A eliminação precoce de Jannik Sinner em Roland Garros levantou um sinal de alerta vermelho no circuito. Embora o italiano de 24 anos tenha tentado colocar “panos quentes” sobre o seu estado físico durante a coletiva de imprensa, a justificativa não convenceu os olhares mais clínicos do esporte.
Patrick Mouratoglou, renomado ex-treinador de Serena Williams, utilizou suas redes sociais para fazer uma análise contundente da situação. Para o técnico, Sinner sofreu claramente uma insolação na quadra e tentou esconder a gravidade do problema para proteger sua imagem diante dos adversários.
“Todos ficaram extremamente surpresos com a derrota de Jannik em Roland Garros. Para mim, foi 100% uma insolação. A mensagem que extraio da coletiva dele é que ele simplesmente não quer que os oponentes saibam que ele tem uma fraqueza ali. E ele realmente tem um grande ponto fraco: a resistência ao calor e à umidade extremos.”
— Patrick Mouratoglou, sobre a eliminação de Sinner.
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Um histórico preocupante de colapsos físicos
Para embasar sua tese, Mouratoglou relembrou que o físico de Sinner já cobrou um preço altíssimo em outros episódios recentes sob condições climáticas adversas:
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Masters de Xangai: O italiano precisou abandonar a partida após sofrer com fortes cãibras por todo o corpo.
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Australian Open: Sinner flertou com a derrota pelo mesmo motivo físico, sendo “salvo” por um fator externo: o fechamento do teto retrátil e o acionamento do ar-condicionado da arena.
O treinador deixou um alerta para a equipe do líder do ranking: a temporada de quadras rápidas nos Estados Unidos (US Open), logo após Wimbledon, é brutalmente conhecida por seu calor e umidade extremos. Se Sinner não solucionar essa deficiência rapidamente com intervenções médicas e de preparação física, a gira americana poderá ser um pesadelo.

