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Roddick defende Zverev de boicote na mídia: “Isso é ridículo”

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🎙️ RESUMO DA NOTÍCIA
  • Separação necessária: O campeão do US Open de 2003, Andy Roddick, criticou duramente a tendência de críticos e fãs de diminuir o nível técnico de Alexander Zverev em função de polêmicas pessoais.
  • Estatísticas de elite: Roddick exaltou os 24 títulos de simples do alemão, sua mobilidade impressionante para alguém de 1,98m e a eficiência devastadora de seu saque.
  • Perigo da bolha: O ex-número 1 alertou que o circuito não pode cair na armadilha de rotular como “lixo” qualquer jogador que não seja Carlos Alcaraz ou Jannik Sinner.

O título de Alexander Zverev em Paris continua dividindo opiniões nos bastidores do circuito, especialmente após o tenista abandonar uma entrevista exclusiva ao se irritar com perguntas sobre seu passado jurídico. No entanto, quando o assunto é estritamente o desempenho em quadra, Andy Roddick exige respeito ao retrospecto do alemão.

Em edição recente de seu podcast Served, o campeão do US Open de 2003 criticou duramente a tendência de parte da mídia e dos fãs de diminuir as conquistas de Zverev devido às polêmicas de sua vida pessoal.

“Olha, você pode não ser fã do Sascha por certos motivos ou por coisas que aconteceram fora das quadras, mas tem gente em vários podcasts falando dele como se ele não fosse um grande jogador. E isso me incomoda. Estamos falando de 24 títulos de simples. Muita animosidade que ouvimos em relação ao tênis do Zverev vem do que as pessoas pensam ou sentem sobre ele fora das quadras. Precisamos ser capazes de separar as duas coisas, compartimentá-las e ser objetivos.”

— Andy Roddick, ex-número 1 do mundo.

“Se o Zverev é ruim, todos nós fomos péssimos”

Roddick fez uma análise detalhada dos atributos físicos e estatísticos que consolidam Zverev na prateleira de cima do tênis mundial. O norte-americano relembrou o absurdo aproveitamento de saque do alemão e sua mobilidade incomum para um atleta de quase dois metros de altura (1,98m).

  • Eficiência no saque: cerca de 80% os primeiros serviços entram com velocidade média impressionante de 217 km/h.
  • Regularidade: acerta entre 75% e 100% de seus golpes de fundo na maioria das partidas.
  • Consistência de elite: classificou-se para o ATP Finals em oito das últimas nove temporadas (as únicas exceções foram por lesão) e conquistou o torneio de elite duas vezes.

“Ele tem um dos melhores backhands que já vimos. Antes dele, quando falávamos de jogadores altos, dizíamos: ‘Ele se movimenta bem para alguém tão alto’. A mobilidade dele é incrível. Dizer que ele ‘não é tão bom assim’ é ofensivo para todos os tenistas do planeta, na minha opinião. Porque, então, o que somos nós? Se esse cara não é bom, então todos nós devemos ser péssimos.”

Além da bolha de Sinner e Alcaraz

O ex-jogador também alertou para o perigo do circuito viver em uma dualidade extrema focada apenas em Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, diminuindo qualquer outro atleta que ouse desafiar a nova dinastia.

Roddick fez questão de lembrar o calvário enfrentado por Zverev após a gravíssima lesão no tornozelo sofrida contra Rafael Nadal em Roland Garros 2022, valorizando a resiliência do alemão nos vestiários da recuperação física.

“Como o Carlos e o Jannik são tão bons, eu não quero que cheguemos ao ponto de tratar qualquer um que não seja eles como lixo. Isso é ridículo. A maioria das pessoas venderia o próprio filho primogênito por uma temporada como a que ele teve. Alcaraz e Sinner provavelmente serão lendas de todos os tempos, com certeza. Mas se você ficar dizendo que Zverev não é tão bom assim, sinceramente, depois disso eu paro de levar a sério tudo o que você diz”, concluiu Roddick.

“Falta de respeito”: atual campeã de Queen’s detona organização após ficar sem convite

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🌱 TENSÃO NA GRAMA
  • Convite negado: A alemã Tatjana Maria expressou forte frustração com a direção do WTA 500 de Queen’s por não receber um convite direto para a chave principal, mesmo sendo a atual campeã do torneio.
  • Critério local: A organização, liderada por Laura Robson, optou por destinar os convites exclusivamente para atletas britânicas nesta edição.
  • Desabafo de mãe: Aos 37 anos e mãe de dois filhos, a tenista cobrou mais sensibilidade e valorização do seu esforço para se manter competitiva no topo do circuito mundial.
  • Resposta em quadra: Apesar do incômodo nos bastidores, Maria superou o qualificatório com duas vitórias e faz sua estreia oficial na chave principal nesta terça-feira.

O clima esquentou nos gramados de Londres antes mesmo da bola quicar pela chave principal. A experiente alemã Tatjana Maria (52ª WTA), de 37 anos, manifestou publicamente seu profundo descontentamento com a gestão do WTA 500 de Queen’s. O motivo do atrito foi a recusa dos organizadores em conceder a ela um convite direto para a chave principal, ignorando o fato de ela ser a atual defensora do troféu.

A jogadora revelou ter ficado em choque ao receber a notificação da ex-tenista e atual diretora do torneio, Laura Robson, informando que a organização havia decidido blindar os convites apenas para atletas britânicas.

“Com todo o respeito ao que fiz no ano passado, eu estava bastante convencida de que receberia um convite, ou pelo menos esperava recebê-lo, porque o recebi no ano passado. Não foi há cinco anos, foi literalmente no ano passado. Fiquei surpresa, claro. Eu entendo, mas é difícil aceitar. Venci minhas duas partidas [no quali] e estou no torneio, mas a questão é que eu fui a campeã e continuo sendo a atual campeã.”

— Tatjana Maria, em forte desabafo no podcast Tennis Weekly.

Maternidade e longevidade no circuito

Além do critério técnico, Maria usou o espaço para enfatizar o esforço que faz para se manter competitiva na elite do tênis mundial enquanto desempenha o papel de mãe em tempo integral. A alemã viaja o mundo acompanhada de sua família e pontuou que sua idade ou status familiar não deveriam ser vistos como um sinal de acomodação pelos diretores de torneios.

  • Idade: 37 anos.
  • Maternidade: mãe de dois filhos.
  • Rotina: competindo ativamente todas as semanas do calendário da WTA.

“Não é como se eu tivesse dado uma pausa ou que as pessoas pensassem: ‘Ela se aposentou’. NÃo, estou de volta e competindo novamente”, disparou a alemã, cobrando mais sensibilidade e reconhecimento de seus feitos recentes no circuito de grama.

Apesar do tratamento, Tatjana Maria fez valer sua superioridade técnica dentro de quadra. Ela superou a frustração, furou o qualificatório com duas vitórias contundentes e faz sua estreia oficial na chave principal nesta terça-feira (09/06), diante da grega Maria Sakkari, às 12h20 de Brasília.

Após susto em Roland Garros, Sinner passa por exames e define retorno em Wimbledon

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🏥 BOLETIM E PLANEJAMENTO
  • Alta confirmada: O número 1 do mundo deixou o hospital San Raffaele, em Milão, nesta terça-feira, após dois dias de exames detalhados.
  • Avaliação detalhada: Sinner foi submetido a um “pente-fino” de exames, incluindo uma ressonância magnética cardíaca para monitorar a saúde após o mal-estar em Paris.
  • Foco em Londres: O italiano optou por não disputar torneios preparatórios na grama, focando exclusivamente em treinamentos específicos em Monte Carlo até Wimbledon.

O líder do ranking mundial, Jannik Sinner, concluiu com sucesso a sua agenda de exames médicos após o susto na segunda rodada de Roland Garros. O tenista italiano recebeu alta do Hospital San Raffaele, em Milão, logo no início da tarde desta terça-feira (9), horário local, após passar dois dias internado para uma avaliação detalhada de sua condição física.

A internação já estava programada desde o final de semana pela equipe do atleta, que buscou entender a fundo as causas do mal-estar sofrido pelo italiano durante o confronto contra o argentino Juan Manuel Cerúndolo em Paris. Demonstrando o desejo de manter a privacidade neste momento de recuperação, Sinner optou por deixar o Pavilhão Diamante do hospital por uma saída lateral, evitando o contato com os repórteres e fotógrafos que faziam plantão no local.

Check-up completo e ressonância cardíaca

Durante o período em que esteve sob observação médica, Sinner passou por um verdadeiro “pente-fino” de exames de sangue e cardiológicos.

O grande destaque da bateria de testes foi a realização de uma ressonância magnética cardíaca, um procedimento altamente detalhado que visa monitorar as respostas do coração do atleta de alto rendimento após episódios de exaustão ou colapso em quadra.

Sem escalas: foco total na grama de Wimbledon

Livre do ambiente hospitalar, o foco do italiano agora se volta 100% para a transição de pisos no circuito. O planejamento de Sinner prevê o retorno imediato às quadras de treinamento já nesta quarta-feira (10), em Monte Carlo, principado onde o tenista mora atualmente.

Diferente de outros anos ou de rivais diretos, o número 1 do mundo tomou uma decisão estratégica quanto ao seu calendário de preparação para a grama: Sinner não disputará nenhum torneio preparatório da ATP antes de Wimbledon.

O plano da comissão técnica é priorizar o descanso e os treinos específicos em Mônaco para que ele chegue a Londres na plenitude de suas condições físicas. A chave principal do terceiro Grand Slam do ano está marcada para começar no dia 29 de junho.

Zverev abandona entrevista após pergunta sobre violência doméstica

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⚖️ O CONTEXTO DA POLÊMICA
  • O conflito: O alemão abandonou uma entrevista ao L’Équipe após ser questionado sobre denúncias passadas de violência doméstica.
  • O motivo da ruptura: Zverev defendeu sua inocência, afirmou que as acusações já foram tratadas e considerou a insistência do veículo como inadequada.
  • Decisão editorial: Em uma atitude rara, o jornal francês optou por não estampar o campeão de Roland Garros na capa, dando destaque a outra modalidade.
  • Histórico legal: Os casos anteriores foram resolvidos sem sanções formais da ATP ou condenações criminais, envolvendo acordos extrajudiciais e falta de provas.

A lua de mel de Alexander Zverev com a imprensa francesa durou pouco. Apenas um dia depois de conquistar seu primeiro título de Grand Slam no saibro de Roland Garros, o tenista alemão protagonizou um momento de forte tensão durante uma entrevista concedida ao conceituado jornal L’Équipe. Zverev decidiu encerrar a conversa abruptamente ao ser questionado sobre as acusações de violência doméstica feitas por duas ex-companheiras, Brenda Patea e Olya Sharypova.

Na introdução da reportagem publicada, o diário francês justificou o questionamento, explicando o incômodo que pairava sobre o novo campeão. “Não somos promotores nem juízes, mas constatamos uma forma de mal-estar após o título de Zverev e ouvimos questionamentos legítimos sobre como contar essa história”, escreveu o jornal, questionando se o atleta deveria ser tratado apenas pelos méritos esportivos sem mencionar as controvérsias judiciais.

Tênis, superação e o elogio a Marcelo Melo

Antes do clima pesar, a entrevista transcorreu de forma amigável. Zverev detalhou a emoção da conquista, sua luta contra o diabetes tipo 1 e a superação mental após um 2025 devastador. “Tive um ano realmente ruim. Emocionalmente, estava devastado, completamente destruído. Mas no fim da temporada passada mudei minha mentalidade e acho que está funcionando”, afirmou o alemão.

O número 3 do mundo também fez questão de exaltar o brasileiro Marcelo Melo, seu parceiro de duplas e amigo pessoal, que foi às lágrimas no camarote da quadra Philippe-Chatrier:

“Sempre disse que ele é uma das pessoas mais importantes para mim, provavelmente a mais próxima. Está sempre nos mesmos torneios que eu e é ótimo tê-lo ao meu lado em momentos como este.”

—  Alexander Zverev, sobre o amigo Marcelo Melo.

Zverev ainda falou sobre o desejo de ser uma inspiração para crianças que, assim como ele, convivem com o diabetes. “Essa condição não deveria ser uma limitação. Se eu conseguir mostrar isso para as crianças, ficarei muito feliz”, pontuou.

O confronto e o fim da entrevista

A ruptura aconteceu quando o repórter mudou o foco para o âmbito pessoal e jurídico. Questionado sobre as acusações de violência doméstica, Zverev mudou o tom imediatamente e rebateu o jornalista:

“Em primeiro lugar, este não é o tipo de entrevista para isso. Em segundo, você sabe que as acusações foram provadas falsas? É a segunda vez que você me pergunta sobre isso. Fiz tudo o que podia e minha inocência foi demonstrada. Acho que deveríamos parar por aqui. É melhor assim.”

—  Alexander Zverev, ao L’Équipe.

O agente do tenista ainda tentou intervir nos bastidores, argumentando que a reportagem insistia excessivamente no tema, mas a situação já estava insustentável e a entrevista foi encerrada ali mesmo.

O histórico e a resolução dos casos

Para entender o contexto que gerou o atrito, é preciso relembrar os desfechos legais das acusações contra o alemão:

  • Caso Olya Sharypova (2021-2023): a ATP abriu uma extensa investigação independente sobre denúncias de agressão, focando principalmente no Masters 1000 de Xangai (2019). Em janeiro de 2023, após mais de um ano de apuração, a entidade anunciou que não havia evidências suficientes para comprovar as acusações e decidiu não aplicar nenhuma sanção ao jogador.
  • Caso Brenda Patea (2024): o processo movido na Alemanha foi encerrado em junho de 2024 após um acordo extrajudicial. O entendimento resultou no pagamento de 200 mil euros por parte de Zverev, sem reconhecimento de culpa e sem que o tribunal de Berlim emitisse um veredicto condenatório.

A retaliação: fora da capa

Zverev foi o primeiro tenista em 20 anos que não foi destaque da capa após o título em Paris. Foto: Reprodução/L’Équipe

A tensão nos bastidores teve um reflexo imediato nas bancas de jornal. Em uma decisão editorial que chamou a atenção, o L’Équipe optou por não colocar Alexander Zverev na capa de sua edição de segunda-feira (8). Apesar da magnitude do título em Roland Garros, a manchete principal foi dedicada à conquista do Metz no handebol, uma escolha que a imprensa local interpretou como um claro recado que ultrapassa as quatro linhas da quadra.

Simona Halep relembra glória em Roland Garros e anuncia evento de despedida

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💛 O ÚLTIMO CAPÍTULO DE UMA CAMPEÃ
  • Data histórica: Nesta terça-feira, a romena celebrou o aniversário de oito anos de sua primeira grande conquista no saibro de Roland Garros, em 2018.
  • A despedida: A ex-número 1 do mundo, atualmente com 34 anos, confirmou que seu evento oficial de aposentadoria acontecerá neste sábado, 13 de junho.
  • Festa em casa: A última exibição será realizada em Cluj-Napoca, na Romênia, e contará com a presença de Elina Svitolina, Gaël Monfils e seus ex-treinadores históricos.

CLUJ-NAPOCA, Romênia — Exatamente oito anos após erguer seu primeiro troféu de Grand Slam, a tenista romena Simona Halep utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (9) para compartilhar uma mensagem emocionante com seus fãs. Além de celebrar o aniversário de sua maior conquista, a ex-número 1 do mundo confirmou a data de seu evento de aposentadoria, marcado para o próximo sábado, 13 de junho.

O início do sonho

Em 9 de junho de 2018, Halep vencia o torneio de Roland Garros, em Paris, gravando definitivamente seu nome na história do esporte. A atleta relembrou a importância daquele momento para consolidar sua trajetória profissional:

“O dia em que meu sonho se tornou realidade. Vencer meu primeiro título de grand slam em Roland Garros foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Foi a recompensa por anos de trabalho duro, sacrifícios, contratempos e por nunca desistir.”

— Simona Halep, em publicação comemorativa.

A jogadora aproveitou o espaço para expressar profunda gratidão por todas as experiências, aprendizados e conquistas que o tênis lhe proporcionou ao longo de sua vitoriosa jornada no circuito.

A despedida final

Agora, a tenista de 34 anos se prepara para o próximo capítulo. Seu jogo oficial de despedida será realizado durante o Sports Festival, em Cluj-Napoca, sua terra natal.

Para a despedida, Halep estará acompanhada por grandes nomes do circuito mundial. O evento contará com a presença da ucraniana Elina Svitolina, do francês Gaël Monfils e do compatriota Andrei Pavel. No banco de reservas, a romena terá novamente o apoio de seus ex-treinadores Darren Cahill e Daniel Dobre.

“Estou ansiosa para celebrar este momento junto com os fãs, minha família, amigos e tantas pessoas que fizeram parte da minha jornada. Vejo vocês no sábado.”

Com duas conquistas de Grand Slam no currículo (Roland Garros 2018 e Wimbledon 2019) e 64 semanas no topo do ranking da WTA, Halep encerra uma das carreiras mais vitoriosas e populares do tênis feminino moderno.

Manipulação no tênis: NY Times revela máfia de apostas, ameaças físicas e aliciamento

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⚠️ RESUMO (Clique para expandir)
  • O problema crônico: Uma investigação de oito meses aponta o tênis como o esporte mais vulnerável à manipulação de resultados devido à facilidade de corromper um único atleta.
  • A ameaça física: O oficial da ITIA, Richard McLaren, revelou que sindicatos criminosos utilizam violência extrema — como quebrar ossos — contra atletas que descumprem acordos.
  • Vulnerabilidade financeira: A disparidade econômica no circuito, onde milhares de jogadores operam no prejuízo, é o principal combustível para o recrutamento por quadrilhas.
  • Escândalos infantis: Casas de apostas chegaram a movimentar mais de 1 milhão de euros em uma única partida de uma atleta de apenas 14 anos.

Enquanto o topo do circuito celebra o encerramento de mais um glorioso torneio de Roland Garros, uma realidade sombria continua assombrando as rodadas iniciais e os torneios de base do tênis. Uma extensa investigação de oito meses publicada pelo portal The Athletic, do The New York Times, escancarou como o tênis se tornou o esporte mais endêmico em manipulação de resultados em todo o mundo.

“O futebol tem maior visibilidade, mas o tênis é onde a manipulação é mais crônica”, revelou um especialista em integridade à reportagem. O motivo é matematicamente simples: ao contrário dos esportes coletivos, no tênis basta corromper um único atleta na quadra para garantir o “green” da fraude.

Táticas de terror: ameaças físicas e famílias na mira

A ilusão do dinheiro fácil esconde um pacto mortal. O professor Richard McLaren, de 80 anos — mundialmente famoso por liderar a investigação do escândalo de doping estatal na Rússia e atual oficial de audiências da Agência de Integridade do Tênis (ITIA) —, fez um alerta assustador sobre o perigo real que os atletas enfrentam ao cruzar a linha da legalidade.

“Os jogadores precisam entender que, quando aceitam manipular um jogo, estão fazendo promessas a criminosos pesados. Já vi casos de sindicatos da Europa Oriental causarem danos físicos graves a atletas que não cumpriram o combinado, como quebrar braços, estourar joelhos e ameaçar famílias. Eu mesmo já fui ameaçado verbalmente várias vezes.”

— Richard McLaren, oficial da ITIA.

O modus operandi das quadrilhas é sorrateiro. Olheiros identificam jogadores financeiramente vulneráveis e oferecem pagamentos entre US$ 1.000 e US$ 10.000 para que o atleta entregue intencionalmente uma parcial ou um game de serviço específico. A armadilha é acreditar que o crime será pontual, quando, na verdade, torna-se um caminho sem volta.

A desigualdade financeira: o combustível da fraude

Enquanto estrelas globais faturam dezenas de milhões de dólares anualmente, a base da pirâmide do tênis vive uma vulnerabilidade financeira latente. Dados do relatório Lewis Report apontam uma disparidade brutal: apenas o top 250 feminino e o top 350 masculino conseguem equilibrar os custos de viagens, hotéis e treinadores. Como existem mais de 15 mil tenistas profissionais registrados no mundo, milhares rodam o circuito operando no prejuízo, tornando-se alvos fáceis para o aliciamento.

Até as lendas já foram testadas. O próprio Novak Djokovic revelou que, em 2006, pessoas de sua equipe foram abordadas com uma oferta de US$ 200.000 para que ele entregasse uma partida de primeira rodada em São Petersburgo — proposta que foi rechaçada imediatamente.

A máfia dos 180 jogadores e o escândalo infantil

A fiscalização da ITIA tem apertado o cerco, focando em banimentos no circuito de nível challenger e futures. Recentemente, o armênio Grigor Sargsyan foi condenado a cinco anos de prisão por gerenciar uma rede colossal com mais de 180 jogadores em 30 países, movimentando cerca de US$ 406 mil por dia. Sargsyan viajava o mundo disfarçado de “fã e potencial patrocinador”.

A situação atingiu níveis tão absurdos que a proliferação de casas de apostas globais passou a explorar torneios juvenis. Especialistas denunciaram um caso chocante onde mais de 1 milhão de euros foram apostados em uma partida de uma menina de apenas 14 anos em um torneio da ITF, puramente porque o fuso horário a tornou o único evento ao vivo naquela tarde.

“Como é possível permitirem apostas de valores tão loucos em jogos juvenis? Pessoas estão lucrando com isso e é terrível para o esporte”, criticou o especialista Francesco Baranca.

Para tentar conter a sangria, a ITIA lançou o “The Line”, um canal de denúncias via WhatsApp. Para saber mais, acesse a página da ITIA.

Exames descartam lesão grave e Berrettini confirma presença em Wimbledon

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🩺 BOLETIM MÉDICO E RANKING
  • Sem lesão muscular: Exames detalhados no quadril apontaram que o italiano não sofreu danos graves, afastando o risco de uma paragem prolongada.
  • Foco em Wimbledon: O tenista já iniciou os trabalhos de fisioterapia e confirmou que o grande objetivo é chegar 100% fisicamente para a gira de grama em Londres.
  • Foguete no ranking: Apesar do abandono nas quartas de final, a campanha garantiu o retorno de Berrettini ao top 50, saltando 57 posições até o 48º lugar do mundo.

O drama de Matteo Berrettini em Paris não se transformará em um longo pesadelo médico. O experiente tenista italiano de 30 anos escapou de um afastamento prolongado do circuito após exames detalhados detectarem que o problema sofrido nas quartas de final de Roland Garros não resultou em danos musculares significativos.

O ex-top 10 havia protagonizado uma das cenas mais tristes da chave masculina na França. Durante o confronto que valia vaga nas semifinais contra o compatriota Matteo Arnaldi, Berrettini precisou receber atendimento no vestiário e, sem condições de jogo, abandonou a partida no segundo set (quando perdia por 7/5 e 5/2), caindo em lágrimas ao constatar a dor no quadril.

O desabafo nas redes: “Saio com um sorriso no rosto”

O temor de perder o restante da temporada logo se dissipou. Em suas redes sociais, o vice-campeão de Wimbledon (2021) demonstrou profundo alívio ao compartilhar a atualização clínica com seus seguidores.

“Saio de Paris com um sorriso no rosto pelos grandes jogos que disputei e porque os exames feitos nos últimos dias não detectaram nenhuma lesão muscular importante. Já estou trabalhando na recuperação com o objetivo de chegar a Wimbledon na melhor forma possível.”

— Matteo Berrettini, em publicação no Instagram.

Berrettini também aproveitou o espaço para exaltar o suporte psicológico que o manteve firme nos momentos de incerteza pós-abandono: “Durante essas duas semanas, especialmente depois da minha retirada, senti uma quantidade enorme de carinho e apoio, o que me fez mais uma vez agradecer pela minha família, equipe, amigos e fãs.”

Berrettini é top 50 da ATP

Apesar do final doloroso na França, a campanha de Berrettini em Roland Garros igualou o seu melhor resultado histórico no torneio (alcançado em 2021) e rendeu frutos pesados na atualização do ranking mundial da ATP.

Com os pontos conquistados no saibro, o italiano somou preciosidades para a sua recuperação no circuito, saltando impressionantes 57 posições de uma só vez — saindo da perigosa 105ª colocação para se estabelecer no 48º posto mundial. Vale lembrar que o auge de sua carreira ocorreu em janeiro de 2022, quando atingiu o 6º lugar do mundo.

Agora, a meta é usar o piso rápido de Londres para tentar voltar a figurar entre os cabeças de chave da elite do tênis.

Por que Roland Garros escala menos mulheres à noite? Amélie Mauresmo explica

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📝 RESUMO DA COLETIVA (Clique para expandir)
  • Polêmica das sessões noturnas: A diretora explicou que a preferência por jogos masculinos à noite ocorre devido à maior duração das partidas e à preferência do público francês pelas transmissões diurnas.
  • Sem rodada dupla: A organização descartou colocar dois jogos por noite para evitar horários de término tardios, o que prejudicaria atletas e a logística de transporte dos fãs.
  • Recorde histórico: O torneio alcançou a marca inédita de mais de 727 mil espectadores, impulsionado pelas 138 mil pessoas que acompanharam a semana de qualificação (quali).

O debate sobre a programação de Roland Garros foi um dos temas mais quentes da edição deste ano. Questionada sobre o fato de as sessões noturnas na quadra Philippe-Chatrier serem majoritariamente dominadas por partidas do circuito masculino, a diretora do torneio, Amélie Mauresmo, decidiu abrir o jogo durante a coletiva de imprensa de encerramento do evento.

A ex-número 1 do mundo explicou que a decisão passa por uma combinação de fatores: a menor duração das partidas femininas (disputadas em melhor de três sets) e o comportamento do público local.

“Todos os dias temos dois jogos femininos e dois masculinos nas quadras Philippe-Chatrier e Suzanne-Lenglen. Na França, as maiores audiências televisivas não correspondem às sessões noturnas. As sessões diurnas ainda são, de longe, as mais assistidas pelo nosso público”, revelou Mauresmo.

A dirigente fez questão de reforçar que a qualidade do tênis feminino é indiscutível, mas a logística de TV e a duração dos embates pesam na montagem da grade. “Continuaremos tentando satisfazer o máximo de fãs possível. A duração potencial das partidas continua sendo um elemento crucial. Ninguém questiona a qualidade do espetáculo, mas há muitos fatores envolvidos na decisão final”, ponderou.

Nada de rodada dupla à noite

Para tentar equilibrar a balança, cogitou-se a possibilidade de estender a sessão noturna colocando duas partidas na programação (um jogo masculino e um feminino). Mauresmo, no entanto, foi enfática ao descartar a ideia.

“Não é nosso desejo agendar duas partidas durante a sessão da noite. O tênis tem uma duração imprevisível e isso poderia levar a horários de término muito complicados tanto para os jogadores quanto para o transporte do público”, cravou a francesa.

Sucesso absoluto: os números históricos de Roland Garros

Apesar das críticas pontuais e dos desafios impostos pelas constantes chuvas na primeira semana, o saldo final entregue pela federação francesa foi de sucesso retumbante, impulsionado por números inéditos:

  • Público recorde: o complexo recebeu mais de 727 mil espectadores passando pelos portões ao longo do evento, um recorde histórico para o grand slam.
  • Explosão no quali: a opening week (semana de qualificação) atraiu impressionantes 138 mil pessoas, graças a uma política de ingressos com preços mais acessíveis.
  • Expansão à vista: “Aproximadamente 90% do estádio estava em funcionamento no quali. Vamos analisar se poderemos abrir 100% das instalações no futuro, pois é uma possibilidade real”, adiantou a diretora.

Mauresmo encerrou a coletiva agradecendo o esforço nos bastidores. “Foi uma edição muito exigente devido às condições climáticas, mas houve uma enorme solidariedade entre todas as equipes para que o torneio fosse um sucesso e os jogadores ficassem muito satisfeitos com os serviços recebidos”, concluiu.

Landaluce vira jogo duro na estreia em Stuttgart e marca encontro com Taylor Fritz

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🎾 RESUMO (Clique aqui para expandir)
  • Estreia com vitória: O jovem espanhol Martín Landaluce derrotou Pierre-Hugues Herbert de virada por 2 sets a 1 e agora enfrentará o atual campeão Taylor Fritz nas oitavas de final.
  • Zebra do dia: O italiano Mattia Bellucci surpreendeu ao eliminar o sétimo cabeça de chave do torneio, Alejandro Davidovich Fokina, em três sets.
  • Bastidores e clima: Tommy Paul desistiu do torneio na grama alemã, enquanto uma forte chuva interrompeu a partida de Roman Safiullin, que será retomada nesta terça-feira.

A adaptação ao piso mais rápido do circuito exigiu muito suor do jovem espanhol Martín Landaluce (58º do mundo) nesta segunda-feira (8). Na abertura de sua campanha no ATP 250 de Stuttgart, o madrileno de 20 anos precisou lutar por 2h19 para derrotar o experiente qualificado francês Pierre-Hugues Herbert de virada, com parciais de 5/7, 6/3 e 6/4.

A vitória apertada garante a Landaluce uma vaga nas oitavas de final, mas o desafio agora é de outro patamar. O espanhol vai medir forças com o atual campeão do torneio, o norte-americano Taylor Fritz.

Na condição de segundo cabeça de chave do evento, Fritz entra diretamente na segunda rodada e fará sua estreia na competição. Este será o primeiro encontro da história entre Landaluce e o californiano pelo circuito profissional da ATP.

ATP 250 de Stuttgart: Shelton, Fritz e Kyrgios são os destaques na Alemanha

Zebra italiana: Bellucci derruba Fokina

Enquanto Landaluce confirmava seu favoritismo do outro lado da chave, a parte inferior da chave viu uma das cabeças de chave rolar logo na estreia.

O italiano Mattia Bellucci (78º da ATP) surpreendeu os torcedores alemães ao eliminar o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, sétimo pré-classificado do torneio. Em um confronto de 2h03, Bellucci foi dominante nos momentos decisivos e fechou a partida em 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 6/7 (5-7) e 6/1.

Nas oitavas de final, o italiano aguarda o vencedor do duelo entre o alemão Yannick Hanfmann e o norte-americano Aleksandar Kovacevic.

Desistências, chuva e o resumo da rodada

O primeiro dia de chave principal em Stuttgart também foi marcado por mudanças de última hora nos bastidores e interrupções climáticas:

  • A baixa de Tommy Paul: após ser eliminado na terceira rodada em Roland Garros, o norte-americano Tommy Paul (28º) era presença garantida na grama, mas optou por se retirar do torneio às vésperas de sua estreia.
  • Chuva paralisa Safiullin: com a saída de Paul, o russo Roman Safiullin entrou na chave como lucky-loser e enfrentou o francês Giovanni Perricard. Safiullin perdeu o primeiro set, mas reagiu e liderava o placar por 5/7, 7/6 (7-4) e 4/1 (com Perricard no saque) no momento em que a forte chuva paralisou o jogo. A partida será retomada nesta terça-feira.
  • Próximo adversário: quem avançar do duelo interrompido enfrentará o belga Gauthier Onclin (186º). Vindo do quali, Onclin fez o dever de casa e despachou o húngaro Fabian Marozsan em sets diretos: 7/6 (8-6) e 6/3, em 1h37 de jogo.

De carro de luxo a bolada milionária: Quanto o campeão de Stuttgart vai levar em 2026?

Djokovic celebra Zverev após título em Paris: “Respeito e amizade”

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🏆 RESUMO DA HOMENAGEM
  • Reconhecimento de lenda: Dono de 24 títulos de majors, Novak Djokovic publicou um texto emocionante celebrando a conquista inédita de Alexander Zverev em Paris.
  • Superação invisível: O sérvio destacou a duríssima jornada do amigo contra o diabetes desde a infância e sua capacidade de calar os críticos sobre seu poder mental.
  • Rivalidade e respeito: Djokovic relembrou os laços de décadas com a família Zverev e o histórico de 16 jogos que compartilham no circuito profissional da ATP.

A alma de Alexander Zverev está lavada. Depois de bater na trave em três finais anteriores, o alemão de 29 anos precisou de uma quarta tentativa dramática em Paris para erguer o seu primeiro troféu de Grand Slam. A consagração movimentou o circuito e, após os cumprimentos calorosos de Flavio Cobolli ainda na rede da Philippe-Chatrier, veio a homenagem de quem mais ergueu troféus desta categoria.

Novak Djokovic, dono de uma galeria recorde de 24 Majors, recorreu ao seu perfil oficial no Instagram para publicar um longo e sincero texto. Na publicação, o sérvio relembrou o início da trajetória do alemão, destacando a dura batalha de Zverev contra o diabetes desde a infância e os críticos que duvidavam de seu potencial mental.

A mensagem de Novak Djokovic na íntegra

“Sascha, eu conheço você desde que você tinha 10 anos de idade. Você batalhava nas quadras de treino com o meu irmão mais novo enquanto eu competia contra o seu irmão mais velho, Mischa, nos grandes palcos, tanto no circuito juvenil quanto no profissional.

Cultivei uma relação de muito respeito e amizade com toda a sua família por muitos anos. Tivemos incontáveis conversas sobre táticas de tênis, estratégias de jogo, vida, família e negócios. Nos divertimos muito dentro e fora das quadras.

Sabendo o que você teve que suportar com a sua doença desde muito jovem, superando o maior obstáculo mental dentro de si mesmo e calando os críticos que pensavam que você nunca ganharia um grand slam, torna essa conquista ainda mais especial e memorável.

Ver as lágrimas de alegria que você compartilhou com seus pais, seu irmão e os outros membros da equipe me deixou emocionado. Estou muito feliz por você ter conseguido. Você merece totalmente esse sucesso porque trabalhou duro em todas as frentes para fazer isso acontecer. Aproveite, muito bem feito, irmão.”

Uma história rica de batalhas e rivalidade no circuito

A conexão demonstrada por Djokovic na internet reflete o tamanho da história que os dois compartilham no circuito da ATP. Rivais de longa data, os dois se enfrentaram profissionalmente pela primeira vez em 2017, justamente na decisão do Masters 1000 de Roma, onde o alemão surpreendeu o mundo ao ficar com o título.

Ao todo, Djokovic e Zverev já mediram forças em 14 partidas oficiais, com o sérvio liderando o histórico de confrontos diretos com 9 vitórias. O último encontro em Grand Slam havia ocorrido justamente na edição de 2025 de Roland Garros, quando Nole levou a melhor nas quartas de final em quatro sets.

Apesar da vantagem do ex-número 1 do mundo no retrospecto geral, Zverev orgulha-se de ter carimbado algumas das derrotas mais dolorosas da carreira do sérvio, incluindo:

  • A semifinal do ATP Finals de 2021.
  • A histórica semifinal dos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde o alemão quebrou o sonho do Golden Slam de Djokovic antes de seguir rumo à medalha de ouro naquela ocasião.