O que desenhava-se como mais uma vitória protocolar do número 1 do mundo transformou-se em um dos cenários mais dramáticos e discutidos de Roland Garros 2026. O italiano Jannik Sinner vencia o argentino Juan Manuel Cerúndolo por 2 sets a 0 e liderava a terceira parcial por 5/1. A vaga na terceira rodada estava no bolso. Foi quando o calor sufocante de Paris, que superou os 30°C, cobrou o seu preço.
Completamente esgotado e demonstrando sinais claros de desidratação, Sinner viu seu rendimento despencar de forma assustadora: ele chegou a perder 16 de 17 pontos disputados.
A polêmica: parada médica no meio do game
O estopim da polêmica aconteceu quando Cerúndolo já havia reagido e o placar anotava 5/4 para o italiano. Sacando em 0-40, Sinner simplesmente parou a partida e solicitou a presença do fisioterapeuta em quadra. A arbitragem interveio imediatamente, explicando as regras ao líder do ranking:
“Se você não puder esperar, depende do que você tiver. Ou você recebe uma violação de tempo, e depois, uma violação de conduta. Caso contrário, precisamos ver com o fisioterapeuta o que é. A decisão é sua. Ou chamamos o fisioterapeuta agora, eles te examinam, e depois retomamos o jogo”, alertou a árbitra de cadeira.
“Eu não sei se é desidratação. Eu não consigo. Eu não posso esperar”, rebateu Sinner, debilitado. Ao perguntar ao profissional se deveria tentar continuar, ouviu um sinal positivo.
A atitude causou forte irritação em Cerúndolo. Pelo livro de regras da ATP e da ITF, não é permitido interromper o jogo para receber atendimento médico por cãibras (o que parecia ser o caso do italiano), sendo a pausa exclusiva para lesões agudas. Além disso, parar o confronto no meio de um game, com triplo break-point contra, quebrou totalmente o ritmo do argentino.

