🎙️ RESUMO DA NOTÍCIA
- Separação necessária: O campeão do US Open de 2003, Andy Roddick, criticou duramente a tendência de críticos e fãs de diminuir o nível técnico de Alexander Zverev em função de polêmicas pessoais.
- Estatísticas de elite: Roddick exaltou os 24 títulos de simples do alemão, sua mobilidade impressionante para alguém de 1,98m e a eficiência devastadora de seu saque.
- Perigo da bolha: O ex-número 1 alertou que o circuito não pode cair na armadilha de rotular como “lixo” qualquer jogador que não seja Carlos Alcaraz ou Jannik Sinner.
O título de Alexander Zverev em Paris continua dividindo opiniões nos bastidores do circuito, especialmente após o tenista abandonar uma entrevista exclusiva ao se irritar com perguntas sobre seu passado jurídico. No entanto, quando o assunto é estritamente o desempenho em quadra, Andy Roddick exige respeito ao retrospecto do alemão.
Em edição recente de seu podcast Served, o campeão do US Open de 2003 criticou duramente a tendência de parte da mídia e dos fãs de diminuir as conquistas de Zverev devido às polêmicas de sua vida pessoal.
“Olha, você pode não ser fã do Sascha por certos motivos ou por coisas que aconteceram fora das quadras, mas tem gente em vários podcasts falando dele como se ele não fosse um grande jogador. E isso me incomoda. Estamos falando de 24 títulos de simples. Muita animosidade que ouvimos em relação ao tênis do Zverev vem do que as pessoas pensam ou sentem sobre ele fora das quadras. Precisamos ser capazes de separar as duas coisas, compartimentá-las e ser objetivos.”
— Andy Roddick, ex-número 1 do mundo.
“Se o Zverev é ruim, todos nós fomos péssimos”
Roddick fez uma análise detalhada dos atributos físicos e estatísticos que consolidam Zverev na prateleira de cima do tênis mundial. O norte-americano relembrou o absurdo aproveitamento de saque do alemão e sua mobilidade incomum para um atleta de quase dois metros de altura (1,98m).
- Eficiência no saque: cerca de 80% os primeiros serviços entram com velocidade média impressionante de 217 km/h.
- Regularidade: acerta entre 75% e 100% de seus golpes de fundo na maioria das partidas.
- Consistência de elite: classificou-se para o ATP Finals em oito das últimas nove temporadas (as únicas exceções foram por lesão) e conquistou o torneio de elite duas vezes.
“Ele tem um dos melhores backhands que já vimos. Antes dele, quando falávamos de jogadores altos, dizíamos: ‘Ele se movimenta bem para alguém tão alto’. A mobilidade dele é incrível. Dizer que ele ‘não é tão bom assim’ é ofensivo para todos os tenistas do planeta, na minha opinião. Porque, então, o que somos nós? Se esse cara não é bom, então todos nós devemos ser péssimos.”
Além da bolha de Sinner e Alcaraz
O ex-jogador também alertou para o perigo do circuito viver em uma dualidade extrema focada apenas em Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, diminuindo qualquer outro atleta que ouse desafiar a nova dinastia.
Roddick fez questão de lembrar o calvário enfrentado por Zverev após a gravíssima lesão no tornozelo sofrida contra Rafael Nadal em Roland Garros 2022, valorizando a resiliência do alemão nos vestiários da recuperação física.
“Como o Carlos e o Jannik são tão bons, eu não quero que cheguemos ao ponto de tratar qualquer um que não seja eles como lixo. Isso é ridículo. A maioria das pessoas venderia o próprio filho primogênito por uma temporada como a que ele teve. Alcaraz e Sinner provavelmente serão lendas de todos os tempos, com certeza. Mas se você ficar dizendo que Zverev não é tão bom assim, sinceramente, depois disso eu paro de levar a sério tudo o que você diz”, concluiu Roddick.


