queimar etapas. Fonseca tem 19 anos, ranking em ascensão e uma equipe que tem optado por calendário conservador. O papel da cobertura é acompanhar a evolução com dados, contexto e paciência. Hype não ganha partida. Trabalho ganha.

Por que separar as esferas importa?

Quando o esporte mistura julgamento moral com resultado esportivo, perde-se a referência. Se um atleta cumpre as regras da competição e está apto juridicamente a jogar, ele deve ser avaliado pelo que faz em quadra.

Isso não significa blindar condutas fora de quadra. Significa respeitar a divisão de papéis: Justiça julga fatos, federações aplicam regulamentos, imprensa apura e analisa desempenho. Trocar essa ordem é caminho para linchamento e para relativização de títulos.

Roland Garros 2026 termina com um campeão que enfrentou a pressão por anos e venceu, com uma campeã que acelera o relógio do circuito feminino e com um brasileiro que reacende a esperança da torcida. É disso que o tênis precisa falar. O resto fica onde deve ficar: fora da linha de base.

Após título em Roland Garros, Guto Miguel quer ser ‘o maior da história’

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🏆 RESUMO DA NOTÍCIA
  • História escrita: Aos 17 anos, Guto Miguel tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar o título juvenil de simples em Roland Garros, superando marcas de grandes nomes do país na fase de base.
  • Superação médica: O goiano revelou que quase ficou de fora do torneio devido a fortes dores no punho na semana anterior ao grand slam, precisando focar na recuperação física.
  • Pés no chão: Atual número 1 do mundo na categoria de base, o tenista destacou que a transição para o circuito profissional da ATP será feita de forma consciente e sem pular etapas.

O futuro do tênis brasileiro desembarcou em solo nacional esbanjando a mesma confiança com que dominou as quadras de Paris. Aos 17 anos, o goiano Guto Miguel escreveu seu nome na história ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o inédito título juvenil de simples em Roland Garros. Nem mesmo lendas como Gustavo Kuerten, na década de 1990, ou promessas recentes como João Fonseca alcançaram tamanha magnitude no saibro francês durante a fase juvenil.

Nesta terça-feira (9), em entrevista coletiva realizada no Iate Tênis Clube, em Brasília — local onde treina —, a joia do tênis nacional deixou claro que sua mentalidade não conhece limites modestos.

“Meu sonho é ser o número 1 do mundo, ganhar Wimbledon como profissional e tentar ser o maior da história. Eu sempre fui um menino muito apaixonado por tênis, mas acima de tudo apaixonado por ganhar. Nunca gostei de perder nem no par ou ímpar. Acho que isso me ajuda hoje em dia a ser competitivo dentro de quadra, a não aceitar a derrota.”

— Guto Miguel, campeão juvenil de Roland Garros.

Superação nos bastidores: o drama do punho

O que pouca gente sabe é que a campanha histórica em Paris quase não aconteceu. Guto revelou que enfrentou graves complicações físicas na semana que antecedeu o Grand Slam, após disputar o torneio de Milão convivendo com fortes dores.

“Na semana anterior do torneio a gente treinou muito pouco, focou muito na parte física. De quadra, eu não estava realmente conseguindo nem bater na bola de tanta dor. Saber lidar com esse tipo de situação foi um desafio muito grande e que, ao mesmo tempo, me fez mais forte durante o torneio”, relembrou o tenista, destacando o papel de sua equipe médica e técnica na superação.

Da infância leve em Goiânia ao “choque de realidade” em Brasília

Guto e seu técnico, Santos Dumont, em entrevista coletiva nesta terça-feira (9).

Durante a coletiva, Guto relembrou com carinho as suas origens em Goiânia, onde aprendeu a ver o tênis de forma leve e divertida. No entanto, a grande virada de chave rumo ao alto rendimento aconteceu aos 14 anos, quando se mudou para a capital federal para treinar com os técnicos Dumont e Kiki.

O início em Brasília exigiu abdicação e uma transformação física imediata:

  • O começo: chegou aos 14 anos fora da forma física ideal (“meio gordinho”) e com ritmo de treino de apenas uma vez por semana.
  • A rotina de elite: passou a encarar treinos diários de até sete horas, incluindo rotinas pesadas de preparação física e corridas obrigatórias ao redor do clube após as sessões de quadra.
  • Evolução técnica: consolidou a sua direita (forehand) como o seu golpe preferido e principal arma de definição, embora ressalte que segue focado em evoluir o repertório completo de jogadas.

Transição consciente para o profissional

Apesar de mirar o topo do circuito da ATP, o atual número 1 do mundo juvenil mantém os pés firmes no chão quando o assunto é o calendário de transição para o circuito profissional. A ordem nos bastidores é não queimar etapas.

“O juvenil ainda tem algumas coisas para me ensinar. A gente não pode pular etapas, é uma coisa que a gente sempre valoriza aqui”, pontuou o atleta, que já volta aos treinos nesta quinta-feira. Questionado sobre a cobrança do público, ele deu uma resposta digna de veterano: “A pressão é um privilégio. A gente treina sete horas por dia para chegar bem. Na quadra, tento jogar apenas ponto por ponto”.

Com o título de Roland Garros na bagagem, Guto lidera uma nova e promissora safra do tênis nacional. “O tênis brasileiro tem crescido bastante. Acho que nós, juvenis, estamos tendo bons resultados. Logo, logo a gente pode ter mais alguém do Brasil ali no top 100 de novo”, concluiu.

Serena Williams levanta a torcida com ponto espetacular em retorno triunfal

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🌱 O RETORNO DA RAINHA (Clique para expandir)
  • Fim do jejum: Após 1.376 dias de ausência desde sua despedida em 2022, Serena Williams retornou ao circuito com uma exibição de gala no WTA 500 de Queen’s.
  • Parceria de sucesso: Ao lado da promessa canadense Victoria Mboko, de 19 anos, Serena eliminou as cabeças de chave número 3 do torneio por 2 sets a 0.
  • Olho na história: A vitória na grama eleva as expectativas para a sequência da temporada, onde a norte-americana segue na caça ao recorde absoluto de majors.

Quem pensava que o tempo longe das quadras pesaria para Serena Williams teve que se render ao talento puro. Foram exatamente 1.376 dias desde a sua despedida no US Open de 2022 diante de Ajla Tomljanovic. Porém, nesta terça-feira (9), na quadra central do WTA 500 de Queen’s, Williams provou que a sua genialidade permanece intacta ao selar um retorno triunfal com direito a um lance que já concorre como o ponto do ano.

Demonstrando uma forma física invejável e uma leitura de jogo impecável, Serena antecipou um golpe fortíssimo das adversárias e, esbanjando reflexos ainda em dia, executou um ponto espetacular que arrancou fortes aplausos de toda a torcida britânica.

O lance do dia: a jogada serviu para inflamar a quadra central e ditar o ritmo da partida, mostrando que o instinto competitivo e a agilidade da dona de 23 títulos de Grand Slam continuam operando em níveis de elite.

Willaism e Mboko derrotam cabeças de chave

Jogando ao lado da jovem promessa canadense Victoria Mboko — de apenas 19 anos e atual número 9 do mundo de simples —, Serena orquestrou uma vitória maiúscula na estreia de duplas. A parceria de gerações não se intimidou diante das cabeças de chave número 3 do torneio, formada pela neozelandesa Erin Routliffe e pela norte-americana Nicole Melichar.

Com autoridade e agressividade nas devoluções, Serena e Mboko fecharam o confronto em 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/2) e 6/2, após 1h30 de uma intensa batalha.

De olho no recorde histórico

A vitória na grama londrina recoloca Serena Williams sob os holofotes da corrida pelos recordes mais pesados do esporte. Atual dona de 23 Majors em simples, ela está a apenas um troféu de igualar a marca absoluta da australiana Margaret Court (24).

Garantidas nas quartas de final em Queen’s, a veterana e a canadense Mboko agora aguardam a definição de suas próximas oponentes, que sairão do embate entre:

  • A dupla da canadense Leylah Fernandez com a alemã Laura Siegemund.
  • A parceria formada pela russa Alexandra Panova com a holandesa Demi Schuurs.

“Melhor que Wawrinka”: Toni Nadal analisa título de Zverev e faz previsão ousada

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🎾 RESUMO DA NOTÍCIA
  • Alívio mental: O renomado treinador espanhol avalia que a conquista em Paris vai livrar Zverev de uma antiga obsessão tática, tornando seu jogo muito mais agressivo e solto.
  • Zverev x Wawrinka: Em uma declaração contundente, Toni afirmou que considera o tenista alemão melhor e mais completo tecnicamente do que o suíço Stan Wawrinka.
  • Conselho de bastidores: O técnico relembrou uma conversa crucial que teve com Zverev na Nadal Academy em 2025, aconselhando-o a parar de trocar de técnicos e focar na parceria com o pai.

O título inédito de Alexander Zverev no saibro de Paris promete mudar o patamar técnico e psicológico do alemão no circuito. Essa é a visão de Toni Nadal, um dos treinadores mais vitoriosos da história do esporte. Em entrevista ao programa Radioestadio, da rádio espanhola Onda Cero, o técnico pontuou que a quebra do jejum em Majors transformará a postura tática do número 3 do mundo daqui para frente.

Para Toni, a pressão interna era o principal freio de mão no jogo do tenista de Hamburgo, que precisou de quatro finais para erguer seu primeiro grande troféu.

“Há muitos anos, Zverev tinha uma obsessão por ganhar um grand slam. Isso gera muita tensão. Essa vitória vai aproximá-lo de Sinner e Alcaraz e permitirá que ele jogue de forma muito mais agressiva.”

— Toni Nadal, avaliando o alívio mental do alemão.

Polêmica comparação: Zverev superior a Stan Wawrinka?

Durante a entrevista, Toni Nadal não fugiu de perguntas comparativas entre gerações e fez uma afirmação contundente ao colocar o tênis de Zverev acima do de Stan Wawrinka, suíço dono de três títulos de Grand Slam e que se aposentará do circuito profissional ao término desta temporada de 2026.

  • Stan Wawrinka: 3 títulos de Grand Slam, ex-número 3 do mundo.
  • Alexander Zverev: 1 título de Grand Slam (na 4ª tentativa), atual número 3 do mundo, campeão olímpico e duas vezes campeão do ATP Finals.

“Para mim, Zverev é um jogador melhor que Wawrinka”, assegurou o espanhol, indicando que o teto de regularidade e completude do jogo do alemão supera as grandes valências demonstradas pelo suíço em seu auge.

Bastidores: o conselho na Rafa Nadal Academy

Toni Nadal também relembrou os bastidores de um período em que trabalhou diretamente com Zverev durante uma semana de treinamentos na Rafa Nadal Academy, em 2025. Na ocasião, o treinador espanhol identificou que os problemas do alemão eram puramente comportamentais e de liderança nos vestiários.

“Eu disse a ele que precisava mudar o comportamento, que não deveria ser tão negativo em quadra. Também falei que não era uma questão de ficar trocando de treinador e que ele deveria dar ao seu pai a oportunidade de ajudá-lo a conquistar um Grand Slam.”

O conselho parece ter sido cirúrgico. Após passar por trocas constantes e conturbadas de técnicos de renome no passado (como Juan Carlos Ferrero, Ivan Lendl e David Ferrer), Zverev blindou seu staff e manteve o pai, Alexander Zverev Sr., como o líder incontestável de sua equipe — parceria familiar que agora colhe o fruto mais desejado de sua trajetória.

Roddick defende Zverev de boicote na mídia: “Isso é ridículo”

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🎙️ RESUMO DA NOTÍCIA
  • Separação necessária: O campeão do US Open de 2003, Andy Roddick, criticou duramente a tendência de críticos e fãs de diminuir o nível técnico de Alexander Zverev em função de polêmicas pessoais.
  • Estatísticas de elite: Roddick exaltou os 24 títulos de simples do alemão, sua mobilidade impressionante para alguém de 1,98m e a eficiência devastadora de seu saque.
  • Perigo da bolha: O ex-número 1 alertou que o circuito não pode cair na armadilha de rotular como “lixo” qualquer jogador que não seja Carlos Alcaraz ou Jannik Sinner.

O título de Alexander Zverev em Paris continua dividindo opiniões nos bastidores do circuito, especialmente após o tenista abandonar uma entrevista exclusiva ao se irritar com perguntas sobre seu passado jurídico. No entanto, quando o assunto é estritamente o desempenho em quadra, Andy Roddick exige respeito ao retrospecto do alemão.

Em edição recente de seu podcast Served, o campeão do US Open de 2003 criticou duramente a tendência de parte da mídia e dos fãs de diminuir as conquistas de Zverev devido às polêmicas de sua vida pessoal.

“Olha, você pode não ser fã do Sascha por certos motivos ou por coisas que aconteceram fora das quadras, mas tem gente em vários podcasts falando dele como se ele não fosse um grande jogador. E isso me incomoda. Estamos falando de 24 títulos de simples. Muita animosidade que ouvimos em relação ao tênis do Zverev vem do que as pessoas pensam ou sentem sobre ele fora das quadras. Precisamos ser capazes de separar as duas coisas, compartimentá-las e ser objetivos.”

— Andy Roddick, ex-número 1 do mundo.

“Se o Zverev é ruim, todos nós fomos péssimos”

Roddick fez uma análise detalhada dos atributos físicos e estatísticos que consolidam Zverev na prateleira de cima do tênis mundial. O norte-americano relembrou o absurdo aproveitamento de saque do alemão e sua mobilidade incomum para um atleta de quase dois metros de altura (1,98m).

  • Eficiência no saque: cerca de 80% os primeiros serviços entram com velocidade média impressionante de 217 km/h.
  • Regularidade: acerta entre 75% e 100% de seus golpes de fundo na maioria das partidas.
  • Consistência de elite: classificou-se para o ATP Finals em oito das últimas nove temporadas (as únicas exceções foram por lesão) e conquistou o torneio de elite duas vezes.

“Ele tem um dos melhores backhands que já vimos. Antes dele, quando falávamos de jogadores altos, dizíamos: ‘Ele se movimenta bem para alguém tão alto’. A mobilidade dele é incrível. Dizer que ele ‘não é tão bom assim’ é ofensivo para todos os tenistas do planeta, na minha opinião. Porque, então, o que somos nós? Se esse cara não é bom, então todos nós devemos ser péssimos.”

Além da bolha de Sinner e Alcaraz

O ex-jogador também alertou para o perigo do circuito viver em uma dualidade extrema focada apenas em Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, diminuindo qualquer outro atleta que ouse desafiar a nova dinastia.

Roddick fez questão de lembrar o calvário enfrentado por Zverev após a gravíssima lesão no tornozelo sofrida contra Rafael Nadal em Roland Garros 2022, valorizando a resiliência do alemão nos vestiários da recuperação física.

“Como o Carlos e o Jannik são tão bons, eu não quero que cheguemos ao ponto de tratar qualquer um que não seja eles como lixo. Isso é ridículo. A maioria das pessoas venderia o próprio filho primogênito por uma temporada como a que ele teve. Alcaraz e Sinner provavelmente serão lendas de todos os tempos, com certeza. Mas se você ficar dizendo que Zverev não é tão bom assim, sinceramente, depois disso eu paro de levar a sério tudo o que você diz”, concluiu Roddick.

“Falta de respeito”: atual campeã de Queen’s detona organização após ficar sem convite

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🌱 TENSÃO NA GRAMA
  • Convite negado: A alemã Tatjana Maria expressou forte frustração com a direção do WTA 500 de Queen’s por não receber um convite direto para a chave principal, mesmo sendo a atual campeã do torneio.
  • Critério local: A organização, liderada por Laura Robson, optou por destinar os convites exclusivamente para atletas britânicas nesta edição.
  • Desabafo de mãe: Aos 37 anos e mãe de dois filhos, a tenista cobrou mais sensibilidade e valorização do seu esforço para se manter competitiva no topo do circuito mundial.
  • Resposta em quadra: Apesar do incômodo nos bastidores, Maria superou o qualificatório com duas vitórias e faz sua estreia oficial na chave principal nesta terça-feira.

O clima esquentou nos gramados de Londres antes mesmo da bola quicar pela chave principal. A experiente alemã Tatjana Maria (52ª WTA), de 37 anos, manifestou publicamente seu profundo descontentamento com a gestão do WTA 500 de Queen’s. O motivo do atrito foi a recusa dos organizadores em conceder a ela um convite direto para a chave principal, ignorando o fato de ela ser a atual defensora do troféu.

A jogadora revelou ter ficado em choque ao receber a notificação da ex-tenista e atual diretora do torneio, Laura Robson, informando que a organização havia decidido blindar os convites apenas para atletas britânicas.

“Com todo o respeito ao que fiz no ano passado, eu estava bastante convencida de que receberia um convite, ou pelo menos esperava recebê-lo, porque o recebi no ano passado. Não foi há cinco anos, foi literalmente no ano passado. Fiquei surpresa, claro. Eu entendo, mas é difícil aceitar. Venci minhas duas partidas [no quali] e estou no torneio, mas a questão é que eu fui a campeã e continuo sendo a atual campeã.”

— Tatjana Maria, em forte desabafo no podcast Tennis Weekly.

Maternidade e longevidade no circuito

Além do critério técnico, Maria usou o espaço para enfatizar o esforço que faz para se manter competitiva na elite do tênis mundial enquanto desempenha o papel de mãe em tempo integral. A alemã viaja o mundo acompanhada de sua família e pontuou que sua idade ou status familiar não deveriam ser vistos como um sinal de acomodação pelos diretores de torneios.

  • Idade: 37 anos.
  • Maternidade: mãe de dois filhos.
  • Rotina: competindo ativamente todas as semanas do calendário da WTA.

“Não é como se eu tivesse dado uma pausa ou que as pessoas pensassem: ‘Ela se aposentou’. NÃo, estou de volta e competindo novamente”, disparou a alemã, cobrando mais sensibilidade e reconhecimento de seus feitos recentes no circuito de grama.

Apesar do tratamento, Tatjana Maria fez valer sua superioridade técnica dentro de quadra. Ela superou a frustração, furou o qualificatório com duas vitórias contundentes e faz sua estreia oficial na chave principal nesta terça-feira (09/06), diante da grega Maria Sakkari, às 12h20 de Brasília.

Após susto em Roland Garros, Sinner passa por exames e define retorno em Wimbledon

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🏥 BOLETIM E PLANEJAMENTO
  • Alta confirmada: O número 1 do mundo deixou o hospital San Raffaele, em Milão, nesta terça-feira, após dois dias de exames detalhados.
  • Avaliação detalhada: Sinner foi submetido a um “pente-fino” de exames, incluindo uma ressonância magnética cardíaca para monitorar a saúde após o mal-estar em Paris.
  • Foco em Londres: O italiano optou por não disputar torneios preparatórios na grama, focando exclusivamente em treinamentos específicos em Monte Carlo até Wimbledon.

O líder do ranking mundial, Jannik Sinner, concluiu com sucesso a sua agenda de exames médicos após o susto na segunda rodada de Roland Garros. O tenista italiano recebeu alta do Hospital San Raffaele, em Milão, logo no início da tarde desta terça-feira (9), horário local, após passar dois dias internado para uma avaliação detalhada de sua condição física.

A internação já estava programada desde o final de semana pela equipe do atleta, que buscou entender a fundo as causas do mal-estar sofrido pelo italiano durante o confronto contra o argentino Juan Manuel Cerúndolo em Paris. Demonstrando o desejo de manter a privacidade neste momento de recuperação, Sinner optou por deixar o Pavilhão Diamante do hospital por uma saída lateral, evitando o contato com os repórteres e fotógrafos que faziam plantão no local.

Check-up completo e ressonância cardíaca

Durante o período em que esteve sob observação médica, Sinner passou por um verdadeiro “pente-fino” de exames de sangue e cardiológicos.

O grande destaque da bateria de testes foi a realização de uma ressonância magnética cardíaca, um procedimento altamente detalhado que visa monitorar as respostas do coração do atleta de alto rendimento após episódios de exaustão ou colapso em quadra.

Sem escalas: foco total na grama de Wimbledon

Livre do ambiente hospitalar, o foco do italiano agora se volta 100% para a transição de pisos no circuito. O planejamento de Sinner prevê o retorno imediato às quadras de treinamento já nesta quarta-feira (10), em Monte Carlo, principado onde o tenista mora atualmente.

Diferente de outros anos ou de rivais diretos, o número 1 do mundo tomou uma decisão estratégica quanto ao seu calendário de preparação para a grama: Sinner não disputará nenhum torneio preparatório da ATP antes de Wimbledon.

O plano da comissão técnica é priorizar o descanso e os treinos específicos em Mônaco para que ele chegue a Londres na plenitude de suas condições físicas. A chave principal do terceiro Grand Slam do ano está marcada para começar no dia 29 de junho.