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Svitolina dispara contra tenistas russas e bielorrussas: “Não existem atletas neutras”

Em Shenzhen para a Billie Jean King Cup, a ex-número 3 criticou duramente atletas que mudaram de nacionalidade sem condenar a invasão da Ucrânia e defendeu que o esporte não se separa da política.

Svitolina questiona neutralidade de russas e bielorrussas antes da BJK Cup: “Não existem atletas neutras”

Resumo da notícia
  • Críticas duras: Elina Svitolina contestou o conceito de neutralidade adotado pela WTA/ATP e criticou atletas russas e bielorrussas que trocaram de bandeira sem condenar a guerra.
  • Combustível em quadra: A ucraniana admitiu que encarar rivais dos países invasores aumenta sua determinação e motivação durante as partidas.
  • Decisão na China: A ex-número 3 do mundo lidera a seleção ucraniana no confronto contra a Bélgica pelas quartas de final da Billie Jean King Cup.

A poucas horas de liderar a Ucrânia na fase decisiva da Billie Jean King Cup, em Shenzhen, Elina Svitolina voltou a se pronunciar de forma incisiva sobre os impactos geopolíticos da guerra em seu país no tênis profissional. Em entrevista concedida à BBC News, a ex-número 3 do mundo e atual referência do esporte ucraniano questionou abertamente o conceito de neutralidade adotado pelas entidades do tênis e criticou jogadoras russas e bielorrussas que trocaram de nacionalidade sem se posicionar publicamente contra o conflito.

“Para mim, não existem atletas neutras. Existem jogadoras que, apesar de tudo, continuam competindo e representando um Estado agressor. Quanto àquelas que mudaram de nacionalidade, mas nunca expressaram sua posição, também considero que fizeram isso apenas em benefício próprio.”

— Elina Svitolina, em entrevista à BBC News.

Desde a invasão russa ao território ucraniano em fevereiro de 2022, os órgãos reguladores do tênis mundial (ATP, WTA e ITF) permitem que atletas da Rússia e de Belarus sigam competindo individualmente sem a exibição de suas bandeiras, hinos ou identificações nacionais oficiais.

Motivação em quadra e a relação entre esporte e política

A veterana de 32 anos admitiu que encarar adversárias dos países invasores do outro lado da rede ainda é um processo doloroso, mas garante transformar a tensão emocional em combustível competitivo:

  • Estímulo extra: “É difícil entrar em quadra e jogar contra elas, mas isso também me dá uma motivação enorme para derrotá-las”, assegurou a tenista natural de Odessa.
  • Propaganda esportiva: Para Svitolina, a tese de que o esporte não deve se misturar com a política é ilusória, argumentando que os governos de Rússia e Belarus usam o prestígio de seus atletas como ferramenta de propaganda e orgulho nacional.

Foco na Billie Jean King Cup em Shenzhen

Apesar das fortes declarações nos bastidores, o foco imediato de Svitolina está totalmente voltado para as quadras duras da China. Como principal nome de sua delegação, ela lidera a Ucrânia no duelo de quartas de final da fase final da Billie Jean King Cup contra a Bélgica. Uma vitória colocará o time ucraniano entre as quatro melhores seleções do mundo na maior competição feminina por equipes do tênis internacional.

📊 Raio-X do Confronto: Ucrânia vs. Bélgica (Clique para retrair)
Informação Detalhes do Evento
Confronto Ucrânia vs. Bélgica (Quartas de Final – BJK Cup)
Sede Shenzhen, China
Horário Quarta-feira, às 23h (Horário de Brasília) / Quinta-feira (horário local)
Líder Ucraniana Elina Svitolina (ex-número 3 da WTA)

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