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Zverev rebate rótulos após título de Roland Garros: “Podem me chamar do que quiserem, não me importo”

Após anos sendo chamado de "melhor tenista sem um Major", alemão rebate de forma descontraída a possibilidade de ser rotulado como o "pior campeão" após título em Paris.

🎤 RESUMO DA COLETIVA (Clique para expandir)
  • Fim do fardo: O título em Paris eliminou o incômodo rótulo de “melhor tenista em atividade a nunca ter vencido um Grand Slam”.
  • A provocação: Questionado sobre a ironia de agora poder ser rotulado por críticos como o “pior” entre os campeões de grandes torneios, o alemão preferiu descontrair.
  • Desabafo sincero: Aliviado com a Taça dos Mosqueteiros garantida, Zverev afirmou que não dá a mínima para as avaliações dos críticos de plantão.

Durante grande parte de sua carreira, Alexander Zverev carregou um peso incômodo nos bastidores do circuito: o de ser considerado por especialistas e fãs como o “melhor jogador em atividade a nunca ter vencido um Grand Slam”. Neste domingo, após derrotar o italiano Flavio Cobolli em uma batalha de cinco sets no saibro de Roland Garros, esse fardo finalmente desapareceu.

No entanto, a exigência em cima do atual número 3 do mundo segue alta. Na tradicional entrevista coletiva com os jornalistas após a conquista do título em Paris, Zverev foi questionado sobre a ironia de seu novo status e a possibilidade de alguns críticos o considerarem o “pior” entre os campeões.

A resposta do campeão

O repórter levantou o tema relembrando uma reflexão comum no mundo dos esportes: “Você disse algo como ‘Em vez de ser o melhor jogador que nunca venceu um slam, eu prefiro ser o pior jogador que venceu um slam.’ Como você comenta isso? Eu, pessoalmente, não acho que você é o pior jogador”, indagou o jornalista.

Visivelmente aliviado, sorridente e com o troféu garantido, o alemão de 29 anos não se esquivou da pergunta e deu uma resposta direta aos seus críticos:

“Se alguém me chamar de ‘o pior jogador a vencer um grand slam’, eu não poderia me importar menos com isso agora. Se alguém pensa isso, está tudo bem.”

— Alexander Zverev, campeão de Roland Garros 2026.

A declaração sincera reflete o estado de espírito de um tenista que passou por três vices dolorosos, lesões graves e intensas pressões psicológicas. Para Zverev, o importante agora não é como a conquista foi avaliada pelos críticos de plantão, mas sim o fato incontestável de que seu nome está gravado para sempre na história dos campeões de Major.

Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e soma 15 anos de experiência na crônica esportiva. Com um currículo que inclui coberturas internacionais de peso, como o Pan de Santiago 2023 e as Olimpíadas da Juventude de 2018, Gabriel alia o rigor da apuração acadêmica à agilidade exigida pelo jornalismo de campo. Apaixonado por histórias de superação e bastidores do esporte.

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