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Final: Mirra Andreeva enfrenta Maja Chwalinska em Paris às 10h de Brasília

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A quadra Philippe-Chatrier será palco de uma final que nenhum especialista ousou prever no início de Roland Garros 2026. Neste sábado, a taça Suzanne-Lenglen terá um nome inédito gravado em sua base. Mirra Andreeva e Maja Chwalinska protagonizam um duelo de extremos técnicos, físicos e de histórias de vida para definir a nova rainha do saibro.

Comparativo da grande final: Andreeva x Chwalinska

Estatística / Detalhe Mirra Andreeva Maja Chwalinska
Idade 19 anos e 39 dias 24 anos
Tempo em quadra (Paris) 8h14 15h44 (quase o dobro)
Como entrou na chave Vaga direta (cabeça de chave) Vinda do qualifier
Ranking projetado (mínimo) 6ª colocada 21ª colocada (pode ser 14ª se vencer)

Mirra Andreeva: o destino de uma prodígio

Aos 19 anos e 39 dias, a atual número 8 do mundo já carrega a aura de uma veterana. Treinada pela espanhola Conchita Martinez (ex-número 2 do mundo e vice-campeã em Paris no ano 2000), Andreeva chega à final com números assustadores e uma frieza de dar inveja.

  • Passeio em quadra: A russa passou “apenas” 8h14 em quadra nos seus seis jogos em Paris, perdendo apenas um set na segunda rodada.
  • Derrubando a tensão: Na semifinal, ela lidou com maestria com a pressão geopolítica e os ataques de Marta Kostyuk, eliminando a ucraniana que vinha de impressionantes 17 vitórias seguidas no circuito.
  • A caça aos recordes: Se for campeã, Andreeva se tornará a vencedora mais jovem de Roland Garros desde Monica Seles (18 anos, em 1992), batendo também a marca sub-20 de Iga Swiatek (19 anos e 132 dias em 2020).

Com a campanha, a russa já garante a subida para o 6º lugar no ranking mundial, consolidando-se no topo da elite da WTA.

Maja Chwalinska: a cinderela polonesa (e com DNA brasileiro)

Se Andreeva fez uma caminhada cirúrgica, Maja Chwalinska precisou sangrar no saibro para chegar à final. A canhota de 24 anos superou uma depressão profunda que a paralisou em 2021, venceu uma grave lesão no joelho e precisou de três semanas insanas furando o torneio classificatório (qualifier) para chegar à decisão.

O resgate da confiança de Maja, inclusive, tem raízes no Brasil: foi conquistando o título do WTA 125 de Florianópolis, em 2024, que a polonesa reacendeu a chama para o tênis competitivo.

O “efeito Raducanu”: Esta é apenas a segunda vez na era aberta que uma jogadora vinda do quali chega à final de um Grand Slam. A única a realizar o milagre e ser campeã foi Emma Raducanu no US Open de 2021.

A “Maja mania” é justificada pelo suor: a atual número 114 do ranking passou 15h44 em quadra somando os jogos do quali e da chave principal, eliminando gigantes como Qinwen Zheng, Maria Sakkari, Anna Kalinskaya e Diana Shnaider.

Independentemente de levantar a taça, Maja saltará, no mínimo, para a 21ª posição do ranking na segunda-feira (podendo chegar a 14ª se for campeã). E o mais importante: garantiu uma bolada que encerra de vez seus perrengues financeiros. O cheque será de 1,4 milhão de euros (para a vice) ou de 2,8 milhões de euros (para a campeã).

O momento mais aguardado do saibro francês chegou. Neste sábado, o mundo conhecerá a nova campeã da chave feminina de Roland Garros 2026. Para você não perder nenhum detalhe deste confronto histórico que definirá a nova dona da taça Suzanne-Lenglen, preparamos o serviço completo da partida.

Final feminina de Roland Garros 2026

# Detalhes
Data 6 de junho, sábado
Horário 10h (horário de Brasília)
Local Quadra Philippe-Chatrier
Onde assistir ESPN (TV fechada) e Disney+ (streaming)

Sem patrocínio e sem hotel: a inacreditável realidade da finalista Maja Chwalinska em Paris

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O circuito da WTA é conhecido pelas cifras milionárias e pelos contratos pomposos de vestuário. No entanto, quem sintonizar na TV para assistir à grande final de Roland Garros neste sábado verá um cenário completamente raiz. Maja Chwalinska, a “rosa polonesa” de 24 anos que encantou o mundo ao superar a depressão profunda para brilhar no saibro, revelou que jogou o torneio inteiro usando peças de marcas variadas por um motivo simples: ela não tem patrocinador de roupas.

“Na verdade não existe nenhuma história. Eu não tenho patrocinador. Acho que essa é a história. Visto o que eu gosto.”

— Maja Chwalinska, esbanjando autenticidade ao explicar seu guarda-roupa em Paris.

O drama do hotel: socorro veio de patrocinadora de Iga Swiatek

As dificuldades financeiras de Maja refletem a dura realidade de quem joga os torneios menores da ITF e da base da WTA. Antes de Paris, a tenista acumulava US$ 864 mil em prêmios por toda a carreira. Como a premiação de Roland Garros só é paga em cheque após o término do torneio, a polonesa se viu em uma saia justa logo na primeira semana após bater a top 10 Maria Sakkari.

“Eu tive dificuldades para pagar o hotel, porque recebemos o cheque da premiação apenas depois do torneio”, confessou Maja. O sufoco nos bastidores só foi resolvido graças à intervenção da Oshee, empresa polonesa de bebidas esportivas que patrocina sua amiga de infância e ex-número 1 do mundo, Iga Swiatek. “Foi uma situação engraçada. A Oshee decidiu me ajudar com isso, o que foi ótimo. Sou muito grata”, contou.

A virada financeira: o impacto de Roland Garros

Abaixo estão os números que mostram como a campanha histórica em Paris vai transformar completamente a realidade financeira da tenista polonesa:

Cenário Financeiro Premiação Estimada
Acumulado por toda a carreira (pré-Paris) US$ 864 mil
Garantido com o Vice-campeonato 1,4 milhão de euros (Aproximadamente US$ 1,61 milhão)
Premiação em caso de Título 2,8 milhões de euros (Aproximadamente US$ 3,23 milhões)

A explosão da “Maja Mania” e o nercado comercial

Esse cenário de escassez evaporou nas últimas duas semanas. Nos bastidores, o telefone do seu empresário, Stéphane Gurov, não para de tocar. O agente revelou ao jornal L’Équipe que o mercado polonês, antes focado apenas em Swiatek, foi engolido pela “Maja Mania”.

  • Chuva de propostas: Foram mais de 20 contatos comerciais logo após as oitavas de final.
  • Foco no tênis: Marcas tentaram fechar contratos de última hora para estampar seus logos na camisa de Maja na grande final deste sábado, mas a equipe recusou.

“Dissemos que não. Este não é o momento para mudar hábitos. Mas posso confirmar que ela não vai mais precisar pagar pelas próprias roupas”, garantiu Gurov para tranquilizar os fãs sobre o futuro da atleta no circuito.

Fim do sonho em Paris: Victória Barros sofre com erros e cai na semi de Roland Garros

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A incrível jornada de Victória Barros no saibro francês chegou ao fim. Na manhã desta sexta-feira, a potiguar de 16 anos entrou em quadra buscando dar um passo além do recorde nacional na chave juvenil, mas acabou superada pela sólida chinesa Xinran Sun, atual número 2 do mundo e segunda cabeça de chave do torneio, por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3, em apenas 73 minutos de partida.

O principal calcanhar de Aquiles da brasileira na semifinal foi a falta de consistência. Nervosa com a magnitude do confronto na quadra Philippe Chatrier, a terceira favorita do torneio distribuiu muitos pontos de graça e terminou o jogo com o dobro de erros não forçados em relação à adversária, o que impediu qualquer reação duradoura.

Estatísticas do confronto:

Fundamento Técnico Victória Barros (BRA) Xinran Sun (CHN)
Placar Final 2/6, 3/6 6/2, 6/3
Erros Não Forçados 36 18
Bolas Vencedoras (Winners) 17 16
Tempo de Partida 73 minutos

O confronto: tensão inicial e domínio de base

O início da partida deu o tom do que seria o duelo. Mostrando muita rigidez nos golpes e nítida tensão pelo momento, Victória demorou a se estabilizar e assistiu Sun ditar o ritmo no fundo de quadra para abrir um indigesto 4/0. A brasileira até tentou reagir, confirmou saques e buscou uma quebra, mas encerrou a primeira parcial acumulando assustadores 21 erros não forçados (contra apenas nove da chinesa).

No segundo set, a potiguar mudou a estratégia. Buscando maiores variações de altura e peso, Victória reagiu rápido e abriu 2/0. No entanto, a qualidade no jogo de base de Xinran Sun voltou a aparecer. A chinesa virou para 3/2 e, embora a brasileira tenha empatado em 3/3, a número 2 do mundo aprofundou as bolas, variou com curtinhas milimétricas e venceu três games seguidos para liquidar o confronto. No fim, a agressividade de Victória se traduziu em apenas um winner a mais, saldo insuficiente para compensar as falhas.

Campanha histórica

Apesar do gosto amargo da eliminação na boca, o saldo de Victória Barros em Paris é amplamente positivo. Ao alcançar o top 4, ela igualou a marca lendária de Andrea “Dadá” Vieira em 1987, mantendo-se no panteão das maiores campanhas do país no Grand Slam francês ao lado de nomes como Gisele Miró (quartas em 1986) e Niege Dias (quartas em 1984).

O tabu continua: O tênis brasileiro de simples feminino juvenil nunca teve uma finalista na história de Roland Garros — a única a decidir um título em Paris foi Bia Haddad Maia, mas na chave de duplas (com os vice-campeonatos de 2012 e 2013).

A atenção da torcida brasileira agora se volta imediatamente para a chave masculina juvenil de Roland Garros, onde os compatriotas Guto Miguel e Leo Storck duelam na outra semifinal para garantir um tenista do país na grande decisão em Paris.

Victória Barros busca virada heroica, vai à semi e quebra tabu de 39 anos

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O futuro do tênis feminino brasileiro pede passagem. A potiguar Victória Barros, atual número 4 do ranking mundial juvenil, segue firme em seu grande objetivo de erguer o troféu em Paris. Na manhã desta quinta-feira, a jovem de apenas 16 anos mostrou uma força mental de veterana para buscar uma belíssima vitória de virada contra a sul-coreana Ha Eum Lee (44ª colocada), com parciais de 2/6, 6/1 e 6/4, após 2h08min de confronto.

Com o triunfo, Victória alcançou um feito gigantesco para o esporte nacional: ela igualou a marca histórica de Dadá Vieira, que foi semifinalista do juvenil em Paris na edição de 1987. Até hoje, este permanece como o maior resultado em simples de uma tenista brasileira em um Grand Slam juvenil na história.

O jogo

A partida pelas quartas de final testou os nervos da torcida brasileira desde os primeiros pontos.

  • O susto inicial: Sentindo o peso da rodada, Victória começou errática e viu a sul-coreana dominar as ações na linha de base para fechar o primeiro set por fáceis 6/2.
  • A resposta rápida: No segundo set, a brasileira mudou a postura, aumentou a intensidade de pernas e atropelou por 6/1, deixando tudo igual.
  • O drama do terceiro set: A parcial decisiva começou perigosa, com Lee conseguindo uma quebra de serviço logo nos primeiros games. Sem se abalar, Victória Barros buscou a desvantagem, equilibrou o jogo com bolas profundas e acelerou na reta final para fechar o placar em 6/4.

Semifinal contra a vice-líder

O desafio para cravar de vez o seu nome na história e superar o recorde de Dadá Vieira será gigantesco. Na próxima sexta-feira (05/06), a potiguar jogará por uma vaga inédita na grande final contra a chinesa Xinran Sun, atual número 2 do ranking mundial juvenil e segunda cabeça de chave do torneio.

O confronto promete ser um verdadeiro choque de titãs da nova geração e prender a atenção dos fãs brasileiros em Paris.

Da depressão à semifinal: a emocionante história de Maja Chwalinska em Roland Garros

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Por trás dos sorrisos radiantes e da campanha histórica na quadra Philippe Chatrier, esconde-se a extraordinária resiliência de uma atleta que um dia quis desistir de tudo. A polonesa Maja Chwalinska, surpresa absoluta das semifinais de Roland Garros, é o maior exemplo de que o esporte de alto rendimento vai muito além dos pontos marcados no placar.

Nascida em 2001, Chwalinska cresceu no tênis dividindo quadras, treinos e uma amizade íntima com ninguém menos que a ex-número 1 do mundo, Iga Swiatek. No entanto, enquanto a amiga ascendia meteoricamente ao estrelato mundial, Maja começou a carregar o peso esmagador das expectativas e da pressão do circuito. Em 2019, o diagnóstico veio de forma cruel: depressão severa.

O “medo da raquete” e o recomeço através da terapia

O ponto de ruptura aconteceu em 2021. Logo após ser eliminada na rodada de classificação de Wimbledon, Chwalinska desabafou sobre o sofrimento psicológico e anunciou uma suspensão temporária e indefinida de sua carreira profissional, confessando que havia desenvolvido um profundo “medo da raquete”.

O retorno ao circuito não foi rápido, mas foi sólido. Graças a um intenso acompanhamento psicológico e muita perseverança, a polonesa redesenhou sua relação com o esporte adotando um novo lema de vida:

“O resultado da partida não define quem eu sou.”

— Maja Chwalinska, sobre a filosofia que salvou sua carreira.

Os títulos nos torneios WTA 125 de Florianópolis (2024) e Montreux (2025) serviram como os degraus emocionais e técnicos fundamentais para preparar a atleta para o que estava por vir em Paris.

A jornada de Maja Chwalinska

Período Marco na carreira e na vida
2019 Diagnóstico de depressão severa em meio à crescente pressão do circuito profissional.
2021 Pausa por tempo indeterminado no tênis devido ao esgotamento mental e ao “medo da raquete”.
2024 – 2025 Retorno gradual e conquista dos títulos fundamentais no WTA 125 de Florianópolis e de Montreux.
2026 Campanha histórica vinda do qualifier em Roland Garros e estreia garantida no Top 50 da WTA.

A campanha de conto de fadas em Paris

A caminhada de Chwalinska nesta edição de Roland Garros é digna de roteiro de cinema. Furando o qualifier, ela empilhou vitórias maiúsculas contra tenistas de elite do circuito mundial:

  • Derrubando uma top 10: Superou a grega Maria Sakkari de virada, com parciais de 1/6, 6/3 e 6/2.
  • Silenciando a torcida: Eliminou a dona da casa, a francesa Diane Parry, por duplo 6/3.
  • Carimbando a semi: Bateu a russa Anna Kalinskaya (22ª cabeça de chave) nas quartas de final por 7/6 e 6/3.

Semi: Chwalinska x Shnaider

O próximo capítulo desta linda história de superação já tem data e hora marcadas. Maja Chwalinska enfrentará a russa Diana Shnaider — responsável pelo colapso e eliminação da número 1 Aryna Sabalenka — nesta quinta-feira, 4 de junho de 2026, às 11h30 de Brasília. Os fãs de esporte ao redor do planeta agora aguardam ansiosamente para ver se a  polonesa conseguirá carimbar sua vaga na grande final do saibro francês.

Matteo Berrettini desiste por lesão e Matteo Arnaldi avança à semifinal 2026

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O confronto que prometia parar a Itália terminou da forma mais dolorosa possível. Na tarde desta quarta-feira (03/06), Matteo Berrettini foi forçado a desistir de sua caminhada em Roland Garros devido a uma nova lesão física. Com isso, a grande história de superação do torneio ganhou mais um capítulo: Matteo Arnaldi, o atual 104º colocado do ranking da ATP, está na semifinal em Paris.

Arnaldi vencia o confronto por 7/5 e 5/2 quando o atual número 105 do mundo percebeu que não tinha mais condições de continuar lutando.

O sinal de alerta acendeu logo nos primeiros games do segundo set. Visivelmente incomodado com um problema físico, Berrettini interrompeu a partida e solicitou atendimento médico no vestiário. Ele ainda tentou demonstrar a valentia que o caracteriza: retornou à quadra Philippe-Chatrier e disputou mais alguns games.

No entanto, o ex-finalista de Wimbledon começou a mancar de forma evidente e o seu rendimento despencou. Sem conseguir se movimentar, Matteo foi ao banco, sentou-se, fez um gesto negativo com a cabeça para sua equipe e anunciou a desistência, frustrado por ver seu corpo falhar mais uma vez após uma sequência de jogos longos no saibro francês.

Arnaldi, recordista de sets entre os semifinalistas

Apesar do gosto amargo pela forma como o jogo acabou, a vaga coroa o maior guerreiro desta edição de Roland Garros. Matteo Arnaldi chegou às quartas de final carregando o impressionante status de maratonista do torneio.

  • Recorde Histórico: Arnaldi acumulou mais de 17 horas em quadra apenas nas suas quatro primeiras partidas, a maior marca registrada no tênis profissional desde que esses dados começaram a ser levantados no início da década de 90.

  • Descanso Inesperado: Vindo de uma batalha insana de 5h26min contra o norte-americano Frances Tiafoe na rodada anterior, Arnaldi esteve “apenas” duas horas em quadra nesta quarta-feira devido à desistência do rival.

Semifinal 100% italiana confirmada em Roland Garros

Com o desfecho das quartas de final, o tênis italiano já garantiu, de forma histórica, um representante na grande final masculina de Roland Garros 2026.

Na próxima sexta-feira, o “maratonista” Matteo Arnaldi medirá forças contra o embalado Flavio Cobolli (14º), que carimbou sua vaga mais cedo ao bater o canadense Felix Auger-Aliassime. A promessa é de um confronto eletrizante nos bastidores e nas quadras de Paris.

Flavio Cobolli vence Aliassime de virada e garante semifinal em Roland Garros 2026

Abatido, Aliassime desabafa após queda em Paris: “Estou destruído”

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A eliminação nas quartas de final de Roland Garros deixou marcas em Felix Auger-Aliassime. Conhecido por ser um dos atletas mais equilibrados, polidos e resilientes do circuito mundial, o canadense adotou um tom de rara e dolorosa vulnerabilidade ao avaliar a derrota de virada para o italiano Flavio Cobolli nesta quarta-feira (03/06).

Mesmo com o lado matemático jogando a seu favor — a grande campanha no saibro parisiense garantiu o seu retorno oficial ao top 4 do ranking da ATP na próxima semana —, Felix confessou que a dor do resultado imediato engoliu qualquer motivo de celebração.

“Olhando de uma perspectiva maior, eu não posso reclamar da minha vida. Mas, estou neste momento da minha carreira… é difícil. Estou um pouco destruído. É difícil.”

— Felix Auger-Aliassime, em tom melancólico na sala de imprensa.

O que mais chamou a atenção dos jornalistas presentes em Paris foi o fato de Aliassime reconhecer que o seu mecanismo habitual de defesa contra derrotas simplesmente falhou desta vez. O atleta, que costuma digerir os tropeços de forma rápida e pragmática, admitiu estar em um lugar mental cinzento.

“Normalmente eu gerencio bem minhas derrotas, preciso dizer. Ao longo da minha carreira, foi tipo voltar a treinar, estando positivo e otimista, mas hoje não sinto que estou no lugar em que deveria. Hoje é um dia difícil”

— Felix Auger-Aliassime, confessando o baque psicológico.

A frustração de Aliassime se justifica pelo cenário aberto que se desenhou nesta edição de Roland Garros. Com a chave masculina repleta de surpresas e a ausência de grandes favoritos nas fases finais, o canadense sentia que tinha o tênis e a experiência necessários para buscar o seu tão sonhado primeiro título de Grand Slam.

Enquanto Felix junta os cacos emocionais para focar na transição para a temporada de grama, Cobolli avança para a semifinal onde aguarda o vencedor do duelo italiano entre Matteo Berrettini e Matteo Arnaldi.

Flavio Cobolli vence Aliassime de virada e garante semifinal em Roland Garros 2026

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A Itália continua ditando o ritmo no circuito da ATP. Pouco após fechar uma grande vitória de virada contra o canadense Felix Auger-Aliassime, o jovem Flavio Cobolli deu um show de carisma na tradicional entrevista em quadra. Garantido pela primeira vez na carreira na semifinal de um Grand Slam, o atual 14º colocado do ranking mundial não escondeu o tamanho do alívio e da emoção:

“Tenho que começar com um ‘merci à tous’ (obrigado a todos, em francês) porque sempre começo assim e sou muito supersticioso. Esta é a minha quadra favorita, onde consigo jogar o meu melhor tênis. Tive a sensação de que esta era a oportunidade da minha vida.”

— Flavio Cobolli, celebrando a vaga no top 4 de Roland Garros.

Após dias de um calor sufocante em Paris — que inclusive causou o colapso físico e a queda precoce do número 1 do mundo, Jannik Sinner —, a quarta-feira (03/06) foi marcada por uma queda brusca de temperatura e fortes rajadas de vento no complexo de Roland Garros.

Enquanto a maioria dos tenistas corre para ajustar a tensão das cordas das raquetes para adaptar o controle ao frio, Cobolli revelou que sua obsessão por rituais falou mais alto. O italiano manteve exatamente a mesma configuração que usou nos dias de calor extremo.

“No tênis, cada dia é diferente e temos que aceitar todas as circunstâncias. Acho que consegui, e talvez isso tenha me ajudado a vencer”

— Flavio Cobolli, explicando que não mudou nada por pura superstição.

Raio-x  de Cobolli em Paris

Desafio em quadra Solução do italiano
Mudança climática Queda brusca de temperatura e fortes rajadas de vento após dias de calor sufocante.
Tensão das cordas Recusou-se a alterar o ajuste das raquetes para o frio, mantendo a configuração do calor por pura superstição.
Foco psicológico Aceitou as condições adversas mais rápido que o rival, encarando a partida como a grande oportunidade de sua vida.

Semifinal 100% Italiana

O chaveamento de Roland Garros reservou um cenário histórico para os torcedores do país da bota. O adversário de Cobolli na semifinal de sexta-feira sairá do confronto direto entre os seus compatriotas Matteo Berrettini e Matteo Arnaldi.

Ao ser questionado sobre o fato de a Itália já ter, obrigatoriamente, um finalista garantido na chave masculina de Roland Garros, Cobolli usou o bom humor:

“Imagino que o presidente (da Federação Italiana) esteja feliz agora. Temos apenas que esperar pelo Matteo! Sei que um Matteo estará comigo nas semifinais e desejo boa sorte aos dois. É a melhor semana da minha vida, mas ainda falta alguma coisa e terei que lutar.”

— Flavio Cobolli, brincando com o fato de os dois possíveis rivais terem o mesmo nome.

Sem inventar moda, o tenista garantiu que manterá os pés no chão e não mudará um milímetro do que vem dando certo: “Farei minha rotina habitual: jantar com amigos e depois irei dormir”.

Roland Garros: Chris Evert aponta falha técnica e pressão psicológica em queda de Sabalenka

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O mundo do tênis ainda tenta entender o que aconteceu na quadra Philippe Chatrier nesta quarta-feira (03/06). A impressionante eliminação de Aryna Sabalenka para a jovem russa Diana Shnaider, com direito a um “pneu” no terceiro set, deixou a imprensa e os ex-atletas perplexos.

Durante a transmissão oficial no canal TNT Sports, o ex-número 1 britânico Tim Henman não poupou palavras e definiu a situação como um “verdadeiro ‘meltdown’ (derretimento) na quadra”. No entanto, foi a lendária Chris Evert, heptacampeã do Aberto da França, quem trouxe a análise mais cirúrgica e profunda sobre os bastidores técnicos do colapso.

“Eu nunca vi a Sabalenka estar vencendo por um set e 4/1, jogando relativamente bem, e de repente o jogo dela desmoronar desse jeito. Este era o torneio dos sonhos dela; ela passou o ano inteiro sonhando com isso. De uma hora para a outra, ela perdeu completamente a sensibilidade. É inacreditável.”

— Chris Evert, ex-número 1 do mundo.

O fator técnico: o vento como inimigo

Sabalenka reclamou abertamente do vento em sua coletiva, mas para Evert, a questão vai além do incômodo climático: trata-se de uma deficiência tática da bielorrussa. A americana traçou um paralelo imediato com a derrota sofrida por Sabalenka para Coco Gauff na final do US Open, apontando que a líder do ranking não sabe adaptar seu jogo quando as rajadas aumentam.

Falha apontada Análise de Chris Evert
Falta de ajuste “Eu não acho que ela aprendeu a jogar com vento. O vento exige trabalho de pernas, passos de ajuste ao redor da bola, porque ele faz a bola mudar de trajetória.”
A pressa fatal No vento, o atleta precisa esperar até o último segundo para plantar os pés e golpear a bola com segurança, algo que o estilo ultra-agressivo e apressado de Sabalenka simplesmente ignorou.

O fator psicológico: o peso do favoritismo

Além da falha mecânica sob o vento, Evert — que notou Sabalenka discutindo asperamente com sua própria equipe técnica no meio do segundo set — destrinchou o cenário mental que pode ter empurrado a número 1 para o “buraco profundo e escuro” que ela mesma relatou após o jogo.

Com a queda precoce de cinco das principais cabeças de chave nas rodadas anteriores, Sabalenka era a única campeã de Grand Slam viva no torneio. De acordo com Chris Evert, a ficha desse isolamento pode ter caído no pior momento possível.

“Pensem comigo: cinco das principais cabeças de chave já tinham sido eliminadas do torneio. Talvez isso estivesse no fundo da mente dela: ‘Eu sou a obrigada a ganhar isso agora’. O peso do favoritismo pode ter esmagado o emocional dela. Pode haver um milhão de razões, mas o fato é que simplesmente não era a semana dela.”

— Chris Evert.

Enquanto a bielorrussa junta os cacos psicológicos e planeja “destruir coisas” para desabafar, Roland Garros coroa uma edição completamente imprevisível e vê Diana Shnaider se consolidar como uma realidade assustadora no circuito da WTA.

Sabalenka desaba após vexame em Paris: “Quero abandonar o tênis agora mesmo”

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O clima na sala de imprensa de Roland Garros foi de absoluto funeral e espanto. Poucas horas após derreter em quadra e ver sua vaga na semifinal escapar diante da russa Diana Shnaider (24ª colocada), a líder do ranking mundial, Aryna Sabalenka, abriu o peito em uma entrevista divulgada pelo site Tennis Majors e soltou uma frase que ecoou fortemente nos bastidores do tênis:

“Sem pensamentos, sem emoção. Eu quero abandonar o tênis agora mesmo. Vamos ver em alguns dias. Espero que eu consiga voltar aos trilhos mentalmente.”

— Aryna Sabalenka, em choque após a derrota por 3/6, 7/5 e 6/0.

A bielorrussa, que ostentava o status de única campeã de Grand Slam sobrevivente no torneio feminino, admitiu não se lembrar de quando havia sofrido um apagão tão severo na carreira. “Não sei quando foi a última vez que isso aconteceu comigo, de perder dez games seguidos. Acho que mentalmente entrei num buraco muito, muito profundo e escuro, e simplesmente não consegui me recuperar”, confessou.

Raio-x do apagão

Momento do Jogo O que aconteceu em quadra
Início do confronto Sabalenka vence o 1º set por 6/3 e abre sólida vantagem de 4/1 na segunda parcial.
A virada de Shnaider A russa quebra o serviço de Sabalenka quando esta sacava para o jogo em 5/4 e fecha o set em 7/5.
O colapso mental Sabalenka sofre um apagão histórico, perde 10 games seguidos e leva um “pneu” (6/0) no 3º set.

Críticas à organização: tratamento diferente entre homens e mulheres?

Em meio ao desabafo sobre seu colapso mental, Sabalenka também direcionou fortes críticas às decisões da organização de Roland Garros a respeito do teto retrátil da quadra principal. O forte vento que atingiu Paris deixou as condições de jogo caóticas, algo que a tenista classificou como um espetáculo “sujo”.

“Não sei por que manteriam o teto aberto com um vento tão forte. Mas como posso reclamar se durante quase toda a partida tudo estava funcionando bem para mi, e de repente tudo desmoronou? Acho que a situação estava ficando caótica, talvez porque eu não estivesse bem mentalmente. Lembro que até no ano passado eles mantiveram o teto aberto para nós, e no dia seguinte, em condições semelhantes, fecharam para os homens – para melhorar as condições e a qualidade do tênis, acredito. Não sei por que o manteriam aberto. Mesmo eu estando ganhando, o jogo estava muito sujo. Não sei como as pessoas conseguiam ficar sentadas assistindo”, disparou a número 1 do mundo.

Méritos da rival e “terapia de choque” para dar a volta por cima

Apesar das reclamações climáticas e da óbvia frustração com seus próprios erros, Sabalenka não tirou os méritos de Diana Shnaider, ressaltando que a russa aproveitou as brechas para jogar de forma agressiva, livre e destemida sob pressão. “A Shnaider está em ótima forma, jogando um tênis excelente”, elogiou.

Demonstrando a resiliência que a consagrou no topo do esporte, a experiente jogadora garantiu que vai tirar lições do sofrimento: “Acho que o que não nos mata nos fortalece. Em algum momento, vou entender a situação e voltaremos mais fortes”.

E para acelerar esse processo de cura mental, Sabalenka revelou um plano imediato bastante inusitado para o seu dia seguinte em Paris:

“Acabei de descobrir como posso superar isso: uma daquelas salas onde você entra e destrói tudo. Provavelmente passarei o dia inteiro amanhã lá destruindo coisas. Talvez ajude, talvez não.”

— Aryna Sabalenka.