RESUMO DA NOTÍCIA
- Sem espaço para inveja: Nick Kyrgios rechaçou qualquer sentimento negativo sobre o título inédito de Alexander Zverev em Roland Garros e aplaudiu o colega.
- Exemplo de resiliência: O australiano destacou a superação do alemão, que deu a volta por cima após a gravíssima lesão no tornozelo sofrida em 2022.
- Contra o rótulo de “geração perdida”: Kyrgios ironizou os críticos da sua geração e celebrou o fato de Zverev ter faturado um Grand Slam.
A conquista de Alexander Zverev em Roland Garros repercutiu diretamente nos bastidores do ATP 500 de Halle, na Alemanha. E é em solo alemão que o australiano Nick Kyrgios busca recuperar o ritmo de jogo ideal, de olho em um convite para a chave principal de Wimbledon. Perguntado em entrevista coletiva se sentia inveja do sucesso recente do colega de circuito, Kyrgios rechaçou prontamente qualquer sentimento negativo.
“Eu sou a pessoa menos invejosa do mundo. Quando vejo qualquer um dos meus colegas vencendo, acho ótimo. Há espaço para todo mundo ter sucesso neste mundo. Tenho confiança suficiente para saber quando foi o meu momento e humildade para reconhecer que agora é o de outra pessoa.”
— Nick Kyrgios, em entrevista coletiva em Halle.
Elogios à resiliência após grave lesão no tornozelo
Kyrgios e Zverev estrearam no circuito profissional no mesmo ano, em 2013, e construíram uma rivalidade extremamente equilibrada entre 2017 e 2019, com o australiano liderando o histórico de confrontos diretos por 4 a 3. Para Nick, o troféu erguido pelo alemão em Paris foi um prêmio merecido à superação após a gravíssima lesão no tornozelo sofrida em 2022, nas semifinais do mesmo torneio.
“Para 99% dos jogadores, aquela seria uma lesão que encerraria a carreira. Ele poderia ter voltado apenas por voltar, sem a fome de atingir aquele nível novamente. Mas ele superou isso e voltou ainda melhor, o que é assustador para mim. A obsessão e a diligência que isso exige são uma loucura. Ele merece demais”, analisou o australiano com sinceridade.
Resposta firme aos críticos da “geração perdida”
Kyrgios também aproveitou o espaço na mídia para alfinetar analistas e comentaristas que rotulavam a sua geração como um “fracasso” comercial e técnico — por ter sido amplamente dominada pelo Big 3 (Federer, Nadal e Djokovic) e, agora, ver-se pressionada pela ascensão meteórica de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner.
“Vi um vídeo ridículo falando sobre a ‘geração perdida’. Isso não é algo legal de se ouvir. Então, ver o Zverev trazer um Slam para a nossa geração é muito bom. Ele passou por muitas adversidades, lida com muitos ‘haters’, mas acho que ele tem potencial e fome para ganhar ainda mais”, disparou Kyrgios, que encerrou com uma brincadeira sobre si mesmo: “Ele saiu dessa categoria [de nunca ter vencido um Major]. É um sentimento bom e algo que eu, provavelmente, nunca saberei como é.”
O sorteio oficial da chave do ATP 500 de Halle colocou Kyrgios e Zverev exatamente na mesma metade da tabela. O chaveamento abre a empolgante possibilidade de um confronto direto em uma eventual semifinal sobre a grama alemã.
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