A quadra Philippe-Chatrier será palco de uma final que nenhum especialista ousou prever no início de Roland Garros 2026. Neste sábado, a taça Suzanne-Lenglen terá um nome inédito gravado em sua base. Mirra Andreeva e Maja Chwalinska protagonizam um duelo de extremos técnicos, físicos e de histórias de vida para definir a nova rainha do saibro.
Comparativo da grande final: Andreeva x Chwalinska
| Estatística / Detalhe | Mirra Andreeva | Maja Chwalinska |
|---|---|---|
| Idade | 19 anos e 39 dias | 24 anos |
| Tempo em quadra (Paris) | 8h14 | 15h44 (quase o dobro) |
| Como entrou na chave | Vaga direta (cabeça de chave) | Vinda do qualifier |
| Ranking projetado (mínimo) | 6ª colocada | 21ª colocada (pode ser 14ª se vencer) |
Mirra Andreeva: o destino de uma prodígio
Aos 19 anos e 39 dias, a atual número 8 do mundo já carrega a aura de uma veterana. Treinada pela espanhola Conchita Martinez (ex-número 2 do mundo e vice-campeã em Paris no ano 2000), Andreeva chega à final com números assustadores e uma frieza de dar inveja.
- Passeio em quadra: A russa passou “apenas” 8h14 em quadra nos seus seis jogos em Paris, perdendo apenas um set na segunda rodada.
- Derrubando a tensão: Na semifinal, ela lidou com maestria com a pressão geopolítica e os ataques de Marta Kostyuk, eliminando a ucraniana que vinha de impressionantes 17 vitórias seguidas no circuito.
- A caça aos recordes: Se for campeã, Andreeva se tornará a vencedora mais jovem de Roland Garros desde Monica Seles (18 anos, em 1992), batendo também a marca sub-20 de Iga Swiatek (19 anos e 132 dias em 2020).
Com a campanha, a russa já garante a subida para o 6º lugar no ranking mundial, consolidando-se no topo da elite da WTA.
Maja Chwalinska: a cinderela polonesa (e com DNA brasileiro)
Se Andreeva fez uma caminhada cirúrgica, Maja Chwalinska precisou sangrar no saibro para chegar à final. A canhota de 24 anos superou uma depressão profunda que a paralisou em 2021, venceu uma grave lesão no joelho e precisou de três semanas insanas furando o torneio classificatório (qualifier) para chegar à decisão.
O resgate da confiança de Maja, inclusive, tem raízes no Brasil: foi conquistando o título do WTA 125 de Florianópolis, em 2024, que a polonesa reacendeu a chama para o tênis competitivo.
O “efeito Raducanu”: Esta é apenas a segunda vez na era aberta que uma jogadora vinda do quali chega à final de um Grand Slam. A única a realizar o milagre e ser campeã foi Emma Raducanu no US Open de 2021.
A “Maja mania” é justificada pelo suor: a atual número 114 do ranking passou 15h44 em quadra somando os jogos do quali e da chave principal, eliminando gigantes como Qinwen Zheng, Maria Sakkari, Anna Kalinskaya e Diana Shnaider.
Independentemente de levantar a taça, Maja saltará, no mínimo, para a 21ª posição do ranking na segunda-feira (podendo chegar a 14ª se for campeã). E o mais importante: garantiu uma bolada que encerra de vez seus perrengues financeiros. O cheque será de 1,4 milhão de euros (para a vice) ou de 2,8 milhões de euros (para a campeã).
O momento mais aguardado do saibro francês chegou. Neste sábado, o mundo conhecerá a nova campeã da chave feminina de Roland Garros 2026. Para você não perder nenhum detalhe deste confronto histórico que definirá a nova dona da taça Suzanne-Lenglen, preparamos o serviço completo da partida.
Final feminina de Roland Garros 2026
| # | Detalhes |
|---|---|
| Data | 6 de junho, sábado |
| Horário | 10h (horário de Brasília) |
| Local | Quadra Philippe-Chatrier |
| Onde assistir | ESPN (TV fechada) e Disney+ (streaming) |

