Apontadas desde o início do torneio como fortes candidatas ao troféu, Luísa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski confirmaram o excelente momento no circuito. Em partida válida pelas quartas de final nesta terça-feira, a parceria superou a fortíssima e experiente dupla formada pelas veteranas Laura Siegemund (ALE) e Vera Zvonareva (RUS) por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/4.
O confronto foi um verdadeiro espetáculo tático e técnico junto à rede, com direito a lances geniais. Em um dos momentos mais plásticos do jogo, Stefani levantou a torcida ao conseguir uma defesa espetacular utilizando um grand-willy (batida de costas, por entre as pernas).
A diferença crucial para a vitória da brasileira e da canadense foi a alta qualidade nas devoluções e nas bolas passadas, sufocando o saque colocado das adversárias. No segundo set, Siegemund e Zvonareva ainda demonstraram enorme resiliência ao salvarem três match-points no décimo game, mas cederam à pressão no serviço decisivo de Siegemund.
Luísa Stefani em Grand Slams
Aos 28 anos, a paulistana alcança uma marca formidável: esta é a sua quarta semifinal de Grand Slam nas duplas femininas, sendo a primeira da carreira fora das quadras duras.
| Torneio | Ano | Parceira | Resultado |
|---|---|---|---|
| US Open | 2021 | Gabriela Dabrowski | Semifinal |
| US Open | 2023 | Jennifer Brady (EUA) | Semifinal |
| Australian Open | 2026 | Gabriela Dabrowski | Semifinal |
| Roland Garros | 2026 | Gabriela Dabrowski | Semifinal (Em andamento) |
Nota: Vale lembrar que Luísa já possui um título de Grand Slam em seu currículo, conquistado nas duplas mistas do Australian Open de 2023, ao lado do gaúcho Rafael Matos.
Caça às lendas: o peso da história
Com a campanha, Stefani tenta quebrar um longo jejum nacional no saibro de Paris. Na história do tennis brasileiro, apenas duas mulheres alcançaram a final de um Major em duplas femininas:
- Maria Esther Bueno: A maior de todos os tempos jogou 16 finais de Slam na categoria (faturou 11 títulos e 5 vices). Ela foi a última brasileira a decidir Roland Garros nas duplas, sendo campeã em 1960 e vice em 1961.
- Beatriz Haddad Maia: Alcançou a grande final do Australian Open na temporada de 2022.
Recorde pessoal no ranking
O sucesso em Roland Garros mexe diretamente com as posições da elite mundial. Com os pontos somados até aqui, Luísa Stefani assume provisoriamente o 5º lugar do mundo no ranking individual de duplas.
Sua posição final ainda depende dos resultados de Aleksandra Krunic e Anna Danilina na chave. Porém, mesmo no pior cenário matemático, a paulistana sairá de Paris na 7ª colocação geral — superando de vez o 9º lugar (sua melhor marca anterior) e cravando o melhor ranking da carreira. Dabrowski, por sua vez, retornará ao posto de número 3 do mundo.
Próximo Desafio: Para chegar à tão sonhada final, Stefani e Dabrowski terão de desbancar a melhor parceria da atualidade. Elas enfrentam a tcheca Katerina Siniakova (tricampeã de Roland Garros) e a norte-americana Taylor Townsend.

