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João Fonseca e Jakub Mensik duelam por vaga na semi em Paris

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A Philippe Chatrier será o cenário de um confronto que promete ditar os rumos do circuito nos próximos anos. João Fonseca entra em quadra nesta terça-feira (2) focado em manter o seu conto de fadas no saibro francês. Do outro lado da rede estará o tcheco Jakub Mensik, outro jovem prodígio amplamente apontado como o futuro do esporte.

Embora o brasileiro entre com o status de favorito pelo momento iluminado após derrubar Djokovic e Ruud, os números mostram um equilíbrio absurdo entre os dois atletas.

Raio-x do confronto: Fonseca x Mensik

Atributo João Fonseca (BRA) Jakub Mensik (TCH)
Idade 19 anos 20 anos
Ranking atual 30º do mundo 27º do mundo
Melhor ranking 30º (2026) 12º (março/2026)
Maior título ATP 500 da Basileia (2025) Masters 1000 de Miami (2025)
Histórico direto (H2H) 1 vitória 0 vitórias

O histórico: a batalha dos cinco tie-breaks

Apesar de Mensik ostentar um currículo ligeiramente superior — incluindo um título de Masters 1000 em Miami derrotando Novak Djokovic na final —, Fonseca tem a vantagem psicológica do único confronto direto entre os dois.

Em dezembro de 2024, eles se enfrentaram na fase de grupos do Next Gen ATP Finals, o torneio que reúne as maiores promessas do sub-20. Na ocasião, o carioca levou a melhor em uma partida absurdamente tensa, decidida nos detalhes do formato curto do torneio: 3/4 (4-7), 4/3 (10-8), 4/3 (7-5), 3/4 (4-7) e 4/3 (7-5).

Naquela mesma semana, Fonseca sagrou-se campeão do torneio, tornando-se o primeiro sul-americano na história a erguer a taça do Next Gen.

Na época do primeiro duelo, ambos eram tratados apenas como promessas de futuro. Hoje, nas quartas de final de Roland Garros, o status mudou: os dois garotos se consolidam de vez na elite e jogam como gente grande de olho na semifinal em Paris.

Fonseca e Mensik nas quartas de Roland Garros: horário e onde assistir

Para você se programar e torcer pelo carioca, confira as principais informações de agendamento e transmissão do confronto:

  • Data: terça-feira, 2 de junho de 2026

  • Horário: não antes das 15h15 (horário de Brasília)

  • Quadra: Philippe-Chatrier (Quadra central)

  • Onde assistir ao vivo na TV: ESPN 2 (TV por assinatura)

  • Onde assistir ao vivo no streaming: Disney+ Premium

João Fonseca busca semifinal histórica em Roland Garros; saiba onde assistir

Kostyuk é a primeira ucraniana nas semifinais de Roland Garros na Era Aberta

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A terça-feira (02) reservou um capítulo glorioso para o esporte ucraniano nas quadras de Paris. Ao superar a compatriota Elina Svitolina nas quartas de final, Marta Kostyuk tornou-se a primeira tenista ucraniana da história a atingir as semifinais de simples de Roland Garros na Era Aberta.

Aos 23 anos e atual 15ª colocada mundial, Kostyuk vai estrear na penúltima fase de um Grand Slam. Para cravar seu nome na eternidade do torneio, ela precisou de 1h48 de uma batalha intensa para derrubar a experiente Svitolina — que entrou no torneio como a 7ª cabeça de chave — com as parciais de 6/3, 2/6 e 6/2.

Os detalhes do feito histórico

Critérios Detalhes
Adversária Elina Svitolina
Placar 6/3, 2/6 e 6/2
Tempo em quadra 1 hora e 48 minutos
A marca Primeira mulher da Ucrânia a chegar tão longe no saibro de Paris desde o início da Era Aberta (1968)

Próxima Parada: Miira Andreeva

A busca pelo título inédito continuará em um confronto que promete faíscas devido à rivalidade geopolítica e esportiva. Nas semifinais, Marta Kostyuk enfrentará a russa Mirra Andreeva.

A jogadora russa, atual número 8 do ranking da WTA, chega embalada após aplicar um “pneu” e atropelar a romena Sorana Cirstea por expressivos 6/0 e 6/3 na sessão matutina desta terça-feira.

Andreeva frustra sonho de Cirstea e vai à semifinal de Roland Garros

Marta Kostyuk joga o fino, elimina Svitolina e alcança semifinal inédita em Roland Garros

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O tênis ucraniano parou para assistir ao choque de suas duas maiores estrelas na quadra Philippe Chatrier nesta terça-feira (2). No fim, a juventude e o momento iluminado de Marta Kostyuk prevaleceram. A tenista de 23 anos barrou o sonho de Elina Svitolina de completar o álbum de semifinais em todos os Grand Slams ao vencer a compatriota por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 2/6 e 6/2, após 1h49min de confronto.

Disputando a chave principal de um Major pela 25ª vez, Kostyuk finalmente quebrou a barreira das quartas de final — fase que só havia alcançado anteriormente no Australian Open de 2024. A vitória também consolida o incrível retrospecto da atleta contra a elite do circuito: esta foi a sua sétima vitória na temporada sobre uma jogadora do top 10.

Resumo da partida: Kostyuk x Svitolina

O embate colocou frente a frente as duas campeãs dos principais torneios preparatórios no saibro europeu (Svitolina venceu em Roma e Kostyuk levantou o troféu em Madri). O nervosismo se fez presente com altos e baixos de ambos os lados:

  1. 1º set (6/3): Kostyuk começou avassaladora, abrindo 3/0. Svitolina equilibrou e devolveu a quebra, mas voltou a titubear no oitavo game. Kostyuk aproveitou e fechou a parcial salvando dois break-points.
  2. 2º set (2/6): o roteiro se inverteu. Svitolina abriu 3/0 logo de cara, jogou com muita solidez de fundo e não deu chances de reação para a compatriota, fechando com uma nova quebra no oitavo game.
  3. 3º set (6/2): o set decisivo começou caótico, com uma sequência impressionante de cinco quebras de saque seguidas. Na virada do sexto game, a fisionomia de Kostyuk mudou. Demonstrando foco absoluto, ela confirmou seu saque e, com uma postura ultra-agressiva, venceu todos os games restantes até selar a vitória.
Resumo do Placar Marta Kostyuk Elina Svitolina
1º set 6 3
2º set 2 6
3º set 6 2
Resultado final 2 sets a 1 1 set a 2
Duração do jogo 1h49min

Ascenção e projeção no ranking da WTA

A campanha espetacular em Paris renderá frutos imediatos. Kostyuk, que entrou no torneio no 15º lugar (o melhor da carreira até então), já garantiu um salto de pelo menos três posições. Caso avance para a grande final, estreará oficialmente no top 10 mundial. Se erguer a taça, poderá inclusive ultrapassar Svitolina como a número 1 da Ucrânia.

Semifinal: reencontro com Mirra Andreeva

Na próxima fase, Marta Kostyuk enfrentará a sensação russa Mirra Andreeva, de apenas 19 anos, que eliminou Sorana Cirstea com facilidade.

O retrospecto recente joga totalmente a favor da ucraniana. Kostyuk venceu os dois confrontos que disputou contra Andreeva nesta temporada: o primeiro em Brisbane e o mais recente na grande final do WTA 1000 de Madri.

Andreeva frustra sonho de Cirstea e vai à semifinal de Roland Garros

Andreeva frustra sonho de Cirstea e vai à semifinal de Roland Garros

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A abertura da rodada desta terça-feira (2) em Roland Garros foi marcada por um verdadeiro recital de tênis. Com o teto da quadra Philippe Chatrier fechado devido à chuva que paralisou os jogos externos, a russa Mirra Andreeva, de apenas 19 anos, precisou de singelos 56 minutos para despachar a romena Sorana Cirstea (36 anos) por implacáveis 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/3.

Dois anos após alcançar sua primeira semifinal de Grand Slam, a jovem repete o feito em Paris com uma autoridade assustadora. A partida também entrou para a história pelo choque de gerações: este foi o duelo com a maior diferença de idade em uma quartas de final de Grand Slam feminino desde o icônico encontro entre Martina Navratilova e Jennifer Capriati, em Wimbledon 1991.

O “pneu” e o passeio russo

O primeiro set foi um verdadeiro monólogo de Andreeva. A russa só teve trabalho no seu primeiro game de serviço; depois disso, tornou-se intocável. Cirstea amargou três quebras consecutivas e venceu apenas quatro pontos com o saque em toda a parcial, engolindo um doloroso “pneu” (6/0) em meros 24 minutos.

Após o baque inicial, a romena tentou reagir no segundo set, confirmando seu primeiro game e mantendo a disputa equilibrada até o 3/3. Contudo, o serviço de Cirstea continuou extremamente vulnerável. Andreeva pisou no acelerador, conquistou mais três quebras e selou a vitória de forma confortável.

Estatísticas provam superioridade de Andreeva

A superioridade de Andreeva foi refletida não apenas no cronômetro, mas também nas estatísticas. A russa venceu 70% dos pontos disputados com o próprio saque e 65% na devolução, além de ter um aproveitamento cirúrgico nas oportunidades criadas.

Estatística da partida Mirra Andreeva Sorana Cirstea
Pontos totais vencidos 56 27
Bolas vencedoras (winners) 18 4
Erros não forçados 17 18
Erros forçados 6 20
Aproveitamento de break-points 6 de 6 (100%) 1 de 2

Confira os números completos da partida entre Andreeva e Cirstea em Roland Garros. 

Andreeva é a tenista com mais vitórias na temporada

Com o triunfo arrasador, Mirra Andreeva alcançou a impressionante marca de 34 vitórias na atual temporada (incluindo eventos por equipes), isolando-se como a jogadora que mais venceu no circuito da WTA em 2026.

Agora, a russa descansa e aguarda a definição de sua próxima adversária na briga por uma vaga na grande final. Ela enfrentará quem passar do duelo 100% ucraniano entre Elina Svitolina e Marta Kostyuk. Curiosamente, caso Svitolina vença, ela empatará com Andreeva no recorde de vitórias da temporada (34).

Arnaldi vira jogo dramático contra Tiafoe e vai às quartas em Paris

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O saibro de Roland Garros foi palco de um teste extremo de resistência física e mental nesta segunda-feira. O italiano Matteo Arnaldi (atual número 104 do mundo) superou o norte-americano Frances Tiafoe por 3 sets a 2, cravando as parciais de 7/6 (7-5), 6/7 (5-7), 3/6, 7/6 (7-3) e 6/4 após inacreditáveis 5 horas e 26 minutos de confronto.

A vitória não foi apenas longa, mas incrivelmente dramática. Arnaldi esteve à beira da eliminação no quarto set, quando viu Tiafoe abrir 4/1 de vantagem com o saque na mão. Contudo, o italiano aproveitou uma brusca queda de intensidade e certa displicência do norte-americano, devolveu a quebra, forçou o tie-break e igualou a partida, forçando o quinto set.

Na parcial decisiva, a montanha-russa continuou. Arnaldi quebrou no quinto game, cedeu o empate no oitavo, mas derrubou novamente o saque de um combalido Tiafoe logo em seguida. Mostrando nervos de aço, salvou um break-point sacando para o jogo e fechou a batalha em seu terceiro match-point.

18 sets disputados no torneio

A campanha de Arnaldi em Paris tem sido a definição perfeita de sobrevivência. O tenista de 25 anos já acumula 18 sets disputados apenas para chegar às quartas de final.

Relembre a saga do italiano até aqui:

  • 1ª Rodada: Vitória sobre Tallon Griekspoor (HOL)
  • 2ª Rodada: Vitória maiúscula sobre Stefanos Tsitsipas (GRE)
  • 3ª Rodada: Maratona de 5 sets contra Raphael Collignon (BEL)
  • Oitavas: Maratona de 5h26 em 5 sets contra Frances Tiafoe (EUA)

A resiliência em Paris marca a retomada de Arnaldi na temporada. Ex-número 30 do mundo, ele sofreu com problemas físicos recentes e vem recuperando terreno no ranking. Após quedas precoces em Monte Carlo, Barcelona, Madri e Roma (onde caiu para o espanhol Rafael Jodar), ele ganhou confiança ao faturar o forte Challenger de Cagliari e agora colhe os frutos no Grand Slam.

O duelo dos Matteos

Nas quartas de final, o torneio terá um embate 100% italiano. Arnaldi enfrentará o compatriota Matteo Berrettini, que na abertura da programação teve vida muito mais tranquila para eliminar o argentino Juan Manuel Cerúndolo em sets diretos (6/3, 7/6 e 7/6).

Garantia na Semi: O confronto inédito entre Arnaldi (nascido em Sanremo) e Berrettini (romano) garante matematicamente que a Itália terá um representante nas semifinais de Roland Garros.

Além deles, o país europeu vive um momento de ouro no tênis masculino, colocando três representantes entre os oito melhores da competição. Flavio Cobolli também avançou nesta segunda-feira ao bater o norte-americano Zachary Svajda, concentrando o poderio italiano na parte superior da chave.

Berrettini vence algoz de Sinner e volta às quartas em Paris

Ex-top 20 é acusada de assédio contínuo contra colega na WTA

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O circuito profissional feminino de tênis (WTA) lida com uma bomba nos seus bastidores. Segundo apuração inicial da Sports Illustrated — posteriormente repercutida pelo portal Punto de Break e detalhada pelo jornalista Marcus Hale —, uma jogadora formalizou uma grave denúncia de assédio contra outras duas tenistas do circuito.

O caso foi levado adiante através dos canais internos e confidenciais da WTA. De acordo com as informações vazadas, a atleta (que manteve sua identidade preservada) acusa as duas colegas de promoverem um assédio contínuo e sistemático contra ela desde 2025.

Quem são as tenistas acusadas de assédio?

Até o momento, os nomes das três atletas envolvidas no escândalo seguem sob rigoroso sigilo. No entanto, a imprensa internacional divulgou duas “pistas” cruciais sobre o perfil das jogadoras acusadas de praticar o assédio:

  • A primeira acusada: é uma jogadora de alto calibre que já figurou no seleto grupo do Top 20 mundial do ranking da WTA.
  • A segunda acusada: é uma atleta que já possui fama no circuito, sendo amplamente conhecida nos bastidores e pelas arquibancadas pelo seu temperamento explosivo em quadra.

Silêncio da WTA

A denúncia levanta um debate urgente sobre a convivência, a saúde mental e o ambiente de trabalho das atletas que viajam o mundo juntas durante quase 11 meses por ano.

A entidade que comanda o tênis feminino não emitiu nenhum comunicado oficial ou nota à imprensa sobre o tema, preferindo tratar as investigações de forma estritamente interna e confidencial para proteger as partes envolvidas até que os fatos sejam esclarecidos.

Sabalenka domina Osaka e segue firme rumo ao título inédito

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O encontro entre duas das tenistas mais potentes do circuito feminino terminou com a atual número 1 do mundo sorrindo mais uma vez. Nesta segunda-feira, a bielorrussa Aryna Sabalenka não deu brechas e derrotou a japonesa Naomi Osaka por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3, em rápidos 1h27 de partida.

O resultado consolida um domínio absoluto de Sabalenka sobre Osaka na atual temporada. Esta foi a terceira vitória da líder do ranking sobre a japonesa apenas em 2026, somando-se aos triunfos anteriores nos WTA 1000 de Indian Wells e Madri. O único revés de Sabalenka no confronto direto ocorreu anos atrás, durante a campanha de Osaka para o título do US Open de 2018.

Finalista da edição passada no saibro francês, a tenista de 28 anos segue na busca implacável por um título inédito no Aberto da França.

Diana Shnaider é o próximo desafio de Sabalenka

Nas quartas de final, Sabalenka terá um confronto inédito pela frente. Ela medirá forças com a jovem canhota russa Diana Shnaider, de apenas 22 anos e atual 23ª do ranking mundial.

Shnaider chega embalada após fazer a melhor campanha de sua vida em um Grand Slam, tendo chocado o torneio ao eliminar a norte-americana Madison Keys com direito a um “pneu” (6/3, 3/6 e 6/0).

Saldo positivo de Naomi Osaka

Apesar da eliminação, Naomi Osaka se despede de Paris com motivos para celebrar. Dona de quatro títulos de Grand Slam (dois no Australian Open e dois no US Open), a japonesa de 28 anos nunca havia tido grande afinidade com a terra batida.

Ao atingir as oitavas de final neste ano, Osaka registrou a sua melhor campanha na história de Roland Garros em oito participações. Atual 16ª colocada no ranking da WTA, ela ainda tem chances matemáticas de ganhar uma posição ao final do torneio, dependendo dos tropeços de adversárias diretas como Sorana Cirstea e Anna Kalinskaya.

Berrettini vence algoz de Sinner e volta às quartas em Paris

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O sorriso e a força estão de volta ao jogo de Matteo Berrettini. Nesta segunda-feira, o italiano assinou um dos capítulos mais emocionantes da atual edição de Roland Garros ao garantir sua vaga nas quartas de final do torneio.

Jogando na mítica quadra Suzanne Lenglen, o ex-top 10 do mundo e atual número 107 do ranking despachou o argentino Juan Manuel Cerundolo — tenista que vinha embalado após chocar o circuito e eliminar o número 1 do mundo, Jannik Sinner, nas rodadas anteriores.

Em uma exibição de muita solidez mental, Berrettini fechou a partida em sets diretos, com parciais de 6/3, 7/6(2) e 7/6(6), após 2h32 de uma intensa batalha no saibro francês.

O fim de um longo calvário físico

O resultado vai muito além dos pontos no ranking. Esta é a primeira vez que Berrettini alcança as quartas de final de um Grand Slam desde 2022. Especificamente em Paris, ele não chegava a esta fase desde 2021.

Nos últimos anos, o gigante italiano viveu um verdadeiro calvário. Uma série de lesões graves minaram sua confiança e o afastaram do circuito em diversas oportunidades, impedindo-o de disputar Roland Garros nas últimas temporadas. A vitória contra Cerundolo foi, acima de tudo, uma vitória contra a dor e a incerteza.

Berrettini emociona com declaração

Ainda na quadra, durante a entrevista pós-jogo, Berrettini não escondeu a emoção ao relembrar os dias sombrios em que sequer conseguia bater na bola com segurança.

“Estou muito feliz, muito obrigado pelo apoio neste estádio. É por isso que treinamos, é por isso que jogamos, quero aproveitar tudo isso. O tênis é o amor da minha vida, se não fosse assim, eu não estaria aqui. Depois de todos os passos para trás e das lesões, graças à minha equipe eu voltei ainda mais forte e voltei a bater na bola após um longo período em que não me sentia seguro.”
Matteo Berrettini, sob aplausos calorosos do público francês.

Agora, o carismático tenista italiano aguarda a definição de seu próximo adversário para tentar ir ainda mais longe e provar que seu retorno ao topo do esporte é uma realidade.

Roland Garros: Félix Auger-Aliassime vence Tabilo e vai às quartas de final

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O tabu finalmente caiu. Em sua sétima aparição no saibro de Roland Garros, o canadense Félix Auger-Aliassime superou o fantasma das oitavas de final (fase em que caiu em 2022 e 2024) e avançou para as quartas de final em Paris. O tenista de 25 anos fez valer o seu favoritismo ao derrotar o chileno Alejandro Tabilo por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 7/5 e 6/1, em apenas 2h06 de confronto.

Com este resultado, Aliassime alcançou um feito inédito para o seu país: ele é o primeiro jogador canadense na história a atingir a fase de quartas de final em todos os quatro torneios do Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open). Nomes grandes do país como Milos Raonic (que nunca fez quartas no US Open) e Denis Shapovalov (barrado antes dessa fase em Paris) bateram na trave antes dele.

Estatísticas da partida

O canadense deu uma aula de como proteger o próprio serviço no saibro. Aliassime controlou o ímpeto de Tabilo com saques devastadores e cirúrgicos nos momentos de aperto:

Métrica do Confronto Félix Auger-Aliassime Alejandro Tabilo
Aproveitamento de 1º Saque 81% de pontos vencidos
Break-points Salvos 3 de 3 (100%) 1 de 6
Quebras de Serviço 5 0
Duração da Partida 2h06

Após duas primeiras parciais equilibradas e decididas no detalhe de uma única quebra, Aliassime sobrou fisicamente no terceiro set. O chileno até saiu na frente abrindo 1/0, mas o canadense engatou uma marcha avassaladora, conquistou três quebras seguidas e aplicou um “pneu moral” de 6/1 para selar o jogo.

Elite do ranking e da nova geração

A grande campanha em Paris injeta combustível puro no ranking do canadense. Sendo um dos apenas dois integrantes do top 10 que restaram vivos na parte superior da chave, Aliassime dará um salto monumental na lista da ATP, assumindo provisoriamente o 4º lugar do mundo — o melhor ranking de toda a sua carreira.

Além disso, ele se isola em um grupo seleto da nova geração. O canadense é apenas o quarto tenista nascido a partir do ano 2000 a acumular pelo menos cinco quartas de final em torneios de Grand Slam:

  • Carlos Alcaraz (14)

  • Jannik Sinner (14)

  • Ben Shelton (5)

  • Félix Auger-Aliassime (5)

Próximo desafio:

Nas quartas de final, Aliassime enfrentará o italiano Flavio Cobolli, que eliminou o norte-americano Zachary Svajda em quatro sets. O confronto promete contornos dramáticos para o canadense, já que Cobolli venceu as duas únicas partidas que disputaram no circuito profissional anteriormente.

De Guga a Nadal: 5 recordes absurdos da história de Roland Garros

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O Aberto da França é conhecido como o Grand Slam mais exaustivo do circuito. O saibro lento dita o ritmo, exige pernas de aço e um vigor mental inabalável. Neste cenário de testes extremos, alguns atletas conseguiram transcender a lógica e cravar seus nomes na eternidade.

Separamos cinco estatísticas e recordes de Roland Garros que desafiam a compreensão humana. Confira:

1. A perfeição assustadora de Rafael Nadal

Paris (França), 09/06/2019 – Uma imagem composta mostra o tenista espanhol Rafael Nadal celebrando suas vitórias no torneio de tênis do Aberto da França ao longo dos anos, em Paris, França.

O fato de o espanhol ter 14 títulos de Roland Garros já é um absurdo esportivo por si só. No entanto, a forma como ele dominou o torneio consegue ser ainda mais assustadora. Nadal foi campeão em Paris sem perder um único set em quatro edições diferentes (2008, 2010, 2017 e 2020). Nenhum outro jogador na Era Aberta conseguiu alcançar esse nível de perfeição tantas vezes em um único Major.

2. A maratona insana de 71 Games

O jogo no saibro costuma exigir longas trocas de bola, mas na primeira rodada de 2004 as coisas saíram totalmente do controle. Os franceses Fabrice Santoro e Arnaud Clément batalharam em quadra por exatas 6 horas e 33 minutos. A partida teve inimagináveis 71 games disputados e terminou com a vitória de Santoro após um exaustivo quinto set que acabou em 16 a 14. Até hoje, é a partida mais longa da história do torneio.

3. Os campeões “improváveis” pelo ranking

Vencer em Paris exige tanta técnica e tática que os favoritos costumam não dar chance para zebras — mas há exceções lendárias que marcaram a história.

Chave Campeão Inédito    Ano          Ranking na Época
Masculina (ATP) 🇧🇷 Gustavo Kuerten 1997 66º do mundo
Feminina (WTA) 🇵🇱 Iga Swiatek 2020 54ª do mundo

4. A sequência intocável de Björn Borg

Se Nadal é o Rei do Saibro, o sueco Björn Borg foi o pioneiro dessa dinastia. Seis vezes campeão em Paris, ele estabeleceu uma marca que perdura até hoje no circuito masculino: venceu impressionantes 41 sets consecutivos no torneio entre as edições de 1979 e 1981.

No feminino, o recorde é bem próximo e dividido: 40 sets seguidos, marca alcançada primeiro pela americana Helen Wills e, décadas depois, igualada pela belga Justine Henin.

5. A invencibilidade irreal de Chris Evert

A americana Chris Evert é a maior campeã feminina da história de Roland Garros (7 troféus), mas seu desempenho geral na superfície gerou a estatística mais assombrosa desta lista. Entre agosto de 1973 e maio de 1979, Evert venceu inacreditáveis 125 partidas consecutivas em quadras de terra batida. Este é simplesmente o maior recorde de invencibilidade em uma única superfície em toda a história do tênis profissional.