Dona de quatro taças no saibro de Paris, Iga Swiatek mostrou logo na primeira rodada por que é uma das maiores forças da história recente de Roland Garros. Diante da australiana Emerson Jones, atual 136ª do mundo e convidada da organização, a polonesa sobrou em quadra e fechou a partida com parciais de 6/1 e 6/2, em apenas 1 hora de jogo.
O resultado mantém um retrospecto assustador de Swiatek em estreias de Majors: ela só perdeu uma partida de primeira rodada em toda a carreira e segue completamente invicta em Grand Slams contra tenistas fora do top 100 do ranking da WTA.
Massacre na devolução de saque
O primeiro set foi um verdadeiro monólogo. Pressionando constantemente o serviço de Jones, Swiatek anotou três quebras consecutivas. A australiana só conseguiu evitar o temido “pneu” porque devolveu uma das quebras no terceiro game, fechando a parcial em 6/1.
No segundo set, o roteiro se repetiu. Jones amargou cinco quebras de serviço seguidas na partida antes de conseguir, finalmente, confirmar seu saque pela primeira (e única) vez no jogo. Com autoridade, a polonesa manteve a intensidade e liquidou o confronto.
Os números do monólogo em Paris
As estatísticas da partida traduzem a distância técnica que houve dentro do Campo Centrale:
| Estatística do Jogo | Iga Swiatek | Emerson Jones |
| Aproveitamento com o saque | 71% de pontos vencidos | 29% de pontos vencidos |
| Aproveitamento na devolução | 69% de pontos vencidos | 31% de pontos vencidos |
| Bolas vencedoras (Winners) | 17 | 5 |
| Erros não forçados | 16 | 22 |
Próximo desafio: confronto inédito contra revelaçãotcheca
Na segunda rodada de Roland Garros, o nível de exigência promete subir para a favorita. Iga Swiatek enfrentará a tcheca Sara Bejlek, de 20 anos e atual 35ª colocada do ranking mundial.
Bejlek chega embalada após surpreender no domingo ao eliminar a norte-americana Sloane Stephens em sets diretos. Este será o primeiro confronto da história entre Swiatek e a jovem promessa tcheca no circuito profissional.

