RESUMO DA NOTÍCIA
- Projeções e ressalvas: A subida de João Fonseca ao Top 25 gerou comparações com Alcaraz e Sinner, mas Fabrice Santoro aponta barreiras na movimentação de pernas do brasileiro.
- O fator “quadril alto”: O ex-tenista francês alerta que o centro de gravidade elevado de Fonseca prejudica sua velocidade de reação e agilidade, especialmente em pisos rápidos.
- Desafio prático: A dificuldade na flexão dos joelhos ficou evidente na grama, contrastando com a leveza de Jannik Sinner, que possui biotipo semelhante, mas compensa com extrema mobilidade.
A ascensão do brasileiro João Fonseca, de 19 anos, ao top 25 do ranking mundial gerou fortes projeções no circuito. Muitos já debatem se o jovem talento poderá, em um futuro próximo, rivalizar diretamente com nomes como Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. Contudo, para o ex-tenista francês Fabrice Santoro, conhecido por sua leitura tática ímpar, o garoto ainda enfrenta barreiras biomecânicas importantes na sua movimentação de pernas.
Durante o podcast Univers Tennis, Santoro fez questão de exaltar as qualidades do brasileiro, mas trouxe um olhar crítico e focado na mecânica corporal necessária para dominar o topo do esporte.
Embora elogie abertamente a força e o peso dos golpes de fundo de quadra do brasileiro, Santoro pontuou que o porte físico de Fonseca traz um efeito colateral. O seu centro de gravidade elevado — caracterizado pelo “quadril alto” — reduz consideravelmente a agilidade e a velocidade de reação do atleta, características vitais para a sobrevivência em superfícies rápidas.
“Muitos acreditam que Fonseca, com seu talento e potência, poderá se juntar a Alcaraz e Sinner e se tornar o terceiro desafiante, mas acho que ainda não é certo. Sim, ele bate na bola com muita, muita força, mas precisa de grande mobilidade, algo que precisa aprimorar. Fonseca é um jogador jovem que ainda está se desenvolvendo, com o quadril muito alto, o que não é necessariamente uma vantagem para um tenista.”
— Fabrice Santoro, analisando o biotipo do jovem brasileiro.


