O aguardado retorno de Novak Djokovic às quadras terá que esperar um pouco mais — mas desta vez, a culpa não é de uma lesão, e sim das nuvens carregadas sobre a capital italiana. A chuva voltou a dar as caras nesta sexta-feira no Masters 1000 de Roma, forçando a organização a paralisar a programação oficial.
Os termômetros e o céu de Brasília marcavam pouco antes das 9h (14h locais) quando a precipitação apertou. Alexander Zverev e Daniel Altmaier já estavam prontos para inaugurar a Quadra Central, mas a lona precisou ser estendida rapidamente, interrompendo o aquecimento dos atletas.
Nova previsão de início
A organização do torneio trabalha com uma janela de melhora para as 10h30 de Brasília (15h30 locais). Caso o tempo firme, Zverev e Altmaier abrem os trabalhos. Logo na sequência, o hexacampeão Djokovic faz sua estreia contra o jovem croata Dino Prizmic, marcando seu primeiro jogo oficial após dois meses de hiato desde Indian Wells.
Por que chove tanto na Itália agora?
Maio é um mês de transição na Itália. A umidade vinda do Mediterrâneo encontra as massas de ar da primavera, resultando em pancadas de chuva frequentes, embora muitas vezes passageiras. Em Roma, o Foro Italico é conhecido por ter um saibro que drena bem, mas a segurança dos jogadores (risco de escorregões) força a interrupção imediata ao primeiro sinal de gota.
Outros eventos afetados recentemente:
- Madri (Espanha): Embora a Caja Mágica possua teto retrátil nas principais quadras, as quadras secundárias frequentemente sofrem com temporais repentinos nesta época.
- Munique (Alemanha): O torneio de Munique, que antecede Roma, é historicamente castigado pelo frio e pela chuva, com jogos sendo decididos muitas vezes sob garoa fina.
- Roland Garros (França): O Grand Slam parisiense era o maior refém do clima até a instalação do teto retrátil na quadra Philippe-Chatrier em 2020. Antes disso, era comum termos dias inteiros de rodada cancelada em Paris.


