Resumo da matéria
- Zebra nas quartas: Sorana Cirstea (nº 15) foi superada pela russa Alexandra Shubladze (136ª) por 6/2 e 6/3 em 1h27.
- Temporada mágica: Aos 36 anos, a romena encerra o ano do seu anúncio de aposentadoria no melhor ranking da carreira e com 40 vitórias.
- Legado de 20 anos: Quatro títulos de simples no circuito WTA e presença marcante em Grand Slams e Jogos Olímpicos.
Há derrotas que encerram uma semana de torneio e há derrotas que pesam como o ponto final de uma vida inteira dedicada às quadras. Na manhã desta sexta-feira (6), a quadra central do WTA 250 de Hong Kong testemunhou um desses momentos suspensos no tempo. Em 1h27 de jogo, a romena Sorana Cirstea foi superada pela russa Alexandra Shubladze com parciais de 6/2 e 6/3 nas quartas de final.
O placar assinalou o que pode ter sido o último ato da veterana de 36 anos no circuito profissional. Cirstea entrou em quadra ostentando a condição de principal cabeça de chave e a 15ª colocação do ranking mundial — o ápice de sua forma física e técnica, alcançado justamente no ano em que prometeu encerrar a carreira.
Do outro lado, estava Shubladze, jovem de 21 anos, 136ª do mundo e vinda do qualifying, disputando a primeira chave principal de nível WTA da carreira. O contraste entre a experiência de duas décadas e a impetuosidade de quem nada tinha a perder ditou o ritmo do confronto. A russa, que já vinha embalada por vitórias sobre Liudmila Samsonova e Elena Pridankina, garantiu a maior vitória da sua vida e a vaga na semifinal contra a norte-americana Claire Liu.
A temporada de despedida
Para Cirstea, a trajetória em Hong Kong — onde superou Maria Timofeeva e Mary Stoiana até repetir as quartas de final de 2025 — carrega um tom inequivocamente melancólico. Em dezembro do ano passado, a romena avisou ao mundo que 2026 seria sua última dança.
Ela queria sair no topo, e conseguiu: este foi o ano em que registrou seu recorde pessoal de 40 vitórias na temporada, superou o antigo ápice no ranking de 2013 e ergueu o troféu em casa, no WTA de Cluj-Napoca, ao bater Emma Raducanu.
Embora Cirstea ainda não tenha confirmado verbalmente se a raquete foi guardada em definitivo após a última bola fora desta sexta-feira, a sensação de dever cumprido é inevitável. Profissional desde 2006, ela deixa um legado construído com determinação.
O legado de Sorana Cirstea no tênis profissional
Profissional desde 2006, a romena deixa um legado construído com determinação e alto nível competitivo ao longo de duas décadas no circuito internacional.
O legado de Sorana Cirstea
- Títulos de simples (4): Tashkent (2008), Istambul (2021), Cleveland (2025) e Cluj-Napoca (2026).
- Títulos de duplas (7): Sete conquistas no circuito principal da WTA.
- Grand Slams: Quartas de final em Roland Garros (2009) e US Open (2023).
- Jogos Olímpicos: Representou a Romênia nos Jogos de Pequim 2008 e Londres 2012.

