A consagração de Mirra Andreeva em Roland Garros foi marcada por um sorriso contagiante e palavras que mostram por que ela é um fenômeno também fora das quadras. Durante a cerimônia de premiação neste sábado (06/06), a russa não poupou elogios à rival polonesa, agradeceu à sua equipe de apoio e fez questão de aplaudir a própria resiliência mental após duas semanas de extrema pressão psicológica nos vestiários de Paris.
“Por último, mas não menos importante, também quero agradecer a mim mesma por acreditar em mim, sempre dando o meu melhor. Mesmo quando é difícil, tento todos os dias ser uma pessoa e uma jogadora melhor. Só eu sei o quão difícil foi para mim e o quão nervosa eu fiquei durante essas duas semanas.”
— Mirra Andreeva, emocionando o público na Philippe-Chatrier.
Destaques do discurso da campeã em Paris
| Destinatário | Mensagem principal de Andreeva |
|---|---|
| A si mesma | Autoagradecimento pelo orgulho de sua resiliência e controle dos nervos em quadra. |
| Maja Chwalinska | Exaltação à incrível trajetória de três semanas da rival desde o qualifying. |
| Conchita Martinez | Reconhecimento pela dedicação técnica e conselhos táticos da treinadora espanhola. |
| Alexis (psicóloga) | Gratidão pelo suporte de saúde mental desenvolvido ao longo de mais de um ano. |
“Não quero jogar contra você mais uma vez”
Demonstrando o tradicional espírito esportivo que rege o circuito, a nova número 6 do mundo iniciou o protocolo exaltando a trajetória de conto de fadas de Maja Chwalinska, que saiu do qualifying para assombrar o torneio.
“Primeiramente, parabéns à Maja por estas três semanas incríveis. Ela passou pelo qualificatório e depois venceu tantas partidas contra jogadoras excelentes. Parabéns também para a sua equipe. Vocês fizeram um trabalho incrível, sensacional. Foram adversários muito difíceis, não gostaria de jogar contra você mais uma vez. Espero que possamos jogar muitas e muitas finais juntas no futuro”, desejou a campeã.
Brincadeira com Mary Pierce e gratidão a Conchita
O discurso também teve espaço para momentos descontraídos. Ao receber o troféu das mãos da lendária ex-tenista francesa Mary Pierce, Andreeva arrancou risadas da torcida ao lembrar, em tom de brincadeira, da diretora do torneio, Amélie Mauresmo:
“Obrigada à FFT, Amelie. Não sei se devo te agradecer, Mary, porque você venceu minha treinadora aqui na final (em 2000)”, disparou a jovem, referindo-se à sua técnica, a espanhola Conchita Martinez.
Logo em seguida, a russa fez questão de destacar o impacto de Conchita e de sua equipe em sua evolução tática e mental: “Obrigada à minha equipe por me incentivar a dar o meu melhor e por me fazer trabalhar mesmo quando não quero. Agradeço especialmente à Conchita por compartilhar sua experiência e me dar tantos conselhos.”
Suporte de longe: família e psicóloga
Fechando as homenagens, a nova rainha de Paris mandou recados emocionantes para quem estava assistindo de longe. Ela agradeceu ao pai, que acompanhou o duelo pela televisão, e deixou um agradecimento especial para Alexis, sua psicóloga que reside na Flórida, nos Estados Unidos.
“Obrigada por me dar tantos conselhos e por trabalhar comigo por mais de um ano”, finalizou Andreeva, provando que o trabalho de saúde mental foi o grande pilar invisível para erguer a Coupe Suzanne Lenglen.

