O retorno do recordista de Grand Slams ao saibro europeu carrega uma mistura de ansiedade e cautela. No Masters 1000 de Roma, Novak Djokovic sabe que a gestão do seu corpo é o fator determinante para a longevidade no circuito. Durante o Media Day nesta quinta-feira, o sérvio foi sincero: o corpo ainda não está a 100%, mas o desejo de competir falou mais alto.
Sem entrar em quadra desde Indian Wells, Nole enfrenta uma corrida contra o tempo. Com a proximidade de Roland Garros, o segundo Grand Slam da temporada, o calendário não permite mais descanso se ele quiser chegar competitivo em Paris.
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Questionado sobre sua preparação física, o tenista de Belgrado não escondeu que o processo de recuperação foi mais lento do que o planejado.
“Digamos que estou suficientemente preparado para entrar em quadra e competir“, afirmou Djokovic. “Não estou totalmente satisfeito com meu nível atual de tênis, nem com minha mobilidade. Basicamente, não estou satisfeito com minha condição física, mas é verdade que está melhorando a cada dia.”
O Caminho para Roland Garros
O sérvio revelou que lidou com contratempos físicos recentes que o impediram de retornar ao circuito antes. No entanto, a escolha por Roma não foi por acaso. O torneio italiano é um dos favoritos de Novak, onde o histórico de sucessos serve como combustível psicológico.
“Estive lesionado, então tive que lidar com esses contratempos progressivamente“, explicou o jogador. “Agora estou aqui em Roma, um lugar para onde sempre gosto de voltar e onde tive muito sucesso. Estou animado para competir novamente.”
Djokovic inicia sua jornada no Foro Italico contra o jovem Dino Prizmic, em um duelo que servirá como o termômetro real de sua mobilidade e resistência para o restante da temporada de saibro.


