Resumo da notícia
- Estreia dramática: A número 2 do mundo precisou de 1h49 e três sets para superar a jovem Lois Boisson (6/4, 1/6, 6/3).
- De olho no topo: A cazaque mantém vivas as chances matemáticas de assumir a liderança do ranking mundial ao final do torneio.
- Resiliência: Após um segundo set de queda técnica, Rybakina retomou o controle para confirmar sua vaga na segunda rodada.
Uma das principais candidatas ao título e com chances matemáticas de deixar Londres na liderança do ranking mundial, a cazaque Elena Rybakina quase viu seus planos desmoronarem logo na rodada de abertura. A número 2 do mundo enfrentou um teste físico e mental duríssimo nesta terça-feira (30) diante da jovem francesa Lois Boisson, precisando de três sets para fechar o placar em 6/4, 1/6 e 6/3, após 1h49 de batalha.
Disputando apenas o terceiro Grand Slam da carreira — e estreando de forma absoluta nas quadras de grama de Wimbledon —, Boisson ignorou completamente o peso do favoritismo da rival. Mesmo jogando apenas o seu terceiro torneio profissional nesta superfície na vida, a francesa conseguiu pressionar a ex-campeã com um jogo agressivo e sem complexos.
O confronto começou dando a impressão de que seria confortável para Rybakina, que fechou a primeira parcial em 6/4. No entanto, o cenário mudou drasticamente no segundo set, quando o rendimento da cazaque despencou:
- Pane no serviço: O aproveitamento de primeiro saque da cazaque caiu de 70% para meros 44%.
- Erros em excesso: Com a perda do controle dos pontos, os winners reduziram de 15 para apenas 4, enquanto os erros não forçados subiram para 13.
Na terceira parcial, Rybakina retomou a compostura. O divisor de águas veio no quinto game, quando a número 2 do mundo salvou dois break-points cruciais. Abalada, Boisson cedeu à pressão no oitavo game, permitindo que a cazaque selasse a vitória com firmeza no serviço:

