A estreia de Naomi Osaka em Roland Garros, nesta terça-feira em Paris, voltou a colocar em evidência a relação da tenista japonesa com o design de vestuário esportivo. Ao entrar na quadra Suzanne-Lenglen para enfrentar a alemã Laura Siegemund, a quatro vezes campeã de Grand Slam apresentou um traje cerimonial composto por uma saia preta longa e um corpete preto com detalhes em miçangas estruturado para remeter a uma armadura.
Antes do início do aquecimento, Osaka retirou as peças sobrepostas para revelar o uniforme oficial de jogo, um vestido dourado com lantejoulas. Em entrevista coletiva realizada no último sábado, a atual número 16 do mundo explicou que a moda funciona como um canal de comunicação pessoal devido ao seu perfil reservado.
“Eu não falo muito, então, dessa forma, consigo me expressar através das minhas roupas”, afirmou a jogadora. “Sou um pouco dramática quando se trata do meu senso de moda.”
Histórico de vestuário no circuito
A escolha do figurino para o Aberto da França dá sequência a uma série de apresentações conceituais de Osaka em torneios de grande porte. No início da temporada, durante o Australian Open, a tenista entrou em quadra utilizando um chapéu de abas largas, um véu e carregando uma sombrinha branca. Fora do ambiente esportivo, a atleta também esteve presente recentemente no Met Gala, em Nova York, com um traje de gala de destaque.

A atenção aos acessórios e à estética visual também foi registrada na quadra principal Philippe-Chatrier no mesmo dia. A atual número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, disputou e venceu sua partida de estreia utilizando dois colares de diamantes, reforçando a tendência de personalização de estilo entre as principais competidoras do circuito da WTA.

