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Calor de 30°C e ameaça no topo: o desabafo de Sabalenka após estreia em Paris

Líder do ranking mundial, Aryna Sabalenka minimizou o impacto das altas temperaturas na primeira rodada e destacou o peso emocional do jogo de abertura no Grand Slam francês.

Após estrear com vitória em sets diretos em Roland Garros, a bielorrussa Aryna Sabalenka analisou as condições técnicas e estruturais que encontrou em sua primeira partida no saibro parisiense. A atual número 1 do mundo superou a espanhola Jessica Bouzas por 6/4 e 6/2, em 75 minutos, e relativizou o impacto do forte calor registrado na capital francesa neste início de torneio.

Atual vice-campeã do torneio, Sabalenka encara a competição sob a perspectiva da manutenção do topo do circuito. Para garantir a permanência no posto de número 1 da WTA sem depender de outros resultados, a tenista de 28 anos necessita de uma campanha sólida em Paris, uma vez que sua posição é diretamente ameaçada pela cazaque Elena Rybakina.

“Estou muito feliz pela vitória. Primeiras rodadas são sempre complicadas, porque você tenta entender seu nível, se adaptar às condições e lidar com o nervosismo. Emocionalmente, o primeiro jogo sempre é o mais difícil”, avaliou a atleta de Minsk após o confronto.

Condições de jogo e evolução no saibro

Questionada sobre o clima em Paris, onde os termômetros registraram temperaturas acima dos 30°C, Sabalenka afirmou que a variação climática altera a dinâmica das jogadas, mas descartou prejuízos ao seu rendimento físico.

Agora está muito quente, as bolas voam mais e tudo fica mais rápido, mas fisicamente me sinto forte. Tento ignorar o clima”, assegurou a jogadora, conhecida por seu estilo de alta potência nos golpes de fundo.

A líder do ranking também destacou o processo de desenvolvimento de seu jogo na terra batida, superfície na qual vem acumulando resultados mais consistentes nas últimas temporadas. Segundo ela, a melhora na movimentação é fruto de um planejamento de longo prazo.

“Eu e meu preparador físico trabalhamos muito ao longo dos anos para melhorar meu movimento e o deslizamento no piso. Evoluí bastante, mas ainda quero fazer melhor”, pontuou.

Equilíbrio entre a rotina e o circuito

Sabalenka encerrou abordando a filosofia que tem adotado na gestão de sua carreira, reforçando a importância de desassociar a vida pessoal da pressão por rendimento esportivo contínuo.

“Gosto de mostrar o lado positivo do tênis e passar a mensagem de que é possível se divertir fora da quadra e trabalhar duro ao mesmo tempo. Não posso só pensar em resultados”, concluiu a tenista, que enfrentará a francesa Elsa Jacquemot na segunda rodada da competição.

Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e soma 15 anos de experiência na crônica esportiva. Com um currículo que inclui coberturas internacionais de peso, como o Pan de Santiago 2023 e as Olimpíadas da Juventude de 2018, Gabriel alia o rigor da apuração acadêmica à agilidade exigida pelo jornalismo de campo. Apaixonado por histórias de superação e bastidores do esporte.

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