A fase de Bia Haddad Maia no circuito da WTA não é das melhores, e a própria brasileira reconhece o momento delicado. Após sofrer uma derrota dura na estreia do WTA 1000 de Madri, onde foi superada pela espanhola Jessica Bouzas Maneiro por um contundente duplo 6/1, a número 1 do Brasil desabafou sobre os desafios que tem enfrentado fora das quadras.
Em entrevista à ESPN Brasil, Bia foi transparente sobre a transição técnica sob o comando do novo treinador, Carlos Comet, e o impacto disso em seus resultados recentes.
“Toda mudança demanda tempo e confiança. É preciso coragem, especialmente quando os resultados não aparecem. Não venho de uma temporada incrível e sei que, no momento, o vento não está a favor”, admitiu a tenista.
H2H e Retrospecto Recente: O Alerta Vermelho
Os números da brasileira na temporada de saibro mostram uma queda de rendimento que preocupa os fãs, mas que Bia trata como parte do processo:
- Derrotas Prematuras: Nas últimas quatro semanas, Bia não conseguiu avançar além da segunda rodada em três torneios de grande porte.
- A Pressão do Top 20: A brasileira destacou que, pelo seu histórico de sucesso, tornou-se “alvo”. *”Para minhas adversárias, ganhar de mim hoje é uma grande vitória. Isso me obriga a fazer força em triplo para vencer jogos que antes eu levava na luta”*.
- Transição de Saque: Um dos focos da mudança com Carlos Comet é o serviço. Bia admitiu que tentar automatizar novos movimentos sob pressão é um dos seus maiores desafios atuais.
Resiliência e o “Martelo na Pedrinha”
Apesar da frustração com o placar em Madri, a brasileira mantém o foco no longo prazo. Ela agradeceu o apoio de patrocinadores e dos “torcedores de verdade”, reforçando que a mudança no tênis pode ser rápida.
“Vou continuar seguindo meu caminho, martelando na pedrinha. Quem sabe ela quebre semana que vem ou daqui a alguns meses, mas o trabalho não vai parar”, finalizou Bia, que agora foca sua preparação para os próximos torneios da gira europeia, de olho em Roland Garros.
O que esperar de Bia Haddad nas próximas semanas?
A brasileira precisa defender pontos importantes nos próximos meses para se manter na elite do tênis mundial. A adaptação ao método de Carlos Comet será testada em Roma, último grande compromisso antes do Grand Slam francês. A paciência pedida pela atleta será o fator chave para o retorno da confiança.

