O sinal de alerta está ligado para Novak Djokovic. Após sofrer sua eliminação mais precoce da história no Masters 1000 de Roma, o atual número 4 do mundo decidiu não competir no ATP 250 de Genebra. A decisão surpreende, já que o sérvio é o atual campeão do torneio suíço e precisaria, teoricamente, de ritmo de jogo para o segundo Grand Slam do ano.
O fiasco em Roma e os problemas físicos
Em sua 19ª participação no Foro Italico, o hexacampeão foi surpreendido pelo fenômeno croata Dino Prizmic. Após vencer o primeiro set com autoridade, Nole apresentou claros sinais de mal-estar estomacal, perdendo a intensidade e permitindo a virada por 6-2, 2-6, 4-6.
Essa derrota foi apenas o terceiro evento do sérvio em 2026, evidenciando uma falta de ritmo após dois meses de hiato desde Indian Wells.
Mudança de estratégia: 2025 vs. 2026
A comparação com a temporada passada torna a situação atual ainda mais intrigante. Em 2025, vivendo um cenário similar de instabilidade, Djokovic usou Genebra como o aquecimento perfeito:
- Em 2025: venceu Hubert Hurkacz em uma final épica de 3h05min para conquistar seu 100º título da ATP.
- Em 2026: optou por ignorar o torneio e focar exclusivamente em treinos fechados.
Um tabu negativo em Roland Garros
O dado mais alarmante para os fãs de Djokovic é estatístico. Pela primeira vez desde que começou a disputar o Grand Slam de Paris, Novak entrará na chave principal sem ter vencido uma única partida oficial no saibro no ano.
A aposta do veterano é clara: trocar a pressão da competição oficial pela calmaria das quadras de treino para recuperar a saúde e a precisão técnica. No entanto, em um esporte onde o timing de bola é tudo, a ausência de vitórias pode custar caro nas rodadas iniciais de Roland Garros, especialmente contra adversários fisicamente mais inteiros.


