📰 REPERCUSSÃO NAS MANCHETES
- Na França: Os jornais destacaram a quebra do jejum histórico para o tênis alemão e a capacidade de Zverev de confirmar seu favoritismo na quadra.
- Na Itália: A cobertura alternou o orgulho pela grande campanha de Flavio Cobolli com o enorme respeito pelo abraço e amizade demonstrados pelos finalistas na rede.
- O consenso: A mídia global classificou a conquista da Taça dos Mosqueteiros como o prêmio definitivo à resiliência psicológica do novo campeão.
A histórica conquista da Taça dos Mosqueteiros por Alexander Zverev redesenhou as manchetes esportivas neste início de semana. O primeiro título de Grand Slam do alemão de 29 anos foi classificado pela mídia internacional como um prêmio à resiliência, destacando os bastidores psicológicos de uma final que teve contornos dramáticos do primeiro ao último ponto.
Confira abaixo como os principais jornais da França e da Itália cobriram o desfecho de Roland Garros 2026:
Na França: o fim do tabu e o peso do favoritismo
Os jornais franceses deram enorme destaque à precisão de Zverev, que soube carregar o peso de ser o homem a ser batido em Paris após as zebras das rodadas iniciais.
O tradicional L’Équipe enfatizou o tamanho do jejum quebrado pelo tenista germânico no saibro parisiense:
“89 anos de espera por um alemão: após a eliminação de Jannik Sinner na segunda rodada, Zverev era considerado o claro favorito e correspondeu às expectativas durante as duas semanas inteiras.”
Já o Le Figaro preferiu focar na barreira mental que o número 3 do mundo precisou derrubar nos vestiários após acumular três vices em majors:
“Após uma final de tirar o fôlego, Alexander Zverev vence seus demônios e conquista seu primeiro título de grand slam.”
Na Itália: orgulho por Cobolli e respeito ao campeão
A cobertura italiana foi uma mistura de sentimentos. Se por um lado houve a frustração de ver o jovem Flavio Cobolli bater na trave, por outro sobrou respeito ao abraço sincero entre os dois finalistas na rede.
A La Gazzetta dello Sport detalhou a intensidade do confronto e fez questão de enaltecer o lado humano e a amizade dos atletas nos bastidores do circuito:
“Um Cobolli em grande forma não foi suficiente, Roland Garros pertence a Zverev! Flavio o levou ao quinto set, mas depois desmoronou. Sascha encerrou a partida em lágrimas e, em seguida, abraçou Flavio Cobolli, um de seus amigos mais próximos no circuito. A Itália não consegue comemorar um novo vencedor de grand slam depois de Pietrangeli, Panatta e Sinner.”
Complementando a visão dolorosa do vice-campeonato, o Tuttosport reconheceu a frieza do alemão no momento em que a quadra Philippe-Chatrier mais ferveu:
“O conto de fadas termina no quinto set: Roland Garros vai para o alemão. No set decisivo, Zverev dominou e venceu da mesma forma que havia começado.”


