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O tabu de 11 a 0: a estatística que João Fonseca tenta destruir contra Djokovic

Novak Djokovic ostenta um aproveitamento de 100% contra tenistas do Brasil. João Fonseca será o sexto brasileiro a cruzar o caminho do campeão de 24 Grand Slams.

Para dimensionar o abismo de experiência no confronto desta sexta-feira em Roland Garros, basta um dado: quando Novak Djokovic disputou sua primeira partida no circuito profissional da ITF, em 2003, o brasileiro João Fonseca sequer havia nascido (o carioca é de 2006).

Com quase 20 anos de diferença entre eles, o atual número 4 do mundo e finalista do Australian Open 2026 medirá forças com a maior promessa do tênis sul-americano. Além do desafio técnico, Fonseca carrega o peso da história: Djokovic já enfrentou cinco tenistas brasileiros no circuito principal, disputou 11 partidas e venceu absolutamente todas. Fonseca será o sexto elemento dessa lista e tenta ser o primeiro a pintar o placar de verde e amarelo.

Os “pneus” brasileiros no dono de 24 Grand Slams

Apesar do saldo de 11 a 0 a favor do sérvio, o tênis brasileiro já conseguiu impor momentos de pura genialidade e raríssima dominância sobre a lenda viva.

  • O “pneu” de Bellucci (Roma, 2016): Thomaz Bellucci foi o brasileiro que mais incomodou o sérvio, com seis confrontos. O momento mais impactante foi nas oitavas de Roma, quando o paulista aplicou um incontestável 6/0 no primeiro set contra o então número 1 do mundo. Bellucci também quase chocou o circuito em Madri (2011), quando liderava por um set e uma quebra antes de sofrer a virada.
  • O “pneu” de Chico Costa (Budapeste, 2004): o que poucos lembram é que Bellucci não foi o primeiro a aplicar um 6/0 em Djokovic. Ainda na adolescência do sérvio, o gaúcho Francisco Costa venceu um set de zero na semifinal de um Challenger na Hungria.

O retrospecto completo: o tabu de 11 a 0

Francisco Costa

  • Challenger de Budapeste de 2004: semifinal; Djokovic vence por 6/3, 0/6 e 6/2
    Ricardo Mello
  • ATP de Lyon de 2005: primeira rodada; Djokovic vence por 7/6(5) e 6/4

Thomaz Bellucci

  • Masters 1000 de Roma de 2010: oitavas de final; Djokovic vence por duplo 6/4
  • Masters 1000 de Madri de 2011: semifinal; Djokovic vence por 4/6, 6/4 e 6/1
  • Masters 1000 de Roma de 2015: oitavas de final; Djokovic vence por 5/7, 6/2 e 6/3
  • Masters 1000 de Montreal de 2015: segunda rodada; Djokovic vence por 6/3 e 7/6(4)
  • Masters 1000 de Paris de 2015: segunda rodada; Djokovic vence por 7/5 e 6/3
  • Masters 1000 de Roma de 2016: oitavas de final; Djokovic vence por 0/6, 6/3 e 6/2

João Souza

  • US Open de 2015: primeira rodada; Djokovic vence por triplo 6/1

Rogério Dutra Silva

  • US Open de 2012: segunda rodada; Djokovic vence por 6/2, 6/1 e 6/2
    US Open de 2018: primeira rodada; Djokovic vence por 6/3, 6/4 e 6/4

Fonseca pode sonhar com vitória?

Embora o favoritismo do sérvio seja evidente pela sua bagagem de 24 títulos de Grand Slam, o cenário atual de 2026 oferece a João Fonseca frestas de oportunidade que seus antecessores não tiveram:

  1. Momento físico de Djokovic: o sérvio já não exibe a consistência robótica de outrora, ocupando a 4ª posição do ranking e demonstrando oscilações físicas em partidas longas de saibro.
  2. Confiança do brasileiro: Fonseca chega para o jogo com a adrenalina no topo, após buscar uma virada inédita na carreira saindo de 0 a 2 contra Dino Prizmic em mais de 3h30 de jogo.
  3. Fator surpresa: será a primeira vez que os dois medem forças. Sem nada a perder e com o braço solto, o jovem de 19 anos tem as ferramentas de potência necessárias para encurtar os pontos e agredir o jogo de linha de base do sérvio.

Fonseca x Djokovic: ao vivo na ESPN 2

O aguardado duelo entre João Fonseca e Novak Djokovic está agendado para a próxima sexta-feira, sem horário definido ainda, provavelmente, na quadra principal do complexo de Roland Garros, a Quadra Philippe-Chatrier. A partida será transmitida ao vivo no Brasil pelos canais ESPN e o streaming Disney+.

Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e soma 15 anos de experiência na crônica esportiva. Com um currículo que inclui coberturas internacionais de peso, como o Pan de Santiago 2023 e as Olimpíadas da Juventude de 2018, Gabriel alia o rigor da apuração acadêmica à agilidade exigida pelo jornalismo de campo. Apaixonado por histórias de superação e bastidores do esporte.

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