Microfones abertos, foto proibida e a desistência da número 1; os eventos que mancham a abertura do torneio em Indian Wells
O WTA Finals de 2026 ainda nem foi disputado nas quadras de Indian Wells, mas o torneio que reúne as oito melhores tenistas do mundo já entra para a história pelos piores motivos possíveis.
Uma sequência infeliz de gafes organizacionais, polêmicas de bastidores e problemas de saúde colocaram em xeque a imagem do evento mais importante do calendário da WTA.
1. Polêmica do microfone aberto: Pegula x Andreeva
O erro mais grave da organização foi transmitir ao vivo o áudio das quadras de treino sem avisar previamente as comissões técnicas.
Sem saber da captação, a norte-americana Jessica Pegula fez duras críticas à russa Mirra Andreeva durante conversa privada com o técnico Mark Knowles: “Perdi o respeito por ela. É uma boa menina, mas precisa amadurecer. Ela é uma diva e precisa baixar a bola”.
O vazamento forçou a presidente da WTA, Valerie Camillo, a se desculpar publicamente: “Quero pedir desculpas especificamente a Jessica e a Mark. O que aconteceu foi lamentável e inaceitável. Jess não merece essa distração”.
Surpreendentemente, Andreeva ironizou o episódio nas redes sociais postando uma foto ao lado de Pegula com a legenda “Divas”.
2. Tensão geopolítica e a “foto proibida”
Em outro desdobramento delicado, a ucraniana Elina Svitolina recusou-se a posar ao lado das russas Aryna Sabalenka e Mirra Andreeva para a tradicional foto oficial do torneio devido à guerra na Ucrânia.
O boicote forçou a organização a organizar a sessão de fotos em retratos individuais e pequenos grupos seletivos (Svitolina posou apenas com Coco Gauff, Karolina Muchova e Elena Rybakina).
O sorteio das chaves colocou Svitolina, Sabalenka e Andreeva juntas no Grupo 2, garantindo confrontos sem o tradicional cumprimento de redes ou fotos antes das partidas.
3. Sede de emergência, Quadra 2 e queda de 35,5% na premiação
A edição de 2026 precisou ser transferida de emergência para Indian Wells após o fim precoce do contrato com a Arábia Saudita devido aos conflitos armados no Golfo Pérsico.
Com receio de não lotar a quadra central de 16 mil lugares, a WTA escalou os jogos para a Quadra 2, com capacidade para 8 mil torcedores.
A mudança de país gerou um impacto financeiro brutal: a premiação total despencou de US$ 15,5 milhões em 2025 para US$ 10 milhões em 2026 (uma queda drástica de 35,5%).
Uma campeã invicta embolsará US$ 3,37 milhões neste ano — US$ 1,8 milhão a menos do que o montante pago na temporada passada.
4. A desistência dramática da número 1 do mundo
Para selar o cenário caótico na Califórnia, a atual campeã e número 1 do mundo, Elena Rybakina, anunciou seu abandono oficial a menos de 24 horas da estreia.
A cazaque, que passou mal e interrompeu uma entrevista prévia, desabafou: “Meu corpo simplesmente não está fisicamente pronto para competir. Vou passar um tempo descansando e me recuperando em casa”.
Com o desfalque da principal estrela, a ucraniana Marta Kostyuk foi acionada de última hora como alternate no Grupo 1.
O WTA Finals de 2026 tem início neste domingo, 8 de novembro. Os jogos de abertura acontecem a partir das 17h de Brasília, com transmissão dos canais ESPN e Disney+.